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um frango, três destinos
jul 26th, 2010 by Maria

Inicialmente era apenas um frango congelado destinado a se tornar um frango assado. Mas aqui nada se perde e muito pouco se repete. Numa tarde chuvosa essa estória começou assim: o pobre frango solitário pedia encarecidamente para ser resgatado de um balcão gelado. Eu passava por ali naquele momento, escutei e me sensibilizei com o seu lamento. Ao chegar em casa foi pra geladeira pra não sofrer um choque térmico e lá passou a noite se preparando para um grande momento. Pela manhã, tomou um banho com água corrente e se lambusou com uma pasta perfumada especialmente para ele preparada (cebola, alho, sal, limão, pimenta caiena, cravo e salsinha). Ficou ali paradinho, curtindo o cheirinho, enquanto outras gostosuras se aconchegavam num cantinho (batatas, tomates, cebolas, alhos e bananas da terra).

frango assado 01

Duas horas antes do grande momento, todos foram pro aquecimento, numa travessa untada com azeite e coberta com papel alumínio, dentro do forno com fogo mínimo.
Enquanto isso, todo o resto do frango (pés, cabeça e pescoço) foi para um banho de imersão em fogo bem brando, numa panela com água e temperos, devidamente tampada mas espalhando seu cheiro. Lá ficaram até virarem um caldo, nem fino nem grosso mas
ligeiramente encorpado e muito saboroso.
Uma hora depois ele se cansou da paradeira então dei uma mãozinha e ele se virou na assadeira. Mais meia horinha e a ave branquela já estava bronzeadinha. Aí bastou retirar o papel laminado, deixá-los mais 15 minutos no forno e sem nenhum esforço estava tudo suculento e moreno, pronto para brilhar na mesa do almoço!

frango assado 02

No entanto éramos apenas quatro para um frango bem dotado… então o que sobrou logo foi desfiado e guardado. Havia um destino à sua espera… e na mesma noite o caldo voltou pra panela. Levou consigo cenoura picada, um pouco do frango desfiado, além de macarrões que mais pareciam grãos de arroz. Foram servidos em prato fundo, com queijo ralado, um bom papo e brioche fatiado.

frango assado 03 canja

Mas ainda havia muito frango guardado! Só que ele estava um pouco envergonhado pois sem sua pele dourada se sentiu meio pelado. Quis um disfarce que lhe apresentasse tão glamuroso quanto estava o seu bronzeado dorso. Pedi uma noite para pensar e logo o convidei pra se juntar a um pouco do caldo, um toque de páprica, grãos de milho e um requeijão cremoso de salivar. Ele me olhou desconfiado mas não queria continuar num pote gelado, não disse que sim nem que não, mas deixou que eu o conduzisse para o recheio de um empadão. A receita da massa é essa daqui e o resultado você confere logo ali.

E essa é a estória de um frango congelado que com carinho foi por mim assado, gentilmente servido e por todos apreciado.

frango assado 04 empadao

coq au vin (ou frango ensopado em vinho tinto)
jul 6th, 2010 by Maria

coq au vin

Há poucos meses estive em Muqui/ES, cidade na qual vive a minha avó. Trata-se um sítio histórico construído nos tempos áureos do café brasileiro e que hoje abriga, além de muita cultura, pessoas simples e muita comida boa de cidade do interior. Pois então, foi nessa ida que visitei uma lojinha de produtos artesanais que comercializa desde compotas, geléias, massas e linguiça feita ali mesmo até frango caipira criado no quintal ao lado. Não resisti. Sei que em São Paulo posso comprar frango caipira, mas comprar um que foi criado ali naquele quintal visível a olho nu me pareceu muito especial e romântico. E assim o frango congelado foi para uma sacola térmica dentro da minha mala e voou de avião até aqui. Guardei-o no freezer e lá ficou até o dia em que eu folheava um dos meus livros prediletos, Chefs, e a foto do coq au vin saltou aos meus olhos. Claro que eu já havia visto aquela foto algumas vezes, mas naquele dia ela me olhou convidativa e desafiante.

Frango descongelado, segui a receita passo-a-passo! A única alteração que fiz foi a substituição do cogumelo fresco pelo em conserva porque não achei o da receita no dia.

Segue a receita e o texto descritivo que o livro traz (Chefs, editora Melhoramentos, pag.240, receita assinada por Shaun Hill):

“Conhecido na França como coq au vin, este é um importante prato da culinária provençal francesa. É um prato muito celebrado, mas em geral é muito malfeito em certos restaurantes. Algumas vezes o frango é marinado de um dia para o outro para realçar o sabor do vinho tinto. Contudo, isso produz um efeito indesejável: o sabor do vinho predomina sobre qualquer outro com que a pobre ave pudesse vir a contribuir, além de ressecar a carne.
Este prato não pode ser reaquecido sem alteração de sabor, ao contrário do que acontece com os de carne bovina e de cordeiro.

Ingredientes
55 g de maneteiga sem sal
1 frango, com cerca de 1,5 kg, cortado em 8 pedaços
8 cebolas pequenas
(daquelas para fazer conserva)
100 g de toucinho, cortado em tiras de 2,5 cm
16 cogumelos button
(champignon fresco)
2 dentes de alho amassados
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 colher de sopa de tomate peneirado
(molho de tomate peneirado)
250 ml de vinho tinto
1 colher de sopa de açúcar
500 ml de caldo de galinha ou água
(usei caldo de galinha feito em casa)

Para servir
1 colher de sopa de salsa picada
croûtons quentes

Modo de fazer
Aqueça metade da manteiga numa panela. Polvilhe o frango com sal e pimenta, coloque os pedaços na panela e frite, virando para que fiquem dourados por igual.
Adicione as cebolas e o toucinho e cozinhe por cerca de 10 minutos até estarem dourados; junte os cogumelos e o alho e cozinhe por mais alguns minutos, mesclando os sucos.
Misture a farinha à manteiga dourada e aos sucos e cozinhe por 1 ou 2 minutos. Adicione o tomate, o vinho tinto e o açúcar, mexendo até frever. Adicione caldo de galinha ou água e deixe ferver novamente.
Diminua o fogo abaixo do ponto de fervura, então tampe a panela e deixe cozinhar por 50 minutos ou até que o frango esteja macio.
Verifique o cozimento e escorra todos os pedaços de frango e legumes, arranjando-os num prato de servir.
Transfira algumas conchas do líquido do cozimento e os resíduos do cozido ao liquidificador, adicionando a manteiga restante e bata. Misture bem o molho e prove o tempero.
Espalhe o molho sobre os pedaços de frango e os legumes. Salpique com a salsa e sirva com os croûtons.”

Eu não tinha pão para fazer croûtons em casa nesse dia, então servi com purê de batata. Combinou perfeitamente com este saboroso prato!

outras sugestões

pecoço de peru

pecoço de peru

spaghetti al limone

spaghetti al limone

musse de chocolate

musse de chocolate

chucrute com salsicha (ou, comprado pronto mas especial)
jun 21st, 2010 by Maria

chucrute com salsicha

Não fui eu que preparei. Mas enquanto me deliciava com esse prato pensava o quão simples pode ser prepará-lo e me pareceu ideal para aqueles dias nos quais queremos comer uma refeição diferente em casa e nos falta inspiração para cozinhar. Todos os ingredientes podem ser comprados prontos e servidos sem demora, bastando esquentá-los. Mas caso você queira dar um toque, há também a possibilidade de personalizar um pouquinho. Vamos aos ingredientes?!
Salsicha alemã: é composta por carnes de porco, vaca e, algumas vezes, vitela e é mais saborosa que a salsicha que costumamos consumir no Brasil. Em casa, basta aquecê-la numa frigideira ou forninho elétrico.
Mostarda: compre uma de boa qualidade e coloque na mesa para que cada um se sirva na quantidade desejada.
Chucrute: trata-se de repolho
fermentado e fatiado fininho que pode ser comprado na seção de conservas dos supermercados. O modo de prepará-lo, ensinado pela Martha e pela Ivone, é lavá-lo em água corrente para retirar o excesso de acidez e ir provando; quando estiver bom pro seu paladar, escorra. Para incrementar o sabor a dica é refogá-lo com cebola fatiada e quando estiver quente juntar fatias finas de maçã, desligar o fogo e tampar a panela pra abafá-la um pouco.

chucrute

Nesse link aqui tem um pouquinho da origem do chucrute e também uma receita para quem animar fazer em casa. E depois volta pra me contar, combinado?!

degustações e aulas de gastronomia na BGourmet
mai 22nd, 2010 by Maria

BGourmet

Existem algumas boas receitas de como uma empresa pode fornecer muito mais que produtos para nossas casas. Elas nos ensinam como uma marca pode auxiliar nas tarefas cotidianas e também nos cercar com mimos, com informações, com bom gosto e com entretenimento e lazer. Esta receita que posto hoje chama-se BGourmet e reúne ingredientes preciosos na Casa Cor SP.

A Brastemp fez uma imersão aprofundada no continente africano e lançou seu olhar não óbvio sobre a África do Sul. Convidou 11 arquitetos renomados e os desafiou a desenhar e decorar espaços criativos a partir das peculiaridades da África do Sul, sua diversidade de culturas, de idiomas, de costumes e de crenças. O resultado está em 9 espaços da Casa Cor SP e na extensa programação de cursos, com aulas práticas de gastronomia na Cozinha e Bar funcionais, e degustações abertas ao público.
A Bgourmet abre as suas portas no dia 25/05 e as inscrições já podem ser feitas pelo site e isentam o pagamento da entrada na Casa Cor.

Quer experimentar? Então acesse www.bgourmet-sp.com.br, conheça o cronograma das aulas e faça logo a sua inscrição.

Eu infelizmente não poderei ir porque não estou em São Paulo, mas achei tão bacana que quis logo postar essa delícia de programação para os meus queridos leitores. Então, aproveite por você e por mim e depois volte para contar o que achou!

E já que estamos falando em África, publico algumas fotos de uma documentarista que está naquele continente, sozinha, desde o início do ano. Eliza Capai, irmã desta Maria, apresenta suas matérias sobre a África no programa Saia Justa e no blog da GNT. E em breve a teremos por aqui nos mostrando e ensinando um pouco sobre a culinária de lá!

africa

meu primeiro polvo (ou, sobre estréias e preconceitos)
mai 4th, 2010 by Maria

polvo cozido

Acho que meu primeiro tabu na cozinha foi a dupla arroz com feijão. Já havia me aventurado com pratos como codornas e risotos mas nunca encarado o basicão. Confesso que tinha receio de não fazer bem feito… Nesse tempo eu ainda não tinha panela de pressão e com meu pai aprendi a fazer feijão sem ela: algumas horinhas de molho na água e ele fica no ponto para ir ao fogo com uma folhinha de louro numa panela normal; de preferência de barro, segundo meu pai. Deu certo de primeira. Com o arroz não foi diferente. Bastou ler as instruções na embalagem e em pouco tempo lá estava ele, soltinho.

E não só na cozinha, muitas vezes o difícil está mais presente nas nossas crenças (e medos) que na prática. E nos cabe identificar isso, ou simplesmente acreditar nisso, para nos arriscarmos e descobrirmos que não é tão complicado assim. Cresci numa cidade de 350 mil habitantes e nunca imaginei sair de lá, da minha zona de conforto, da proximidade dos amigos e dos pais. Sabia que seria sofrido. Mas quando a nunca pensada mudança aconteceu, me surpreendi com a naturalidade com a qual ela se apresentava. Fui pra uma cidade com mais de 10 milhões de habitantes (não gostei não…) e hoje moro numa com 70 mil, que num primeiro momento encarei como muito pequena e menos de dois meses depois vejo-a do tamanho perfeito para mim. Bem diz a minha irmã “basta o primeiro passo pra você entrar no fluxo e o mundo (ou a cozinha) te acolher”.

Com esse espírito, de quem agora mora numa cidade litorânea e acredita que na prática vai ser mais fácil que na pré-concepção, resolvi encarar os frutos do mar. E vocês hão de concordar comigo, não é fácil comer um bom polvo ou uma boa lula num restaurante! Portanto, por essa experiência, eu acreditava que não seria simples fazer um bom polvo, nem borrachudo, em gosmento. Concordam?? Quem respondeu sim, equivocou-se como eu! Vamos a uma das mais simples receitas que já fiz.

frutos do mar

Ingredientes
1 polvo (ou alguns tentáculos);
1 cebola inteira;
sal a gosto.

Modo de fazer
Escolha o polvo e peça para o peixeiro limpá-lo (fiz questão de acompanhá-lo nessa tarefa e achei tão descomplicado que a frase escapou da minha boca “que fácil!” e ele me disse “polvo é o peixe mais fácil de se limpar”). Chegando em casa, lave-o com água corrente e bata seus tentáculos contra uma superfície lisa (pode ser a bancada da pia) para soltar grãos de areia que eventualmente estejam nas cavidades. Lave novamente em água corrente. Acomode-o numa panela junto com a cebola, tampe e coloque em fogo médio. Aqui levou 30-40 minutos para ficar pronto. Acho que minha panela não está com a vedação boa e por isso precisei acrescentar água (quente) ao longo do cozimento. Mas acredito que se a sua tampa for bem encaixada na panela você não precisará fazer isso pois a cebola e o polvo soltarão água suficiente. Se for fazer um arroz de polvo você pode aproveitar essa água para cozinhar o arroz que ficará com uma coloração linda.
As receitas que li diziam que o polvo estará pronto quando a cebola estiver cozida. Mas aqui eu fiz questão de me certificar espetando um garfo nele. Retirei do fogo quando estava macio e só então acrescentei um pouqinho de sal.

Na próxima segunda-feira contarei num post especial o que eu fiz com esses frutos do mar! Até breve!

outras receitas do mar simples e deliciosas

peixe frito

peixe frito

macarrão com atum

macarrão com atum

torta de bacalhau

torta de bacalhau

nem só de panelas vive uma cozinha
abr 29th, 2010 by Maria

Como vocês já devem ter notado, este blog praticamente não exibe ou fala de marcas. Isso se deve a um motivo muito simples, sou extremamente exigente e para associar qualquer nome ao meu, ou ao do meu blog, tenho que acreditar no produto ou no serviço. Portanto, as marcas que hoje aparecem aqui são marcas que também estão na minha cozinha, como é o caso da Borges.

Pois então, o blog DigaMaria! foi convidado para a festa de lançamento de um eletroportátil bastante inusitado. Eu não tinha o compromisso de falar sobre isso aqui, mas fiquei tão honrada com o convite, me diverti tanto na festa e admirei tanto o dito eletroportátil que resolvi compartilhar com vocês, queridos leitores. E depois dessa introdução toda, vocês já devem estar imaginando que para eu falar de um eletroportátil ele tem que ser assim… assim… uma Brastemp! E é!

Aconteceu ontem, em São Paulo, a festa “Come Fly with Me” p ara lançar o Brastemp Fly, um aspirador de pó com o formato de uma vassoura. Incrível, não??! Tão óbvio e tão impensável ao mesmo tempo. Esse objeto de desejo, com projeto assinado por Karim Rashid, já está à venda e é ideal para limpar pequenos imprevistos do dia-a-dia. Parece perfeito para uma cozinha, não?! Ai se eu tivesse um desse na minha… todo o trigo que sobra no chão depois de fazer uma massa, todo resquício das castanhas picadas, todo farelo do pão recém-assado e fatiado, tudo isso e muito mais, sumiria num passe de vassoura mágica! E eu contemplaria minha minha cozinha limpinha, sem nenhum esforço, pronta para a próxima receita!

Brastem Fly

bolo de frutas e castanhas (ou fruit cake)
abr 16th, 2010 by Maria

fruitcake 03

Pois é, tenho que começar este post dizendo que não salivei quando olhei o fruit cake da Ana no site Cozinha de Idéias. Achei lindo, mas não salivei. Não ligo muito pra frutas secas ou castanhas. Mas mesmo sem água na boca, logo a associei à minha sogra que tem uma alimentação exemplar e adora tudo que soa saudável. E não pensem que ela é dessas obcecadas por saúde que come isso ou aquilo só porque faz bem.; não é nada disso. Ela é dessas pessoas saudáveis por natureza, que se alimentam do que faz bem porque gostam do sabor. E ponto. Invejável, não?!

Guardei a receita e menos de um mês depois fui para a cozinha prepará-la. A primeira boa surpresa foi a facilidade de execução e a ausência de gordura. Foi só picar grosseiramente as castanhas e as frutas secas e misturá-las à farinha, ao açúcar e ao fermento enquanto os ovos batiam com a baunilha e o conhaque na batedeira. Untei a forma de bolo inglês, misturei uma coisa com a outra, e forno. Quando saiu, aguardei esfriar e desenformei.
(Nesse momento é necessário abrir um parênteses para uma informação sobre esta que vos escreve: eu não consigo preparar uma receita para presentear, sobretudo se for a primeira vez, sem fazer uma versão menor que me sirva de prova. Nunca!)
Pois então, desenformei a minha provinha e tive a segunda boa surpresa, achei o bolo uma delícia! E sabe o que é melhor?! Três dias depois, quando dei o bolo de presente, ele estava ainda mais saboroso. É ou não é o máximo uma uma receita que podemos fazer com calma e antecedência pois ela ficará melhor com os dias?!

No site Cozinha de Idéias tem um pouco sobre a história da origem desse bolo. Sugiro a leitura. E podem se preparar pois em breve teremos outras versões dele por aqui!

fruitcake 01

antes do açúcar de confeiteiro

fruitcake 04

depois do açúcar de confeiteiro

Ingredientes (para uma forma pequena de bolo inglês e uma provinha)
1 xícara de ameixas secas
1 xícara de figos secos
2 xícaras de castanhas do pará e de caju
(todos grosseiramente picados)
1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de açúcar
1/2 colher de chá de fermento em pó
2 ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha
50 ml de conhaque

Modo de fazer
Misture numa tigela as castanhas, a ameixa, o figo, a farinha, o açúcar e o fermento. Reserve. Na batedeira bata os ovos com a baunilha e o conhaque por +/- 5 minutos. Transfira esse creme para a tigela reservada e misture até envolver bem todos os ingredientes. Unte uma forma pequena de bolo inglês com manteiga e farinha de trigo, ou forre com papel manteiga, e despeje a mistura. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por mais ou menos 1 hora (ou até que um palito inserido no meio do bolo saia seco). Espere esfriar e desenforme.
A Ana dá uma dica boa para quando estamos misturando tudo: “a aparência fica estranha e você pode pensar que não vai dar certo porque não há massa suficiente para assar esse bolo. Confie, dá super certo”.
Para finalizar, eu peneirei um pouco de açúcar de confeiteiro, embalei em papel manteiga e fechei com uma fita colorida e uma flor.

outros bolos:

bolo de mel

bolo de mel

bolo de aipim

bolo de aipim

batatas ao murro com molho funghi
abr 8th, 2010 by Maria

Como eu dizia no post anterior, a semana santa se foi e suas sobrinhas ficaram na geladeira. Uma delas foi o molho do macarrão ao funghi. Aproveitei duas batatas cozidas que estavam se refrescando na geladeira e rapidinho saiu um jantar muito apetitoso. Eu usei o molho funghi mas vários outros ficariam igualmente deliciosos: quatro queijos, tomate com calabresa, bolonhesa… até com escarola a batata já figurou por aqui!

batata com funghi

É simples assim: lave as batatas e cozinhe-as com casca em água e sal. Quando estiverem macias, escorra-as e aguarde esfriar. Coloque-as sobre papel laminado, dê literalmente um murro em cada – isso fará com que fiquem achatadas e abertas nas laterias, coloque uma pitada de sal, regue com azeite ou coloque uma manteiguinha. Leve ao forno para gratinar. O molho pode ser colocado sobre a batata ainda no forno ou já no prato. Um queijo parmesão por cima vai muito bem também!
Bom apetite.

outros reaproveitamentos:

sorvete com bolo

sorvete com bolo

torta de bacalhau

torta de bacalhau

empadinha de banana

empadinha de banana

torta de bacalhau (ou quando a semana deixou de ser santa, ou nada se perde tudo se transforma)
abr 5th, 2010 by Maria

torta de bacalhau 01

Feriado + visitas + amor pela cozinha = comilança.
Final de feriado + casa sem as visitas = muitas pequenas sobras.

Para equilibrar essas duas equações basta um pouco de criatividade. E com esse espírito comecei a semana e o dia de hoje foi recheado de reaproveitamentos deliciosos!

O primeiro foi resultado de um bacalhau cozido que almoçamos ontem e de um peixe assado que jantamos antes de ontem. Sobrou uma farta posta do primeiro e um pequeno pedaço do segundo. Lembrei então da Torta Capixaba, famosa no Espírito Santo e sempre presente na mesa dos capixabas na Semana Santa. É certo que a receita original* leva camarão, siri e sururu, além do bacalhau. Mas tudo bem, essa daqui é só uma versão inspirada nela e nem se dignou a ser assada numa panela de barro.

O segundo reaproveitamento foi no jantar de hoje e em breve estará aqui num novo post! Espero que gostem e que entrem no clima do “nada se perde, tudo se transforma”!

(*) Esse link é para uma das muitas versões da receita da Torta Capixaba. Nessa os ingredientes são cozidos juntos mas em outras faz-se uma moquequinha com cada um dos mariscos para só depois juntá-los.

torta de bacalhau 02

Ingredientes (para duas pessoas)
uma posta de bacalhau já cozido e temperado
sobras de outro peixe já cozido e temperado (aqui usei uns 150 g de namorado)
3 ovos
1 cebola
2 dentes de alho
azeitonas a gosto
sal e azeite a gosto

Modo de fazer
Desfie os peixes. Corte a cebola em rodelas grossas e reserve a metade para decoração. Reserve também algumas azeitonas. Pique a outra metade da cebola e refogue no azeite. Acrescente o alho e em seguida o peixe desfiado e azeitonas picadas. Mexa um pouco, acerte o sal, desligue o fogo e deixe esfriar. Bata as claras em neve e reserve. Bata as gemas até se tornarem cremosas e com delicadeza junte as claras em neve. Misture dois terços dos ovos batidos ao refogado e transfira para uma panela de barro ou forma refratária. Cubra com o restante dos ovos, decore com as rodelas de cebola e azeitonas e leve ao forno médio/alto. Quando estiver bem dourada retire do forno e sirva.

mais peixes:

peixe assado

peixe assado

peixe frito

peixe frito

sardinha na pressão

sardinha na pressão

hamburguer I (ou uma declaração de amor aos amigos)
mar 26th, 2010 by Maria

hamburguer 01

Tudo começou com a notícia da aquisição de uma fritadeira. Estávamos num desses deliciosos encontros entre amigos (praticamente mensais, agora) quando a Lud anunciou que havia comprado uma fritadeira. Amigas solícitas que somos, Aline e eu prontamente nos oferecemos para testar a dita cuja. E para o teste pensamos numa batata frita, que logo nos lembrou do seu companheiro hamburguer que na mesma hora nos sussurou “não esqueçam de trazer a maionese”. A partir daí bastou marcar a data e todos compareceram pontualmente: nós, os maridos, mais amigos e todos os ingredientes.

Havíamos preparado e congelado os bifes na noite anterior. No dia seguinte abrimos uma garrafa de vinho tinto, brindamos e mãos à obra! Começamos batendo a maionese sem ovos e sem óleo, enquanto os homens descascavam as batatas. Na sequência elas foram cortadas, colocadas numa panela com água e sal, levadas ao fogo até levantar fervura e escorridas. Arrumamos a mesa com pães, queijos, presunto, molho barbecue, salada e batata palha. Colocamos a chapa para aquecer e a batata para fritar; e à medida que os bifes chegavam ao ponto (ligeramente mal-passados por dentro) cada um ia montando seu sanduíche. E assim o domingo seguiu com um, dois ou três hambuerguers por pessoa. E assim seguimos nós, por horas a fio, aproveitando da maneira mais alegre e saudável possível nosso tempo livre, convivendo com quem gostamos, vibrando a cada pequena descoberta e tornando únicos esses sabores – em parte pela motivação e pelas “boas mãos” que temos pra cozinha, mas, sobretudo, pelo privilégio que temos, e usufruímos, de compartilhar sem medidas essas qualidades uns com os outros.

Obrigada, queridos, pelo domingo; obrigada pela nossa história.

hamburguer 03 hamburguer 04

Ingredientes para o hamburguer (rende uns 8 bons bifes)
500 gr de contra-filé ou fraldinha
500 gr de picanha
1 ovo
1/2 pacote de sopa de cebola ou cebola picadinha
alho espremido
um fio de azeite
um pouco de molho inglês

sal e pimenta do reino a gosto

Modo de fazer
Escolha as carnes buscando as peças que tenham uma capa de gordura mais fina. Peça ao açogueiro para moê-las juntas. Em casa, misture a carne moída com os demais ingredientes. Prove e acerte o tempero. Com auxílio de um aro redondo, ou sem, molde os bifes de hamburg
uer prensando-os bem. Envolva induvidualmente os bifes em filme plástico ajustando-o bem à carne (deixando o bife apertadinho). Leve ao congelador. Na hora de consumí-los basta aquecer uma chapa/frigideira/grelha numa temperatura média e colocar o bife.

hamburguer 02

Ingredientes para a maionese
1/2 xícara de leite gelado
1 xícara de azeite (acho que o ideal é usar um azeite com sabor mais neutro)
sal e temperos a gosto (usamos salsinha e cebolinha)

Modo de fazer
Coloque o leite gelado no liquidificador e bata um pouco. Abra a tampinha do liquidificador e acrescente aos poucos o azeite (em fio). Tenha paciência e observe atentamente para não perder o momento mágico no qual o líquido se torna creme bem diante dos seus olhos. Acrescente uma pitada de sal e os temperos que quiser batendo até que sejam incorporados à maionese. Leve à geladeira por alguns minutos antes de servir.

outros sanduíches:

sanduíche de atum

sanduíche de atum

croque monsieur

croque monsieur

sardinha, da Sardenha
mar 13th, 2010 by Maria

Quem sabe a origem do nome desse simpático e nutritivo peixinho? Eu não sabia até começar este post. Seu nome popular vem da Sardenha (Itália), terra do meu avô paterno, onde elas nadavam em grandes cardumes. Desbravadoras e destemidas, e conhecedoras do ditado “tamanho não é documento”, ganharam o mundo nadando pelos oceanos afora.

sardinha

Em solo brasileiro esses peixinhos vêm aos poucos conquistando fãs e títulos de nobreza pelas suas qualidades nutricionais e baixo preço. Eu mesma nunca dei muita bola para a sardinha até que três eventos recentes me fizeram encará-la com mais respeito.
O primeiro foi num restaurante japonês que servia sushi de sardinha. Eu nunca havia visto essa opção num cardápio e não hesitei em experimentá-la. Amei. Bem diferente da maioria dos sushis que já comi, esse tinha um gosto acentuado, típico da sardinha, com uma marcante presença de limão.
O segundo foi no post spaghetti com atum, salsa e limão no qual a Melissa postou um comentário falando da felicidade de comer uma sardinha fresca.
O terceiro evento ocorreu pouco tempo depois quando eu já havia passado na peixaria, feito a sardinha na panela de pressão e adorado o resultado. Parti em busca de mais informações para escrever este post e descobri as propriedades nutricionais desse peixe que custou apenas R$5 o quilo. Compartilho com vocês a receita e links com mais história e com comparativos entre peixes.

Ingredientes
1 Kg de sardinha limpa (sem cabeça, barriga e rabo)
20 tomates cereja cortados ao meio
1 cebola picadinha ou em rodelas
4 dentes de alho fatiados
1/2 xícara de salsinha picada
suco de 1 limão grande
1 pimenta caiena seca sem semente (ou outra vermelha)
sal a gosto
azeite para regar

Modo de fazer
Lave bem as sardinhas e passe um pouco de sal em torno delas. Disponha na panela de pressão os tomates picados e as sardinhas, cubra com os temperos e regue com o azeite e o suco de limão. Feche a panela e leve ao fogo médio. Quando iniciar a pressão, reduza o fogo e marque 10 minutos. Desligue o fogo e espere terminar completamente a pressão.
Sugiro comê-las quentinhas com seus acompanhamentos de preferência (eu servi com arroz, salada verde e purê de batata doce), ou frias com fatias de pão italianao.

Dicas: a sardinha tem espinha bem fininha e muito fácil de retirar. Depois de cozida basta abrí-la ao meio e retirar  a espinha inteira com o auxílio de uma faca.
Se quiser um pouco mais de caldo acrescente uns 100 ml de água antes de iniciar o cozimento.

pastel do Português, por Maria, Lud e Aline
mar 10th, 2010 by Maria

pastel do portugues 01

No início do ano publiquei um post com a receita do pastel do Português, um clássico de Iriri, sul do estado do Espírito Santo. Em posse dessa preciosidade e na boa companhia de duas amigas tão fãs quanto eu do dito pastel, não tardamos em reproduzí-lo na nossa própria cozinha. Batemos a massa, deixamos descansar como manda a receita e partimos para os primeiros pasteizinhos. Antes mesmo de experimentá-los notamos que o aspecto estava mais parecido com o pastel de feira que com aquele lisinho servido pelo Manoel Português. Mas na primeira mordida sentimos aquela textura macia que nos era tão familiar. Acertamos! Mas por que a diferença no aspecto…? Pensamos e resolvemos repassar os ingredientes:

- farinha
- ok
- ovos
- ok
- manteiga
- ok
- leite morno
- ok
- fermento
- ok
- óleo
- eu não coloquei óleo! tem na receita?

Parecia que tínhamos descoberto o motivo da massa não ter ficado lisinha. Mas para nossa surpresa e felicidade, quando abrimos e fritamos a segunda rodada de pastéis lá estavam eles, com o mesmo sabor e a mesma aparência, lisinhos e super recheados. E com 1/2 copo americano a menos de óleo! Ou seja, ao que tudo indica,a  diferença estava apenas no tempo de descanso da massa.

Segue então a receita que fizemos. Ah, originalmente eles são mais clarinhos que os da foto (basta fritar por menos tempo)!

pastel do portugues 02

Ingredientes (para 8 pastéis grandes ou vários pequenos)
1 Kg de farinha de trigo
2 ovos
1 colher de sopa de manteiga
2 copos (americanos) de leite morno
1 colher de sal
50 g de fermento fresco
recheio de sua preferência (nós fizemos dois tipos, um de queijo e outro de siri)

Modo de fazer
Nós batemos na panificadora, no ciclo “massa”. Mas para fazer na mão é simples: num recipiente plástico misture os ovos, a manteiga, o fermento e o leite morno. Quando o fermento estiver dissolvido, acrescente aos poucos o trigo. O ponto certo da massa é quando ela começar a soltar do fundo da tigela. Cubra com um pano de prato e deixe descansar por 40 minutos. Abra a massa (quanto mais fina melhor), recheie, corte e frite em óleo quente.

Dica da amiga Melina para a temperatura do óleo: para saber a temperatura ideal do óleo basta ter um pedacinho de erva fresca (pode ser cebolina, salsinha, hortelã, etc…); espere esquentar um pouco o óleo e coloque a folhinha. Se ela estalar está perfeito. Se não, espere até ela fazer aquela borbulhinha na folhinha!

outros pastéis

pastel de feira

pastel de feira

pastel do português (receita original)

pastel do português (receita original)

R$10 de salmão
fev 4th, 2010 by Maria

salmao variacoes

Semana passada, enquanto caminhava para casa depois das compras de hortifruti, me questionei sobre o porquê de nunca ter usado a pele do salmão já que gosto tanto de “salmão skin”. É bem verdade que esse é um gosto recente, mas não entendi como pedia para o peixeiro retirar a pele e não a levava para casa. Continuei caminhando e outros pensamentos gentilmente pediram passagem deixando este para trás.
Horas depois, num passeio pela internet, encontrei um blog chamado Saborsonoro cujo post do dia falava exatamente do aproveitamento que se faz do peixe na culinária japonesa. E nesse post, o Marcel contava como assou a pele do salmão após ter tido pena de jogá-la fora. Coincidência, não? E não dava para desperdiçar! Compartilhei “o acontecido” com o Marcel e tratei de salvar a receita. E hoje foi o dia de colocá-la em prática!
Comprei um pedaço de salmão que custou R$10. Enquanto o peixeiro separava a pele da carne, eu observava cheia de idéias o corte dos sashimis expostos para venda. Em casa reproduzi o corte da melhor maneira que consegui. As fatias que não ficaram boas viraram cubinhos para um ceviche e a pele se transformou numa casquinha crocante que cobri com arroz, cebolinha e molho teriyaki feito na hora.
Apresento, e sugiro para vocês, esse jantar com três variações
do salmão, acompanhadas de saladinha verde.
Não estou apta a ensinar como cortar sashimi, mas procurei para vocês e posto aqui o link para um vídeo que explica o passo-a-passo. No mais, confie na sua capacidade de improviso, como confiei na minha. O ceviche, o molho e a pele crocante estão descritos abaixo. Ah, e o tempo de preparo não foi maior que 30 minutos!

Ingredientes para o ceviche, sashimi e pele crocante
250 g de salmão fresco (retirar e separar a pele)
suco de 1/2 limão (pode ser o siciliano, que é mais suave, ou o taiti)
um pouquinho de cebola picada
um pouquinho de pimenta picada (usei caiena)
gengibre ralado ou em pedacinhos pequenos
um fio de azeite
sal a gosto

Ceviche
Corte o salmão em cubos pequenos, misture a pimenta e a cebola picadinhas, o fio de azeite e regue com limão até envolver todo o peixe (mas sem exagero pro sabor não roubar a cena). Leve para a geladeira por aproximadamente 30 minutos. Retire um pouquinho antes de servir e acrescente o sal.

Skin
Corte a pele em quadrados ou retêngulos num tamanho bom para uma única mordida. Coloque num tabuleiro e leve ao forno alto por aproximadamente 15 minutos ou até que estejam crocantes. Fique de olho para não queimar!
Se a pele estiver com um pouco de carne, não faz mal; fica gostoso, com uma textura mais macia.
Eu servi arroz e cebolinha porque era o que tinha na geladeira; o Marcel usou broto de alfafa.

salmao skin

Para o teriyaki
1/2 xícara de shoyu
suco de uma laranja
125 g de açúcar amarelo (demerara)
1 colher de chá de gengibre ralado
50 ml de saquê (opcional)
um fio de óleo

Modo de fazer
Numa panela ou frigideira, aqueça o óleo e frite o gengibre ralado. Junte o açúcar e o shoyu. Quando o açúcar estiver dissolvido, acrescente o suco da laranja e o saquê. Abaixe o fogo e deixe ferver discretamente até se tornar um caldo grosso (que quando esfria ganha consistência caramelada).

mais salmão, budião e ceviche

salmão com laranja

salmão com laranja

Charlie e o ceviche

Charlie e o ceviche

peixe assado

peixe assado

pão de azeite e azeitonas
jan 29th, 2010 by Maria

RECEITA VENCEDORA do concurso “Vamos trocar receitas? 2″ promovido pelos Azeites Borges.

pao de azeite e azeitona 01

O que para alguns é apenas uma receita, para outros é a base para muitas receitas. Esse pão é um exemplo. Ele era aquele pão doce do post anterior, mas de tanto que gostei, ele se multiplicou e originou um pão salgado.

Mas o que mais me impressionou ao imaginar uma versão salgada é que meu primeiro pensamento tenha sido um pão com azeitonas. Nunca gostei de azeitonas. Até que meu paladar começou a se transformar; rapidamente. De poucas coisas eu não gostava; agora desgosto de quase nada. E o melhor, que percebo somente agora enquanto escrevo, é que essa mudança me aproximou de alimentos saudáveis, como a azeitona e o azeite, e me distanciou dos fast food, dos enlatados, dos refrigerantes…

Sugiro então abrirmos um vinho, partirmos esse pão, passá-lo num bom azeite e brindarmos às boas transformações que, felizmente, estão ao alcance de todos nós!

pao de azeite e azeitona 02

Ingredientes (o ideal é que todos estejam à temperatura ambiente)
2 colheres de sopa de azeite (usei o Borges
Extra Virgem)
1/3 de xícara de chá de leite
1/4 de xícara de chá de água
15 g de fermento fresco
1 colher de sopa de açúcar granulado
1 ovo
2 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo
2 colheres de chá de sal
1 colher de sopa de azeitona triturada

Para o recheio
azeitonas trituradas (usei 200 g em toda a receita; antes de utilizá-las, coloque sobre papel toalha para absorver a umidade)
azeite
para untar (usei o Borges que contém azeite virgem e refinado)

Para pincelar e cobrir
uma gema
leite
flor de sal ou sal grosso
azeitonas em rodelas

Modo de fazer
Na panificadora, reserve as azeitonas e coloque todos os ingredientes (úmidos primeiro, secos s seguir), escolha o ciclo pão caseiro com a opção assar desativada. Depois que bater, descansar, bater, descansar, siga para o passo rechear.
Na mão, misture primeiro os ingredientes secos e em seguida os úmidos. Trabalhe a massa, deixe descansar, sove, deixe descansar um pouco mais e siga para o passo rechear.
Considerei o ponto certo da massa aquele tênue limite no qual ela desgruda das mãos mas ainda gruda um pouquinho, sabe?!
Acenda o forno a 180-200 graus e deixe pré-aquecendo.

pao de azeite e azeitona 03

Para rechear, unte uma superfície com azeite e abra a massa com um rolo untado formando um retângulo. Pincele com azeite e distribua as azeitonas trituradas. Enrole bem apertadinho como um rocambole e coloque numa assadeira untada com óleo. Cubra com um pano de prato limpo e deixe crescer por aproximadamente 40 minutos, ou até dobrar de tamanho.
Misture a gema
(confere uma cor dourada e brilhante) com um pouco de leite (deixa a casca macia e com tom amarronzado) e pincele cuidadosamente a massa crescida. Polvilhe flor de sal ou sal grosso e decore com azeitonas em fatia. Leve ao formo por aproximadamente 30 minutos. Se quiser, um pouco antes de retirar o pão, pincele o restante da mistura de leite e gema. Quando assado, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.

Dica: para saber se o pão está assado, vire-o sobre a mão coberta com um pano de prato e dê umas batidinhas (como quem faz “toc toc toc”). Se o som for oco o pão está completamente assado.
E se não tiver ovo em casa, basta acrescentar mais uma colher de sopa de azeite e um pouquinho (pouquinho mesmo) mais de água.


outros pães

pão italiano

pão italiano

focaccia

focaccia

pão de aipim

pão de aipim

pastel do Português, Iriri/ES
jan 24th, 2010 by Maria

Olá, queridos leitores! Provavelmente em função da matéria exibida pela Rede Gazeta, percebi que muitas pessoas estão buscando aqui a receita do pastel de Iriri, o famoso pastel do Português.

Assim como muitos de vocês, eu também fiquei eufórica com a possibilidade de reproduzir em casa esse pastel delicioso cujo sabor faz parte da minha infância. E por isso cliquei até achá-la já que não pude assistir o programa!

Segue abaixo a receita exibida hoje no ES Comunidades. E quem quiser notícias de quando eu a fizer e publicar com fotos aqui no blog, basta enviar um e-mail para diga@digamaria.com.br e eu avisarei.

pastel com moqueca

Além da receita, aqui tem um post que escrevi recentemente sobre o restaurante do Português.

Ingredientes para 8 pastéis grandes
1 Kg de farinha de trigo
2 ovos
1 colher de sopa de margarina
2 copos (americanos) de leite morno
1 colher de sal
50 g de fermento fresco
1/2 copo de óleo
recheio de sua preferência (eles servem de carne, queijo e presunto, camarão e camarão com queijo; eu prefiro de queijo!!)

Modo de fazer
Num recipiente plástico misture os ovos, a margarina, o fermento, o leite morno e o óleo. Quando o fermento estiver dissolvido, acrescente aos poucos o trigo. O ponto certo da massa é quando ela começar a soltar do fundo da tigela. Cubra com um pano de prato e deixe descansar por 20-30 minutos. Abra a massa, recheie, corte e frite em óleo quente.

Dica da amiga Melina para a temperatura do óleo: uma boa tática para saber a temperatura ideal do óleo é ter um pedacinho de erva fresca [pode ser cebolina, salsinha, hortelã, etc...]; espere esquentar um pouco o óleo e coloque a folhinha. Se ela estalar está perfeito. Se não, espere até ela fazer aquela borbulhinha na folhinha!

minha mais nova paixão: açaí no café da manhã
jan 19th, 2010 by Maria

tigela

Sempre amei comer pão com manteiga e café com leite todas as manhãs. Mas não me perguntem porquê, essa combinação, nesse horário, sempre foi pesadíssima para minha digestão. Tentei leite sem lactose, meio pão, pão integral… mas por menos que comesse, sempre passava o restante da manhã mais pesada do que se tivesse me fartado com uma feijoada.

Aproveitei então o ano novo cheio de resoluções saudáveis e decidi não mais comer pão pela manhã e fiquei só com o café com leite (de segunda à sexta, porque ninguém é de ferro). Uma horinha depois a fome chegava e eu complementava com uma fruta.

E foi nesse período de transição que topei experimentar açaí novamente. Minha primeira experiência com essa frutinha, há anos, trouxe a constatação de que açaí na tigela se tratava de lama gelada. Nada mais, nada menos. Mas, como felizmente estamos em constante transformação, essa nova tentativa me mostrou já na primeira colherada que meu paladar estava bastante diferente. Mudado ao ponto de eu entrar numa sorveteria e ponderar entre um sorvete e uma tigela de açaí! Acreditem se puderem!

Na última semana todos os cafés da manhã foram açaí batido com meia banana e servido com um pouco de granola, seguido de uma xícara pequena de café com espuma de leite e uma pitada de canela. Pro meu gosto, perfeito! Para o meu corpo, também!

E você, o que come no café?

outras sugestões saudáveis:

maçã com queijo

maçã com queijo

beringela ao forno

beringela ao forno

sopa de beterraba

sopa de beterraba

pastel com moqueca
jan 10th, 2010 by Maria

pastel com moqueca

Talvez você tenha pensado que essa combinação é coisa de paulista. Mas não; é coisa de português!

Tradicionalíssimo entre os frequentadores de Iriri/ES, o restaurante do Manoel, o Português, serve a mais farta moqueca que já comi. Chegou em Iriri há décadas para trabalhar como pedreiro. Anos depois abriu com seu irmão uma portinha para vender comida e em pouco tempo edificou pelas próprias mãos o hotel onde hoje funciona o restaurante. Nas paredes, banners, quadros, freezers e uma pequena TV (que sempre pergunto se pode ser desligada) convivem em relativa harmonia. O ambiente abafado cercado de janelas, refrescado por ventiladores de teto e habitado por móveis de madeira escura não deve ser analisado, mas sim vivido. Com as mesas sempre cheias, mas raramente com fila de espera, somos atendidos logo ao sentar. Uma folha de papel branco é colocada sobre a toalha vermelha e o cardápio nos é ofertado. Além de moquecas e peixe frito há a opção de refeições com carne de boi, de frango e de porco, além de omelete. Todas são boas, mas não gastamos tempo com as letrinhas, repetindo sempre a mesma pergunta: “qual peixe está especial?”. Robalo, badejo ou dourado, uma dessas opções, ou as três, certamente estará vistosa e fresca.
Pedido feito, em menos de cinco minutos os pastéis e a salada já estão à nossa frente. E esse é sempre o primeiro e maravilhoso indício que o restante já se encontra a caminho! Alguns minutinhos depois chegam à mesa a moqueca, o molho de camarão pedido à parte, o arroz, o pirão e as batatas fritas. Sim, batatas fritas fazem parte dessa refeição sem que você precise pedí-las! E não são quaisquer batatas, são aquelas de antigamente, cortadas na cozinha sem passar pelo congelador. Tudo está sempre fresquinho, no ponto certo de cozimento, com o mesmo tempero. E enquanto nos fartamos, sempre passa alguém pra perguntar se precisamos de mais alguma coisa. Nunca falta nada mas se por acaso você quiser mais uma porção disso ou daquilo, saiba que não virá cobrada na conta.
A moqueca de peixe mais cara, com molho de camarão e todos os acompanhamentos, perfeita para quatro pessoas, custa R$67! Mas mais do que a fartura e o preço, o que realmente me impressiona é que o cardápio é o mesmo há pelo menos 20 anos! E desde sempre recordo de comer a mesma moqueca, o mesmo pastelzinho, a mesma batata frita! Sempre com o mesmo entusiasmo!

Em memória ao Manoel Português que, graças aos seus pasteizinhos e à sua batata frita, me ensinou a gostar de moqueca.

outras sugestões

salmão com laranja

salmão com laranja

Charlie e o ceviche

Charlie e o ceviche

peixe assado

peixe assado

brownie de chocolate (ou o agradecimento)
dez 23rd, 2009 by Maria

brownie

Esta bem poderia ser uma história natalina já que se trata de um brownie para presente em pleno dezembro. Mas não é. Esta é a história de um querido escritor, o mais fantasioso e criativo que já existiu na face da terra (isso é um elogio!).

Certa vez um irmão de vida desse escritor veio para São Paulo acompanhar a filha que fazia vestibular. Enquanto ela fazia as provas, eles colocavam a conversa e os passeios em dia. Mas todas as manhãs, antes dela adentrar pelos portões da avaliação, ele olhava no fundo de seus olhos e dizia “Você vai passar, eu tenho certeza!”. E ele realmente acreditava no que dizia. Mais do que isso, ele antevia o brilhante futuro dela.

Depois da última prova ela lhe disse: “Se eu passar faço-lhe um bolo de chocolate de presente!”.

Ela passou na USP e cursou cinco anos de ensino superior. Quando o destino queria eles se encontravam e ele gentilmente cobrava “Estou esperando meu bolo de chocolate…” e ela, bem intecionada e amorosa, novamente se programava para tal mas o tempo lhe escapava pelas mãos. Sempre. Depois de formada, a cada quilômetro que andava ela se esquecia um pouco mais dessa história. Morou na Argentina, voltou pra São Paulo, percorreu a América Central, chegou à America do Norte, atravessou o oceano e desembarcou em Paris…

Nesse mesmo dia ela desembarcava lá e eu prestigiava esse escritor aqui, no lançamento do seu mais novo livro. Foi então que eu soube dessa história toda e percebi que eu poderia ser o elo que faltava para concretizar esse agradecimento.

E enquanto escrevo este post o brownie assa cheiroso, logo ali na minha cozinha. E muito em breve estará nas mãos de quem por direito o pertence.

Irmã, é um prazer ser a produtora da família! E apesar de estar de férias também dessa função, resolvi abrir uma exceção já que a causa é das mais nobres.

Arrabal, você é muito querido! E para mim é uma honra poder proporcionar o agradecimento da Lica através da minha cozinha.

brownie presente

Ingredientes
200 gramas de chocolate em barra
100 gramas de manteiga
250 gramas de açúcar
3 colheres de sopa de chocolate em pó
3 ovos
150 gramas de farinha de trigo
temperos a gosto (eu usei noz moscada, canela, cravo e gengibre em pó e um toque de pimenta-do-reino moída na hora)
frutas secas e castanhas a gosto (eu usei castanha do brasil, nozes pecan e passas)

Modo de fazer
Derreta o chocolate e a manteiga no microondas ou em banho maria. Misture até alcançar uma consistência homogenea. Acrescente o açúcar e o chocolate em pó, incorpore bem à massa e junte os os ovos, um de casa vez. Tudo bem misturado, peneire a farinha e os temperos e mexa. Por último acrescente as castanhas e frutas secas, coloque tudo num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha e leve ao forno médio pré-aquecido.
Aqui em casa levou 35 minutos, mas sugiro o teste do palitinho antes dos 30 minutos; ele deve sair limpo mas úmido. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade. Corte depois de frio.

Dicas: esta receita dá pra bater inteira na mão; leva uns 15 minutinhos, no máximo.
Para quem gosta de sabores mais fortes, sugiro usar chocolate meio amargo e cacau em pó ao invés do chocolate em pó.
Para presentear sugiro embalar em papel manteiga e finalizar com um belo laço de fita. Para porções menores, coloquei o embrulho em papel manteiga dentro de sacolinhas de tule fechadas com fitinhas de veludo.

Esta receita foi inspirada nesta daqui, do Mixirica.

outras sugestões com chocolate

quem gosta de chocolate?

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bolo de mel

bolo de mel

brownie da Maria

brownie da Maria

lanchinhos saudáveis: sanduíche de maçã
dez 18th, 2009 by Maria

maca com queijo

Essa semana a Mel, uma amiga novaiorquina de Vitória, publicou no seu blog Delicioso Ano Novo um post chamado “Lanchinhos para aquela fominha”. O blog, todo voltado para alimentação e hábitos saudáveis, fala nesse post sobre aqueles lanchinhos super tentadores entre as refeições e as alternativas saudáveis para driblar essas tentações.

Li tudo, comentei dizendo o que costumo comer nessas horas (omiti claro o que não cabia no post!) e a Mel me respondeu com a dica de uma francesa: sanduichinhos de pêra ou maçã com parmesão. Eu, que adoro fruta com queijo, esperei o lanchinho seguinte e prontamente experimentei. E ficou tão bonito e gostoso que fotografei para compartilhar com vocês.

A montagem é simples assim: basta cortar fatias de maçã e intercalá-las com fatias de parmesão. Eu acrescentei uma pitadinha de canela. E se quiser servir num lanche, borrife ou pincele as fatias de maçã com umas gotinhas de limão. Isso evitará que escureçam.

Também adoro banana partida ao meio recheada com uma fatia de queijo (que pode ser parmesão, prato, mussarela, minas…).

Outras sugestões são muito bem vindas! Afinal, temos que poupar calorias nessas comidinhas intermediárias para usufruir sem culpa dos nhoques, sorvetes, bolos, risotos, rabanadas, empadinhas, cheesecake, musses, pastéis…

outras opções saudáveis

salmão com molho de laranja

salmão com molho de laranja

atum com salada

atum com salada

compota de pêra e maçã

compota de pêra e maçã

marmitinha (ou como prolongar o gostinho da comemoração)
nov 27th, 2009 by Maria

marmitinha floral

Tenho uma amiga super talentosa. Por puro prazer começou a organizar a decoração de festas e desenvolver lembrancinhas para os eventos das amigas.
Pois então, faço aniversário em novembro e semanas antes ela me ligou perguntando “o que faremos de lembrancinha?”. Como eu ainda não sabia como iria comemorar, acabei nem pensando nisso. Mas na última hora, quando decidi sair para jantar com alguns amigos, retornei sua ligação devolvendo a pergunta. No mesmo dia conceituamos e compramos a embalagem, as forminhas e o tecido. Nessa noite minha mãe fez e enrolou docinhos de nozes, brigadeiro, brigadeiro branco e coco. No dia seguinte meus amigos saíram do jantar com essa marmitinha. E nós duas ficamos lá, felizes da vida com a rápida e bem sucedida execução.
Acho que numa hora dessas, sem que ela perceba, essa aptidão vai se tornar uma boa fonte de renda. Porque de satisfação já é. Enquanto isso, fico aqui na torcida para que esse dia chegue logo e para que, quando chegar, ela me proponha sociedade. Viu, amiga querida??!

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