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como aprendi a gostar de café espresso (ou pela Argentina com pouca grana)
set 24th, 2009 by maria

dezembro de 2003. lá estávamos nós, minha irmã e eu, desembarcando em Buenos Aires para um passeio de uma semana. nessa época, o café mais gostoso do mundo era o que a minha mãe fazia, coado e mais conhecido como “chafé”. café espresso era horrível, amargo, nem pensar!
novas e com pouco dinheiro, chegamos felizes da vida numa Argentina recém quebrada que nos possibilitava ficar hospedadas num confortável hotel três estrelas com um farto e bem preparado café da manhã. na noite de Natal até em Puerto Madero jantamos sem grandes preocupações com o lado direito do cardápio! mas uma coisa logo no primeiro dia chamou minha atenção: o preço da água mineral! não me perguntem porquê mas o fato é que custava caro e eu, que bebo água o dia todo, fiquei assombrada com isso. e se alguém está pensando “fácil, era só comprar no supermercado e andar por aí com a garrafinha”, vou logo me adiantando, concordo. mas não pensei nisso naquele momento. no entanto, logo notei que o café espresso, além de barato e presente em toda e qualquer esquina de Buenos Aires, vinha acompanhado de um generoso copo de água com gás (minha predileta!) e de um sempre delicioso e diferente biscoitinho. resultado, ao invés de pedirmos água passamos a pedir espresso. e como não gosto nem um pouco de desperdício, bebia o forte cafezinho sem sequer saber que estava sendo servida por um povo que tira um espresso com muita competência. o primeiro eu provavelmente devo ter deixado pela metade, o segundo, honestamente não lembro, mas o último, esse sim tenho certeza que bebi até o final, curtindo cada pedacinho de sabor que um bom espresso é capaz de nos presentear.
moral da estória? nada como um empurrãozinho das circunstâncias para enxergarmos o entorno de maneira completamente nova. e o café da minha mãe não mais me agradou. mas aos poucos ela também aprendeu a gostar de café forte e mudou os hábtos. e hoje, bem ali na minha cozinha, há aquela querida máquina de espresso, sempre pronta para me fornecer um delicioso e saudável café.

nespresso lattissima (ou o luxo nosso de cada dia)
set 23rd, 2009 by maria

já falei aqui neste blog da minha paixão por espresso e por café com leite com uma generosa espuminha por cima. essa paixão ficou toda envaidecida quando ganhamos de casamento da tia Syl uma cafeteira da Nespresso, a linda Le Cube, que costumamos guardar para ocasiões especiais que variam desde um jantar com amigos até um “simples cafezinho” no meio da tarde lembrando como a vida pode ser saborosa.
ontem, quando fui comprar sachês numa loja Nespresso, deparei-me com a Lattíssima e não pude deixar de desejá-la. não substituindo a que já tenho (viu tia Syl?), mas sim fazendo coro com ela, parzinho na cozinha. uma para os jantares e outra para começar os dias, uma ressaltando o sabor forte do café e a outra a delicadeza da espuma do leite. (suspiro) sonhar não custa nada, certo?

alguns dados sobre a Latíssima:
preprara espresso, lungo, cappuccino, macchiato e tem saída para água quente;
o recipiente do leite tem função de enxague automático, é removível e pode ser guardado na geladeira.
com gostinho de final de semana
ago 15th, 2009 by maria

quem não ama um café com leite na padaria? pra mim café com leite ou capuccino servido na padoca, como chamamos aqui em São Paulo, sempre foi um objeto de desejo. até que um dia, há anos atrás, ganhei da amiga Letícia um misturador multiuso. nesse momento descobri que a espuma estava ao alcance das minhas mãos! e da sua também!
o preço é super acessível, de r$7 a r$50, funciona com duas pilhas e pode ser encontrado em supermercados e em lojas de eletrodomésticos.
e para completar essa receita, basta acrescentar o café que mais gosta e pronto: o café com leite com gostinho de final de semana é todo seu, todas as manhãs!

aproveitando, me diga, qual o seu café preferido?
fotos produtos: fabricantes

quem gosta de chocolate?
ago 9th, 2009 by maria



Meu namoro com a cozinha tem me incentivado cada dia mais a produzir eu mesma alguns presentinhos. E no dia dos pais não haveria de ser diferente, sobretudo considerando que tenho um pai chocólatra e um sogro formiga (não briguem comigo rapazes, eu compartilho com vocês essas “qualidades”!). Aproveitei então a moda da diversificação dos brigadeiros e arrisquei umas misturas. Nada muito ousado, mas o resultado… bom, confiram aí!

Chocolatinho amargo com mel e flor de sal

uma lata de leite condensado
meia barra de Lindt 85% cacau
duas colheres de creme de leite
um pouco de mel (acho que uma colher de sopa basta)
cacau em pó e flor de sal pra enrolar (se a umidade absorver o cacau, enrole uma segunda vez em raspas do chocolate em barra)

O processo é o mesmo do brigadeiro. a única coisa que muda é a finalização: misture o cacau com o sal (pouco), passe a bolinha na mistura e depois por uma peneira para retirar o excesso. a boa notícia é que ele engrossa mais rápido que o brigadeiro tradicional.

Chocolatinho com café
uma lata de leite condensado
meia barra de Lindt 85% cacau
duas colheres de creme de leite
uma xícara (de café) de café concentrado (eu usei o ristretto da Nespresso, afinal é dia dos pais!)
raspas do chocolate em barra pra enrolar

Dicas: o creme de leite confere uma textura mais macia, mais próxima da trufa. sem ele a consistência fica parecida com a do brigadeiro. mas se o clima estiver quente, evite-o porque ele deixa o docinho muito mole no calor.

Optei por enrolar bolinhas pequenas, dessas que a gente coloca de uma vez na boca!

eSpresso ou eXpresso?
ago 6th, 2009 by Maria

Há poucos dias fiz essa pesquisa. Amo um bom café e?presso mas quando precisei escrever descobri essa dúvida. Descobri também que vários sites e blogs explicam, mas para mim, a melhor e mais bem humorada explicação foi a que o professor Pasquale deu numa entrevista para o Jornal do Café. Publico aqui alguns trechinhos e, para os mais curiosos ou interessados pelo assunto, o link para a entrevista.

Com a palavra, professor Pasquale:

Recorramos ao grande dicionário italiano Garzanti e vejamos o que a obra diz em “espresso”: Diz-se de alimento ou bebida que se prepara na hora, a pedido do cliente. Exemplos: “piatto espresso” e “caffè espresso”.

Mas estamos no Brasil, portanto em português o café rápido, feito na hora, em belas máquinas italianas, só pode mesmo ser “expresso”, com “x”, já que – não custa repetir – na nossa língua não temos a palavra “espresso”.

Agora, cá entre nós (e que ninguém nos ouça), gosto mesmo é de um “espresso”, legítimo, tomado, de preferência, na Itália. Sim, na Itália, porque lá não preciso descabelar-me para pedir um café encorpado, curto, pleno de sabor e de aroma.

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