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um frango, três destinos
jul 26th, 2010 by Maria

Inicialmente era apenas um frango congelado destinado a se tornar um frango assado. Mas aqui nada se perde e muito pouco se repete. Numa tarde chuvosa essa estória começou assim: o pobre frango solitário pedia encarecidamente para ser resgatado de um balcão gelado. Eu passava por ali naquele momento, escutei e me sensibilizei com o seu lamento. Ao chegar em casa foi pra geladeira pra não sofrer um choque térmico e lá passou a noite se preparando para um grande momento. Pela manhã, tomou um banho com água corrente e se lambusou com uma pasta perfumada especialmente para ele preparada (cebola, alho, sal, limão, pimenta caiena, cravo e salsinha). Ficou ali paradinho, curtindo o cheirinho, enquanto outras gostosuras se aconchegavam num cantinho (batatas, tomates, cebolas, alhos e bananas da terra).

frango assado 01

Duas horas antes do grande momento, todos foram pro aquecimento, numa travessa untada com azeite e coberta com papel alumínio, dentro do forno com fogo mínimo.
Enquanto isso, todo o resto do frango (pés, cabeça e pescoço) foi para um banho de imersão em fogo bem brando, numa panela com água e temperos, devidamente tampada mas espalhando seu cheiro. Lá ficaram até virarem um caldo, nem fino nem grosso mas
ligeiramente encorpado e muito saboroso.
Uma hora depois ele se cansou da paradeira então dei uma mãozinha e ele se virou na assadeira. Mais meia horinha e a ave branquela já estava bronzeadinha. Aí bastou retirar o papel laminado, deixá-los mais 15 minutos no forno e sem nenhum esforço estava tudo suculento e moreno, pronto para brilhar na mesa do almoço!

frango assado 02

No entanto éramos apenas quatro para um frango bem dotado… então o que sobrou logo foi desfiado e guardado. Havia um destino à sua espera… e na mesma noite o caldo voltou pra panela. Levou consigo cenoura picada, um pouco do frango desfiado, além de macarrões que mais pareciam grãos de arroz. Foram servidos em prato fundo, com queijo ralado, um bom papo e brioche fatiado.

frango assado 03 canja

Mas ainda havia muito frango guardado! Só que ele estava um pouco envergonhado pois sem sua pele dourada se sentiu meio pelado. Quis um disfarce que lhe apresentasse tão glamuroso quanto estava o seu bronzeado dorso. Pedi uma noite para pensar e logo o convidei pra se juntar a um pouco do caldo, um toque de páprica, grãos de milho e um requeijão cremoso de salivar. Ele me olhou desconfiado mas não queria continuar num pote gelado, não disse que sim nem que não, mas deixou que eu o conduzisse para o recheio de um empadão. A receita da massa é essa daqui e o resultado você confere logo ali.

E essa é a estória de um frango congelado que com carinho foi por mim assado, gentilmente servido e por todos apreciado.

frango assado 04 empadao

minha primeira videoreceita (ou, do que o encantamento é capaz)
jul 21st, 2010 by Maria

Tudo começou no Twitter. No mesmo dia em que conheci o @vamoscozinhar já começamos a conversar. E da primeira conversa nasceu a primeira parceria. Pouco depois fui chamada pra conhecer a redação e topei na hora. Mas tímida que sou, à medida que a data se aproximava, eu hesitava. Por sorte, no dia marcado eles não aceitaram uma desculpa qualquer e me laçaram. Não sei precisar quanto tempo fiquei lá mas o certo é que me despedi em clima de namoro. Saí querendo voltar. E desse encantamento nasceu a urgência de fazer uma videoreceita, a minha primeira, especialmente para o Vamos Cozinhar.

Este vídeo foi produzido numa parceria com meu amado Antonio Stickel e sua Stickel Filmes, especialmente para o programa Feito em Casa, do (imperdível) portal Vamos Cozinhar.

risoto de linguiça
jun 15th, 2010 by Maria

risoto de linguica

Sobrou linguiça do churrasco. E no dia seguinte faltou planejamento para o almoço. Procurei na despensa um caminho a seguir. Encontrei uma cebola papeando com um tomate. Logo que me viram entederam o que eu buscava e apontaram com o olhar para um vidro com arroz arbóreo. “Entendi, pessoal, mas não temos vinho pro risoto”. E com o mesmo olharzinho solícito os dois me mostraram a garrafa de cachaça. E lá fui eu pra cozinha.

Tirei a pele e piquei três linguiças. Em seguida o tomate e a cebola. Cortei quatro alhos em pedaços grandes e colhi quatro folhas de sálvia. Refoguei o alho em azeite numa panelinha, juntei o tomate, o sal, a sálvia e um pouco de pimenta calabresa. Coloquei outra panela no fogo com um pouco de manteiga, refoguei a cebola, acrescentei a linguiça e quando ela já estava cozida juntei dois punhados do arroz. Mexi até que os grãos estivessem brilhantes e reguei a mistura com cachaça. Quando a cachaça evaporou entrou uma concha do caldo que se formou na panelinha (com o tomate). E segui mexendo e colocando mais caldo até que os grãos ficaram macios mas ainda firmes. Desliguei o fogo, misturei um pouco de parmesão ralado e tampei a panela. Separei os pratos e talheres e servi com raspas de limão por cima e ervilha em folha cozida bem al dente.

Simples e delicioso, foi praticamente um banquete em plena segunda-feira! Nada como contar com bons ajudantes na despensa!

Para facilitar, aqui vai a lista de ingredientes para duas porções:
para o caldo
um fio de azeite
quatro dentes de alho
um tomate picado
pimenta calabresa
sal
água
fazendo o risoto
três linguiças
dois punhados de arroz arbóreo
uma cebola pequena/média
quatro folhas de sálvia
uma farta colher de sopa de manteiga
+/- 100 ml de cachaça
queijo parmesão ralado

✎ Detalhes importantes na hora de preparar um risoto:
. o arroz tem que ser arbóreo pois esse tipo solta mais amido (e é isso que dá a consistência do risoto);
. não lave o arroz;
. a qualidade do caldo é muda tudo, portanto tente fazê-lo em casa e esqueça os industrializados;
. acrescente o caldo aos poucos;
. mexa;
. o risoto deve ficar úmido e o arroz al dente;
. e deve ser servido quente.

mais!

risoto de camarão

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spaghetti al limone

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massa caseira com molho funghi

massa caseira com molho funghi

nhoque de batata com manteiga, sálvia e camarões
jun 10th, 2010 by Maria

nhoque de batata 01

O nhoque faz parte da minha vida desde a infância. Com avô italiano, minha avó prepara desde sempre um nhoque levíssimo e famoso na família. E provavelmente por tê-lo carinhosamente servido a cada passagem por Muqui, nunca me habilitei a aprender. Mas mudei de estado e a farta mesa da minha vó Lucy ficou mais distante… E isso me pareceu um sinal de que era hora de saber fazê-lo na minha própria casa!

Os italianos dizem que não há medida certa pro nhoque, que temos que “sentir” a massa. Mas fiquei um pouco insegura se a parcela de sangue italiano que corre em minhas veias saberia reconhecer esse ponto e tratei de buscar uma receita. Li duas nos meus “livros de cabeceira” e uma no Vamos Cozinhar (que tem um vídeo ótimo ensinando o passo-a-passo). E dessas três saiu a receita que escrevo abaixo.

Foi mais fácil e menos trabalhoso do que eu imaginava. E recomendo como um delicioso programa a quatro mãos, sejam elas amigas ou namoradas. Boa diversão e bom apetite!

nhoque de batata com camarao

Ingredientes para quatro porções (prato principal)
600 gramas de batata asterix
150 gramas de farinha de trigo
80 gramas de queijo parmesão ralado
duas gemas
sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Ingredientes para o molho
100 gramas de manteiga
250 gramas de camarão cinza limpo
5 dentes de alho espremidos os picados pequeninos
10 folhas de sálvia
um pouco da água do cozimento do nhoque
algumas gotas de limão
sal a gosto

Modo de fazer o nhoque
Coloque as batatas com casca em um panela, cubra-as com água, coloque um pouco de sal e leve ao fogo até que estejam macias (espete um garfo, se entrar com facilidade estão prontas). Escorra a água e tão logo consiga manuseá-las, retire a casca e esprema ou amasse-as. O importante de descascá-las e amassá-las ainda quente é facilitar a evaporação e deixar a batata menos úmida (e assim precisaremos de menos trigo e o nhoque ficará mais leve). Deixe esfriar num tabuleiro ou numa bancada. Misture as gemas, o queijo, o sal,a  pimenta e a noz moscada e, aos poucos, o trigo. Sinta a textura e coloque um pouco mais ou um pouco menos de trigo pois a umidade da batata e do ambiente influenciarão nessa quantidade. Quando a massa estiver homogênea, salpique trigo na bancada de trabalho e com porções pequenas faça cilindros rolando a massa pra frente e pra trás (como as minhocas que fazíamos
na infância com massinha). Corte os cilindros em pedaços de +/- 3 cm e aí estarão seus nhoques!

nhoque modelando Foto do livro Chefs – Segredos e Receitas, da Editora Melhoramentos.

Eu passei no garfo para gerar cavidades que permitem maior aderência do molho. Isso é opcional mas se quiser, faça assim: segure um garfo invertido com uma das mãos; com o polegar da outra mão, pressione o pedaço de massa contra contra os dentes do garfo, ao mesmo tempo rolando a massa para formar estrias e uma concavidade na parte interna.

Agora é colocar a água no fogo com um pouco de sal. Quando levantar fervura, coloque alguns nhoques e espere até que subam à superfície. Retire-os com uma escumadeira e disponha-os numa travessa (eu coloquei no escorredor de macarrão). Quando todos estiverem prontos, reserve um pouco da água do cozimento e vamos ao molho!
Envolva os camarões sem casca e já limpos com o alho espremido e umas gotinhas de limão. Aqueça uma frigideira grande e coloque um pouco de azeite ou manteiga. Acrescente os camarões, conte uns dois minutinhos e vire-os. Retire os camarões da frigideira quando estiverem rosados e reserve. Volte com a frigideira para o fogo baixo, derreta a manteiga e acrescente as folhas de sálvia. Junte um pouco da água do cozimento da massa e observe como a manteiga derrentida se tornará cremosa. Acerte o sal, junte os camarões e coloque o nhoque na frigideira. Envolva-o bem com o molho e sirva em seguida. Na mesa, um bom vinho e queijo parmesão ralado na hora!

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spaghetti al limone

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azeitonas, mussarela de búfala e manjericão (ou, boas companhias pra uma 6ª preguiçosa)
mai 25th, 2010 by Maria

massa com azeitonas bufala e manjericao

Era uma sexta-feira e eu havia marcado um jantar com algumas amigas na casa da minha mãe. Saí do trabalho atrasada e bastante cansada. Sofri um pouco o dilema “desmarco e relaxo, ou mantenho e cozinho cansada?”. Algumas ligações e a questão principal estava resolvida, elas não se importaram em transferirmos para o dia seguinte. “Ufa, vou cozinhar e servir com mais alegria”, pensei. Segundo dilema: “já faço as compras de supermercado, ou deixo para amanhã também?”. Afinal, ainda restava o cansaço e a mãe e o marido que me esperavam para jantar.

Para muitos supermercado é sinônimo de chateação. Mas para mim significa distração, relaxamento, entretenimento; em suma, coisa boa. Então aproveitei que tinha a generosa carona e companhia do meu pai e me joguei. A essa altura imaginava jantar fora ou me contentar com um básico pão francês acompanhado de queijo e salada. Mas aquelas prateleiras coloridas, recheadas e cativantes me animaram a preparar um jantarzinho. Eu precisava de três coisas: praticidade, aconchego e sabor. As duas primeiras se traduziram automaticamente em macarrão. E nem para o sabor precisei raciocinar; enquanto passava pelos produtos a granel, umas simpáticas e pequeninas azeitonas acenaram pedindo que eu as levasse pra casa. E já no meu carrinho, saltitantes me deram a dica: “adoramos a companhia do manjericão e da mussarela de búfala; leva eles também?!”. Eu não podia negar, concordam?!

azeitonas parmesao e manjericao

Voltei para casa revigorada e muito bem acompanhada. Abrimos um vinho e acalmamos o estômago com grossas lascas de queijo de cabra e uma provinha das azeitonas portuguesas (que por sinal estavam divinas). Coloquei a água com sal para ferver, piquei as azeitonas, lavei o manjericão e parti em quatro cada bolinha da mussarela. Quando a massa estava quase pronta, tirei a panela do fogo e em seu lugar coloquei uma frigideira grande. Aqueci azeite e misturei as azeitonas picadas e o óleo no qual elas estavam. Juntei um pouco da água do cozimento da massa até formar uma emulsão. Escorri a massa e coloquei-a na frigideira apenas para misturá-la bem à emulsão ainda quente. Desliguei o fogo, coloquei numa travessa (que estava sobre o fogão para ficar aquecida), acrescentei o manjericão e a mussarela, salpiquei lascas de parmesão e levei para a mesa. Para acompanhar, boa companhia, pão e vinho. Precisa mais que isso?


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harmonização de cerveja (ou, novas nuances de uma velha conhecida)
mai 10th, 2010 by Maria

Este post faz parte do especial Cerveja e Comida – Harmonização de Cerveja Especial, uma iniciativa Bierboxx e Botecagem com diversos blogs e sites oferecendo dicas de harmonizações perfeitas de cervejas especiais, artesanais e importadas com o melhor da gastronomia/culinária, toda semana. Acompanhe!


harmonizacao 03_1 pq

Na adolescência somente os destilados agradavam meu paladar. Cerveja era muito amarga. Até que num belo dia ensolarado, no auge dos meus 18 anos, lá estava eu, no topo de uma das muitas dunas de Itaúnas, deslumbrada com a paisagem que se revelava à minha frente: uma imensidão de areia e mar ornada por uma cadência de quiosques rústicos de madeira com redes estendidas. Naquele dia, encantada por pertencer àquela paisagem cheia de calor, experimentei pela primeira vez o prazer que pode estar contido dentro de uma cerveja gelada.

Os anos se passaram e esse prazer permaneceu comigo. Mas durante esse tempo a cerveja esteve associada à praia, aos tira-gostos ou à um copinho antes do almoço nos finais de semana. Só muito recentemente, numa conjunção de habitante de São Paulo, aumento de poder aquisitivo e interesse pela gastronomia, é que comecei a experimentar as “cervejas especiais” e naturalmente elas me mostraram que podiam continuar à mesa mesmo depois do prato principal servido. Não atrapalhavam nem empapuçavam. Não, pelo contrário, elas enriqueciam a experiência.

Foi nessa altura que o universo fez com que a Ana, do Cozinha de Idéias, intuísse esse meu momento de descobertas e fizesse contato me convidando para fazer um post com uma receita harmonizada com cerveja. Isso foi para mim uma alegria por ser a cerveja uma bebida muito mais condizente com a nossa cultura que o vinho, mas também um desafio, já que não tinha qualquer embasamento téorico. Mas o fato da cerveja estar na mesa dos botecos da periferia e também na dos restaurantes dos Jardins parece tornar essa tarefa mais fácil; é como se já houvesse uma intimidade, uma relação estabelecida.

Comecei escolhendo a cerveja pela qual ando apaixonada, a Baden Baden Golden Ale, uma cerveja com adição de canela e sabor levemente adocicado. Só então me detive no que eu cozinharia para harmonizar.

Para a entrada arrisquei o sabor forte de um canapé com brioche levemente crocante com queijo de cabra cremoso, geléia de cereja negra e um detalhe de rúcula. E a sensação que tive foi da Golden Ale refrescando e limpando meu paladar, deixando-o pronto para novamente saborear o canapé.

Para o prato principal algo me disse que ela ficaria deliciosa acompanhando um spaghetti com frutos do mar. Apostei então na cumplicidade entre bebida e comida preparando o molho com um pouco da própria cerveja e um acréscimo de canela e ambos se entenderam perfeitamente durante um saboroso almoço de domingo.

harmonizacao principal

Concordam comigo que um almoço num domingo ensolarado combina muito mais com uma cerveja que com um vinho?! E a isso acrescente uma importante informação: pelo preço de um vinho mediano você compra de uma a duas garrafas de uma boa cerveja. E então, vamos juntos nos aventurar por essa nova gama de sabores?!

Ingredientes para duas fartas porções
200 gramas de spaghetti ou talharim
3 tentáculos de polvo
2 lulas limpas e cortadas em anéis
10 camarões cinza limpos e sem casca
2/3 copo de cerveja Baden Baden Golden Ale
½ cebola
½ xícara de salsinha picada
3 dentes de alho espremidos
1 limão
1 pimenta caiena sem semente
3 pitadas de canela
manteiga
queijo parmesão ralado
sal a gosto

Modo de fazer
Comecei preparando o polvo (se quiser cozinhá-lo inteiro, a receita desde o peixeiro está aqui) assim: lave-o com água corrente e bata seus tentáculos contra uma superfície lisa (pode ser a bancada da pia) para soltar grãos de areia que eventualmente estejam nas cavidades. Lave novamente em água corrente. Acomode-o numa panela junto com a ½ cebola, tampe e coloque em fogo médio. Aqui levou 30-40 minutos para ficar pronto. A cebola e o polvo soltarão água suficiente para o cozimento mas se precisar acrescente água. Retire do fogo quando estiver macio e só então acrescente um pouquinho de sal. Coloque-o num prato e deixe esfriar.
Pinguei umas gotinhas de limão na lula e nos camarões, passei uma água na panela e voltei com ela pro fogo médio para prepará-los: coloque uma farta colher de manteiga e quando ela estiver derretida acrescente os camarões. Quatro minutos serão suficientes para que eles fiquem bem rosados; na metade desse tempo vire-os para que cozinhem por igual. Salpique um pouco de sal e reserve-os. Volte com a panela pro fogo, coloque mais uma colher de manteiga e quando derreter junte os anéis de lula. Mais quatro minutinhos e uma pitada de sal. Reserve-as.
Coloque água para ferver com sal para cozinhar a massa. Em paralelo, volte com aquela mesma panela pro fogo, acrescente mais uma colher de manteiga, junte o alho espremido e a pimenta picada. Em seguida coloque a cerveja e a canela, abaixe o fogo e deixe reduzir um pouco. Roube umas colheradas da água que está cozinhando o macarrão e junte ao molho. Escorra a massa e coloque-a junto com os frutos do mar no molho aquecido. Sirva na hora com queijo parmesão ralado por cima.

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o polvo

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bolo de frutas e castanhas (ou fruit cake)
abr 16th, 2010 by Maria

fruitcake 03

Pois é, tenho que começar este post dizendo que não salivei quando olhei o fruit cake da Ana no site Cozinha de Idéias. Achei lindo, mas não salivei. Não ligo muito pra frutas secas ou castanhas. Mas mesmo sem água na boca, logo a associei à minha sogra que tem uma alimentação exemplar e adora tudo que soa saudável. E não pensem que ela é dessas obcecadas por saúde que come isso ou aquilo só porque faz bem.; não é nada disso. Ela é dessas pessoas saudáveis por natureza, que se alimentam do que faz bem porque gostam do sabor. E ponto. Invejável, não?!

Guardei a receita e menos de um mês depois fui para a cozinha prepará-la. A primeira boa surpresa foi a facilidade de execução e a ausência de gordura. Foi só picar grosseiramente as castanhas e as frutas secas e misturá-las à farinha, ao açúcar e ao fermento enquanto os ovos batiam com a baunilha e o conhaque na batedeira. Untei a forma de bolo inglês, misturei uma coisa com a outra, e forno. Quando saiu, aguardei esfriar e desenformei.
(Nesse momento é necessário abrir um parênteses para uma informação sobre esta que vos escreve: eu não consigo preparar uma receita para presentear, sobretudo se for a primeira vez, sem fazer uma versão menor que me sirva de prova. Nunca!)
Pois então, desenformei a minha provinha e tive a segunda boa surpresa, achei o bolo uma delícia! E sabe o que é melhor?! Três dias depois, quando dei o bolo de presente, ele estava ainda mais saboroso. É ou não é o máximo uma uma receita que podemos fazer com calma e antecedência pois ela ficará melhor com os dias?!

No site Cozinha de Idéias tem um pouco sobre a história da origem desse bolo. Sugiro a leitura. E podem se preparar pois em breve teremos outras versões dele por aqui!

fruitcake 01

antes do açúcar de confeiteiro

fruitcake 04

depois do açúcar de confeiteiro

Ingredientes (para uma forma pequena de bolo inglês e uma provinha)
1 xícara de ameixas secas
1 xícara de figos secos
2 xícaras de castanhas do pará e de caju
(todos grosseiramente picados)
1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de açúcar
1/2 colher de chá de fermento em pó
2 ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha
50 ml de conhaque

Modo de fazer
Misture numa tigela as castanhas, a ameixa, o figo, a farinha, o açúcar e o fermento. Reserve. Na batedeira bata os ovos com a baunilha e o conhaque por +/- 5 minutos. Transfira esse creme para a tigela reservada e misture até envolver bem todos os ingredientes. Unte uma forma pequena de bolo inglês com manteiga e farinha de trigo, ou forre com papel manteiga, e despeje a mistura. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por mais ou menos 1 hora (ou até que um palito inserido no meio do bolo saia seco). Espere esfriar e desenforme.
A Ana dá uma dica boa para quando estamos misturando tudo: “a aparência fica estranha e você pode pensar que não vai dar certo porque não há massa suficiente para assar esse bolo. Confie, dá super certo”.
Para finalizar, eu peneirei um pouco de açúcar de confeiteiro, embalei em papel manteiga e fechei com uma fita colorida e uma flor.

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bolo de mel

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bolo de aipim

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pastel do Português, por Maria, Lud e Aline
mar 10th, 2010 by Maria

pastel do portugues 01

No início do ano publiquei um post com a receita do pastel do Português, um clássico de Iriri, sul do estado do Espírito Santo. Em posse dessa preciosidade e na boa companhia de duas amigas tão fãs quanto eu do dito pastel, não tardamos em reproduzí-lo na nossa própria cozinha. Batemos a massa, deixamos descansar como manda a receita e partimos para os primeiros pasteizinhos. Antes mesmo de experimentá-los notamos que o aspecto estava mais parecido com o pastel de feira que com aquele lisinho servido pelo Manoel Português. Mas na primeira mordida sentimos aquela textura macia que nos era tão familiar. Acertamos! Mas por que a diferença no aspecto…? Pensamos e resolvemos repassar os ingredientes:

- farinha
- ok
- ovos
- ok
- manteiga
- ok
- leite morno
- ok
- fermento
- ok
- óleo
- eu não coloquei óleo! tem na receita?

Parecia que tínhamos descoberto o motivo da massa não ter ficado lisinha. Mas para nossa surpresa e felicidade, quando abrimos e fritamos a segunda rodada de pastéis lá estavam eles, com o mesmo sabor e a mesma aparência, lisinhos e super recheados. E com 1/2 copo americano a menos de óleo! Ou seja, ao que tudo indica,a  diferença estava apenas no tempo de descanso da massa.

Segue então a receita que fizemos. Ah, originalmente eles são mais clarinhos que os da foto (basta fritar por menos tempo)!

pastel do portugues 02

Ingredientes (para 8 pastéis grandes ou vários pequenos)
1 Kg de farinha de trigo
2 ovos
1 colher de sopa de manteiga
2 copos (americanos) de leite morno
1 colher de sal
50 g de fermento fresco
recheio de sua preferência (nós fizemos dois tipos, um de queijo e outro de siri)

Modo de fazer
Nós batemos na panificadora, no ciclo “massa”. Mas para fazer na mão é simples: num recipiente plástico misture os ovos, a manteiga, o fermento e o leite morno. Quando o fermento estiver dissolvido, acrescente aos poucos o trigo. O ponto certo da massa é quando ela começar a soltar do fundo da tigela. Cubra com um pano de prato e deixe descansar por 40 minutos. Abra a massa (quanto mais fina melhor), recheie, corte e frite em óleo quente.

Dica da amiga Melina para a temperatura do óleo: para saber a temperatura ideal do óleo basta ter um pedacinho de erva fresca (pode ser cebolina, salsinha, hortelã, etc…); espere esquentar um pouco o óleo e coloque a folhinha. Se ela estalar está perfeito. Se não, espere até ela fazer aquela borbulhinha na folhinha!

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pastel de feira

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pastel do português (receita original)

pastel do português (receita original)

spaghetti de atum, salsa e limão
mar 4th, 2010 by Maria

Esta semana mudo de casa e de ares. Boa hora para aproveitar e esvaziar os armários de coisas que já não me servem e para usar tudo o que está na despensa há um mês ou há um ano.

Foi com esse espírito que ontem olhei para uma latinha de atum com validade até 2013 mas já há alguns meses ali na prateleira esquecida. O talharim que ganhei de presente, o finzinho de azeite na grande garrafa verde e os cinco dentes de alho solitários sobre a mesa da cozinha não deixaram dúvidas sobre o jantar praquela noite fria: spaghetti de atum, salsa e limão, da Revista Blue Cooking*. Bastou comprar a salsinha e em pouco tempo saboreamos esta receita que, desde que a conheci, elegi como uma das mais saborosas e práticas.

macarrao com atum bluecooking

Além do sabor que me conquistou tanto na versão crua, enlatada ou assada, esse peixe é apontado como o mais importante na história do homem, sendo uma excelente fonte de proteínas, vitaminas e minerais. Para os interessados, publico alguns links: um pouco de história, informações sobre suas propriedades e comparativos com outras fontes de proteína animal.

Ingredientes (para 4 pessoas, ligeiramente modificados por mim)
250 g de espaguete (nesse caso usei talharim)
9 colheres de sopa de azeite (eu uso mais)
1 cebola bem picada
4 dentes de alho fatiados bem fino
1 pimenta malagueta sem semente bem picada (às vezes uso pimenta caiena seca)
2 latas de atum escorrido
suco de 1 limão pequeno
1/2 xícara de chá de salsinha fresca picada
uma pitada de sal

Modo de fazer (aproximadamente 20 minutos)
Coloque no fogo a panela de água com sal para o espaguete. Quando ferver, proceda de acordo com as instruções da embalagem.
Enquanto isso, aqueça numa frigideira em fogo médio metade do azeite. Coloque a cebola e o alho. Em seguida acrescente a pimenta e, antes que estejam dourados, junte o atum, o sal, o suco do limão e a salsinha. Quando o espaguete estiver pronto, escorra, volte com ele para a panela e envolva-o com o restante do azeite e com a mistura do atum por cerca de 1 minuto.
Sirva com parmesão ralado.

(*) Colecionável n°9, página 15.

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massa caseira com molho funghi

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bolo de aipim com coco
fev 24th, 2010 by Maria

bolo de aipim

Bolo de aipim nunca esteve entre as comidas que povoam meu pensamento. Mas salivo toda vez que o vejo numa padaria. Curioso não tê-lo feito antes… Mas a verdade é que essa idéia só me ocorreu no dia em que a Lud me ligou dizendo “Fiz um bolo de aipim mas achei que ficou muito mole; vou levar para você provar”. Experimentei, e o que para ela pareceu meio mole, para mim apresentou-se como perfeito: meio bolo, meio pudim.
Dois dias depois fiz uma receita inteira que rendeu um bolo na forma de bolo inglês, outro na de pudim e mais dois pequeninos que assei numa marmitinha para presentear.
Já disse o que achei da receita e agora convido vocês para compartilharem a textura e convoco os que comeram para comentar.

bolo de aipim detalhe 02

Ingredientes
1 Kg de aipim
4 ovos
3 xícaras de açúcar
1 colher de chá rasa de sal
2 colheres de sopa cheias de manteiga
1 coco seco ralado
1 litro de leite

Modo de fazer
Triture o aipim no liquidificador e reserve. Bata no liquidificador os ovos com o leite, o açúcar, a manteiga e o sal. Acrescente 2/3 do aipim triturado e 2/3 do coco ralado e bata até obter uma mistura homogênea. Misture manualmente o restante do aipim e do coco. E não estranhe, a mistura fica bem líquida mesmo.
Acenda o forno em aproximadamente 230 graus.
Unte as assadeiras com manteiga e farinha, despeje nelas a mistura e leve ao forno por bastante tempo. Aqui levou cerca de uma hora e meia. Um pouco antes de retirar do forno salpique açúcar e coco ralado. Para saber a hora de retirar observe a massa: deve estar bem firme mas ainda úmida e corada na superfície. Aguarde esfriar e desenforme.

bolo de aipim detalhe 01

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pappardelle com molho funghi
fev 19th, 2010 by Maria

massa caseira molho funghi

Comecei 2010 inaugurando uma nova fase na minha cozinha, a das massas caseiras. Fiz o ravioli para testar e senti tanta satisfação ao comer uma massa feita pelas minhas próprias mãos que não tardei em repetir a experiência. Foi num domingo que decidi almoçar esse pappardelle com molho funghi. É bem verdade que passei boas horas na cozinha; mas fiz três receitas, abri e cortei a massa à mão e além do que consumi no dia ainda sequei e congelei o restante para levar para os meus pais.

A massa ficou rústica e porosa, ideal para absorver bem o molho. Mas não consigo descrever aqui o sabor e a leveza… quando penso nessa massa me faltam adjetivos ao mesmo tempo que afloram dois sentimentos: orgulho e satisfação. Acho que é a parcela de sangue italiano que há em mim festejando o retorno às suas raízes.

Apesar dessa ascendência, confesso que enquanto cortava a massa não sabia que produzia um pappardelle e por isso resolvi pesquisar o nome desse que me pareceu um talharim duplicado na largura. Achei a classificação dos tipos e formatos no site da Abima e como esse tipo de informação nunca é demais, compartilho o link com vocês.

Quanto ao molho, eu simplesmente amo funghi. De uns tempos para cá, toda vez que pedia esse molho numa cantina solicitava ao garçom um pedacinho de limão e acrescentava algumas gotas. Então na hora de preparar o meu próprio molho não tive dúvidas sobre torná-lo ligeiramente cítrico e, para o meu gosto, ficou perfeito. Este é um prato que certamente repetirei muitas vezes!

E se você quer mais informações sobre massas, sugiro esses dois links com textos da revista Blue Cooking que publiquei há algum tempo: como cozinhar e como comprar.

Ingredientes para a massa (receita para dois)
165 g de farinha de trigo
2 ovos
1/2 colher de chá de sal
uma pitada de pimenta do reino moída na hora (opcional)
uma pitada de noz moscada moída (opcional)

Modo de fazer
Para misturar a massa eu coloquei na panificadora, no ciclo massa. Mas não tem mistério misturar na mão: numa superfície de trabalho (uma bancada, por exemplo) despeje a farinha, o sal e os temperos e abra um buraco no meio onde caibam os ovos. Quebre os ovos nesse espaço e bata ligeiramente com um garfo. Aos poucos, e com cuidado para o ovo não escapar, vá incorporando pequenas quantidades de farinha. Trabalhe a massa com os dedos até que esteja homogênea. Se precisar, acrescente um pouco mais de trigo pois o tamanho dos ovos varia. Considerei o ponto certo quando a massa deixou de grudar nas minhas mãos mas ainda permanecia úmida. Trabalhe a massa até que esteja lisa e elástica (5-8 minutos), embrulhe-a em filme plástico e deixe-a descansar em temperatura ambiente por no mínimo 30 minutos e no máximo 2 horas.
Desembrulhe a massa, corte-a ao meio e embrulhe novamente uma das metades. Posicione a outra metade sobre uma superfície lisa ligeiramente esfarinhada. Deslize o rolo de macarrão pela massa, sempre de dentro para fora, sem pressionar demais. Vá girando a massa e continue até formar um círculo; estique-a o máximo possível. Coloque-a sobre uma toalha de mesa limpa e repita a operação com a outra metade.
Posicione a massa aberta na superfície de trabalho e corte-a em tiras. Pendure as tiras para secar. Se não for cozinhar na hora, coloque o macarrão novamente sobre uma toalha de mesa limpa, salpique um pouco de farinha de trigo e deixe secando. Depois de seca (fica durinha) a massa pode ser congelada num recipiente bem fechado (eu coloquei em um desses sacos plásticos para cozinha).

massa caseira01

Ingredientes para o molho
25 g de funghi secchi
1/4 de uma cebola pequena picadinha ou ralada
1 colher de sopa de manteiga
150 ml de vinho branco
250 ml de creme de leite fresco
4 colheres de sopa de suco de limão
5 castanhas-do-pará picadas
sal a gosto

Modo de fazer
Ferva o vinho e utilize-o para hidratar os cogumelos deixando-os de molho por 30 minutos. Escorra e reserve o líquido. Pique ou triture os cogumelos. Aqueça uma panela com a manteiga, refogue a cebola e acrescente os cogumelos e as castanhas picadas. Junte o vinho (com os resíduos do cogumelo), abaixe o fogo e deixe reduzir um pouco. Misture o creme de leite e o suco do limão, mexa um pouco, acerte o sal e desligue. Deixe os sabores curtindo enquanto cozinha a massa.
Aqueça água com sal e quando ferver coloque a massa. Mexa de vez em quando com um garfo para não grudar e observe o ponto de cozimento: a massa deve estar macia e firme. Aqueça o molho, junte a massa e transfira-os para uma travessa. Sirva com parmesão em lascas ou ralado.


a mesma base, outro sabor

ravioli de banana

ravioli de banana

pão de castanha-do-pará e passas
fev 11th, 2010 by Maria

O sabor da castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil, nunca me atraiu. Mas há um ano minha endocrinologista receitou cápsulas de selênio, um mineral com importante atuação no sistema imunológico e na destruição dos radicais livres. Resistente que sou a remédios, ainda que sejam apenas suplementos, levei para casa a prescrição e parti em busca de fontes naturais desse mineral. Desde então essa castanha faz parte do meu dia-a-dia.

Depois disso voltei algumas vezes ao seu consultório. Na primeira, informei que estava ingerindo selênio através da castanha e ela, que no fundo no fundo tem uma inclinação por métodos alternativos mas não dá o braço a torcer, me disse “Não é a mesma coisa!”. Tempos depois, no meio de uma outra consulta, ela sorridente e com ar arteiro falou “Outro dia receitei as suas castanhas para uma paciente”.

Foi então que numa ronda noturna pelos deliciosos blogs de culinária, encontrei no Mangia che te fa bene, da querida Verena, um pão de castanha-do-pará que me encheu os olhos. Logo resolvi experimentá-lo mas quando me deparei com o centeio, que eu não tinha em casa, resolvi usar outra receita básica, porém incrementada com a castanha-do-pará na massa, acompanhada de passas.

O resultado foi um pão leve, cheiroso, macio e extremamente saboroso.

pao de castanha e passas

Para os interessados, aqui está o link para uma matéria sobre a castanha-do-pará.
E para os amantes dos pães, segue a receita.

Ingredientes
2 colheres de sopa de manteiga
1/3 de xícara de chá de leite
1/4 de xícara de chá de água
15 g de fermento fresco
3 colheres de sopa de açúcar granulado
1 ovo
5 colheres de sopa de castanha-do-pará triturada (aproximadamente 90 g)
2 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo

Para enriquecer a receita
10 castanhas-do-pará picadas
1 colher de sopa açúcar granulado (para caramelar as castanhas)
8 colheres de sopa de passas ao vinho do Porto (aproximadamente 80 g; deixe de molho no vinho do Porto e depois escorra bem)

Para pincelar
1 ovo
leite
açúcar

pao de castanha e passas01

Modo de fazer
Derreta uma colher de açúcar, acrescente um pouco de água e aguarde o açúcar dissolver. Quando atingir a consistência de calda, acrescente as castanhas picadas e envolva-as com a calda. Desligue o fogo e reserve.
Na panificadora, reserve as castanhas picadas e as passas e coloque todos os outros ingredientes (úmidos primeiro, secos s seguir), escolha o ciclo caseiro com a opção assar desativada. Quando a panificadora avisar o momento de inserir os ingredientes finais, coloque as castanhas picadas e as passas escorridas.
Na mão,
reserve as castanhas picadas e as passas. Misture os demais ingredientes, primeiro os secos e em seguida os úmidos. Trabalhe a massa, deixe descansar, sove com as castanhas picadas e as passas escorridas e deixe descansar um pouco mais.
Considerei o ponto certo da massa aquele tênue limite no qual ela desgruda das mãos mas ainda gruda um pouquinho, sabe?!
Pré-aqueça o forno
a 180-200 graus.
Molde no formato desejado e coloque numa assadeira untada com óleo. Cubra com um pano de prato limpo e deixe crescer por aproximadamente 40 minutos, ou até dobrar de tamanho.
Misture o ovo
reservado (confere uma cor dourada e brilhante) com um pouco de leite (deixa a casca macia e com tom amarronzado) e pincele cuidadosamente a massa crescida. Salpique um pouco de açúcar granulado e leve ao formo por aproximadamente 20-30 minutos. Se quiser, pincele a mistura novamente um pouco antes de sair do forno. Quando assado, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.

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pão de azeitonas

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pão de aipim

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pão de canela

pão de canela

pão de azeite e azeitonas
jan 29th, 2010 by Maria

RECEITA VENCEDORA do concurso “Vamos trocar receitas? 2″ promovido pelos Azeites Borges.

pao de azeite e azeitona 01

O que para alguns é apenas uma receita, para outros é a base para muitas receitas. Esse pão é um exemplo. Ele era aquele pão doce do post anterior, mas de tanto que gostei, ele se multiplicou e originou um pão salgado.

Mas o que mais me impressionou ao imaginar uma versão salgada é que meu primeiro pensamento tenha sido um pão com azeitonas. Nunca gostei de azeitonas. Até que meu paladar começou a se transformar; rapidamente. De poucas coisas eu não gostava; agora desgosto de quase nada. E o melhor, que percebo somente agora enquanto escrevo, é que essa mudança me aproximou de alimentos saudáveis, como a azeitona e o azeite, e me distanciou dos fast food, dos enlatados, dos refrigerantes…

Sugiro então abrirmos um vinho, partirmos esse pão, passá-lo num bom azeite e brindarmos às boas transformações que, felizmente, estão ao alcance de todos nós!

pao de azeite e azeitona 02

Ingredientes (o ideal é que todos estejam à temperatura ambiente)
2 colheres de sopa de azeite (usei o Borges
Extra Virgem)
1/3 de xícara de chá de leite
1/4 de xícara de chá de água
15 g de fermento fresco
1 colher de sopa de açúcar granulado
1 ovo
2 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo
2 colheres de chá de sal
1 colher de sopa de azeitona triturada

Para o recheio
azeitonas trituradas (usei 200 g em toda a receita; antes de utilizá-las, coloque sobre papel toalha para absorver a umidade)
azeite
para untar (usei o Borges que contém azeite virgem e refinado)

Para pincelar e cobrir
uma gema
leite
flor de sal ou sal grosso
azeitonas em rodelas

Modo de fazer
Na panificadora, reserve as azeitonas e coloque todos os ingredientes (úmidos primeiro, secos s seguir), escolha o ciclo pão caseiro com a opção assar desativada. Depois que bater, descansar, bater, descansar, siga para o passo rechear.
Na mão, misture primeiro os ingredientes secos e em seguida os úmidos. Trabalhe a massa, deixe descansar, sove, deixe descansar um pouco mais e siga para o passo rechear.
Considerei o ponto certo da massa aquele tênue limite no qual ela desgruda das mãos mas ainda gruda um pouquinho, sabe?!
Acenda o forno a 180-200 graus e deixe pré-aquecendo.

pao de azeite e azeitona 03

Para rechear, unte uma superfície com azeite e abra a massa com um rolo untado formando um retângulo. Pincele com azeite e distribua as azeitonas trituradas. Enrole bem apertadinho como um rocambole e coloque numa assadeira untada com óleo. Cubra com um pano de prato limpo e deixe crescer por aproximadamente 40 minutos, ou até dobrar de tamanho.
Misture a gema
(confere uma cor dourada e brilhante) com um pouco de leite (deixa a casca macia e com tom amarronzado) e pincele cuidadosamente a massa crescida. Polvilhe flor de sal ou sal grosso e decore com azeitonas em fatia. Leve ao formo por aproximadamente 30 minutos. Se quiser, um pouco antes de retirar o pão, pincele o restante da mistura de leite e gema. Quando assado, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.

Dica: para saber se o pão está assado, vire-o sobre a mão coberta com um pano de prato e dê umas batidinhas (como quem faz “toc toc toc”). Se o som for oco o pão está completamente assado.
E se não tiver ovo em casa, basta acrescentar mais uma colher de sopa de azeite e um pouquinho (pouquinho mesmo) mais de água.


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pão italiano

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focaccia

focaccia

pão de aipim

pão de aipim

pão doce com canela
jan 27th, 2010 by Maria

pao canela

Não sei quais caminhos me levaram até lá, mas o fato é que cheguei ao blog Agdah e me encantei com a foto que vi do pão doce com canela. Imediatamente salvei a receita e contei os dias até a primeira oportunidade para fazê-lo; afinal, casa com apenas duas pessoas não comporta um pão doce inteiro. Quando surgiu a viagem pra praia com outras quatro pessoas, logo percebi que aquela era a minha deixa. Comecei a preparar a receita algumas horas antes de pegarmos a estrada e naquele dia mesmo comemos um pão levinho, pouco doce e com um toque delicioso de canela. Tanto gostei que compartilho aqui com vocês essa receita que, na minha opinião, foi um achado (já rendeu inclusive algumas variações que ainda esta semana postarei para vocês!).

Ingredientes (um pouquinho diferentes da receita original)
2 colheres de sopa de manteiga
1/3 de xícara de chá de leite
1/4 de xícara de chá de água
15 g de fermento fresco
2 colheres de sopa de açúcar granulado
1 ovo
2 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal

Para o recheio
açúcar granulado a gosto (usei aproximadamente duas colheres de sopa)
canela em pó a gosto
(usei aproximadamente três colheres de sopa)
óleo e manteiga para untar

Para pincelar
um pouco de ovo (pode roubar um pouquinho do que vai na massa, se quiser)
leite
açúcar

Modo de fazer
Na panificadora, coloque todos os ingredientes (úmidos primeiro, secos s seguir), escolha o ciclo caseiro com a opção assar desativada. Depois que bater, descansar, bater, descansar, siga para o passo rechear.
Na mão, misture primeiro os ingredientes secos e em seguida os úmidos. Trabalhe a massa, deixe descansar, sove, deixe descansar um pouco mais e siga para o passo rechear.
Considerei o ponto certo da massa aquele tênue limite no qual ela desgruda das mãos mas ainda gruda um pouquinho, sabe?!
Acenda o forno a 180-200 graus e deixe pré-aquecendo.
Para rechear, unte uma superfície com óleo e abra a massa com um rolo untado formando um retângulo. Pincele com manteiga e polvilhe a canela e o açúcar. Enrole bem apertadinho como um rocambole e coloque numa assadeira untada com óleo (usei uma forma de bolo inglês). Cubra com um pano de prato limpo e deixe crescer por aproximadamente 40 minutos, ou até dobrar de tamanho.
Misture aquele pouquinho de ovo
reservado (confere uma cor dourada e brilhante) com um pouco de leite (deixa a casca macia e com tom amarronzado) e pincele cuidadosamente a massa crescida. Leve ao formo por aproximadamente 30 minutos. Um pouco antes de retirar o pão eu pincelei o que sobrou da mistura de leite e ovo acrescida de açúcar granulado. Quando assado, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.


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rabanadas assadas

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focaccia

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pão de aipim

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pastel do Português, Iriri/ES
jan 24th, 2010 by Maria

Olá, queridos leitores! Provavelmente em função da matéria exibida pela Rede Gazeta, percebi que muitas pessoas estão buscando aqui a receita do pastel de Iriri, o famoso pastel do Português.

Assim como muitos de vocês, eu também fiquei eufórica com a possibilidade de reproduzir em casa esse pastel delicioso cujo sabor faz parte da minha infância. E por isso cliquei até achá-la já que não pude assistir o programa!

Segue abaixo a receita exibida hoje no ES Comunidades. E quem quiser notícias de quando eu a fizer e publicar com fotos aqui no blog, basta enviar um e-mail para diga@digamaria.com.br e eu avisarei.

pastel com moqueca

Além da receita, aqui tem um post que escrevi recentemente sobre o restaurante do Português.

Ingredientes para 8 pastéis grandes
1 Kg de farinha de trigo
2 ovos
1 colher de sopa de margarina
2 copos (americanos) de leite morno
1 colher de sal
50 g de fermento fresco
1/2 copo de óleo
recheio de sua preferência (eles servem de carne, queijo e presunto, camarão e camarão com queijo; eu prefiro de queijo!!)

Modo de fazer
Num recipiente plástico misture os ovos, a margarina, o fermento, o leite morno e o óleo. Quando o fermento estiver dissolvido, acrescente aos poucos o trigo. O ponto certo da massa é quando ela começar a soltar do fundo da tigela. Cubra com um pano de prato e deixe descansar por 20-30 minutos. Abra a massa, recheie, corte e frite em óleo quente.

Dica da amiga Melina para a temperatura do óleo: uma boa tática para saber a temperatura ideal do óleo é ter um pedacinho de erva fresca [pode ser cebolina, salsinha, hortelã, etc...]; espere esquentar um pouco o óleo e coloque a folhinha. Se ela estalar está perfeito. Se não, espere até ela fazer aquela borbulhinha na folhinha!

ravioli de banana da terra
jan 22nd, 2010 by Maria

ravioli de banana

Recentemente visitei minha avó e suas estórias de cozinha. Além de muito afeto essa visita me rendeu o fascínio por ter um pequeno galinheiro – não pelas galinhas mas sim pelos ovos – e o desejo de fazer macarrão em casa. Não conheci seu quintal nos tempos produtivos mas com frequência ouço as estórias das galinhas ao molho pardo e dos macarrões preparados por ela todo santo domingo, sempre seguidos de doce de figo verde recém-colhido. Contam inclusive que nesses almoços meu avô comia, sozinho, um frango inteiro! Perguntei pela antiga máquina de abrir massa, aposentada depois de muitos e muitos anos de uso, e escutei minha vó dizer “aquela eu dei pra alguém que já nem lembro, mas manda orçar uma e me diz quanto custa”. Ri com a resposta, um pouco pela maneira como foi dita, um tanto pelo carinho e orgulho contidos nela ao ver uma neta se interessando por atividades tão pouco comuns nos dias atuais. Concordei em olhar o preço mas ponderei que apesar de adorar máquinas na cozinha, antes eu queria a certeza de que realmente a usaria.
De volta para casa, não tardei em adentrar na cozinha com farinha, ovos, banana da terra e vinho. Do meu livro companheiro, Chefs – Segredos e Receitas, veio a receita da massa; da cabeça e do apetite vieram o recheio e o molho. O processo foi uma delícia: amassar, abrir com rolo de macarrão, fazer e colocar o recheio, cortar… Uns minutinhos de suspense durante o cozimento e logo eu estava à mesa sendo surpreendida por uma massa leve e saborosa, em perfeita harmonia com o recheio de banana, o molho de vinho e as lascas de parmesão. Eu não imaginava que seria fácil e nem tampouco que acertaria na primeira tentativa. Mas assim foi.

- Vó, vou orçar e lhe aviso!


Receita para dois.

Ingredientes para a massa (livro Chefs, receita assinada por Michele Romano)
165 g de farinha de trigo
2 ovos
1/2 colher de chá de sal

Ingredientes para o recheio
uma banana da terra grande ou 2 pequenas
um fio de azeite
duas pitadinhas de flor de sal
uma pitada de pimenta do reino

Ingredientes para o molho (sem medidas mesmo, fui colocando e experimentando)
vinho tinto
vinho do Porto
mel
manteiga
sal
castanhas do Pará picadinhas
um pouquinho de água
lascas de parmesão para finalizar

Modo de fazer
Cozinhe a banana da terra. Escorra a água
, aguarde esfriar um pouco, descasque e amasse a banana da terra com um garfo. Acrescente o azeite, o sal e a pimenta.
Para misturar a massa eu coloquei na panificadora, no ciclo massa. Mas não tem mistério misturar na mão: numa superfície de trabalho (uma bancada, por exemplo) despeje a farinha e o sal e abra um buraco no meio onde caibam os ovos. Quebre os ovos nesse espaço e bata ligeiramente com um garfo. Aos poucos, e com cuidado para o ovo não escapar, vá incorporando pequenas quantidades de farinha. Trabalhe a massa com os dedos até que esteja homogenea. Se precisar, acrescente um pouco mais de trigo pois o tamanho dos ovos varia. Eu utilizei uns cinco punhadinhos a mais de farinha e considerei o ponto certo quando a massa deixou de grudar nas minhas mãos mas ainda permanecia úmida. Trabalhe a massa até que esteja lisa e elástica (5-8 minutos), embrulhe-a em filme plástico e deixe-a descansar em temperatura ambiente por no mínimo 30 minutos e no máximo 2 horas.

massa bola

Esses pontinhos são temperos que usei: raspas de casca de limão e pimenta do reino.

Desembrulhe a massa, corte-a ao meio e embrulhe novamente uma das metades. Posicione a outra metade sobre uma superfície lisa ligeiramente esfarinhada. Deslize o rolo de macarrão pela massa, sempre de dentro para fora, sem pressionar demais. Vá girando a massa e continue até formar um círculo; estique-a o máximo possível. Coloque-a sobre uma toalha de mesa limpa e repita a operação com a outra metade.
Posicione a massa aberta na superfície de trabalho e marque levemete os intervalos para corte. Coloque o recheio no meio de cada marca e, com cuidado, coloque por cima a outra metade. Acerte a massa pressionando-a levemente ao lado das áreas recheadas e com o auxílio de um cortador próprio corte a massa (como eu usei cortadores de biscoito, dei uma pressionadinha nas bordas só pra me certificar que não abririam durante o cozimento).
Para armazenar até a hora do cozimento, forre um tabuleiro, tábua ou prato com filme plástico e sobre ele disponha as massas cortadas. Cubra com outra camada de filme plástico e outra de massa, terminando com o plástico. Vede as laterias e mantenha na geladeira até a hora do cozimento.

ravioli de banana guardar

Na hora de preparar, coloque uma panela com bastante água e sal para ferver e retire a massa da geladeira.
Enquanto isso, misture os ingredientes do molho noutra panela e deixe ferver em fogo bem baixinho. Quando chegar à consistência desejada, apague o fogo e acerte o tempero.
Voltando à panela com água, quando atingir a fervura, coloque a massa. Fique atento pois a massa fresca cozinha mais rápido. Escorra, junte o molho e sirva com lascas de parmesão.

Dicas: Se a massa estiver muito úmida, acrescente aos poucos farinha de trigo. Se estiver muito seca, molhe as mãos e continue trabalhando a massa; será mais fácil incorporar água assim do que colocando direto sobre a massa.
Na hora do cozimento o ideal é não adicionar óleo ou azeite à água pois eles envolvem a massa dificultando a absorção do molho. Para a massa não grudar basta mexer de vez em quando com um garfo ao longo do cozimento.

outras massas

nhoque de abóbora

nhoque de abóbora

pastel de feira

pastel de feira

spaghetti al limone

spaghetti al limone

brownie de chocolate (ou o agradecimento)
dez 23rd, 2009 by Maria

brownie

Esta bem poderia ser uma história natalina já que se trata de um brownie para presente em pleno dezembro. Mas não é. Esta é a história de um querido escritor, o mais fantasioso e criativo que já existiu na face da terra (isso é um elogio!).

Certa vez um irmão de vida desse escritor veio para São Paulo acompanhar a filha que fazia vestibular. Enquanto ela fazia as provas, eles colocavam a conversa e os passeios em dia. Mas todas as manhãs, antes dela adentrar pelos portões da avaliação, ele olhava no fundo de seus olhos e dizia “Você vai passar, eu tenho certeza!”. E ele realmente acreditava no que dizia. Mais do que isso, ele antevia o brilhante futuro dela.

Depois da última prova ela lhe disse: “Se eu passar faço-lhe um bolo de chocolate de presente!”.

Ela passou na USP e cursou cinco anos de ensino superior. Quando o destino queria eles se encontravam e ele gentilmente cobrava “Estou esperando meu bolo de chocolate…” e ela, bem intecionada e amorosa, novamente se programava para tal mas o tempo lhe escapava pelas mãos. Sempre. Depois de formada, a cada quilômetro que andava ela se esquecia um pouco mais dessa história. Morou na Argentina, voltou pra São Paulo, percorreu a América Central, chegou à America do Norte, atravessou o oceano e desembarcou em Paris…

Nesse mesmo dia ela desembarcava lá e eu prestigiava esse escritor aqui, no lançamento do seu mais novo livro. Foi então que eu soube dessa história toda e percebi que eu poderia ser o elo que faltava para concretizar esse agradecimento.

E enquanto escrevo este post o brownie assa cheiroso, logo ali na minha cozinha. E muito em breve estará nas mãos de quem por direito o pertence.

Irmã, é um prazer ser a produtora da família! E apesar de estar de férias também dessa função, resolvi abrir uma exceção já que a causa é das mais nobres.

Arrabal, você é muito querido! E para mim é uma honra poder proporcionar o agradecimento da Lica através da minha cozinha.

brownie presente

Ingredientes
200 gramas de chocolate em barra
100 gramas de manteiga
250 gramas de açúcar
3 colheres de sopa de chocolate em pó
3 ovos
150 gramas de farinha de trigo
temperos a gosto (eu usei noz moscada, canela, cravo e gengibre em pó e um toque de pimenta-do-reino moída na hora)
frutas secas e castanhas a gosto (eu usei castanha do brasil, nozes pecan e passas)

Modo de fazer
Derreta o chocolate e a manteiga no microondas ou em banho maria. Misture até alcançar uma consistência homogenea. Acrescente o açúcar e o chocolate em pó, incorpore bem à massa e junte os os ovos, um de casa vez. Tudo bem misturado, peneire a farinha e os temperos e mexa. Por último acrescente as castanhas e frutas secas, coloque tudo num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha e leve ao forno médio pré-aquecido.
Aqui em casa levou 35 minutos, mas sugiro o teste do palitinho antes dos 30 minutos; ele deve sair limpo mas úmido. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade. Corte depois de frio.

Dicas: esta receita dá pra bater inteira na mão; leva uns 15 minutinhos, no máximo.
Para quem gosta de sabores mais fortes, sugiro usar chocolate meio amargo e cacau em pó ao invés do chocolate em pó.
Para presentear sugiro embalar em papel manteiga e finalizar com um belo laço de fita. Para porções menores, coloquei o embrulho em papel manteiga dentro de sacolinhas de tule fechadas com fitinhas de veludo.

Esta receita foi inspirada nesta daqui, do Mixirica.

outras sugestões com chocolate

quem gosta de chocolate?

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bolo de mel

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brownie da Maria

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nhoque de abóbora (com manteiga, bacon e sálvia)
dez 14th, 2009 by Maria

Esta receita é para quem está disposto a passar umas horinhas na cozinha. Hoje eu estava assim. Depois de um mês longe de casa, cheguei pronta para entrar na cozinha sem pressa. Já com a abóbora cozida, comecei o preparo em torno das 18h30 e o nhoque foi para a mesa às 20h30. Mas vale lembrar que a receita não existia: eu media o trigo, misturava, experimentava. Acertava o sal, achava que tinha muita pimenta, acrescentava abóbora. A essa altura eu ainda nem sabia se enrolaria o nhoque ou utilizaria o saco de confeitar! Mas quando atingi 250 gramas achei que estava no limite; mais ficaria pesado e o trigo roubaria o sabor da abóbora. Esta é a primeira versão desta receita que certamente pode ser aprimorada. Quem se habilitar, volta e me conta, combinado?!

Ah, e pra ninguém se decepcionar, tenho que dizer que os nhoques não ficam redondinhos e perfeitos mas sim com uma carinha mais rústica.

Ingredientes (para servir com fartura quatro pessoas)

1,5 kg de abóbora japonesa (aquela com casca esverdeada)

1 ovo

250 gramas de farinha de trigo

9 colheres de sopa de queijo parmesão

sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

5 colheres de sopa de manteiga

15 folhas de sálvia

30 gramas de bacon cortado em cubinhos pequenos

Modo de fazer

Retire as sementes e corte a abóbora em pedaços grandes mantendo a casca. Coloque numa assadeira e leve ao forno até que esteja assada (aqui levou uma hora e meia sendo que ao final da primeira hora eu cobri a assadeira com papel laminado). Retire do forno, aguarde esfriar um pouco, descasque e amasse com um garfo. Acrescente o ovo, o queijo ralado e a farinha e misture bem. Tempere a gosto (eu coloquei até um pouquinho de açúcar) e coloque num saco de confeitar com bico largo. Aqueça água com um pouco de sal em uma panela espaçosa e de preferência mais alta. Quando ferver, vá formando bolinhas com o saco de confeitar e colocando na água. Aguarde o nhoque subir até a superfície, retire-o com uma colher furada ou escumadeira e coloque-o num escorredor. Quando todos estiverem cozidos, coloque a manteiga numa frigideira em fogo baixo, acrescente os cubinhos de bacon e as folhas de sálvia. Aguarde o bacon dourar, aumente um pouco o fogo e junte o nhoque mexendo com delicadeza. Mantenha-o na frigideira somente o necessário para esquentá-lo e incorporar o sabor da manteiga. Sirva quente com parmesão ralado na hora.

receita de família: empadinhas de banana
nov 6th, 2009 by Maria

empadinha de banana

Esse sabor para mim é de infância. Todas as férias na praia, em Iriri, minha vó Lucy preparava deliciosas refeições para as suas netas. Lembro de cada gosto: da farofa amarelinha e crocante com passas, do frango caipira ao molho pardo, do bobó de camarão, dos bolinhos de arroz… e dentre tantas gostosuras que só vó sabe fazer, havia o famoso empadão de banana! Pois é, a vovó faz empadão. Mas a netinha metida transformou em empadinha. Na minha opinião, cada um tem o seu lugar: o empadão sozinho torna um lanche maravilhoso; já a empadinha, uso como acompanhamento. Fiz pela primeira vez para servir com um picadinho de carne, arroz e feijão. E sem falsa modéstia, ela foi muito elogiada.

Essas da foto eu fiz para aproveitar uma banana que estava com seus dias contados. Mas pensando bem, acho que aproveitei os dias contados da banana para preparar as empadinhas especialmente para o blog. Ou seja, para você.

Ingredientes (para aproximadamente 15 empadinhas)
200 gramas de farinha
3 colheres de sopa cheias de manteiga
3 colheres de sopa de óleo (ou 3 de óleo e 3 de azeite)
3 gemas
uma pitada de sal
banana prata bem madura

Modo de fazer
Reserve a banana e misture com os dedos os demais ingredientes até virar uma farofa úmida. Acrescente um pouco mais de manteiga, se necessário.
Reserve um terço da massa. Unte as forminhas com manteiga e distribua a massa em cada uma apertando com os dedos até cobrí-las de maneira uniforme.
Descasque a banana e corte-a em rodelas diagonais. Recheie as empadinhas com essas rodelas apertando delicadamente com um garfo (isso aumentará a aderência entre as bananas e a quantidade de recheio). Abra o restante da massa sobre uma superfície lisa e, utilizando uma forminha de empada de cabeça para baixo, corte a massa em círculos. Retire cuidadosamente cada círculo com uma espátula e cubra as empadinhas pressionando levemente as bordas para que se unam.
Se quiser um acabamento mais dourado, pincele gema de ovo e leve ao forno médio para assar.. Depois de prontas espere esfriar um pouquinho antes de desenformar.

Dica: você pode decorá-las com uma bolinha de massa ou, como fiz na foto, cortando pedacinhos de massa com moldes de biscoito.

os vários destinos de um pão
out 27th, 2009 by Maria


nos últimos tempos é raro comermos um pão comprado. raro mesmo. quase sempre vou pra cozinha com alguma receita e preparo o pão da semana. eu e a panificadora, a panificadora e eu. não consigo deixá-la trabalhando sozinha. solidariedade ou vontade de ser co-autora, termino sempre com a massa na mão.

hoje foi um desses dias. preparei meia receita do Olivier, improvisei com 30% de trigo integral, deixei a panificadora bater e descansar uma vez e terminei eu mesma o trabalho. mas meia receita rende muito… então, como farei um jantarzinho na quarta, aproveitei para multiplicar os destinos da mesma farinha, da mesma água, do mesmo fermento. todos juntos, amassados, descansados e depois separados. um bocado virou pãezinhos redondos que servirão de acompanhamento no jantar. o restante tardou um pouco mais para se separar: foi unido para o forno, ganhou queijo parmesão ralado de enfeite mas assim que esfriou a faca elétrica tratou de dividí-lo: fatias mais grossas para o café-da-manhã e fatias finíssimas que virarão torradinhas pinceladas com manteiga aromatizada com sálvia.

e assim vai terminando a minha noite, com vários destinos traçados para um único propósito: alimentar e alegrar os paladares que por aqui passarem.

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