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um frango, três destinos
jul 26th, 2010 by Maria

Inicialmente era apenas um frango congelado destinado a se tornar um frango assado. Mas aqui nada se perde e muito pouco se repete. Numa tarde chuvosa essa estória começou assim: o pobre frango solitário pedia encarecidamente para ser resgatado de um balcão gelado. Eu passava por ali naquele momento, escutei e me sensibilizei com o seu lamento. Ao chegar em casa foi pra geladeira pra não sofrer um choque térmico e lá passou a noite se preparando para um grande momento. Pela manhã, tomou um banho com água corrente e se lambusou com uma pasta perfumada especialmente para ele preparada (cebola, alho, sal, limão, pimenta caiena, cravo e salsinha). Ficou ali paradinho, curtindo o cheirinho, enquanto outras gostosuras se aconchegavam num cantinho (batatas, tomates, cebolas, alhos e bananas da terra).

frango assado 01

Duas horas antes do grande momento, todos foram pro aquecimento, numa travessa untada com azeite e coberta com papel alumínio, dentro do forno com fogo mínimo.
Enquanto isso, todo o resto do frango (pés, cabeça e pescoço) foi para um banho de imersão em fogo bem brando, numa panela com água e temperos, devidamente tampada mas espalhando seu cheiro. Lá ficaram até virarem um caldo, nem fino nem grosso mas
ligeiramente encorpado e muito saboroso.
Uma hora depois ele se cansou da paradeira então dei uma mãozinha e ele se virou na assadeira. Mais meia horinha e a ave branquela já estava bronzeadinha. Aí bastou retirar o papel laminado, deixá-los mais 15 minutos no forno e sem nenhum esforço estava tudo suculento e moreno, pronto para brilhar na mesa do almoço!

frango assado 02

No entanto éramos apenas quatro para um frango bem dotado… então o que sobrou logo foi desfiado e guardado. Havia um destino à sua espera… e na mesma noite o caldo voltou pra panela. Levou consigo cenoura picada, um pouco do frango desfiado, além de macarrões que mais pareciam grãos de arroz. Foram servidos em prato fundo, com queijo ralado, um bom papo e brioche fatiado.

frango assado 03 canja

Mas ainda havia muito frango guardado! Só que ele estava um pouco envergonhado pois sem sua pele dourada se sentiu meio pelado. Quis um disfarce que lhe apresentasse tão glamuroso quanto estava o seu bronzeado dorso. Pedi uma noite para pensar e logo o convidei pra se juntar a um pouco do caldo, um toque de páprica, grãos de milho e um requeijão cremoso de salivar. Ele me olhou desconfiado mas não queria continuar num pote gelado, não disse que sim nem que não, mas deixou que eu o conduzisse para o recheio de um empadão. A receita da massa é essa daqui e o resultado você confere logo ali.

E essa é a estória de um frango congelado que com carinho foi por mim assado, gentilmente servido e por todos apreciado.

frango assado 04 empadao

nhoque de batata com manteiga, sálvia e camarões
jun 10th, 2010 by Maria

nhoque de batata 01

O nhoque faz parte da minha vida desde a infância. Com avô italiano, minha avó prepara desde sempre um nhoque levíssimo e famoso na família. E provavelmente por tê-lo carinhosamente servido a cada passagem por Muqui, nunca me habilitei a aprender. Mas mudei de estado e a farta mesa da minha vó Lucy ficou mais distante… E isso me pareceu um sinal de que era hora de saber fazê-lo na minha própria casa!

Os italianos dizem que não há medida certa pro nhoque, que temos que “sentir” a massa. Mas fiquei um pouco insegura se a parcela de sangue italiano que corre em minhas veias saberia reconhecer esse ponto e tratei de buscar uma receita. Li duas nos meus “livros de cabeceira” e uma no Vamos Cozinhar (que tem um vídeo ótimo ensinando o passo-a-passo). E dessas três saiu a receita que escrevo abaixo.

Foi mais fácil e menos trabalhoso do que eu imaginava. E recomendo como um delicioso programa a quatro mãos, sejam elas amigas ou namoradas. Boa diversão e bom apetite!

nhoque de batata com camarao

Ingredientes para quatro porções (prato principal)
600 gramas de batata asterix
150 gramas de farinha de trigo
80 gramas de queijo parmesão ralado
duas gemas
sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Ingredientes para o molho
100 gramas de manteiga
250 gramas de camarão cinza limpo
5 dentes de alho espremidos os picados pequeninos
10 folhas de sálvia
um pouco da água do cozimento do nhoque
algumas gotas de limão
sal a gosto

Modo de fazer o nhoque
Coloque as batatas com casca em um panela, cubra-as com água, coloque um pouco de sal e leve ao fogo até que estejam macias (espete um garfo, se entrar com facilidade estão prontas). Escorra a água e tão logo consiga manuseá-las, retire a casca e esprema ou amasse-as. O importante de descascá-las e amassá-las ainda quente é facilitar a evaporação e deixar a batata menos úmida (e assim precisaremos de menos trigo e o nhoque ficará mais leve). Deixe esfriar num tabuleiro ou numa bancada. Misture as gemas, o queijo, o sal,a  pimenta e a noz moscada e, aos poucos, o trigo. Sinta a textura e coloque um pouco mais ou um pouco menos de trigo pois a umidade da batata e do ambiente influenciarão nessa quantidade. Quando a massa estiver homogênea, salpique trigo na bancada de trabalho e com porções pequenas faça cilindros rolando a massa pra frente e pra trás (como as minhocas que fazíamos
na infância com massinha). Corte os cilindros em pedaços de +/- 3 cm e aí estarão seus nhoques!

nhoque modelando Foto do livro Chefs – Segredos e Receitas, da Editora Melhoramentos.

Eu passei no garfo para gerar cavidades que permitem maior aderência do molho. Isso é opcional mas se quiser, faça assim: segure um garfo invertido com uma das mãos; com o polegar da outra mão, pressione o pedaço de massa contra contra os dentes do garfo, ao mesmo tempo rolando a massa para formar estrias e uma concavidade na parte interna.

Agora é colocar a água no fogo com um pouco de sal. Quando levantar fervura, coloque alguns nhoques e espere até que subam à superfície. Retire-os com uma escumadeira e disponha-os numa travessa (eu coloquei no escorredor de macarrão). Quando todos estiverem prontos, reserve um pouco da água do cozimento e vamos ao molho!
Envolva os camarões sem casca e já limpos com o alho espremido e umas gotinhas de limão. Aqueça uma frigideira grande e coloque um pouco de azeite ou manteiga. Acrescente os camarões, conte uns dois minutinhos e vire-os. Retire os camarões da frigideira quando estiverem rosados e reserve. Volte com a frigideira para o fogo baixo, derreta a manteiga e acrescente as folhas de sálvia. Junte um pouco da água do cozimento da massa e observe como a manteiga derrentida se tornará cremosa. Acerte o sal, junte os camarões e coloque o nhoque na frigideira. Envolva-o bem com o molho e sirva em seguida. Na mesa, um bom vinho e queijo parmesão ralado na hora!

mais massas

nhoque de abóbora

nhoque de abóbora

pastel de feira

pastel de feira

spaghetti al limone

spaghetti al limone

clássicos da vovó Regina (ou, o strogonoff do Vamos Cozinhar)
mai 16th, 2010 by Maria

strogonoff 01

Recentemente tive uma daquelas lembranças realistas que envolvem até sensações. Adentrei pelas portas da minha mente na casa da minha avó em Itajubá. Senti o delicioso cheiro das férias que se fazia presente nas roupas de cama perfumadas e impecavelmente estendidas, no carpete sempre limpo e macio e nas pesadas cortinas que ornavam aquela autêntica casa de vó do interior de Minas. Passava por essas impressões, pousava minha mala no quarto de móveis de madeira pesada, abria as janelas e sentia a brisa fresca. Lavava as mãos e o rosto na água gelada do espaçoso e iluminado banheiro e seguia para o lugar mais importante da casa: a cozinha. Lá, a Maria, minha xará, certamente já havia preparado uma boa parte dos pratos tradicionais da minha vó Regina. E eu sempre comprovava isso abrindo a geladeira e antecipando a salivação da hora do almoço.

Filha de uma tradicional família mineira, vovó Regina estudou em colégio de freiras francesas. Admirou desde de criança essa cultura e nos presenteava com uma culinária que ora vinha da França ora das fazendas de Minas. Na sala de jantar com lustre de cristal ou na acolhedora mesa redonda da cozinha não faltava um leitão assado no Natal ou um bom lombinho acompanhado de torresmo. Mas também conhecemos bem de perto os clássicos rosbife com molho de champignon e creme de leite e o strogonoff. E foi nesse último que me apeguei durante essa lembrança. É certamente o melhor strogonoff que já comi e nunca arrisquei reproduzí-lo em casa. Mas agora que não temos mais a minha vó ou a Maria de lá para fazê-lo, acho que está na hora de eu começar. E essa cosntatação foi o ponto final daquela lembrança.

Uma semana depois comecei a participar da PromoVamos e, ao adentrar no site Vamos Cozinhar para conhecer as videoreceitas da promoção, adivinhem com qual receita me deparei?! Sim, strogonoff! Num primeiro momento reconheci vários ingredientes da receita da minha vó e decidi fazê-la. Mas durante a execução ia consultando minha mãe e juntas descobrimos diversas e significativas diferenças. Para nossa surpresa o strogonoff ficou tão saboroso quanto o da vovó Regina, porém mais leve. Convidei algumas amigas e aqui está o resultado de um jantarzinho delicioso.

Segui o ótimo passo-a-passo do vídeo do Vamos Cozinhar e por isso o publico no final do post. Mas como alterei algumas quantidades durante a execução, publico abaixo exatamente como fiz.

strogonoff 02

Ah, e a promoção termina nesta semana! Se você ainda não se inscreveu, não perca a chance de concorrer a jantares e livros para você e sua cozinha. Clique aqui e se inscreva, indicando o DigaMaria, é claro!

Ingredientes (rende 8 porções)
1 Kg de filé mignon cortado para strogonoff
1/2 Kg de champignon
100 gramas de manteiga sem sal
2 colheres de sopa de azeite
500 gramas de creme de leite fresco
2 colheres de chá de páprica doce
2 colheres de chá de páprica picante
2 colheres de sopa de farinha de trigo
pimenta do reino e sal a gosto
125 ml de conhaque
125 ml de vinho branco seco

Como fiz
Derreti a manteiga e o azeite e fritei bem a carne salpicada com pimenta do reino e sal. Quando o caldo que soltou da carne já estava bem encorpado eu o retirei da panela e reservei (tenho preconceito com caldo industrializado e aproveitei esse para utilizar no lugar do outro). Voltei com a panela pro fogo e acrescentei a cebola. Soltou um pouco d’água e assim que secou juntei a farinha de trigo e incorprei-a bem. Chegou a hora da diversão: despejei o conhaque e coloquei fogo na panela! Mexi um pouco e logo o fogo apagou e a carne estava com uma consistência caramelada.

strogonoff etapas

Acrescentei o vinho, o caldo de carne reservado e as pápricas. Aí só faltava o creme de leite que deixei para colocar bem pertinho da hora de servir. Ficou um pouquinho líquido para o meu gosto e então misturei um pouquinho mais de farinha de trigo a uam pequena porção do creme de leite. Tudo na panela, bastou um pouco de fervura e já estava na consistência ideal!

O arroz segui à risca a receita do vídeo. O orégano dá um sabor especial (e leve) que todos notaram e aprovaram. A isso acrescente batata palha e um bom vinho e aí está um prático e delicioso prato para receber poucas ou muitas pessoas.

outras receitas de vó e de vô

biscoitos de fécula de batata

biscoitos de fécula de batata

waffle

waffle

empadinha de banana

empadinha de banana

hamburguer I (ou uma declaração de amor aos amigos)
mar 26th, 2010 by Maria

hamburguer 01

Tudo começou com a notícia da aquisição de uma fritadeira. Estávamos num desses deliciosos encontros entre amigos (praticamente mensais, agora) quando a Lud anunciou que havia comprado uma fritadeira. Amigas solícitas que somos, Aline e eu prontamente nos oferecemos para testar a dita cuja. E para o teste pensamos numa batata frita, que logo nos lembrou do seu companheiro hamburguer que na mesma hora nos sussurou “não esqueçam de trazer a maionese”. A partir daí bastou marcar a data e todos compareceram pontualmente: nós, os maridos, mais amigos e todos os ingredientes.

Havíamos preparado e congelado os bifes na noite anterior. No dia seguinte abrimos uma garrafa de vinho tinto, brindamos e mãos à obra! Começamos batendo a maionese sem ovos e sem óleo, enquanto os homens descascavam as batatas. Na sequência elas foram cortadas, colocadas numa panela com água e sal, levadas ao fogo até levantar fervura e escorridas. Arrumamos a mesa com pães, queijos, presunto, molho barbecue, salada e batata palha. Colocamos a chapa para aquecer e a batata para fritar; e à medida que os bifes chegavam ao ponto (ligeramente mal-passados por dentro) cada um ia montando seu sanduíche. E assim o domingo seguiu com um, dois ou três hambuerguers por pessoa. E assim seguimos nós, por horas a fio, aproveitando da maneira mais alegre e saudável possível nosso tempo livre, convivendo com quem gostamos, vibrando a cada pequena descoberta e tornando únicos esses sabores – em parte pela motivação e pelas “boas mãos” que temos pra cozinha, mas, sobretudo, pelo privilégio que temos, e usufruímos, de compartilhar sem medidas essas qualidades uns com os outros.

Obrigada, queridos, pelo domingo; obrigada pela nossa história.

hamburguer 05

Ingredientes para o hamburguer (rende uns 8 bons bifes)
500 gr de contra-filé ou fraldinha
500 gr de picanha
1 ovo
1/2 pacote de sopa de cebola ou cebola picadinha
alho espremido
um fio de azeite
um pouco de molho inglês

sal e pimenta do reino a gosto

Modo de fazer
Escolha as carnes buscando as peças que tenham uma capa de gordura mais fina. Peça ao açogueiro para moê-las juntas. Em casa, misture a carne moída com os demais ingredientes. Prove e acerte o tempero. Com auxílio de um aro redondo, ou sem, molde os bifes de hamburg
uer prensando-os bem. Envolva induvidualmente os bifes em filme plástico ajustando-o bem à carne (deixando o bife apertadinho). Leve ao congelador. Na hora de consumí-los basta aquecer uma chapa/frigideira/grelha numa temperatura média e colocar o bife.

hamburguer 02

Ingredientes para a maionese
1/2 xícara de leite gelado
1 xícara de azeite (acho que o ideal é usar um azeite com sabor mais neutro)
sal e temperos a gosto (usamos salsinha e cebolinha)

Modo de fazer
Coloque o leite gelado no liquidificador e bata um pouco. Abra a tampinha do liquidificador e acrescente aos poucos o azeite (em fio). Tenha paciência e observe atentamente para não perder o momento mágico no qual o líquido se torna creme bem diante dos seus olhos. Acrescente uma pitada de sal e os temperos que quiser batendo até que sejam incorporados à maionese. Leve à geladeira por alguns minutos antes de servir.

outros sanduíches:

sanduíche de atum

sanduíche de atum

croque monsieur

croque monsieur

maquiando o purê de batata
out 2nd, 2009 by Maria


sabe quando você quer servir um acompanhamento simples mas não quer que ele figure como um simples acompanhamento? pois é, foi com essa questão que me deparei noutro dia enquanto preparava o jantar. já havia decidido fazer peixe assado com purê de batata afinal minha irmã, fã de carteirinha desse acompanhamento, viria naquela noite. descasquei as batatas (1 1/2 por pessoa), cortei em rodelas, coloquei na panela, cobri com água e levei ao fogo. assim que ficaram bem macias, descartei a água do cozimento e comecei a amassá-las, ainda quentes, com um desses pegadores de macarrão oriental. é, não tenho espremedor de batatas. mas tenho a impressão que amassá-las assim, com mais vigor, mexendo de um lado para o outro na panela, torna o purê mais macio e aerado. voltei com a panela para o fogo e acrescentei os dois ingredientes que eu tinha na geladeira que pareciam combinar: queijo parmesão e creme de leite fresco. deixei o sal por último pois o parmesão já é bem salgadinho. e aos poucos, o purê de batata, esse acompanhamento que acho meio sem graça, foi ganhando uma textura cremosa e um sabor menos omisso. acho que ficou como o que considero uma boa maquiagem, a gente nem nota que ela está ali mas a pessoa nos parece tão bonita…

pra começar a semana light e saborosa: salmão!
ago 23rd, 2009 by maria


Quando decido cozinhar algo parto pro Google e digito: receita sei lá do que. Abro uma meia dúzia de páginas, leio todas as receitas, assimilo o que acho mais interessante em cada uma e vou pra cozinha. Com esse salmão foi assim, achei a receita há tempos atrás, em algum lugar da internet… quer dizer, uma receita parecida com essa. Lembro que no site havia uma série de comentários dizendo o quão fácil e saboroso era esse prato. Não mentiram nem se enganaram. Era um salmão com molho de laranja que logo adaptei para salmão ao molho de laranja e limão siciliano com batata e cebola. É super saudável, saboroso e rápido.

Ingredientes para um jantar para dois
300 g de salmão
uma batata grande cortada em fatias de pouco mais que 1 cm
uma cebola cortada em 8 pedaços
suco de duas laranjas
meio limão siciliano
sal, pimenta do reino e azeite

Começamos assim: disponha numa assadeira as rodelas de batata intercaladas com pedaços de cebola, salpique sal e um fio de azeite, cubra com papel laminado e leve ao forno médio para alto. Uns dez minutinhos depois, retire a assadeira, vire as batatas para assarem por igual e coloque sobre elas o salmão, com ou sem pele, temperado com sal e pimenta do reino. Cubra a assadeira com papel laminado e leve novamente ao forno. Enquanto isso, coloque numa panela em fogo baixo o suco de laranja, espremida na mão pra não ficar amarga, e deixe ferver até reduzir bem e virar quase uma calda. Aí é só aguardar o salmão ficar no ponto – deve estar com aspecto de assado por fora porém ligeiramente cru por dentro. Coloque cada porção em seu prato, cubra o salmão com a calda de laranja e umas gotinhas de limão siciliano.

Uma variação que já testei e aprovei é levar raspas de gengibre ao fogo junto com o suco de laranja.

Ah, o tempo de forno para uma porção dessa varia de 15 a 30 minutos. Portanto, não descuide, pois quando o salmão passa do ponto ele fica ressecado e sem graça.

codornas ao vinho
ago 21st, 2009 by maria


essa semana saí para jantar com duas amigas. não conhecia o restaurante mas arrisquei pedir codornas com talharim ao alho. estavam saborosas, mas já na primeira garfada pensei: posso fazer melhor. no dia seguinte, uma quarta-feira, lá estava eu comprando codorninhas congeladas!
minha história com essa ave começou há uns dez anos atrás quando resolvi assá-las sem nunca ter provado e sem qualquer receita que me norteasse. quando abri a caixa e me deparei com aqueles corpinhos tão pequeninos e delicados, me senti uma menina diante de sua barbie. mal tive coragem de manuseá-las e o resultado foi uma carne insossa… muitos anos longe da cozinha se passaram até que resolvi arriscar novamente num jantar que preparei para uns amigos. dessa vez com receita e firmeza. ficaram bem gostosas. aproveitei essa mesma receita, que peguei no Portal Veja São Paulo, e a modifiquei um pouco nessa “terceira leva” de codornas. e dessa vez ficaram deliciosas! o preparo é rápido e simples. e aproveite que estará comendo em casa e dispense garfo e faca! fica bem mais divertido! segue a receita já com as modificações.

8 codornas limpas e cortadas ao meio
200g de manteiga
2 copos de vinho branco seco
1 copo de vinho tinto seco
50ml de rum
15 folhas de sálvia
4 dentes de alho

corte as codornas ao meio, tempere com alho picadinho, acrescente parte do vinho branco e deixe marinar por pelo menos uma hora. reserve a marinada e numa frigideira grande doure em fogo médio as codornas na manteiga e oito folhas de salvia partidas ao meio. salgue e adicione o vinho branco (incluindo o da marinada), tampe parcialmente e aguarde até que evapore. em seguida proceda da mesma forma com o vinho tinto. pouco antes de servir, adicione o restante da folhas de sálvia e flambe no rum.

servi com pure de mandioquinha (também conhecida como batata baroa). basta cozinhar a mandioquinha descascada, bater no liquidificador com um pouco da água do cozimento, voltar pra panela e acertar o sal.

para um jantarzinho rápido e gostoso: batata assada e recheada com creme de escarola
ago 7th, 2009 by maria

Adoro escarola. Crua ou cozida. E ontem era a única folha que eu tinha em casa. Então apostei que seu “amarguinho” combinaria muito bem com a neutralidade da batata. Deu certo!

Lave bem e seque a batata. Faça furinhos superficiais na casca, envolva em papel laminado e leve ao forno médio. Enquanto isso, refogue cebola, o alho e a escarola cortada fininha. Acrescente sal, uma pitada de pimenta do reino e de noz moscada e aguarde a escarola começar a murchar. Depois coloque um pouco de leite e, quando ferver, um pouco de maisena ou trigo diluído em leite. Mexa até engrossar, acerte o sal e desligue o fogo. A batata estará assada quando conseguir introduzir um garfo sem dificuldade. Tire-a do forno, abra uma cavidade no comprimento, passe um pouco de manteiga, preencha com o creme, povilhe com parmesão ralado e coloque para gratinar. Um pouco de requeijão intercalando o creme fica muito bom também!

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