Diga Maria!

 
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um frango, três destinos
jul 26th, 2010 by Maria

Inicialmente era apenas um frango congelado destinado a se tornar um frango assado. Mas aqui nada se perde e muito pouco se repete. Numa tarde chuvosa essa estória começou assim: o pobre frango solitário pedia encarecidamente para ser resgatado de um balcão gelado. Eu passava por ali naquele momento, escutei e me sensibilizei com o seu lamento. Ao chegar em casa foi pra geladeira pra não sofrer um choque térmico e lá passou a noite se preparando para um grande momento. Pela manhã, tomou um banho com água corrente e se lambusou com uma pasta perfumada especialmente para ele preparada (cebola, alho, sal, limão, pimenta caiena, cravo e salsinha). Ficou ali paradinho, curtindo o cheirinho, enquanto outras gostosuras se aconchegavam num cantinho (batatas, tomates, cebolas, alhos e bananas da terra).

frango assado 01

Duas horas antes do grande momento, todos foram pro aquecimento, numa travessa untada com azeite e coberta com papel alumínio, dentro do forno com fogo mínimo.
Enquanto isso, todo o resto do frango (pés, cabeça e pescoço) foi para um banho de imersão em fogo bem brando, numa panela com água e temperos, devidamente tampada mas espalhando seu cheiro. Lá ficaram até virarem um caldo, nem fino nem grosso mas
ligeiramente encorpado e muito saboroso.
Uma hora depois ele se cansou da paradeira então dei uma mãozinha e ele se virou na assadeira. Mais meia horinha e a ave branquela já estava bronzeadinha. Aí bastou retirar o papel laminado, deixá-los mais 15 minutos no forno e sem nenhum esforço estava tudo suculento e moreno, pronto para brilhar na mesa do almoço!

frango assado 02

No entanto éramos apenas quatro para um frango bem dotado… então o que sobrou logo foi desfiado e guardado. Havia um destino à sua espera… e na mesma noite o caldo voltou pra panela. Levou consigo cenoura picada, um pouco do frango desfiado, além de macarrões que mais pareciam grãos de arroz. Foram servidos em prato fundo, com queijo ralado, um bom papo e brioche fatiado.

frango assado 03 canja

Mas ainda havia muito frango guardado! Só que ele estava um pouco envergonhado pois sem sua pele dourada se sentiu meio pelado. Quis um disfarce que lhe apresentasse tão glamuroso quanto estava o seu bronzeado dorso. Pedi uma noite para pensar e logo o convidei pra se juntar a um pouco do caldo, um toque de páprica, grãos de milho e um requeijão cremoso de salivar. Ele me olhou desconfiado mas não queria continuar num pote gelado, não disse que sim nem que não, mas deixou que eu o conduzisse para o recheio de um empadão. A receita da massa é essa daqui e o resultado você confere logo ali.

E essa é a estória de um frango congelado que com carinho foi por mim assado, gentilmente servido e por todos apreciado.

frango assado 04 empadao

minha primeira videoreceita (ou, do que o encantamento é capaz)
jul 21st, 2010 by Maria

Tudo começou no Twitter. No mesmo dia em que conheci o @vamoscozinhar já começamos a conversar. E da primeira conversa nasceu a primeira parceria. Pouco depois fui chamada pra conhecer a redação e topei na hora. Mas tímida que sou, à medida que a data se aproximava, eu hesitava. Por sorte, no dia marcado eles não aceitaram uma desculpa qualquer e me laçaram. Não sei precisar quanto tempo fiquei lá mas o certo é que me despedi em clima de namoro. Saí querendo voltar. E desse encantamento nasceu a urgência de fazer uma videoreceita, a minha primeira, especialmente para o Vamos Cozinhar.

Este vídeo foi produzido numa parceria com meu amado Antonio Stickel e sua Stickel Filmes, especialmente para o programa Feito em Casa, do (imperdível) portal Vamos Cozinhar.

sorvete de limão
jul 16th, 2010 by Maria

sorvete de limao 02_1

Limão é uma fruta muito versátil. Citando apenas usos no meu dia-a-dia, sem pensar muito, podemos enumerar umas 13 possibilidades: temperando peixe, porco, frango, arroz com feijão direto no prato, protagonizando um molho pro macarrão, um bolo, uma caipirinha, uma torta de limão, biscoitos ou uma clássica limonada, suíça ou não. Num molho para salada, numa calda doce, temperando o abacate batido, decorando com suas raspinhas uma série de pratos doces e salgados ou num sorvete. E quando a @PatríciaScarpin sugeriu essa receita no seu lindo Technicolor Kitchen, logo imaginei um sorvete bem cremoso, doce mas não muito, e bem azedinho… E adivinhem?! Foi exatamente assim! Arrancou suspiros servido puro ou com calda de chocolate. E a fórmula está aqui, à sua disposição. Diminuí um pouquinho o açúcar e acrescentei apenas dois elementos à receita do David Lebovitz publicada pela Patrícia: canela e conhaque.

Ingredientes (rendimento de aproximadamente 1 litro):
raspas de 2 limões grandes
½ xícara (120 ml) de açúcar refinado
½ xícara (120 ml) de suco de limão espremido na hora (aproximadamente 3 limões grandes)
1 xícara (240ml) de leite integral
1 lata de (395 g) de creme de leite
1 colher de sopa de conhaque
1 canela em pau
1 pitada de sal

Modo de fazer
Coloque no liquidificador as raspas das cascas dos dois limões, o açúcar e o suco de limão e bata até dissolver o açúcar. Acrescente o leite, o creme de leite e o conhaque e bata até se tornar homogêneo. Coloque a canela em pau nessa mistura e leve à geladeira por 1 hora. Em seguida retire a canela em pau e coloque a mistura na sorveteira seguindo as instruções do fabricante (aqui foram 30 minutos).

Pra quem não tem sorveteira, aposto que ficará uma delícia sob a forma de picolé ou chup-chup. Quem experimentar volta pra contar, combinado?!

outros sorvetes:

sorvete de abacate

sorvete de abacate

sorvete com bolo

sorvete com bolo

sorvete de doce de leite

sorvete de doce de leite

costelinhas com laranja e barbecue
jul 10th, 2010 by Maria

costelinha com laranja e maca

Na última ida à Vitória, uma grande amiga da família, a Madá, marcou um jantar na casa dela e me perguntou o que eu gostaria de comer. Não hesitei e declarei “costelinha!”. Na noite combinada ela preparou divinas costelinhas cozidas na cerveja preta com batatas e agrião. E pra quem gosta de comida, uma farta mesa é sempre um convite para conversas sobre comida. Foi assim que ela me contou sobre esta receita, comparando-a com as costelinhas do Outback. A essa altura eu já não sabia se salivava pela costelinha que comia ou pela que já planejava fazer.

De volta pra casa, não tardei a experimentar a nova receita. E compartilho com vocês as fotos de um almoço saboroso e suculento, com poucos ingredientes, pouco trabalho e uma manhã de forno. Gostou? Então vamos à receita!

costelinha com laranja

Ingredientes (para duas pessoas que comem bem ou três moderadas)
500 g de costela suína
suco de 5 laranjas
sal
pimenta do reino moída na hora
molho barbecue

para o acompanhamento
3 maçãs
açúcar
1 pau de canela (ou em pó a gosto)
uma pitada de sal

Modo de fazer
Coloque a costelinha numa assadeira não muito mais larga que ela, distribua o sal pela carne, salpique um pouco de pimenta do reino e cubra-a com o suco de laranja. Tampe com papel laminado e leve ao forno médio.
Enquanto isso, descasque as maçãs, corte-as em aproximadamente oito pedaços cada e leve-as ao fogo baixo numa panela pequena com água (quase até cobrí-las), uma pitada de açúcar e outra de sal. Quando a água reduzir pela metade, acerte o sal ou o açúcar, coloque a canela e deixe cozinhar até que a maçã esteja muito macia, quase desmanchando, e a água tenha se transformado numa calda cremosa. Desligue o fogo.
Mais de uma hora depois, voltemos ao forno. Quando o suco de laranja estiver reduzido ao fundo da assadeira e transformado num molho espesso, retire o papel laminado, espalhe o molho barbecue
por cima da costelinha
e volte a assadeira descoberta para o forno por aproximadamente 15 minutos.
Aí é só aquecer as maçãs e levar tudo pra mesa acompanhado de uma salada de folhas verdes.

coq au vin (ou frango ensopado em vinho tinto)
jul 6th, 2010 by Maria

coq au vin

Há poucos meses estive em Muqui/ES, cidade na qual vive a minha avó. Trata-se um sítio histórico construído nos tempos áureos do café brasileiro e que hoje abriga, além de muita cultura, pessoas simples e muita comida boa de cidade do interior. Pois então, foi nessa ida que visitei uma lojinha de produtos artesanais que comercializa desde compotas, geléias, massas e linguiça feita ali mesmo até frango caipira criado no quintal ao lado. Não resisti. Sei que em São Paulo posso comprar frango caipira, mas comprar um que foi criado ali naquele quintal visível a olho nu me pareceu muito especial e romântico. E assim o frango congelado foi para uma sacola térmica dentro da minha mala e voou de avião até aqui. Guardei-o no freezer e lá ficou até o dia em que eu folheava um dos meus livros prediletos, Chefs, e a foto do coq au vin saltou aos meus olhos. Claro que eu já havia visto aquela foto algumas vezes, mas naquele dia ela me olhou convidativa e desafiante.

Frango descongelado, segui a receita passo-a-passo! A única alteração que fiz foi a substituição do cogumelo fresco pelo em conserva porque não achei o da receita no dia.

Segue a receita e o texto descritivo que o livro traz (Chefs, editora Melhoramentos, pag.240, receita assinada por Shaun Hill):

“Conhecido na França como coq au vin, este é um importante prato da culinária provençal francesa. É um prato muito celebrado, mas em geral é muito malfeito em certos restaurantes. Algumas vezes o frango é marinado de um dia para o outro para realçar o sabor do vinho tinto. Contudo, isso produz um efeito indesejável: o sabor do vinho predomina sobre qualquer outro com que a pobre ave pudesse vir a contribuir, além de ressecar a carne.
Este prato não pode ser reaquecido sem alteração de sabor, ao contrário do que acontece com os de carne bovina e de cordeiro.

Ingredientes
55 g de maneteiga sem sal
1 frango, com cerca de 1,5 kg, cortado em 8 pedaços
8 cebolas pequenas
(daquelas para fazer conserva)
100 g de toucinho, cortado em tiras de 2,5 cm
16 cogumelos button
(champignon fresco)
2 dentes de alho amassados
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 colher de sopa de tomate peneirado
(molho de tomate peneirado)
250 ml de vinho tinto
1 colher de sopa de açúcar
500 ml de caldo de galinha ou água
(usei caldo de galinha feito em casa)

Para servir
1 colher de sopa de salsa picada
croûtons quentes

Modo de fazer
Aqueça metade da manteiga numa panela. Polvilhe o frango com sal e pimenta, coloque os pedaços na panela e frite, virando para que fiquem dourados por igual.
Adicione as cebolas e o toucinho e cozinhe por cerca de 10 minutos até estarem dourados; junte os cogumelos e o alho e cozinhe por mais alguns minutos, mesclando os sucos.
Misture a farinha à manteiga dourada e aos sucos e cozinhe por 1 ou 2 minutos. Adicione o tomate, o vinho tinto e o açúcar, mexendo até frever. Adicione caldo de galinha ou água e deixe ferver novamente.
Diminua o fogo abaixo do ponto de fervura, então tampe a panela e deixe cozinhar por 50 minutos ou até que o frango esteja macio.
Verifique o cozimento e escorra todos os pedaços de frango e legumes, arranjando-os num prato de servir.
Transfira algumas conchas do líquido do cozimento e os resíduos do cozido ao liquidificador, adicionando a manteiga restante e bata. Misture bem o molho e prove o tempero.
Espalhe o molho sobre os pedaços de frango e os legumes. Salpique com a salsa e sirva com os croûtons.”

Eu não tinha pão para fazer croûtons em casa nesse dia, então servi com purê de batata. Combinou perfeitamente com este saboroso prato!

outras sugestões

pecoço de peru

pecoço de peru

spaghetti al limone

spaghetti al limone

musse de chocolate

musse de chocolate

a gastronomia no cinema
jun 28th, 2010 by Maria

logo quentinha de invernoQuando soube da promoção Quentinha de inverno do Vamos Cozinhar achei que era uma boa oportunidade para fazer um post sobre filmes com boas cenas de culinária. Comecei a listar os que já assisti e, certa de que estava esquecendo algum, resolvi pedir indicações no Facebook e no Twitter. Nesse momento o que era um post para vocês se transformou numa extensa e rica lista também para mim (queridos do Twitter e do Facebook, muito obrigada pela preciosa contribuição!).

A primeira lista é dos filmes que assisti e recomendo. A segunda contem as sugestões que recebi e que em breve assistirei. E aqui está o link para a promoção que sorteará kits com os DVDs dos filmes Sem reservas, Os bons companheiros e Estômago e os livros Mestre cuca Larrousse, Celeiro, Segredo dos Chefs e Delícias do chocolate. Cadastre-se e boa sorte! E enquanto aguarda o sorteio, divirta-se com alguns dos filmes abaixo. Ah, e se quiser complementar a lista, fique à vontade!


    ✿ Os que já vi e recomendo

    A festa de Babete (”Babettes Gaestebud” com Stéphane Audran; direção de Gabriel Axel)
    Mais estranho que a ficção
    (”Stranger than fiction” com Will Ferrell e Maggie Gyllenhaal; direção de Marc Forster)
    A grande noite
    (”Big night” com Marc Anthony, Tony Shalhoub e Isabella Rossellini; direção de Campbell Scott e Stanley Tucci)
    Julie & Julia
    (”Julie & Julia” com Meryl Streep e Amy Adams; direção de Nora Ephron)
    Tomate verdes fritos
    (”Fried Green Tomatoes” com Kathy Bates; direção de Jon Avnet)
    Estômago
    (com João Miguel; direção de Marcos Jorge)
    Sem reservas (”No reservations” com Catherine Zeta Jones; direção de Scott Hicks)
    O jantar
    (”The dinner”; direção de Ettore Scola)
    Chocolate
    (”Chocolat” com Juliette Binoche e Johnny Depp; direção de Lasse Hallström)
    Como água para chocolate
    (direção de Alfonso Arau)
    Ratatouille
    (direção de Brad Bird e Jan Pinkava)
    Tempero da vida
    (”A touche of spicy”; direção de Tassos Boulmetis)
    Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
    (”Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street com Johnny Depp; direção de Tim Burton)


    ❀ Os que recomendaram e verei

    O tempero do amor
    Amadeus
    As férias da minha vida
    Caminhando nas nuvens
    Casamento grego
    Cheiro do papaya verde
    Como era gostoso o meu francês
    Filho da Noiva
    Kramer vs. Kramer
    La grande bouffe
    Maria Antonieta
    Noivo neurótico, noiva nervosa
    O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e o amante
    Sabor da paixão
    Spanglish
    Tampopo – os brutos também comem spaghetti
    Vatel
    Um Banquete Para o Rei
    Woman on top

    ❃ E uma super lista (em inglês) enviada pela querida Ana Franco, da Cozinha de Idéias : gastronomia no cinema.

chucrute com salsicha (ou, comprado pronto mas especial)
jun 21st, 2010 by Maria

chucrute com salsicha

Não fui eu que preparei. Mas enquanto me deliciava com esse prato pensava o quão simples pode ser prepará-lo e me pareceu ideal para aqueles dias nos quais queremos comer uma refeição diferente em casa e nos falta inspiração para cozinhar. Todos os ingredientes podem ser comprados prontos e servidos sem demora, bastando esquentá-los. Mas caso você queira dar um toque, há também a possibilidade de personalizar um pouquinho. Vamos aos ingredientes?!
Salsicha alemã: é composta por carnes de porco, vaca e, algumas vezes, vitela e é mais saborosa que a salsicha que costumamos consumir no Brasil. Em casa, basta aquecê-la numa frigideira ou forninho elétrico.
Mostarda: compre uma de boa qualidade e coloque na mesa para que cada um se sirva na quantidade desejada.
Chucrute: trata-se de repolho
fermentado e fatiado fininho que pode ser comprado na seção de conservas dos supermercados. O modo de prepará-lo, ensinado pela Martha e pela Ivone, é lavá-lo em água corrente para retirar o excesso de acidez e ir provando; quando estiver bom pro seu paladar, escorra. Para incrementar o sabor a dica é refogá-lo com cebola fatiada e quando estiver quente juntar fatias finas de maçã, desligar o fogo e tampar a panela pra abafá-la um pouco.

chucrute

Nesse link aqui tem um pouquinho da origem do chucrute e também uma receita para quem animar fazer em casa. E depois volta pra me contar, combinado?!

risoto de linguiça
jun 15th, 2010 by Maria

risoto de linguica

Sobrou linguiça do churrasco. E no dia seguinte faltou planejamento para o almoço. Procurei na despensa um caminho a seguir. Encontrei uma cebola papeando com um tomate. Logo que me viram entederam o que eu buscava e apontaram com o olhar para um vidro com arroz arbóreo. “Entendi, pessoal, mas não temos vinho pro risoto”. E com o mesmo olharzinho solícito os dois me mostraram a garrafa de cachaça. E lá fui eu pra cozinha.

Tirei a pele e piquei três linguiças. Em seguida o tomate e a cebola. Cortei quatro alhos em pedaços grandes e colhi quatro folhas de sálvia. Refoguei o alho em azeite numa panelinha, juntei o tomate, o sal, a sálvia e um pouco de pimenta calabresa. Coloquei outra panela no fogo com um pouco de manteiga, refoguei a cebola, acrescentei a linguiça e quando ela já estava cozida juntei dois punhados do arroz. Mexi até que os grãos estivessem brilhantes e reguei a mistura com cachaça. Quando a cachaça evaporou entrou uma concha do caldo que se formou na panelinha (com o tomate). E segui mexendo e colocando mais caldo até que os grãos ficaram macios mas ainda firmes. Desliguei o fogo, misturei um pouco de parmesão ralado e tampei a panela. Separei os pratos e talheres e servi com raspas de limão por cima e ervilha em folha cozida bem al dente.

Simples e delicioso, foi praticamente um banquete em plena segunda-feira! Nada como contar com bons ajudantes na despensa!

Para facilitar, aqui vai a lista de ingredientes para duas porções:
para o caldo
um fio de azeite
quatro dentes de alho
um tomate picado
pimenta calabresa
sal
água
fazendo o risoto
três linguiças
dois punhados de arroz arbóreo
uma cebola pequena/média
quatro folhas de sálvia
uma farta colher de sopa de manteiga
+/- 100 ml de cachaça
queijo parmesão ralado

✎ Detalhes importantes na hora de preparar um risoto:
. o arroz tem que ser arbóreo pois esse tipo solta mais amido (e é isso que dá a consistência do risoto);
. não lave o arroz;
. a qualidade do caldo é muda tudo, portanto tente fazê-lo em casa e esqueça os industrializados;
. acrescente o caldo aos poucos;
. mexa;
. o risoto deve ficar úmido e o arroz al dente;
. e deve ser servido quente.

mais!

risoto de camarão

risoto de camarão

spaghetti al limone

spaghetti al limone

massa caseira com molho funghi

massa caseira com molho funghi

nhoque de batata com manteiga, sálvia e camarões
jun 10th, 2010 by Maria

nhoque de batata 01

O nhoque faz parte da minha vida desde a infância. Com avô italiano, minha avó prepara desde sempre um nhoque levíssimo e famoso na família. E provavelmente por tê-lo carinhosamente servido a cada passagem por Muqui, nunca me habilitei a aprender. Mas mudei de estado e a farta mesa da minha vó Lucy ficou mais distante… E isso me pareceu um sinal de que era hora de saber fazê-lo na minha própria casa!

Os italianos dizem que não há medida certa pro nhoque, que temos que “sentir” a massa. Mas fiquei um pouco insegura se a parcela de sangue italiano que corre em minhas veias saberia reconhecer esse ponto e tratei de buscar uma receita. Li duas nos meus “livros de cabeceira” e uma no Vamos Cozinhar (que tem um vídeo ótimo ensinando o passo-a-passo). E dessas três saiu a receita que escrevo abaixo.

Foi mais fácil e menos trabalhoso do que eu imaginava. E recomendo como um delicioso programa a quatro mãos, sejam elas amigas ou namoradas. Boa diversão e bom apetite!

nhoque de batata com camarao

Ingredientes para quatro porções (prato principal)
600 gramas de batata asterix
150 gramas de farinha de trigo
80 gramas de queijo parmesão ralado
duas gemas
sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Ingredientes para o molho
100 gramas de manteiga
250 gramas de camarão cinza limpo
5 dentes de alho espremidos os picados pequeninos
10 folhas de sálvia
um pouco da água do cozimento do nhoque
algumas gotas de limão
sal a gosto

Modo de fazer o nhoque
Coloque as batatas com casca em um panela, cubra-as com água, coloque um pouco de sal e leve ao fogo até que estejam macias (espete um garfo, se entrar com facilidade estão prontas). Escorra a água e tão logo consiga manuseá-las, retire a casca e esprema ou amasse-as. O importante de descascá-las e amassá-las ainda quente é facilitar a evaporação e deixar a batata menos úmida (e assim precisaremos de menos trigo e o nhoque ficará mais leve). Deixe esfriar num tabuleiro ou numa bancada. Misture as gemas, o queijo, o sal,a  pimenta e a noz moscada e, aos poucos, o trigo. Sinta a textura e coloque um pouco mais ou um pouco menos de trigo pois a umidade da batata e do ambiente influenciarão nessa quantidade. Quando a massa estiver homogênea, salpique trigo na bancada de trabalho e com porções pequenas faça cilindros rolando a massa pra frente e pra trás (como as minhocas que fazíamos
na infância com massinha). Corte os cilindros em pedaços de +/- 3 cm e aí estarão seus nhoques!

nhoque modelando Foto do livro Chefs – Segredos e Receitas, da Editora Melhoramentos.

Eu passei no garfo para gerar cavidades que permitem maior aderência do molho. Isso é opcional mas se quiser, faça assim: segure um garfo invertido com uma das mãos; com o polegar da outra mão, pressione o pedaço de massa contra contra os dentes do garfo, ao mesmo tempo rolando a massa para formar estrias e uma concavidade na parte interna.

Agora é colocar a água no fogo com um pouco de sal. Quando levantar fervura, coloque alguns nhoques e espere até que subam à superfície. Retire-os com uma escumadeira e disponha-os numa travessa (eu coloquei no escorredor de macarrão). Quando todos estiverem prontos, reserve um pouco da água do cozimento e vamos ao molho!
Envolva os camarões sem casca e já limpos com o alho espremido e umas gotinhas de limão. Aqueça uma frigideira grande e coloque um pouco de azeite ou manteiga. Acrescente os camarões, conte uns dois minutinhos e vire-os. Retire os camarões da frigideira quando estiverem rosados e reserve. Volte com a frigideira para o fogo baixo, derreta a manteiga e acrescente as folhas de sálvia. Junte um pouco da água do cozimento da massa e observe como a manteiga derrentida se tornará cremosa. Acerte o sal, junte os camarões e coloque o nhoque na frigideira. Envolva-o bem com o molho e sirva em seguida. Na mesa, um bom vinho e queijo parmesão ralado na hora!

mais massas

nhoque de abóbora

nhoque de abóbora

pastel de feira

pastel de feira

spaghetti al limone

spaghetti al limone

motivos para comemorar (ou, como ganhar um Moleskine Recipes)
mai 28th, 2010 by Maria

promocao encerrada

Não planejei esta comemoração; ela se planejou sozinha. Tudo começou no Twitter quando alguém postou o link para a nova linha Moleskine Passions. Quando vi o modelo Recipe Journal senti que finalmente havia encontrado o caderno de receitas que há tanto tempo estava buscando. Ainda não estava à venda no Brasil (não sei se já está) então decidi encomendar na Amazon. Mas na hora de colocar no carrinho, apaixonada resolvi pedir dois; sabia que alguém ficaria muito feliz em ganhar. Quase dois meses se passaram até o dia que cheguei de viagem e encontrei um pacote no meu quintal; eram eles, finalmente! Fiz festa, abri, namorei e logo me perguntei “pra quem eu vou dar o outro?”. Algumas pessoas queridas me passaram pela cabeça, mas não consegui escolher apenas uma e quase me arrenpendi por não ter encomendado 10.

moleskine

Logo lembrei que o blog estava completando nove meses, tempo do ciclo completo de uma gestação. E assim parece estar sendo com o DigaMaria: no início ele existia apenas para a família; depois para os amigos; aos poucos uns comentavam aqui, outros ali… e desde dezembro ele vem crescendo e encorpando, como quem se prepara para conhecer o mundo. E quanto mais eu o alimento e preparo para que cresça saudável e frutífero, mais ele me mostra que sua energia é também minha; quanto mais vida dou a este blog, mais ele me retribui através de cada um de vocês leitores, através das lindas pessoas que conheci pessoalmente nessa comunidade de blogueiros de comida, através das boas parcerias que fiz e de tantas outras que virão. Portanto, leitor querido, motivos não me faltam para comemorar! E quero fazer isso na boa companhia de vocês, com direito a brinde de espumante, claro!

Está lançada a primeira promoção exclusivamente do DigaMaria! Serão dois sorteados*, um via Twitter e outro via comentários. Cada sorteado receberá em casa, desde que em território nacional, esse lindo Moleskine Journal Recipes acompanhado de uma Chandon Baby!

Façamos assim:

Se você tem Twitter, siga o DigaMaria e twite: “Quero comemorar e ganhar o Moleskine Recipe com Chandon! Siga @DigaMaria, dê RT e concorra! www.digamaria.com”;

Se você não tem Twitter, deixe um comentário neste post dizendo que você quer concorrer. Mas tem um detalhe, lembra que eu encomendei apenas dois?? Pois é, o sorteio via blog só acontecerá se o post atingir no mínimo 50 comentários de pessoas diferentes com e-mails diferentes. Portanto, divulgue a promoção e boa sorte!

No dia 07/06 encerraremos a promoção e no dia 08/06 será o sorteio e conheceremos o(s) vencedor(es)!

(*) O sorteio do Twitter será realizado pelo Sorteie.me. O sorteio dos e-mails cadastrados nos comentários está condicionado a um mínimo de 50 comentários de leitores diferentes com e-mails diferentes e será realizado pelo Random.org. As páginas com os resultados serão divulgadas aqui.

azeitonas, mussarela de búfala e manjericão (ou, boas companhias pra uma 6ª preguiçosa)
mai 25th, 2010 by Maria

massa com azeitonas bufala e manjericao

Era uma sexta-feira e eu havia marcado um jantar com algumas amigas na casa da minha mãe. Saí do trabalho atrasada e bastante cansada. Sofri um pouco o dilema “desmarco e relaxo, ou mantenho e cozinho cansada?”. Algumas ligações e a questão principal estava resolvida, elas não se importaram em transferirmos para o dia seguinte. “Ufa, vou cozinhar e servir com mais alegria”, pensei. Segundo dilema: “já faço as compras de supermercado, ou deixo para amanhã também?”. Afinal, ainda restava o cansaço e a mãe e o marido que me esperavam para jantar.

Para muitos supermercado é sinônimo de chateação. Mas para mim significa distração, relaxamento, entretenimento; em suma, coisa boa. Então aproveitei que tinha a generosa carona e companhia do meu pai e me joguei. A essa altura imaginava jantar fora ou me contentar com um básico pão francês acompanhado de queijo e salada. Mas aquelas prateleiras coloridas, recheadas e cativantes me animaram a preparar um jantarzinho. Eu precisava de três coisas: praticidade, aconchego e sabor. As duas primeiras se traduziram automaticamente em macarrão. E nem para o sabor precisei raciocinar; enquanto passava pelos produtos a granel, umas simpáticas e pequeninas azeitonas acenaram pedindo que eu as levasse pra casa. E já no meu carrinho, saltitantes me deram a dica: “adoramos a companhia do manjericão e da mussarela de búfala; leva eles também?!”. Eu não podia negar, concordam?!

azeitonas parmesao e manjericao

Voltei para casa revigorada e muito bem acompanhada. Abrimos um vinho e acalmamos o estômago com grossas lascas de queijo de cabra e uma provinha das azeitonas portuguesas (que por sinal estavam divinas). Coloquei a água com sal para ferver, piquei as azeitonas, lavei o manjericão e parti em quatro cada bolinha da mussarela. Quando a massa estava quase pronta, tirei a panela do fogo e em seu lugar coloquei uma frigideira grande. Aqueci azeite e misturei as azeitonas picadas e o óleo no qual elas estavam. Juntei um pouco da água do cozimento da massa até formar uma emulsão. Escorri a massa e coloquei-a na frigideira apenas para misturá-la bem à emulsão ainda quente. Desliguei o fogo, coloquei numa travessa (que estava sobre o fogão para ficar aquecida), acrescentei o manjericão e a mussarela, salpiquei lascas de parmesão e levei para a mesa. Para acompanhar, boa companhia, pão e vinho. Precisa mais que isso?


outras massas

talharim com frutos do mar

talharim com frutos do mar

ravioli de banana

ravioli de banana

spaghetti al limone

spaghetti al limone

degustações e aulas de gastronomia na BGourmet
mai 22nd, 2010 by Maria

BGourmet

Existem algumas boas receitas de como uma empresa pode fornecer muito mais que produtos para nossas casas. Elas nos ensinam como uma marca pode auxiliar nas tarefas cotidianas e também nos cercar com mimos, com informações, com bom gosto e com entretenimento e lazer. Esta receita que posto hoje chama-se BGourmet e reúne ingredientes preciosos na Casa Cor SP.

A Brastemp fez uma imersão aprofundada no continente africano e lançou seu olhar não óbvio sobre a África do Sul. Convidou 11 arquitetos renomados e os desafiou a desenhar e decorar espaços criativos a partir das peculiaridades da África do Sul, sua diversidade de culturas, de idiomas, de costumes e de crenças. O resultado está em 9 espaços da Casa Cor SP e na extensa programação de cursos, com aulas práticas de gastronomia na Cozinha e Bar funcionais, e degustações abertas ao público.
A Bgourmet abre as suas portas no dia 25/05 e as inscrições já podem ser feitas pelo site e isentam o pagamento da entrada na Casa Cor.

Quer experimentar? Então acesse www.bgourmet-sp.com.br, conheça o cronograma das aulas e faça logo a sua inscrição.

Eu infelizmente não poderei ir porque não estou em São Paulo, mas achei tão bacana que quis logo postar essa delícia de programação para os meus queridos leitores. Então, aproveite por você e por mim e depois volte para contar o que achou!

E já que estamos falando em África, publico algumas fotos de uma documentarista que está naquele continente, sozinha, desde o início do ano. Eliza Capai, irmã desta Maria, apresenta suas matérias sobre a África no programa Saia Justa e no blog da GNT. E em breve a teremos por aqui nos mostrando e ensinando um pouco sobre a culinária de lá!

africa

clássicos da vovó Regina (ou, o strogonoff do Vamos Cozinhar)
mai 16th, 2010 by Maria

strogonoff 01

Recentemente tive uma daquelas lembranças realistas que envolvem até sensações. Adentrei pelas portas da minha mente na casa da minha avó em Itajubá. Senti o delicioso cheiro das férias que se fazia presente nas roupas de cama perfumadas e impecavelmente estendidas, no carpete sempre limpo e macio e nas pesadas cortinas que ornavam aquela autêntica casa de vó do interior de Minas. Passava por essas impressões, pousava minha mala no quarto de móveis de madeira pesada, abria as janelas e sentia a brisa fresca. Lavava as mãos e o rosto na água gelada do espaçoso e iluminado banheiro e seguia para o lugar mais importante da casa: a cozinha. Lá, a Maria, minha xará, certamente já havia preparado uma boa parte dos pratos tradicionais da minha vó Regina. E eu sempre comprovava isso abrindo a geladeira e antecipando a salivação da hora do almoço.

Filha de uma tradicional família mineira, vovó Regina estudou em colégio de freiras francesas. Admirou desde de criança essa cultura e nos presenteava com uma culinária que ora vinha da França ora das fazendas de Minas. Na sala de jantar com lustre de cristal ou na acolhedora mesa redonda da cozinha não faltava um leitão assado no Natal ou um bom lombinho acompanhado de torresmo. Mas também conhecemos bem de perto os clássicos rosbife com molho de champignon e creme de leite e o strogonoff. E foi nesse último que me apeguei durante essa lembrança. É certamente o melhor strogonoff que já comi e nunca arrisquei reproduzí-lo em casa. Mas agora que não temos mais a minha vó ou a Maria de lá para fazê-lo, acho que está na hora de eu começar. E essa cosntatação foi o ponto final daquela lembrança.

Uma semana depois comecei a participar da PromoVamos e, ao adentrar no site Vamos Cozinhar para conhecer as videoreceitas da promoção, adivinhem com qual receita me deparei?! Sim, strogonoff! Num primeiro momento reconheci vários ingredientes da receita da minha vó e decidi fazê-la. Mas durante a execução ia consultando minha mãe e juntas descobrimos diversas e significativas diferenças. Para nossa surpresa o strogonoff ficou tão saboroso quanto o da vovó Regina, porém mais leve. Convidei algumas amigas e aqui está o resultado de um jantarzinho delicioso.

Segui o ótimo passo-a-passo do vídeo do Vamos Cozinhar e por isso o publico no final do post. Mas como alterei algumas quantidades durante a execução, publico abaixo exatamente como fiz.

strogonoff 02

Ah, e a promoção termina nesta semana! Se você ainda não se inscreveu, não perca a chance de concorrer a jantares e livros para você e sua cozinha. Clique aqui e se inscreva, indicando o DigaMaria, é claro!

Ingredientes (rende 8 porções)
1 Kg de filé mignon cortado para strogonoff
1/2 Kg de champignon
100 gramas de manteiga sem sal
2 colheres de sopa de azeite
500 gramas de creme de leite fresco
2 colheres de chá de páprica doce
2 colheres de chá de páprica picante
2 colheres de sopa de farinha de trigo
pimenta do reino e sal a gosto
125 ml de conhaque
125 ml de vinho branco seco

Como fiz
Derreti a manteiga e o azeite e fritei bem a carne salpicada com pimenta do reino e sal. Quando o caldo que soltou da carne já estava bem encorpado eu o retirei da panela e reservei (tenho preconceito com caldo industrializado e aproveitei esse para utilizar no lugar do outro). Voltei com a panela pro fogo e acrescentei a cebola. Soltou um pouco d’água e assim que secou juntei a farinha de trigo e incorprei-a bem. Chegou a hora da diversão: despejei o conhaque e coloquei fogo na panela! Mexi um pouco e logo o fogo apagou e a carne estava com uma consistência caramelada.

strogonoff etapas

Acrescentei o vinho, o caldo de carne reservado e as pápricas. Aí só faltava o creme de leite que deixei para colocar bem pertinho da hora de servir. Ficou um pouquinho líquido para o meu gosto e então misturei um pouquinho mais de farinha de trigo a uam pequena porção do creme de leite. Tudo na panela, bastou um pouco de fervura e já estava na consistência ideal!

O arroz segui à risca a receita do vídeo. O orégano dá um sabor especial (e leve) que todos notaram e aprovaram. A isso acrescente batata palha e um bom vinho e aí está um prático e delicioso prato para receber poucas ou muitas pessoas.

outras receitas de vó e de vô

biscoitos de fécula de batata

biscoitos de fécula de batata

waffle

waffle

empadinha de banana

empadinha de banana

harmonização de cerveja (ou, novas nuances de uma velha conhecida)
mai 10th, 2010 by Maria

Este post faz parte do especial Cerveja e Comida – Harmonização de Cerveja Especial, uma iniciativa Bierboxx e Botecagem com diversos blogs e sites oferecendo dicas de harmonizações perfeitas de cervejas especiais, artesanais e importadas com o melhor da gastronomia/culinária, toda semana. Acompanhe!


harmonizacao 03_1 pq

Na adolescência somente os destilados agradavam meu paladar. Cerveja era muito amarga. Até que num belo dia ensolarado, no auge dos meus 18 anos, lá estava eu, no topo de uma das muitas dunas de Itaúnas, deslumbrada com a paisagem que se revelava à minha frente: uma imensidão de areia e mar ornada por uma cadência de quiosques rústicos de madeira com redes estendidas. Naquele dia, encantada por pertencer àquela paisagem cheia de calor, experimentei pela primeira vez o prazer que pode estar contido dentro de uma cerveja gelada.

Os anos se passaram e esse prazer permaneceu comigo. Mas durante esse tempo a cerveja esteve associada à praia, aos tira-gostos ou à um copinho antes do almoço nos finais de semana. Só muito recentemente, numa conjunção de habitante de São Paulo, aumento de poder aquisitivo e interesse pela gastronomia, é que comecei a experimentar as “cervejas especiais” e naturalmente elas me mostraram que podiam continuar à mesa mesmo depois do prato principal servido. Não atrapalhavam nem empapuçavam. Não, pelo contrário, elas enriqueciam a experiência.

Foi nessa altura que o universo fez com que a Ana, do Cozinha de Idéias, intuísse esse meu momento de descobertas e fizesse contato me convidando para fazer um post com uma receita harmonizada com cerveja. Isso foi para mim uma alegria por ser a cerveja uma bebida muito mais condizente com a nossa cultura que o vinho, mas também um desafio, já que não tinha qualquer embasamento téorico. Mas o fato da cerveja estar na mesa dos botecos da periferia e também na dos restaurantes dos Jardins parece tornar essa tarefa mais fácil; é como se já houvesse uma intimidade, uma relação estabelecida.

Comecei escolhendo a cerveja pela qual ando apaixonada, a Baden Baden Golden Ale, uma cerveja com adição de canela e sabor levemente adocicado. Só então me detive no que eu cozinharia para harmonizar.

Para a entrada arrisquei o sabor forte de um canapé com brioche levemente crocante com queijo de cabra cremoso, geléia de cereja negra e um detalhe de rúcula. E a sensação que tive foi da Golden Ale refrescando e limpando meu paladar, deixando-o pronto para novamente saborear o canapé.

Para o prato principal algo me disse que ela ficaria deliciosa acompanhando um spaghetti com frutos do mar. Apostei então na cumplicidade entre bebida e comida preparando o molho com um pouco da própria cerveja e um acréscimo de canela e ambos se entenderam perfeitamente durante um saboroso almoço de domingo.

harmonizacao principal

Concordam comigo que um almoço num domingo ensolarado combina muito mais com uma cerveja que com um vinho?! E a isso acrescente uma importante informação: pelo preço de um vinho mediano você compra de uma a duas garrafas de uma boa cerveja. E então, vamos juntos nos aventurar por essa nova gama de sabores?!

Ingredientes para duas fartas porções
200 gramas de spaghetti ou talharim
3 tentáculos de polvo
2 lulas limpas e cortadas em anéis
10 camarões cinza limpos e sem casca
2/3 copo de cerveja Baden Baden Golden Ale
½ cebola
½ xícara de salsinha picada
3 dentes de alho espremidos
1 limão
1 pimenta caiena sem semente
3 pitadas de canela
manteiga
queijo parmesão ralado
sal a gosto

Modo de fazer
Comecei preparando o polvo (se quiser cozinhá-lo inteiro, a receita desde o peixeiro está aqui) assim: lave-o com água corrente e bata seus tentáculos contra uma superfície lisa (pode ser a bancada da pia) para soltar grãos de areia que eventualmente estejam nas cavidades. Lave novamente em água corrente. Acomode-o numa panela junto com a ½ cebola, tampe e coloque em fogo médio. Aqui levou 30-40 minutos para ficar pronto. A cebola e o polvo soltarão água suficiente para o cozimento mas se precisar acrescente água. Retire do fogo quando estiver macio e só então acrescente um pouquinho de sal. Coloque-o num prato e deixe esfriar.
Pinguei umas gotinhas de limão na lula e nos camarões, passei uma água na panela e voltei com ela pro fogo médio para prepará-los: coloque uma farta colher de manteiga e quando ela estiver derretida acrescente os camarões. Quatro minutos serão suficientes para que eles fiquem bem rosados; na metade desse tempo vire-os para que cozinhem por igual. Salpique um pouco de sal e reserve-os. Volte com a panela pro fogo, coloque mais uma colher de manteiga e quando derreter junte os anéis de lula. Mais quatro minutinhos e uma pitada de sal. Reserve-as.
Coloque água para ferver com sal para cozinhar a massa. Em paralelo, volte com aquela mesma panela pro fogo, acrescente mais uma colher de manteiga, junte o alho espremido e a pimenta picada. Em seguida coloque a cerveja e a canela, abaixe o fogo e deixe reduzir um pouco. Roube umas colheradas da água que está cozinhando o macarrão e junte ao molho. Escorra a massa e coloque-a junto com os frutos do mar no molho aquecido. Sirva na hora com queijo parmesão ralado por cima.

outros posts daqui

minha 1a impressão

quando a conheci

risoto de camarão

risoto de camarão

o polvo

o polvo

que tal ganhar uma promoção?
mai 8th, 2010 by Maria

Antes de mais nada quero lembrar que só ganha quem participa. E que quem participa pode ganhar. Eu fui lembrada disso hoje ao receber um telefonema no qual a pessoa se identificou e me pediu a seguinte confirmação: ‘Você preencheu um cupom na Kopenhagen, correto, Maria?”. E eu pensei “nossa, nem lembrava disso!”. Passei lá apenas para um cafezinho e quando fui ao caixa pagar vi o folheto com uma promoção de Páscoa. Não custava nada, eu já estava ali mesmo, preenchi. Pois bem, gastei uns dois minutos do meu dia, coloquei o cupom na urna e hoje soube que não fui sorteada. Não, não fui eu a ganhadora. Mas mesmo assim me escolheram (não me perguntem porquê!!) para ser presenteada com duas diárias em um dos hotéis de uma rede de luxo. Pois é, em breve passarei de graça um final de semana cinco estrelas. E com acompanhante, claro!

E é com esse espírito que começo o mês de Maio. E se você está aqui, provavelmente gosta de cozinhar. E se gosta de cozinhar, provavelmente vai querer participar da promoção do site Vamos Cozinhar em parceria com alguns blogs de gastronomia, entre eles o DigaMaria!

logo vamoscozinhar

Tá bem, vou parar de enrolar e ir direto ao assunto: serão sorteados kits contendo avental, sacolinha charmosa e livros de gastronomia (tem até do Alex Atala!), além de dois jantares com acompanhante no Obá Restaurante, em São Paulo. Gostou? Então acesse www.vamoscozinhar.com.br/promocao, assista uma das videoreceitas, anote quantas vezes a logo da promoção aparece e envie essa informação junto com seu nome, e-mail e blog preferido. Além disso, os blogs indicados pelos 5 futuros vencedores, serão convidados para gravar seu próprio programa com uma videoreceita. Já pensou, você responsável pelo DigaMaria em vídeo??! Eu já estou na torcida para que pelo menos um dos sorteados seja meu leitor! Mas como bons fluidos nunca são demais, aí vai: BOA SORTE!!

E o mês está apenas começando! Em breve teremos aqui uma promoção exclusiva! Mas enquanto eu não a divulgo, vai lá concorrer! Só assim você pode ganhar, lembra? ; )

meu primeiro polvo (ou, sobre estréias e preconceitos)
mai 4th, 2010 by Maria

polvo cozido

Acho que meu primeiro tabu na cozinha foi a dupla arroz com feijão. Já havia me aventurado com pratos como codornas e risotos mas nunca encarado o basicão. Confesso que tinha receio de não fazer bem feito… Nesse tempo eu ainda não tinha panela de pressão e com meu pai aprendi a fazer feijão sem ela: algumas horinhas de molho na água e ele fica no ponto para ir ao fogo com uma folhinha de louro numa panela normal; de preferência de barro, segundo meu pai. Deu certo de primeira. Com o arroz não foi diferente. Bastou ler as instruções na embalagem e em pouco tempo lá estava ele, soltinho.

E não só na cozinha, muitas vezes o difícil está mais presente nas nossas crenças (e medos) que na prática. E nos cabe identificar isso, ou simplesmente acreditar nisso, para nos arriscarmos e descobrirmos que não é tão complicado assim. Cresci numa cidade de 350 mil habitantes e nunca imaginei sair de lá, da minha zona de conforto, da proximidade dos amigos e dos pais. Sabia que seria sofrido. Mas quando a nunca pensada mudança aconteceu, me surpreendi com a naturalidade com a qual ela se apresentava. Fui pra uma cidade com mais de 10 milhões de habitantes (não gostei não…) e hoje moro numa com 70 mil, que num primeiro momento encarei como muito pequena e menos de dois meses depois vejo-a do tamanho perfeito para mim. Bem diz a minha irmã “basta o primeiro passo pra você entrar no fluxo e o mundo (ou a cozinha) te acolher”.

Com esse espírito, de quem agora mora numa cidade litorânea e acredita que na prática vai ser mais fácil que na pré-concepção, resolvi encarar os frutos do mar. E vocês hão de concordar comigo, não é fácil comer um bom polvo ou uma boa lula num restaurante! Portanto, por essa experiência, eu acreditava que não seria simples fazer um bom polvo, nem borrachudo, em gosmento. Concordam?? Quem respondeu sim, equivocou-se como eu! Vamos a uma das mais simples receitas que já fiz.

frutos do mar

Ingredientes
1 polvo (ou alguns tentáculos);
1 cebola inteira;
sal a gosto.

Modo de fazer
Escolha o polvo e peça para o peixeiro limpá-lo (fiz questão de acompanhá-lo nessa tarefa e achei tão descomplicado que a frase escapou da minha boca “que fácil!” e ele me disse “polvo é o peixe mais fácil de se limpar”). Chegando em casa, lave-o com água corrente e bata seus tentáculos contra uma superfície lisa (pode ser a bancada da pia) para soltar grãos de areia que eventualmente estejam nas cavidades. Lave novamente em água corrente. Acomode-o numa panela junto com a cebola, tampe e coloque em fogo médio. Aqui levou 30-40 minutos para ficar pronto. Acho que minha panela não está com a vedação boa e por isso precisei acrescentar água (quente) ao longo do cozimento. Mas acredito que se a sua tampa for bem encaixada na panela você não precisará fazer isso pois a cebola e o polvo soltarão água suficiente. Se for fazer um arroz de polvo você pode aproveitar essa água para cozinhar o arroz que ficará com uma coloração linda.
As receitas que li diziam que o polvo estará pronto quando a cebola estiver cozida. Mas aqui eu fiz questão de me certificar espetando um garfo nele. Retirei do fogo quando estava macio e só então acrescentei um pouqinho de sal.

Na próxima segunda-feira contarei num post especial o que eu fiz com esses frutos do mar! Até breve!

outras receitas do mar simples e deliciosas

peixe frito

peixe frito

macarrão com atum

macarrão com atum

torta de bacalhau

torta de bacalhau

nem só de panelas vive uma cozinha
abr 29th, 2010 by Maria

Como vocês já devem ter notado, este blog praticamente não exibe ou fala de marcas. Isso se deve a um motivo muito simples, sou extremamente exigente e para associar qualquer nome ao meu, ou ao do meu blog, tenho que acreditar no produto ou no serviço. Portanto, as marcas que hoje aparecem aqui são marcas que também estão na minha cozinha, como é o caso da Borges.

Pois então, o blog DigaMaria! foi convidado para a festa de lançamento de um eletroportátil bastante inusitado. Eu não tinha o compromisso de falar sobre isso aqui, mas fiquei tão honrada com o convite, me diverti tanto na festa e admirei tanto o dito eletroportátil que resolvi compartilhar com vocês, queridos leitores. E depois dessa introdução toda, vocês já devem estar imaginando que para eu falar de um eletroportátil ele tem que ser assim… assim… uma Brastemp! E é!

Aconteceu ontem, em São Paulo, a festa “Come Fly with Me” p ara lançar o Brastemp Fly, um aspirador de pó com o formato de uma vassoura. Incrível, não??! Tão óbvio e tão impensável ao mesmo tempo. Esse objeto de desejo, com projeto assinado por Karim Rashid, já está à venda e é ideal para limpar pequenos imprevistos do dia-a-dia. Parece perfeito para uma cozinha, não?! Ai se eu tivesse um desse na minha… todo o trigo que sobra no chão depois de fazer uma massa, todo resquício das castanhas picadas, todo farelo do pão recém-assado e fatiado, tudo isso e muito mais, sumiria num passe de vassoura mágica! E eu contemplaria minha minha cozinha limpinha, sem nenhum esforço, pronta para a próxima receita!

Brastem Fly

sorvete com bolo de frutas (ou, o errado que deu certo)
abr 26th, 2010 by Maria

Esta receita começou assim, com todos os ingredientes sendo carinhosamente fotografados para um post.

fruitcake ingredientes

Mas tem dias em que nada dá certo na cozinha. Não sei exatamente o que acontece, se é o humor, o acaso, a falta de concentração, ou apenas a lei da probabilidade fazendo a parte que lhe cabe. Ontem foi um dia assim… Resolvi fazer uma nova versão do fruitcake que tinha tudo para dar certo: nozes, passas ao vinho do Porto, pedaços de chocolate… Mas além de ficar muito denso (acho que exagerei nas castanhas), grudou na forma, e eu, impaciente que muitas vezes sou, colaborei para o seu desmoronamento na hora de desenformar. Joguei tudo num recipiente com tampa e fugi da cozinha, totalmente contrariada.

fruitcake despedacado

No entanto, aqui em casa quase nada vai pro lixo. Então no dia seguinte, mais conformada e tranquila, mirei bem aquele bolo despedaçado e dei a ele o que considero destino ideal para esses casos: um casamento arranjado com o sorvete de creme! Retirei o sorvete do congelador, esperei amolecer um pouco, esfarelei o bolo e o misturei ao sorvete. Coloquei-os de volta ao congelador e pronto. Confesso que na hora que fiz isso não achei que fosse ficar grande coisa. Mas ficou! Só senti falta de uma calda de chocolate bem incorpada e amarguinha. Mas na próxima sirvo com essa daqui:

Ingredientes
1 xícara de açúcar
½ xícara de chocolate (pode fazer um mix de cacau em pó e chocolate)
¼ xícara de leite
¼ colher de chá de sal
4 colheres de sopa de manteiga

Modo de fazer
Misture tudo e leve ao fogo mexendo sem parar. Quando ferver pare de mexer, deixe fervendo por um minuto e desligue o fogo. Caso queira a cobertura menos açucarada e mais fluida, diminua a quantidade de açúcar para ½ xícara e aumente a quantidade de chocolate para até 1 xícara. E se quiser a cobertura mais “macia”, acrescente um pouco de creme de leite à mistura. Fica uma delícia tanto com bolo quanto com sorvete!

sorvete com bolo de frutas

E você, como se vira quando o bolo dá errado?

outras transformações

sorvete com bolo

sorvete com bolo

torta de bacalhau

torta de bacalhau

empadinha de banana

empadinha de banana

meu 1º pirão (ou, ah se eu soubesse que era fácil assim…)
abr 20th, 2010 by Maria

pirao

Cresci comendo moqueca e pirão. Nascida no Rio, cedo já estava de mudança pra Vitória, capital do ES e da moqueca capixaba. E talvez justamente pela grande oferta, acho que nunca vi minha mãe preparando uma moqueca ou um pirão. Consequentemente, nunca preparei na minha cozinha também. Até ontem.

Recebi a visita de uma amiga e num “passeio” pela peixaria ela me disse que gostava mais do pirão que da moqueca em si. Compramos peixe para assar, camarão para farofa e preparamos o jantar. Na hora lembrei de pedir as cabeças e as cascas dos camarões pensando num caldo para alguma coisa. Mas depois daquele comentário decidi fazer um pirão no almoço do dia seguinte. Não segui nenhuma receita acreditando que quem gosta de cozinha e cresceu comendo um prato é capaz de reproduzí-lo. Ainda mais sendo simples assim. : )

Piquei uma cebola, amassei um dente de alho, refoguei os dois com uma pimenta caiena no azeite e acrescentei as cabeças e as cascas do camarão. Coloquei água para formar um caldo, juntei a cabeça do peixe assado na véspera e sal. Deixei fervendo em fogo baixo e quando o caldo estava reduzido à metade, coei. Voltei o caldo coado para a panela e incrementei com um pouco de peixe desfiado (o mesmo assado na noite anterior). Um pouco mais de fervura e farinha de mandioca! Aí foi só mexer até engrossar. Mas não se empolgue na quantidade de farinha senão ficará muito grosso e a idéia não é essa. Se for sua primeira vez também, vá colocando aos poucos e mexendo. Para finalizar, salsinha e coentro (pra quem gosta) picadinhos. E tá pronto!

outras delícias do mar:

peixe frito

peixe frito

peixe assado

peixe assado

risoto de camarão

risoto de camarão

bolo de frutas e castanhas (ou fruit cake)
abr 16th, 2010 by Maria

fruitcake 03

Pois é, tenho que começar este post dizendo que não salivei quando olhei o fruit cake da Ana no site Cozinha de Idéias. Achei lindo, mas não salivei. Não ligo muito pra frutas secas ou castanhas. Mas mesmo sem água na boca, logo a associei à minha sogra que tem uma alimentação exemplar e adora tudo que soa saudável. E não pensem que ela é dessas obcecadas por saúde que come isso ou aquilo só porque faz bem.; não é nada disso. Ela é dessas pessoas saudáveis por natureza, que se alimentam do que faz bem porque gostam do sabor. E ponto. Invejável, não?!

Guardei a receita e menos de um mês depois fui para a cozinha prepará-la. A primeira boa surpresa foi a facilidade de execução e a ausência de gordura. Foi só picar grosseiramente as castanhas e as frutas secas e misturá-las à farinha, ao açúcar e ao fermento enquanto os ovos batiam com a baunilha e o conhaque na batedeira. Untei a forma de bolo inglês, misturei uma coisa com a outra, e forno. Quando saiu, aguardei esfriar e desenformei.
(Nesse momento é necessário abrir um parênteses para uma informação sobre esta que vos escreve: eu não consigo preparar uma receita para presentear, sobretudo se for a primeira vez, sem fazer uma versão menor que me sirva de prova. Nunca!)
Pois então, desenformei a minha provinha e tive a segunda boa surpresa, achei o bolo uma delícia! E sabe o que é melhor?! Três dias depois, quando dei o bolo de presente, ele estava ainda mais saboroso. É ou não é o máximo uma uma receita que podemos fazer com calma e antecedência pois ela ficará melhor com os dias?!

No site Cozinha de Idéias tem um pouco sobre a história da origem desse bolo. Sugiro a leitura. E podem se preparar pois em breve teremos outras versões dele por aqui!

fruitcake 01

antes do açúcar de confeiteiro

fruitcake 04

depois do açúcar de confeiteiro

Ingredientes (para uma forma pequena de bolo inglês e uma provinha)
1 xícara de ameixas secas
1 xícara de figos secos
2 xícaras de castanhas do pará e de caju
(todos grosseiramente picados)
1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de açúcar
1/2 colher de chá de fermento em pó
2 ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha
50 ml de conhaque

Modo de fazer
Misture numa tigela as castanhas, a ameixa, o figo, a farinha, o açúcar e o fermento. Reserve. Na batedeira bata os ovos com a baunilha e o conhaque por +/- 5 minutos. Transfira esse creme para a tigela reservada e misture até envolver bem todos os ingredientes. Unte uma forma pequena de bolo inglês com manteiga e farinha de trigo, ou forre com papel manteiga, e despeje a mistura. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por mais ou menos 1 hora (ou até que um palito inserido no meio do bolo saia seco). Espere esfriar e desenforme.
A Ana dá uma dica boa para quando estamos misturando tudo: “a aparência fica estranha e você pode pensar que não vai dar certo porque não há massa suficiente para assar esse bolo. Confie, dá super certo”.
Para finalizar, eu peneirei um pouco de açúcar de confeiteiro, embalei em papel manteiga e fechei com uma fita colorida e uma flor.

outros bolos:

bolo de mel

bolo de mel

bolo de aipim

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