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costelinhas com laranja e barbecue
jul 10th, 2010 by Maria

costelinha com laranja e maca

Na última ida à Vitória, uma grande amiga da família, a Madá, marcou um jantar na casa dela e me perguntou o que eu gostaria de comer. Não hesitei e declarei “costelinha!”. Na noite combinada ela preparou divinas costelinhas cozidas na cerveja preta com batatas e agrião. E pra quem gosta de comida, uma farta mesa é sempre um convite para conversas sobre comida. Foi assim que ela me contou sobre esta receita, comparando-a com as costelinhas do Outback. A essa altura eu já não sabia se salivava pela costelinha que comia ou pela que já planejava fazer.

De volta pra casa, não tardei a experimentar a nova receita. E compartilho com vocês as fotos de um almoço saboroso e suculento, com poucos ingredientes, pouco trabalho e uma manhã de forno. Gostou? Então vamos à receita!

costelinha com laranja

Ingredientes (para duas pessoas que comem bem ou três moderadas)
500 g de costela suína
suco de 5 laranjas
sal
pimenta do reino moída na hora
molho barbecue

para o acompanhamento
3 maçãs
açúcar
1 pau de canela (ou em pó a gosto)
uma pitada de sal

Modo de fazer
Coloque a costelinha numa assadeira não muito mais larga que ela, distribua o sal pela carne, salpique um pouco de pimenta do reino e cubra-a com o suco de laranja. Tampe com papel laminado e leve ao forno médio.
Enquanto isso, descasque as maçãs, corte-as em aproximadamente oito pedaços cada e leve-as ao fogo baixo numa panela pequena com água (quase até cobrí-las), uma pitada de açúcar e outra de sal. Quando a água reduzir pela metade, acerte o sal ou o açúcar, coloque a canela e deixe cozinhar até que a maçã esteja muito macia, quase desmanchando, e a água tenha se transformado numa calda cremosa. Desligue o fogo.
Mais de uma hora depois, voltemos ao forno. Quando o suco de laranja estiver reduzido ao fundo da assadeira e transformado num molho espesso, retire o papel laminado, espalhe o molho barbecue
por cima da costelinha
e volte a assadeira descoberta para o forno por aproximadamente 15 minutos.
Aí é só aquecer as maçãs e levar tudo pra mesa acompanhado de uma salada de folhas verdes.

pastel do Português, por Maria, Lud e Aline
mar 10th, 2010 by Maria

pastel do portugues 01

No início do ano publiquei um post com a receita do pastel do Português, um clássico de Iriri, sul do estado do Espírito Santo. Em posse dessa preciosidade e na boa companhia de duas amigas tão fãs quanto eu do dito pastel, não tardamos em reproduzí-lo na nossa própria cozinha. Batemos a massa, deixamos descansar como manda a receita e partimos para os primeiros pasteizinhos. Antes mesmo de experimentá-los notamos que o aspecto estava mais parecido com o pastel de feira que com aquele lisinho servido pelo Manoel Português. Mas na primeira mordida sentimos aquela textura macia que nos era tão familiar. Acertamos! Mas por que a diferença no aspecto…? Pensamos e resolvemos repassar os ingredientes:

- farinha
- ok
- ovos
- ok
- manteiga
- ok
- leite morno
- ok
- fermento
- ok
- óleo
- eu não coloquei óleo! tem na receita?

Parecia que tínhamos descoberto o motivo da massa não ter ficado lisinha. Mas para nossa surpresa e felicidade, quando abrimos e fritamos a segunda rodada de pastéis lá estavam eles, com o mesmo sabor e a mesma aparência, lisinhos e super recheados. E com 1/2 copo americano a menos de óleo! Ou seja, ao que tudo indica,a  diferença estava apenas no tempo de descanso da massa.

Segue então a receita que fizemos. Ah, originalmente eles são mais clarinhos que os da foto (basta fritar por menos tempo)!

pastel do portugues 02

Ingredientes (para 8 pastéis grandes ou vários pequenos)
1 Kg de farinha de trigo
2 ovos
1 colher de sopa de manteiga
2 copos (americanos) de leite morno
1 colher de sal
50 g de fermento fresco
recheio de sua preferência (nós fizemos dois tipos, um de queijo e outro de siri)

Modo de fazer
Nós batemos na panificadora, no ciclo “massa”. Mas para fazer na mão é simples: num recipiente plástico misture os ovos, a manteiga, o fermento e o leite morno. Quando o fermento estiver dissolvido, acrescente aos poucos o trigo. O ponto certo da massa é quando ela começar a soltar do fundo da tigela. Cubra com um pano de prato e deixe descansar por 40 minutos. Abra a massa (quanto mais fina melhor), recheie, corte e frite em óleo quente.

Dica da amiga Melina para a temperatura do óleo: para saber a temperatura ideal do óleo basta ter um pedacinho de erva fresca (pode ser cebolina, salsinha, hortelã, etc…); espere esquentar um pouco o óleo e coloque a folhinha. Se ela estalar está perfeito. Se não, espere até ela fazer aquela borbulhinha na folhinha!

outros pastéis

pastel de feira

pastel de feira

pastel do português (receita original)

pastel do português (receita original)

pastel do Português, Iriri/ES
jan 24th, 2010 by Maria

Olá, queridos leitores! Provavelmente em função da matéria exibida pela Rede Gazeta, percebi que muitas pessoas estão buscando aqui a receita do pastel de Iriri, o famoso pastel do Português.

Assim como muitos de vocês, eu também fiquei eufórica com a possibilidade de reproduzir em casa esse pastel delicioso cujo sabor faz parte da minha infância. E por isso cliquei até achá-la já que não pude assistir o programa!

Segue abaixo a receita exibida hoje no ES Comunidades. E quem quiser notícias de quando eu a fizer e publicar com fotos aqui no blog, basta enviar um e-mail para diga@digamaria.com.br e eu avisarei.

pastel com moqueca

Além da receita, aqui tem um post que escrevi recentemente sobre o restaurante do Português.

Ingredientes para 8 pastéis grandes
1 Kg de farinha de trigo
2 ovos
1 colher de sopa de margarina
2 copos (americanos) de leite morno
1 colher de sal
50 g de fermento fresco
1/2 copo de óleo
recheio de sua preferência (eles servem de carne, queijo e presunto, camarão e camarão com queijo; eu prefiro de queijo!!)

Modo de fazer
Num recipiente plástico misture os ovos, a margarina, o fermento, o leite morno e o óleo. Quando o fermento estiver dissolvido, acrescente aos poucos o trigo. O ponto certo da massa é quando ela começar a soltar do fundo da tigela. Cubra com um pano de prato e deixe descansar por 20-30 minutos. Abra a massa, recheie, corte e frite em óleo quente.

Dica da amiga Melina para a temperatura do óleo: uma boa tática para saber a temperatura ideal do óleo é ter um pedacinho de erva fresca [pode ser cebolina, salsinha, hortelã, etc...]; espere esquentar um pouco o óleo e coloque a folhinha. Se ela estalar está perfeito. Se não, espere até ela fazer aquela borbulhinha na folhinha!

pastel com moqueca
jan 10th, 2010 by Maria

pastel com moqueca

Talvez você tenha pensado que essa combinação é coisa de paulista. Mas não; é coisa de português!

Tradicionalíssimo entre os frequentadores de Iriri/ES, o restaurante do Manoel, o Português, serve a mais farta moqueca que já comi. Chegou em Iriri há décadas para trabalhar como pedreiro. Anos depois abriu com seu irmão uma portinha para vender comida e em pouco tempo edificou pelas próprias mãos o hotel onde hoje funciona o restaurante. Nas paredes, banners, quadros, freezers e uma pequena TV (que sempre pergunto se pode ser desligada) convivem em relativa harmonia. O ambiente abafado cercado de janelas, refrescado por ventiladores de teto e habitado por móveis de madeira escura não deve ser analisado, mas sim vivido. Com as mesas sempre cheias, mas raramente com fila de espera, somos atendidos logo ao sentar. Uma folha de papel branco é colocada sobre a toalha vermelha e o cardápio nos é ofertado. Além de moquecas e peixe frito há a opção de refeições com carne de boi, de frango e de porco, além de omelete. Todas são boas, mas não gastamos tempo com as letrinhas, repetindo sempre a mesma pergunta: “qual peixe está especial?”. Robalo, badejo ou dourado, uma dessas opções, ou as três, certamente estará vistosa e fresca.
Pedido feito, em menos de cinco minutos os pastéis e a salada já estão à nossa frente. E esse é sempre o primeiro e maravilhoso indício que o restante já se encontra a caminho! Alguns minutinhos depois chegam à mesa a moqueca, o molho de camarão pedido à parte, o arroz, o pirão e as batatas fritas. Sim, batatas fritas fazem parte dessa refeição sem que você precise pedí-las! E não são quaisquer batatas, são aquelas de antigamente, cortadas na cozinha sem passar pelo congelador. Tudo está sempre fresquinho, no ponto certo de cozimento, com o mesmo tempero. E enquanto nos fartamos, sempre passa alguém pra perguntar se precisamos de mais alguma coisa. Nunca falta nada mas se por acaso você quiser mais uma porção disso ou daquilo, saiba que não virá cobrada na conta.
A moqueca de peixe mais cara, com molho de camarão e todos os acompanhamentos, perfeita para quatro pessoas, custa R$67! Mas mais do que a fartura e o preço, o que realmente me impressiona é que o cardápio é o mesmo há pelo menos 20 anos! E desde sempre recordo de comer a mesma moqueca, o mesmo pastelzinho, a mesma batata frita! Sempre com o mesmo entusiasmo!

Em memória ao Manoel Português que, graças aos seus pasteizinhos e à sua batata frita, me ensinou a gostar de moqueca.

outras sugestões

salmão com laranja

salmão com laranja

Charlie e o ceviche

Charlie e o ceviche

peixe assado

peixe assado

dois acompanhamentos para quem gosta de banana
out 30th, 2009 by Maria

pure de banana

Sempre adorei banana na comida. Um prato com arroz, feijão, ovo frito e banana sempre foi pra mim um banquete. Mas, como essa foi uma semana de peixe, resolvi diversificar.

O primeiro acompanhamento, um purê de banana, experimentei recentemente no restaurante Brasil A Gosto. Gostei tanto que decidi tentar reproduzir de uma maneira bem simples: asse a banana da terra num tabuleiro coberto por papel laminado. De vinte à trinta minutos. Descasque-as e amasse-as ainda quente. Bata metade no liquidificador com um pouco de leite, misture com o restante e tempere com sal. Se quiser, coloque uma manteiguinha quando for esquentar o purê antes de ir pra mesa.
Esse servi com peixe grelhado e um molho de queijo de cabra, azeite, leite de coco, limão e sal. Tudo no fogo até ficar cremoso.

O segundo, foi feito para acompanhar um peixe frito: farofa de banana. Derreta uma boa quantidade de manteiga, refogue cebola picadinha, alho espremido e junte a banana picada. Costumo usar banana prata mas também fica gostosa com a banana da terra assada. Ambas devem estar bem maduras. Espere a manteiga envolver a banana e acrescente aos poucos a farinha de mandioca. Coloque sal e siga assim, em fogo baixo, mexendo de vez em quando até chegar no ponto que você gosta, mais macio ou mais torrado.
Uma sugestão é usar uma farinha de mandioca biju que se chama Deusa. Ela é mais flocada e fica deliciosa.

Espero que gostem e que voltem pra contar! E bom final de semana!

Charlie e o ceviche
set 14th, 2009 by Maria

de volta à vida paulistana, aproveito o blog para saborear um pouquinho mais a viagem. nessa semana que passei no Uruguai desfrutei de boa comida em praticamente todas as refeições. pela manhã sempre um croissant fresquinho e crocante, como raramente encontramos aqui; no almoço, salada de alface, tomate e cebola, seguida de milanesa com batatas fritas e limão siciliano; e à noite jantares de sabores variados. mas em meio a tudo isso, um restaurante chamou minha atenção, o lo de Charlie, em Punta del este.
estava bem frio e eu passeava de carro com meu marido após o jantar. vimos um lugar bastante simpático, com opção de mesas ao ar livre e uma cozinha integrada ao salão. bastou essa primeira impressão para decidirmos que ali seria nosso almoço. e no dia seguinte, lá estávamos nós, sendo atendidos por garçons bem humorados, atitude rara até então. as mesas tinham toalhas de cores leves e alegres adornadas por guardanapos de pano com motivos florais. Antonio pediu raviolone de pato com molho de vinho e framboesas. provei o prato dele algumas vezes. o molho estava delicioso, assim como o recheio de pato. eu optei por uma salada de rúcula com tiras de manga e abacate acompanhada por ceviche de peixe branco. suspirei do princípio ao fim. o ceviche levava além dos tradicionais limão, cebola e coentro, lima e gengibre picado pequenininho. à noite voltamos e experimentamos outros dois pratos, preparados pelo próprio chef na cozinha aberta ao lado de nossa mesa. jantamos entrecôte com molho à base ovos e foie e linguado com molho de limão e rúcula. saímos de lá tão felizes quanto mais cedo.
deixo aqui a dica do gengibre e da lima para incrementar o ceviche. e quem passar por Punta ou por Porto Alegre (sim, há um lá também!), não deixe de experimentar as saborosas e bem apresentadas criações do chef Charlie.

foto: Maria Capai/ Usina de Imagem

dulce de leche
set 12th, 2009 by Maria

meu marido, uma formiga de marca maior, tem uma queda especial por doce de leite. e uma vez no Uruguai, estamos experimentando todas as marcas e variedades. é o caso dessa overdose de doce de leite que fotografei às pressas e sob protesto: mil folhas de doce de leite, sorvete de doce de leite, cobertura de doce de leite, nozes e amêndoas pra dar uma quebradinha no sabor. quando vi o prato julguei que estaria extremamente doce e enjoativo. mas após a primeira colherada percebi que estava totalmente enganada: era perfeito! e segui saboreando bem devagarzinho junto com o espresso illy*, pelo máximo de tempo que consegui fazer durar.
quem passar por aqui ou pela Argentina, não deixe de provar essa combinação na sorveteria Freddo. há várias nas duas capitais.

(*) uma dica: se você aprecia o espresso brasileiro ou o italiano, não peça o uruguaio. tem gosto de café coado e requentado.

cerveja para quem gosta de champagne
set 6th, 2009 by Maria

Hoje experimentei a cerveja uruguaia Patricia. Gostosa, levinha… mas não é sobre ela que quero falar; ela apenas me lembrou que não compartilhei com vocês algo que adorei.

Na sexta passada fui ao Santa Gula, na Vila Madalena, São Paulo. Havia uma pequena fila de espera e o hostess sugeriu que aguardássemos no Bar do Santa, bem ao lado. Lá encontramos uma carta de cerveja. Na dúvida (é tão comum esse lugar para mim…) pedi ao garçom que indicasse uma cerveja para quem gosta de champagne (champagnes e espumantes são minhas bebidas preferidas, mas também adoro uma boa cerveja). Foi então que ele sugeriu a Baden Baden Golden Ale. Deliciosa! Uma cerveja delicada, levemente adocicada e com um suave cheiro de canela. Essa foi a minha experiência quando experimentei e acabei de comprovar minha percepção no site do fabricante. Inclusive, vale uma visita. Além da história de como nasceu essa cervejaria artesanal e da descrição dos produtos, há também uma seção com receitas que levam cerveja. deguste com moderação. Ou não!

spaghetti al limone
ago 22nd, 2009 by maria

Tenho trabalhado mais que o habitual nesses dois últimos meses. E como tenho que trabalhar também neste final de semana, ontem decidi tirar uma noite de folga! Fechei o expediente um pouco mais cedo, fui pro parque dar uma alongada (num frio de 12 graus…), passei na Cobasi para comprar flores e mistura pra beija-flor e voltei pra casa, pronta para preparar o jantar: Spaguetti al limone! Conheci esse prato aqui em São Paulo, no Spot. O sabor do molho é bem diferente dos clássicos: é cítrico e cremoso e pede uma generosa porção de parmesão ralado na hora… Enquanto comíamos pensávamos em quais carnes poderímos servir junto. Foi quando lembrei da codorna postada ontem. O sabor dela com aquele molho de vinho certamente casará muito bem com essa massa! Fica aqui então a dica de acompanhamento para as simpáticas codorninhas.

Receita para dois 200 g de spaghetti (ou talharim ou penne) 300 g de creme de leite fresco 50 ml de leite 50 g de manteiga suco de 1 limão siciliano e raspas da casca sal e pimenta do reino 1 ramo de manjericão (opcional)

Modo de fazer
Coloque água para ferver com sal para preparar a massa. Em paralelo aqueça outra panela em fogo médio para baixo e coloque a manteiga, o suco e metade das raspas do limão. Deixe ferver por menos de 1 minuto. Junte o creme de leite e o leite e deixe ferver até reduzir e ficar ligeiramente cremoso (a consistência deve ser mais líquida). Acrescente sal e pimenta do reino a gosto e desligue o fogo. Quando a massa estiver “al dente”, desligue e escorra a água. Aqueça o molho, junte a massa e sirva com parmesão ralado e o restante das raspas do limão salpicadas por cima e nas laterais do prato.
Usei o manjericão para dar um toque sutil. Quando aqueci o molho coloquei 1 ramo na panela por um ou dois minutinhos e em seguida o retirei. Mais do que isso deixará um sabor muito marcante.
Ah, o prato ficará mais suculento que o da foto! Mas como eu não queria comer frio, fotografei com uma porção pequena retirada antes da hora.

para comemorar
ago 14th, 2009 by maria


logo que vim para São Paulo conheci o Nagayama. e me apaixonei. não é uma opção barata e por isso vira e volta invento alguma comemoração que me dê argumento para ir lá. o programa é mais ou menos assim: vamos ao restaurante do Itaim (que é intimista), sentamos no balcão (que é mais divertido), pedimos um saquê e sugestões aos sushiman (que são todos ótimos). comemos então o que nos foi sugerido, em duplas, degustadas uma a uma, quase sempre acompanhadas de olhos fechados que suspiram…
os meus sushis preferidos são de barriga de salmão (que é servido com flor de sal e azeite trufado) e de vieira… é sempre uma experiência sublime!
para sobremesa minha dica é uma andadinha até a sorveteria Vipiteno e lá pedir uma bola de chocolatíssimo na casquinha acompanhada por um expresso.
e pronto. se não tinha motivo pra comemorar, no final dessa noite certamente terá!

foto: Tom Boechat/ Usina de Imagem

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