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a galinhada dos meus sonhos
set 1st, 2010 by Maria

Esse nome não fazia parte do meu vocabulário. Nunca o tinha escutado até o dia em que a Joana Pellerano o mencionou no twitter numa frase mais ou menos assim “almocei uma deliciosa galinhada com pequi”. Perguntei do que se tratava e soube que era um prato no qual a galinha era cozida junto com o arroz. E essa informação foi armazenada em algum lugar na minha cabeça de cozinheira e lá ficou adormecida. Muitas manhãs depois despertei faminta desse prato; durante a noite sonhei que preparava uma galinhada tão especial que seu sabor e perfume me acompanharam ao longo desse dia seguinte. E tudo me pareceu tão real que nem busquei receita, fui pra cozinha confiante que o sonho me ensinara exatamente como fazer e que não teria dúvida alguma na hora de reproduzir.

galinhada

Não lhes ofereço uma receita em detalhes mas sim um passo-a-passo de como fiz esse prato que mesmo depois de acordada saboreei como num sonho, num delicioso almoço em família com sua simplicidade contrastada com um belo brinde de champagne.

Ingredientes
1 frango inteiro cortado em pedaços (peito, coxa, sobrecoxa, asa, pés, pescoço…)
2 copos de arroz
3 cenouras cortadas em rodelas
grãos de milho de duas espigas
100 ml de cachaça
50 g de bacon picadinho
1 cebola grande
8 dentes de alho
2 cravos
1 folha de louro
uma pitada de páprica doce
suco e raspas da casca de um limão
pimenta malagueta picada sem as sementes e sal a gosto
óleo ou azeite para refogar

Modo de fazer
Triture metade da cebola junto com 4 dentes de alho e sal. Misture a essa pasta a pimenta picada, o cravo, a páprica e o suco de limão.
Lave o frango e reserve os pés, o pescoço e a cabeça. Corte-o em pedaços e, num pirex ou sacola plástica, envolva-o com a pasta de temperos. Coloque-o na geladeira e deixe marinando por no mínimo duas horas.
Prepare um caldo fervendo em fogo bem baixo os pés, o pescoço e a cabeça do frango, uma das cenouras, o louro, a outra metade da cebola, uma pitada de sal e água suficiente para cobrir. Tampe e deixe no fogo por pelo menos uma hora, olhando de vez em quando e colocando um pouco mais de água se for necessário. Quando o caldo estiver saboroso, desligue o fogo, aguarde esfriar, retire os pedaços de frango e o louro e bata o restante no liquidificador. Usaremos esse caldo substituindo parte da água para o cozimento do arroz e do frango. Se quiser, aproveite os pedaços de frango desfiando o que houver de carne neles e junte ao caldo batido. Para cozinhar o arroz precisaremos de aproximadamente quatro copos de caldo/água. Então meça quanto rendeu de caldo, complemente com água e volte pro fogo para aquecer.
Já estamos perto da hora de comer! Lave o arroz e deixe-o escorrendo. Retire da geladeira o frango que estava marinando. Aqueça uma panela grande com um pouco de óleo ou azeite. Frite o bacon e junte os pedaços de frango sem a marinada. Quando estiverem bem dourados (mais que o da foto!), despeje a cachaça e, com cuidado, coloque fogo para flambar. Mexa apenas para distribuir melhor a bebida e quando a chama apagar retire o frango da panela. Vamos aproveitar essa gordura que ficou (se tiver muita descarte um pouco) para fritar o arroz e o restante dos dentes de alho (cortados ao meio). Grãos soltinhos e brilhantes? Volte com o frango pra panela, junte a cenoura, o milho, a marinada, os quatro copos de água/caldo quente e aumente o fogo. Quando começar a ferver, abaixe o fogo e tampe a panela. Daí por diante é igual cozinhar arroz, ou seja, basta esperar a água secar e estará pronto. Salpique as raspas da casca do limão e sirva.
Espero que gostem tanto quanto eu!

Dica: esses foram os temperos e complementos que usei mas você pode substituí-los por outros de sua preferência.


outras frangos dos meus sonhos

um frango três destinos

um frango três destinos

coq au vin

coq au vin

frango assado com pão

frango assado com pão

espaguete, molho de tomate e almôndegas
ago 24th, 2010 by Maria

almondegas 01

Quem mora na praia costuma ficar com a casa cheia durante os períodos de férias. Descobri essa regra no último mês e eu que adoro cozinhar tudo fresquinho senti necessidade de estocar. E dessa constatação nasceram essas almôndegas: aproveitei uma receita de hamburguer e usei parte dela para moldar bolinhas que enrolei em filme plástico e congelei para algum “momento de necessidade”.

Pouco tempo depois elas me foram muito úteis numa noite na qual meu pai estava me visitando e uma dupla de aventureiros (meu marido e seu irmão mais novo) voltavam de um acampamento em Castelhanos/Ilha Bela. Voltariam na noite anterior mas foram surpreendidos pelas más condições da estrada e, apesar de estarem num 4×4, atolaram. Após horas de tentativa, a noite chegou e tiveram que dormir dentro do jipe, no meio da mata, no meio do nada. No dia seguinte caminharam a pé 16 km até conseguirem ajuda e sinal de celular para pedir resgate. Nessa hora também fui avisada da aventura e que seu desfecho se daria apenas no final do dia.

Sabia que chegariam cansados, esfomeados e em busca daquele aconchego que raramente achamos fora de casa. Lembrei então das almôndegas e concluí que um espaguete ao sugo puxado no manjericão e acompanhado das bolinhas de carne seriam a refeição perfeita pros quatro descendentes italianos. E assim foi. Chegaram quase às 22h, famintos de conforto e de ouvidos atentos a todas as histórias que traziam pra contar. E jantamos sem pressa, na boa companhia de um vinho e muita conversa.

almondegas 02_1

Ingredientes para as almôndegas (para oito pessoas)
700 gramas de contra filé
300 gramas de linguiça defumada (moída junto com o contra filé, uma única vez)
1 ovo
pimenta do reino
molho inglês
azeite
cebola picada bem pequena
sal
você pode acrescentar ou substituir pelos temperos que gosta; mostarda por exemplo fica uma delícia

Para o macarrão e o molho (também para oito pessoas)
800 gramas de massa
2 latas de tomate pelati
7 dentes de alho cortado em lâminas
pimenta calabresa
azeite
sal
manjericão a gosto
queijo parmesão ralado

Modo de fazer
Coloque numa tigela todos os ingredientes das almôndegas. Misture bem com as mãos, prove o tempero e, se precisar, acerte. Lave as mãos deixando-as ligeiramente úmidas para começar a moldar. Coloque uma quantidade da mistura na mão, aperte e enrole com o mesmo movimento que fazemos para enrolar um brigadeiro. Repita o processo para moldar as outras.
Coloque no fogo água e sal para cozinhar a massa. Enquanto aguarda a fervura, aqueça um pouco de óleo ou azeite numa frigideira grande e frite as almôndegas virando-as para que dourem dos dois lados. Retire-as da frigideira e reserve-as.
Aproveite a gordura que restou e volte a frigideira para o fogo. Coloque as lascas de alho, doure-as suavemente, acrescente a pimenta calabresa, o tomate pelati, um pouco de água (aproveite para “limpar” a lata) e sal. Mexa partindo os tomates, aguarde ferver, baixe o fogo e tampe. Se precisar, acrescente mais água aos pouquinhos.
A essa altura a água do macarrão já estará fervendo. Coloque a massa, misture um pouco para que não grude e deixe-a cozinhando pelo tempo indicado na embalagem. Quando a massa estiver quase pronta, coloque as almôndegas e as folhas de manjericão no molho de tomate e mantenha-os no fogo. Escorra o macarrão e junte-o ao molho. Sirva em seguida com queijo parmesão ralado na hora e folhinhas de manjericão enfeitando.

Dicas: caso não queira fritar as almôndegas, elas podem ser cozidas diretamente no molho de tomate. Para isso, prepare-o numa panela para que o molho cubra as almôndegas.
A mesma receita pode ser usada para hamburguer, que também pode ser congelado e retirado do freezer direto pra frigideira.

Aqui tem um vídeo bem legal do Jamie Oliver ensinando esse mesmo prato com uma receita diferente (e que certamente experimentarei)!


um frango, três destinos
jul 26th, 2010 by Maria

Inicialmente era apenas um frango congelado destinado a se tornar um frango assado. Mas aqui nada se perde e muito pouco se repete. Numa tarde chuvosa essa estória começou assim: o pobre frango solitário pedia encarecidamente para ser resgatado de um balcão gelado. Eu passava por ali naquele momento, escutei e me sensibilizei com o seu lamento. Ao chegar em casa foi pra geladeira pra não sofrer um choque térmico e lá passou a noite se preparando para um grande momento. Pela manhã, tomou um banho com água corrente e se lambusou com uma pasta perfumada especialmente para ele preparada (cebola, alho, sal, limão, pimenta caiena, cravo e salsinha). Ficou ali paradinho, curtindo o cheirinho, enquanto outras gostosuras se aconchegavam num cantinho (batatas, tomates, cebolas, alhos e bananas da terra).

frango assado 01

Duas horas antes do grande momento, todos foram pro aquecimento, numa travessa untada com azeite e coberta com papel alumínio, dentro do forno com fogo mínimo.
Enquanto isso, todo o resto do frango (pés, cabeça e pescoço) foi para um banho de imersão em fogo bem brando, numa panela com água e temperos, devidamente tampada mas espalhando seu cheiro. Lá ficaram até virarem um caldo, nem fino nem grosso mas
ligeiramente encorpado e muito saboroso.
Uma hora depois ele se cansou da paradeira então dei uma mãozinha e ele se virou na assadeira. Mais meia horinha e a ave branquela já estava bronzeadinha. Aí bastou retirar o papel laminado, deixá-los mais 15 minutos no forno e sem nenhum esforço estava tudo suculento e moreno, pronto para brilhar na mesa do almoço!

frango assado 02

No entanto éramos apenas quatro para um frango bem dotado… então o que sobrou logo foi desfiado e guardado. Havia um destino à sua espera… e na mesma noite o caldo voltou pra panela. Levou consigo cenoura picada, um pouco do frango desfiado, além de macarrões que mais pareciam grãos de arroz. Foram servidos em prato fundo, com queijo ralado, um bom papo e brioche fatiado.

frango assado 03 canja

Mas ainda havia muito frango guardado! Só que ele estava um pouco envergonhado pois sem sua pele dourada se sentiu meio pelado. Quis um disfarce que lhe apresentasse tão glamuroso quanto estava o seu bronzeado dorso. Pedi uma noite para pensar e logo o convidei pra se juntar a um pouco do caldo, um toque de páprica, grãos de milho e um requeijão cremoso de salivar. Ele me olhou desconfiado mas não queria continuar num pote gelado, não disse que sim nem que não, mas deixou que eu o conduzisse para o recheio de um empadão. A receita da massa é essa daqui e o resultado você confere logo ali.

E essa é a estória de um frango congelado que com carinho foi por mim assado, gentilmente servido e por todos apreciado.

frango assado 04 empadao

costelinhas com laranja e barbecue
jul 10th, 2010 by Maria

costelinha com laranja e maca

Na última ida à Vitória, uma grande amiga da família, a Madá, marcou um jantar na casa dela e me perguntou o que eu gostaria de comer. Não hesitei e declarei “costelinha!”. Na noite combinada ela preparou divinas costelinhas cozidas na cerveja preta com batatas e agrião. E pra quem gosta de comida, uma farta mesa é sempre um convite para conversas sobre comida. Foi assim que ela me contou sobre esta receita, comparando-a com as costelinhas do Outback. A essa altura eu já não sabia se salivava pela costelinha que comia ou pela que já planejava fazer.

De volta pra casa, não tardei a experimentar a nova receita. E compartilho com vocês as fotos de um almoço saboroso e suculento, com poucos ingredientes, pouco trabalho e uma manhã de forno. Gostou? Então vamos à receita!

costelinha com laranja

Ingredientes (para duas pessoas que comem bem ou três moderadas)
500 g de costela suína
suco de 5 laranjas
sal
pimenta do reino moída na hora
molho barbecue

para o acompanhamento
3 maçãs
açúcar
1 pau de canela (ou em pó a gosto)
uma pitada de sal

Modo de fazer
Coloque a costelinha numa assadeira não muito mais larga que ela, distribua o sal pela carne, salpique um pouco de pimenta do reino e cubra-a com o suco de laranja. Tampe com papel laminado e leve ao forno médio.
Enquanto isso, descasque as maçãs, corte-as em aproximadamente oito pedaços cada e leve-as ao fogo baixo numa panela pequena com água (quase até cobrí-las), uma pitada de açúcar e outra de sal. Quando a água reduzir pela metade, acerte o sal ou o açúcar, coloque a canela e deixe cozinhar até que a maçã esteja muito macia, quase desmanchando, e a água tenha se transformado numa calda cremosa. Desligue o fogo.
Mais de uma hora depois, voltemos ao forno. Quando o suco de laranja estiver reduzido ao fundo da assadeira e transformado num molho espesso, retire o papel laminado, espalhe o molho barbecue
por cima da costelinha
e volte a assadeira descoberta para o forno por aproximadamente 15 minutos.
Aí é só aquecer as maçãs e levar tudo pra mesa acompanhado de uma salada de folhas verdes.

coq au vin (ou frango ensopado em vinho tinto)
jul 6th, 2010 by Maria

coq au vin

Há poucos meses estive em Muqui/ES, cidade na qual vive a minha avó. Trata-se um sítio histórico construído nos tempos áureos do café brasileiro e que hoje abriga, além de muita cultura, pessoas simples e muita comida boa de cidade do interior. Pois então, foi nessa ida que visitei uma lojinha de produtos artesanais que comercializa desde compotas, geléias, massas e linguiça feita ali mesmo até frango caipira criado no quintal ao lado. Não resisti. Sei que em São Paulo posso comprar frango caipira, mas comprar um que foi criado ali naquele quintal visível a olho nu me pareceu muito especial e romântico. E assim o frango congelado foi para uma sacola térmica dentro da minha mala e voou de avião até aqui. Guardei-o no freezer e lá ficou até o dia em que eu folheava um dos meus livros prediletos, Chefs, e a foto do coq au vin saltou aos meus olhos. Claro que eu já havia visto aquela foto algumas vezes, mas naquele dia ela me olhou convidativa e desafiante.

Frango descongelado, segui a receita passo-a-passo! A única alteração que fiz foi a substituição do cogumelo fresco pelo em conserva porque não achei o da receita no dia.

Segue a receita e o texto descritivo que o livro traz (Chefs, editora Melhoramentos, pag.240, receita assinada por Shaun Hill):

“Conhecido na França como coq au vin, este é um importante prato da culinária provençal francesa. É um prato muito celebrado, mas em geral é muito malfeito em certos restaurantes. Algumas vezes o frango é marinado de um dia para o outro para realçar o sabor do vinho tinto. Contudo, isso produz um efeito indesejável: o sabor do vinho predomina sobre qualquer outro com que a pobre ave pudesse vir a contribuir, além de ressecar a carne.
Este prato não pode ser reaquecido sem alteração de sabor, ao contrário do que acontece com os de carne bovina e de cordeiro.

Ingredientes
55 g de maneteiga sem sal
1 frango, com cerca de 1,5 kg, cortado em 8 pedaços
8 cebolas pequenas
(daquelas para fazer conserva)
100 g de toucinho, cortado em tiras de 2,5 cm
16 cogumelos button
(champignon fresco)
2 dentes de alho amassados
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 colher de sopa de tomate peneirado
(molho de tomate peneirado)
250 ml de vinho tinto
1 colher de sopa de açúcar
500 ml de caldo de galinha ou água
(usei caldo de galinha feito em casa)

Para servir
1 colher de sopa de salsa picada
croûtons quentes

Modo de fazer
Aqueça metade da manteiga numa panela. Polvilhe o frango com sal e pimenta, coloque os pedaços na panela e frite, virando para que fiquem dourados por igual.
Adicione as cebolas e o toucinho e cozinhe por cerca de 10 minutos até estarem dourados; junte os cogumelos e o alho e cozinhe por mais alguns minutos, mesclando os sucos.
Misture a farinha à manteiga dourada e aos sucos e cozinhe por 1 ou 2 minutos. Adicione o tomate, o vinho tinto e o açúcar, mexendo até frever. Adicione caldo de galinha ou água e deixe ferver novamente.
Diminua o fogo abaixo do ponto de fervura, então tampe a panela e deixe cozinhar por 50 minutos ou até que o frango esteja macio.
Verifique o cozimento e escorra todos os pedaços de frango e legumes, arranjando-os num prato de servir.
Transfira algumas conchas do líquido do cozimento e os resíduos do cozido ao liquidificador, adicionando a manteiga restante e bata. Misture bem o molho e prove o tempero.
Espalhe o molho sobre os pedaços de frango e os legumes. Salpique com a salsa e sirva com os croûtons.”

Eu não tinha pão para fazer croûtons em casa nesse dia, então servi com purê de batata. Combinou perfeitamente com este saboroso prato!

outras sugestões

pecoço de peru

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spaghetti al limone

spaghetti al limone

musse de chocolate

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chucrute com salsicha (ou, comprado pronto mas especial)
jun 21st, 2010 by Maria

chucrute com salsicha

Não fui eu que preparei. Mas enquanto me deliciava com esse prato pensava o quão simples pode ser prepará-lo e me pareceu ideal para aqueles dias nos quais queremos comer uma refeição diferente em casa e nos falta inspiração para cozinhar. Todos os ingredientes podem ser comprados prontos e servidos sem demora, bastando esquentá-los. Mas caso você queira dar um toque, há também a possibilidade de personalizar um pouquinho. Vamos aos ingredientes?!
Salsicha alemã: é composta por carnes de porco, vaca e, algumas vezes, vitela e é mais saborosa que a salsicha que costumamos consumir no Brasil. Em casa, basta aquecê-la numa frigideira ou forninho elétrico.
Mostarda: compre uma de boa qualidade e coloque na mesa para que cada um se sirva na quantidade desejada.
Chucrute: trata-se de repolho
fermentado e fatiado fininho que pode ser comprado na seção de conservas dos supermercados. O modo de prepará-lo, ensinado pela Martha e pela Ivone, é lavá-lo em água corrente para retirar o excesso de acidez e ir provando; quando estiver bom pro seu paladar, escorra. Para incrementar o sabor a dica é refogá-lo com cebola fatiada e quando estiver quente juntar fatias finas de maçã, desligar o fogo e tampar a panela pra abafá-la um pouco.

chucrute

Nesse link aqui tem um pouquinho da origem do chucrute e também uma receita para quem animar fazer em casa. E depois volta pra me contar, combinado?!

risoto de linguiça
jun 15th, 2010 by Maria

risoto de linguica

Sobrou linguiça do churrasco. E no dia seguinte faltou planejamento para o almoço. Procurei na despensa um caminho a seguir. Encontrei uma cebola papeando com um tomate. Logo que me viram entederam o que eu buscava e apontaram com o olhar para um vidro com arroz arbóreo. “Entendi, pessoal, mas não temos vinho pro risoto”. E com o mesmo olharzinho solícito os dois me mostraram a garrafa de cachaça. E lá fui eu pra cozinha.

Tirei a pele e piquei três linguiças. Em seguida o tomate e a cebola. Cortei quatro alhos em pedaços grandes e colhi quatro folhas de sálvia. Refoguei o alho em azeite numa panelinha, juntei o tomate, o sal, a sálvia e um pouco de pimenta calabresa. Coloquei outra panela no fogo com um pouco de manteiga, refoguei a cebola, acrescentei a linguiça e quando ela já estava cozida juntei dois punhados do arroz. Mexi até que os grãos estivessem brilhantes e reguei a mistura com cachaça. Quando a cachaça evaporou entrou uma concha do caldo que se formou na panelinha (com o tomate). E segui mexendo e colocando mais caldo até que os grãos ficaram macios mas ainda firmes. Desliguei o fogo, misturei um pouco de parmesão ralado e tampei a panela. Separei os pratos e talheres e servi com raspas de limão por cima e ervilha em folha cozida bem al dente.

Simples e delicioso, foi praticamente um banquete em plena segunda-feira! Nada como contar com bons ajudantes na despensa!

Para facilitar, aqui vai a lista de ingredientes para duas porções:
para o caldo
um fio de azeite
quatro dentes de alho
um tomate picado
pimenta calabresa
sal
água
fazendo o risoto
três linguiças
dois punhados de arroz arbóreo
uma cebola pequena/média
quatro folhas de sálvia
uma farta colher de sopa de manteiga
+/- 100 ml de cachaça
queijo parmesão ralado

✎ Detalhes importantes na hora de preparar um risoto:
. o arroz tem que ser arbóreo pois esse tipo solta mais amido (e é isso que dá a consistência do risoto);
. não lave o arroz;
. a qualidade do caldo é muda tudo, portanto tente fazê-lo em casa e esqueça os industrializados;
. acrescente o caldo aos poucos;
. mexa;
. o risoto deve ficar úmido e o arroz al dente;
. e deve ser servido quente.

mais!

risoto de camarão

risoto de camarão

spaghetti al limone

spaghetti al limone

massa caseira com molho funghi

massa caseira com molho funghi

nhoque de batata com manteiga, sálvia e camarões
jun 10th, 2010 by Maria

nhoque de batata 01

O nhoque faz parte da minha vida desde a infância. Com avô italiano, minha avó prepara desde sempre um nhoque levíssimo e famoso na família. E provavelmente por tê-lo carinhosamente servido a cada passagem por Muqui, nunca me habilitei a aprender. Mas mudei de estado e a farta mesa da minha vó Lucy ficou mais distante… E isso me pareceu um sinal de que era hora de saber fazê-lo na minha própria casa!

Os italianos dizem que não há medida certa pro nhoque, que temos que “sentir” a massa. Mas fiquei um pouco insegura se a parcela de sangue italiano que corre em minhas veias saberia reconhecer esse ponto e tratei de buscar uma receita. Li duas nos meus “livros de cabeceira” e uma no Vamos Cozinhar (que tem um vídeo ótimo ensinando o passo-a-passo). E dessas três saiu a receita que escrevo abaixo.

Foi mais fácil e menos trabalhoso do que eu imaginava. E recomendo como um delicioso programa a quatro mãos, sejam elas amigas ou namoradas. Boa diversão e bom apetite!

nhoque de batata com camarao

Ingredientes para quatro porções (prato principal)
600 gramas de batata asterix
150 gramas de farinha de trigo
80 gramas de queijo parmesão ralado
duas gemas
sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Ingredientes para o molho
100 gramas de manteiga
250 gramas de camarão cinza limpo
5 dentes de alho espremidos os picados pequeninos
10 folhas de sálvia
um pouco da água do cozimento do nhoque
algumas gotas de limão
sal a gosto

Modo de fazer o nhoque
Coloque as batatas com casca em um panela, cubra-as com água, coloque um pouco de sal e leve ao fogo até que estejam macias (espete um garfo, se entrar com facilidade estão prontas). Escorra a água e tão logo consiga manuseá-las, retire a casca e esprema ou amasse-as. O importante de descascá-las e amassá-las ainda quente é facilitar a evaporação e deixar a batata menos úmida (e assim precisaremos de menos trigo e o nhoque ficará mais leve). Deixe esfriar num tabuleiro ou numa bancada. Misture as gemas, o queijo, o sal,a  pimenta e a noz moscada e, aos poucos, o trigo. Sinta a textura e coloque um pouco mais ou um pouco menos de trigo pois a umidade da batata e do ambiente influenciarão nessa quantidade. Quando a massa estiver homogênea, salpique trigo na bancada de trabalho e com porções pequenas faça cilindros rolando a massa pra frente e pra trás (como as minhocas que fazíamos
na infância com massinha). Corte os cilindros em pedaços de +/- 3 cm e aí estarão seus nhoques!

nhoque modelando Foto do livro Chefs – Segredos e Receitas, da Editora Melhoramentos.

Eu passei no garfo para gerar cavidades que permitem maior aderência do molho. Isso é opcional mas se quiser, faça assim: segure um garfo invertido com uma das mãos; com o polegar da outra mão, pressione o pedaço de massa contra contra os dentes do garfo, ao mesmo tempo rolando a massa para formar estrias e uma concavidade na parte interna.

Agora é colocar a água no fogo com um pouco de sal. Quando levantar fervura, coloque alguns nhoques e espere até que subam à superfície. Retire-os com uma escumadeira e disponha-os numa travessa (eu coloquei no escorredor de macarrão). Quando todos estiverem prontos, reserve um pouco da água do cozimento e vamos ao molho!
Envolva os camarões sem casca e já limpos com o alho espremido e umas gotinhas de limão. Aqueça uma frigideira grande e coloque um pouco de azeite ou manteiga. Acrescente os camarões, conte uns dois minutinhos e vire-os. Retire os camarões da frigideira quando estiverem rosados e reserve. Volte com a frigideira para o fogo baixo, derreta a manteiga e acrescente as folhas de sálvia. Junte um pouco da água do cozimento da massa e observe como a manteiga derrentida se tornará cremosa. Acerte o sal, junte os camarões e coloque o nhoque na frigideira. Envolva-o bem com o molho e sirva em seguida. Na mesa, um bom vinho e queijo parmesão ralado na hora!

mais massas

nhoque de abóbora

nhoque de abóbora

pastel de feira

pastel de feira

spaghetti al limone

spaghetti al limone

azeitonas, mussarela de búfala e manjericão (ou, boas companhias pra uma 6ª preguiçosa)
mai 25th, 2010 by Maria

massa com azeitonas bufala e manjericao

Era uma sexta-feira e eu havia marcado um jantar com algumas amigas na casa da minha mãe. Saí do trabalho atrasada e bastante cansada. Sofri um pouco o dilema “desmarco e relaxo, ou mantenho e cozinho cansada?”. Algumas ligações e a questão principal estava resolvida, elas não se importaram em transferirmos para o dia seguinte. “Ufa, vou cozinhar e servir com mais alegria”, pensei. Segundo dilema: “já faço as compras de supermercado, ou deixo para amanhã também?”. Afinal, ainda restava o cansaço e a mãe e o marido que me esperavam para jantar.

Para muitos supermercado é sinônimo de chateação. Mas para mim significa distração, relaxamento, entretenimento; em suma, coisa boa. Então aproveitei que tinha a generosa carona e companhia do meu pai e me joguei. A essa altura imaginava jantar fora ou me contentar com um básico pão francês acompanhado de queijo e salada. Mas aquelas prateleiras coloridas, recheadas e cativantes me animaram a preparar um jantarzinho. Eu precisava de três coisas: praticidade, aconchego e sabor. As duas primeiras se traduziram automaticamente em macarrão. E nem para o sabor precisei raciocinar; enquanto passava pelos produtos a granel, umas simpáticas e pequeninas azeitonas acenaram pedindo que eu as levasse pra casa. E já no meu carrinho, saltitantes me deram a dica: “adoramos a companhia do manjericão e da mussarela de búfala; leva eles também?!”. Eu não podia negar, concordam?!

azeitonas parmesao e manjericao

Voltei para casa revigorada e muito bem acompanhada. Abrimos um vinho e acalmamos o estômago com grossas lascas de queijo de cabra e uma provinha das azeitonas portuguesas (que por sinal estavam divinas). Coloquei a água com sal para ferver, piquei as azeitonas, lavei o manjericão e parti em quatro cada bolinha da mussarela. Quando a massa estava quase pronta, tirei a panela do fogo e em seu lugar coloquei uma frigideira grande. Aqueci azeite e misturei as azeitonas picadas e o óleo no qual elas estavam. Juntei um pouco da água do cozimento da massa até formar uma emulsão. Escorri a massa e coloquei-a na frigideira apenas para misturá-la bem à emulsão ainda quente. Desliguei o fogo, coloquei numa travessa (que estava sobre o fogão para ficar aquecida), acrescentei o manjericão e a mussarela, salpiquei lascas de parmesão e levei para a mesa. Para acompanhar, boa companhia, pão e vinho. Precisa mais que isso?


outras massas

talharim com frutos do mar

talharim com frutos do mar

ravioli de banana

ravioli de banana

spaghetti al limone

spaghetti al limone

clássicos da vovó Regina (ou, o strogonoff do Vamos Cozinhar)
mai 16th, 2010 by Maria

strogonoff 01

Recentemente tive uma daquelas lembranças realistas que envolvem até sensações. Adentrei pelas portas da minha mente na casa da minha avó em Itajubá. Senti o delicioso cheiro das férias que se fazia presente nas roupas de cama perfumadas e impecavelmente estendidas, no carpete sempre limpo e macio e nas pesadas cortinas que ornavam aquela autêntica casa de vó do interior de Minas. Passava por essas impressões, pousava minha mala no quarto de móveis de madeira pesada, abria as janelas e sentia a brisa fresca. Lavava as mãos e o rosto na água gelada do espaçoso e iluminado banheiro e seguia para o lugar mais importante da casa: a cozinha. Lá, a Maria, minha xará, certamente já havia preparado uma boa parte dos pratos tradicionais da minha vó Regina. E eu sempre comprovava isso abrindo a geladeira e antecipando a salivação da hora do almoço.

Filha de uma tradicional família mineira, vovó Regina estudou em colégio de freiras francesas. Admirou desde de criança essa cultura e nos presenteava com uma culinária que ora vinha da França ora das fazendas de Minas. Na sala de jantar com lustre de cristal ou na acolhedora mesa redonda da cozinha não faltava um leitão assado no Natal ou um bom lombinho acompanhado de torresmo. Mas também conhecemos bem de perto os clássicos rosbife com molho de champignon e creme de leite e o strogonoff. E foi nesse último que me apeguei durante essa lembrança. É certamente o melhor strogonoff que já comi e nunca arrisquei reproduzí-lo em casa. Mas agora que não temos mais a minha vó ou a Maria de lá para fazê-lo, acho que está na hora de eu começar. E essa cosntatação foi o ponto final daquela lembrança.

Uma semana depois comecei a participar da PromoVamos e, ao adentrar no site Vamos Cozinhar para conhecer as videoreceitas da promoção, adivinhem com qual receita me deparei?! Sim, strogonoff! Num primeiro momento reconheci vários ingredientes da receita da minha vó e decidi fazê-la. Mas durante a execução ia consultando minha mãe e juntas descobrimos diversas e significativas diferenças. Para nossa surpresa o strogonoff ficou tão saboroso quanto o da vovó Regina, porém mais leve. Convidei algumas amigas e aqui está o resultado de um jantarzinho delicioso.

Segui o ótimo passo-a-passo do vídeo do Vamos Cozinhar e por isso o publico no final do post. Mas como alterei algumas quantidades durante a execução, publico abaixo exatamente como fiz.

strogonoff 02

Ah, e a promoção termina nesta semana! Se você ainda não se inscreveu, não perca a chance de concorrer a jantares e livros para você e sua cozinha. Clique aqui e se inscreva, indicando o DigaMaria, é claro!

Ingredientes (rende 8 porções)
1 Kg de filé mignon cortado para strogonoff
1/2 Kg de champignon
100 gramas de manteiga sem sal
2 colheres de sopa de azeite
500 gramas de creme de leite fresco
2 colheres de chá de páprica doce
2 colheres de chá de páprica picante
2 colheres de sopa de farinha de trigo
pimenta do reino e sal a gosto
125 ml de conhaque
125 ml de vinho branco seco

Como fiz
Derreti a manteiga e o azeite e fritei bem a carne salpicada com pimenta do reino e sal. Quando o caldo que soltou da carne já estava bem encorpado eu o retirei da panela e reservei (tenho preconceito com caldo industrializado e aproveitei esse para utilizar no lugar do outro). Voltei com a panela pro fogo e acrescentei a cebola. Soltou um pouco d’água e assim que secou juntei a farinha de trigo e incorprei-a bem. Chegou a hora da diversão: despejei o conhaque e coloquei fogo na panela! Mexi um pouco e logo o fogo apagou e a carne estava com uma consistência caramelada.

strogonoff etapas

Acrescentei o vinho, o caldo de carne reservado e as pápricas. Aí só faltava o creme de leite que deixei para colocar bem pertinho da hora de servir. Ficou um pouquinho líquido para o meu gosto e então misturei um pouquinho mais de farinha de trigo a uam pequena porção do creme de leite. Tudo na panela, bastou um pouco de fervura e já estava na consistência ideal!

O arroz segui à risca a receita do vídeo. O orégano dá um sabor especial (e leve) que todos notaram e aprovaram. A isso acrescente batata palha e um bom vinho e aí está um prático e delicioso prato para receber poucas ou muitas pessoas.

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waffle

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empadinha de banana

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harmonização de cerveja (ou, novas nuances de uma velha conhecida)
mai 10th, 2010 by Maria

Este post faz parte do especial Cerveja e Comida – Harmonização de Cerveja Especial, uma iniciativa Bierboxx e Botecagem com diversos blogs e sites oferecendo dicas de harmonizações perfeitas de cervejas especiais, artesanais e importadas com o melhor da gastronomia/culinária, toda semana. Acompanhe!


harmonizacao 03_1 pq

Na adolescência somente os destilados agradavam meu paladar. Cerveja era muito amarga. Até que num belo dia ensolarado, no auge dos meus 18 anos, lá estava eu, no topo de uma das muitas dunas de Itaúnas, deslumbrada com a paisagem que se revelava à minha frente: uma imensidão de areia e mar ornada por uma cadência de quiosques rústicos de madeira com redes estendidas. Naquele dia, encantada por pertencer àquela paisagem cheia de calor, experimentei pela primeira vez o prazer que pode estar contido dentro de uma cerveja gelada.

Os anos se passaram e esse prazer permaneceu comigo. Mas durante esse tempo a cerveja esteve associada à praia, aos tira-gostos ou à um copinho antes do almoço nos finais de semana. Só muito recentemente, numa conjunção de habitante de São Paulo, aumento de poder aquisitivo e interesse pela gastronomia, é que comecei a experimentar as “cervejas especiais” e naturalmente elas me mostraram que podiam continuar à mesa mesmo depois do prato principal servido. Não atrapalhavam nem empapuçavam. Não, pelo contrário, elas enriqueciam a experiência.

Foi nessa altura que o universo fez com que a Ana, do Cozinha de Idéias, intuísse esse meu momento de descobertas e fizesse contato me convidando para fazer um post com uma receita harmonizada com cerveja. Isso foi para mim uma alegria por ser a cerveja uma bebida muito mais condizente com a nossa cultura que o vinho, mas também um desafio, já que não tinha qualquer embasamento téorico. Mas o fato da cerveja estar na mesa dos botecos da periferia e também na dos restaurantes dos Jardins parece tornar essa tarefa mais fácil; é como se já houvesse uma intimidade, uma relação estabelecida.

Comecei escolhendo a cerveja pela qual ando apaixonada, a Baden Baden Golden Ale, uma cerveja com adição de canela e sabor levemente adocicado. Só então me detive no que eu cozinharia para harmonizar.

Para a entrada arrisquei o sabor forte de um canapé com brioche levemente crocante com queijo de cabra cremoso, geléia de cereja negra e um detalhe de rúcula. E a sensação que tive foi da Golden Ale refrescando e limpando meu paladar, deixando-o pronto para novamente saborear o canapé.

Para o prato principal algo me disse que ela ficaria deliciosa acompanhando um spaghetti com frutos do mar. Apostei então na cumplicidade entre bebida e comida preparando o molho com um pouco da própria cerveja e um acréscimo de canela e ambos se entenderam perfeitamente durante um saboroso almoço de domingo.

harmonizacao principal

Concordam comigo que um almoço num domingo ensolarado combina muito mais com uma cerveja que com um vinho?! E a isso acrescente uma importante informação: pelo preço de um vinho mediano você compra de uma a duas garrafas de uma boa cerveja. E então, vamos juntos nos aventurar por essa nova gama de sabores?!

Ingredientes para duas fartas porções
200 gramas de spaghetti ou talharim
3 tentáculos de polvo
2 lulas limpas e cortadas em anéis
10 camarões cinza limpos e sem casca
2/3 copo de cerveja Baden Baden Golden Ale
½ cebola
½ xícara de salsinha picada
3 dentes de alho espremidos
1 limão
1 pimenta caiena sem semente
3 pitadas de canela
manteiga
queijo parmesão ralado
sal a gosto

Modo de fazer
Comecei preparando o polvo (se quiser cozinhá-lo inteiro, a receita desde o peixeiro está aqui) assim: lave-o com água corrente e bata seus tentáculos contra uma superfície lisa (pode ser a bancada da pia) para soltar grãos de areia que eventualmente estejam nas cavidades. Lave novamente em água corrente. Acomode-o numa panela junto com a ½ cebola, tampe e coloque em fogo médio. Aqui levou 30-40 minutos para ficar pronto. A cebola e o polvo soltarão água suficiente para o cozimento mas se precisar acrescente água. Retire do fogo quando estiver macio e só então acrescente um pouquinho de sal. Coloque-o num prato e deixe esfriar.
Pinguei umas gotinhas de limão na lula e nos camarões, passei uma água na panela e voltei com ela pro fogo médio para prepará-los: coloque uma farta colher de manteiga e quando ela estiver derretida acrescente os camarões. Quatro minutos serão suficientes para que eles fiquem bem rosados; na metade desse tempo vire-os para que cozinhem por igual. Salpique um pouco de sal e reserve-os. Volte com a panela pro fogo, coloque mais uma colher de manteiga e quando derreter junte os anéis de lula. Mais quatro minutinhos e uma pitada de sal. Reserve-as.
Coloque água para ferver com sal para cozinhar a massa. Em paralelo, volte com aquela mesma panela pro fogo, acrescente mais uma colher de manteiga, junte o alho espremido e a pimenta picada. Em seguida coloque a cerveja e a canela, abaixe o fogo e deixe reduzir um pouco. Roube umas colheradas da água que está cozinhando o macarrão e junte ao molho. Escorra a massa e coloque-a junto com os frutos do mar no molho aquecido. Sirva na hora com queijo parmesão ralado por cima.

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o polvo

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meu primeiro polvo (ou, sobre estréias e preconceitos)
mai 4th, 2010 by Maria

polvo cozido

Acho que meu primeiro tabu na cozinha foi a dupla arroz com feijão. Já havia me aventurado com pratos como codornas e risotos mas nunca encarado o basicão. Confesso que tinha receio de não fazer bem feito… Nesse tempo eu ainda não tinha panela de pressão e com meu pai aprendi a fazer feijão sem ela: algumas horinhas de molho na água e ele fica no ponto para ir ao fogo com uma folhinha de louro numa panela normal; de preferência de barro, segundo meu pai. Deu certo de primeira. Com o arroz não foi diferente. Bastou ler as instruções na embalagem e em pouco tempo lá estava ele, soltinho.

E não só na cozinha, muitas vezes o difícil está mais presente nas nossas crenças (e medos) que na prática. E nos cabe identificar isso, ou simplesmente acreditar nisso, para nos arriscarmos e descobrirmos que não é tão complicado assim. Cresci numa cidade de 350 mil habitantes e nunca imaginei sair de lá, da minha zona de conforto, da proximidade dos amigos e dos pais. Sabia que seria sofrido. Mas quando a nunca pensada mudança aconteceu, me surpreendi com a naturalidade com a qual ela se apresentava. Fui pra uma cidade com mais de 10 milhões de habitantes (não gostei não…) e hoje moro numa com 70 mil, que num primeiro momento encarei como muito pequena e menos de dois meses depois vejo-a do tamanho perfeito para mim. Bem diz a minha irmã “basta o primeiro passo pra você entrar no fluxo e o mundo (ou a cozinha) te acolher”.

Com esse espírito, de quem agora mora numa cidade litorânea e acredita que na prática vai ser mais fácil que na pré-concepção, resolvi encarar os frutos do mar. E vocês hão de concordar comigo, não é fácil comer um bom polvo ou uma boa lula num restaurante! Portanto, por essa experiência, eu acreditava que não seria simples fazer um bom polvo, nem borrachudo, em gosmento. Concordam?? Quem respondeu sim, equivocou-se como eu! Vamos a uma das mais simples receitas que já fiz.

frutos do mar

Ingredientes
1 polvo (ou alguns tentáculos);
1 cebola inteira;
sal a gosto.

Modo de fazer
Escolha o polvo e peça para o peixeiro limpá-lo (fiz questão de acompanhá-lo nessa tarefa e achei tão descomplicado que a frase escapou da minha boca “que fácil!” e ele me disse “polvo é o peixe mais fácil de se limpar”). Chegando em casa, lave-o com água corrente e bata seus tentáculos contra uma superfície lisa (pode ser a bancada da pia) para soltar grãos de areia que eventualmente estejam nas cavidades. Lave novamente em água corrente. Acomode-o numa panela junto com a cebola, tampe e coloque em fogo médio. Aqui levou 30-40 minutos para ficar pronto. Acho que minha panela não está com a vedação boa e por isso precisei acrescentar água (quente) ao longo do cozimento. Mas acredito que se a sua tampa for bem encaixada na panela você não precisará fazer isso pois a cebola e o polvo soltarão água suficiente. Se for fazer um arroz de polvo você pode aproveitar essa água para cozinhar o arroz que ficará com uma coloração linda.
As receitas que li diziam que o polvo estará pronto quando a cebola estiver cozida. Mas aqui eu fiz questão de me certificar espetando um garfo nele. Retirei do fogo quando estava macio e só então acrescentei um pouqinho de sal.

Na próxima segunda-feira contarei num post especial o que eu fiz com esses frutos do mar! Até breve!

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peixe frito

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macarrão com atum

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meu 1º pirão (ou, ah se eu soubesse que era fácil assim…)
abr 20th, 2010 by Maria

pirao

Cresci comendo moqueca e pirão. Nascida no Rio, cedo já estava de mudança pra Vitória, capital do ES e da moqueca capixaba. E talvez justamente pela grande oferta, acho que nunca vi minha mãe preparando uma moqueca ou um pirão. Consequentemente, nunca preparei na minha cozinha também. Até ontem.

Recebi a visita de uma amiga e num “passeio” pela peixaria ela me disse que gostava mais do pirão que da moqueca em si. Compramos peixe para assar, camarão para farofa e preparamos o jantar. Na hora lembrei de pedir as cabeças e as cascas dos camarões pensando num caldo para alguma coisa. Mas depois daquele comentário decidi fazer um pirão no almoço do dia seguinte. Não segui nenhuma receita acreditando que quem gosta de cozinha e cresceu comendo um prato é capaz de reproduzí-lo. Ainda mais sendo simples assim. : )

Piquei uma cebola, amassei um dente de alho, refoguei os dois com uma pimenta caiena no azeite e acrescentei as cabeças e as cascas do camarão. Coloquei água para formar um caldo, juntei a cabeça do peixe assado na véspera e sal. Deixei fervendo em fogo baixo e quando o caldo estava reduzido à metade, coei. Voltei o caldo coado para a panela e incrementei com um pouco de peixe desfiado (o mesmo assado na noite anterior). Um pouco mais de fervura e farinha de mandioca! Aí foi só mexer até engrossar. Mas não se empolgue na quantidade de farinha senão ficará muito grosso e a idéia não é essa. Se for sua primeira vez também, vá colocando aos poucos e mexendo. Para finalizar, salsinha e coentro (pra quem gosta) picadinhos. E tá pronto!

outras delícias do mar:

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peixe assado

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risoto de camarão

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spaghetti de atum, salsa e limão
mar 4th, 2010 by Maria

Esta semana mudo de casa e de ares. Boa hora para aproveitar e esvaziar os armários de coisas que já não me servem e para usar tudo o que está na despensa há um mês ou há um ano.

Foi com esse espírito que ontem olhei para uma latinha de atum com validade até 2013 mas já há alguns meses ali na prateleira esquecida. O talharim que ganhei de presente, o finzinho de azeite na grande garrafa verde e os cinco dentes de alho solitários sobre a mesa da cozinha não deixaram dúvidas sobre o jantar praquela noite fria: spaghetti de atum, salsa e limão, da Revista Blue Cooking*. Bastou comprar a salsinha e em pouco tempo saboreamos esta receita que, desde que a conheci, elegi como uma das mais saborosas e práticas.

macarrao com atum bluecooking

Além do sabor que me conquistou tanto na versão crua, enlatada ou assada, esse peixe é apontado como o mais importante na história do homem, sendo uma excelente fonte de proteínas, vitaminas e minerais. Para os interessados, publico alguns links: um pouco de história, informações sobre suas propriedades e comparativos com outras fontes de proteína animal.

Ingredientes (para 4 pessoas, ligeiramente modificados por mim)
250 g de espaguete (nesse caso usei talharim)
9 colheres de sopa de azeite (eu uso mais)
1 cebola bem picada
4 dentes de alho fatiados bem fino
1 pimenta malagueta sem semente bem picada (às vezes uso pimenta caiena seca)
2 latas de atum escorrido
suco de 1 limão pequeno
1/2 xícara de chá de salsinha fresca picada
uma pitada de sal

Modo de fazer (aproximadamente 20 minutos)
Coloque no fogo a panela de água com sal para o espaguete. Quando ferver, proceda de acordo com as instruções da embalagem.
Enquanto isso, aqueça numa frigideira em fogo médio metade do azeite. Coloque a cebola e o alho. Em seguida acrescente a pimenta e, antes que estejam dourados, junte o atum, o sal, o suco do limão e a salsinha. Quando o espaguete estiver pronto, escorra, volte com ele para a panela e envolva-o com o restante do azeite e com a mistura do atum por cerca de 1 minuto.
Sirva com parmesão ralado.

(*) Colecionável n°9, página 15.

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risoto de camarão

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spaghetti al limone

spaghetti al limone

massa caseira com molho funghi

massa caseira com molho funghi

bacalhau fresco
nov 12th, 2009 by Maria

bacalhau

Peço desculpas pela foto mas não podia deixar de postar essa receita tão deliciosa e bobinha. Da primeira vez que fiz não sobrou nada pra foto; da segunda me preparei para fotografar antes do jantar e… apagão bem na hora que servi!! Então a receita veio com uma foto meramente ilustrativa. Mas não desanimem por isso, garanto que vale a pena!


A história desse bacalhau começa assim:

Era vez uma mulher que não ligava a mínima para bacalhau. Um dia, fazendo compras para o jantar, ela viu pela primeira vez um filé de bacalhau fresco e pensou “vou experimentar!”. Ao chegar em casa contou a novidade ao marido que respondeu fazendo pouco caso:

- “Não gosto de bacalhau.”

- “Mas esse é diferente”, ela insistiu.

- “Não gosto. Mesmo.”

Não se dando por vencida, ela foi pra cozinha, regou generosamente uma frigideira grande com zeite, acendeu o fogo baixo e colocou os filés de bacalhau*, fatias finas de cebola, lâminas de alho e um pouquinho de pimenta caiena. Esperou uns minutinhos, virou os filés, tampou a frigideira e deixou em fogo bem baixo. Quando achou que estava bom, desligou o fogo e anunciou:

- “Ficou uma delícia! Nem parece bacalhau!”

- E o marido respondeu “Não gosto.”

“Ok”, ela pensou. Preparou dois fartos pratos de salada verde. No dela acrescentou uma torrada fininha de pão italiano, molho Horseradish (Heinz) e o bacalhau com as cebolas e o alho. Já sentados para jantar, ele olha para o prato dela e diz:

- “Que bonito… Posso provar?”

- “Pode, claro.”, responde ela sentindo um gostinho de vitória.

Ele experimenta e acrescenta:

- “Humm… tem pra mim??”

E daquele dia em diante o casal passou a gostar (muito!) de bacalhau fresco.


(*) Passei um pouco de sal e umas gotinhas de limão antes de levá-los à frigideira.

Dicas: os filés ficam uma delícia mas também já servi desfiadinho sobre torradas com o molho Horseradish (Heinz) num lanche. Acho que azeitonas combinarão muito bem se colocadas durante o cozimento. Já pensei em passas também… enfim, idéias não faltam! E na próxima, se não houver outro apagão, fotografo e posto para vocês!

Esse molho é à base de raiz forte e fica delicioso com peixe, salada, sanduíche…

Foto: Edson Reis/ Usina de Imagem

uma receita à base de peru
out 14th, 2009 by Maria

esta é mais uma receita da nossa querida Bete. não sei dizer se ela sempre foi versátil ou se essa qualidade foi construída a partir do universo gastronômico nada tradicional do meu pai. mas o fato é que essa parceria deu certo!

este é um desses pratos que quando digo que vou comer normalmente quem está por perto faz cara feia. portanto, já estou preparada para as reações. mas insisto em dizer, é uma delícia! e além disso, escutei de um homeopata que as juntas dos bichos fazem muito bem pro nosso sistema imunológico. faço então um apelo: dispa-se do preconceito e experimente!

ingredientes
1 kg de pescoço de peru
1/2 kg de maxixe (raspados e cortados ao meio)
agrião a gosto
4 dentes de alho socados ou espremidos
1 cebola picada
3 colheres de sopa de vinho tinto
óleo ou azeite para refogar
salsinha e cebolinha a gosto
sal a gosto

modo de fazer
tempere o pescoço de peru com alho, sal e vinho tinto e deixe marinar de um dia para o outro. na hora do preparo, doure na panela de pressão a cebola em óleo ou azeite e refogue brevemente o pescoço de peru. acrescente a marinada e tampe a panela. aguarde iniciar a pressão, marque 10 minutos e desligue. abra a panela (depois de despressurizada!) e cheque o ponto de cozimento. acrescente o maxixe e o agrião e cozinhe um pouco mais. retire do fogo e finalize com salsinha e cebolinha picada.

sirva com o acompanhamento que preferir e não se iniba, comer este prato com a mão torna-o ainda mais saboroso!

de mãe para filha (ou o feijão que virou chilli)
out 12th, 2009 by Maria
ontem à noite fui à casa de uma grande amiga. nunca me esqueço que nos nossos tempos de escola sua mãe nos servia num simples almoço do dia-a-dia, um arroz com feijão batido e batata frita que era capaz de despertar para a vida qualquer adolescente entediada. o tempero daquele feijão está na minha memória até hoje, assim como o bem-estar que ele produzia em mim.
e ontem minha querida amiga demonstrou que herdou da mãe não só a capacidade de fazer um bom feijão como também de conjugá-lo com outros ingredientes. ontem foi dia de chilli. e que chilli!
resolvi correr para postar esta receita, afinal, temos que aproveitar o que nos resta de temperatura amena para preparar este prato saudável, forte e picante.

ingredientes
1kg de feijão (não pode ser aqueles da roça pois fica muito mole)
850 gramas de carne moída magra
3 caixas de extrato de tomate (tradicional)
1 cebola
pimenta chilli
pimenta do reino
sal
Doritos
queijo prato ralado (pode ser cheddar mas é mais chato para ralar)

modo de fazer
cozinhe o feijão por +/- 30 minutos. abra a panela de pressão e confira o ponto: ele deve estar cozido mas não muito mole. se ainda estiver cru cozinhe por mais uns 10 minutinhos. numa outra panela refogue a carne moída com sal, pimenta do reino e cebola picada. acrescente aos poucos água até ficar bem cozida. coloque um pouco de pimenta chilli na carne moída e reserve.
uma vez cozido, escorra o feijão, transfira-o para outra panela, acrescente a carne moída e o extrato de tomate. adicione mais pimenta chilli e sal a gosto.
sirva quente, acompanhado de Doritos e coberto com o queijo prato ou cheddar ralado.
dicas da cozinheira: o segredo do chilli é o ponto do feijão, que não deve ficar muito cozido senão vira papa. e para saber a quantidade exata de sal e pimenta chilli, experimente! só provando para saber o ponto ideal para o seu paladar.

maquiando o purê de batata
out 2nd, 2009 by Maria


sabe quando você quer servir um acompanhamento simples mas não quer que ele figure como um simples acompanhamento? pois é, foi com essa questão que me deparei noutro dia enquanto preparava o jantar. já havia decidido fazer peixe assado com purê de batata afinal minha irmã, fã de carteirinha desse acompanhamento, viria naquela noite. descasquei as batatas (1 1/2 por pessoa), cortei em rodelas, coloquei na panela, cobri com água e levei ao fogo. assim que ficaram bem macias, descartei a água do cozimento e comecei a amassá-las, ainda quentes, com um desses pegadores de macarrão oriental. é, não tenho espremedor de batatas. mas tenho a impressão que amassá-las assim, com mais vigor, mexendo de um lado para o outro na panela, torna o purê mais macio e aerado. voltei com a panela para o fogo e acrescentei os dois ingredientes que eu tinha na geladeira que pareciam combinar: queijo parmesão e creme de leite fresco. deixei o sal por último pois o parmesão já é bem salgadinho. e aos poucos, o purê de batata, esse acompanhamento que acho meio sem graça, foi ganhando uma textura cremosa e um sabor menos omisso. acho que ficou como o que considero uma boa maquiagem, a gente nem nota que ela está ali mas a pessoa nos parece tão bonita…

para noites frias, para noites quentes
ago 27th, 2009 by Maria


Nunca fui fã de sopa. Não mesmo. Comida que não se mastiga, a mim não sacia. Mas casei com quem adora sopa e vez ou outra atendo a pedidos, achando tudo meio sem graça, confesso. Mas com essa foi diferente. Quando a conheci, com nome de sopa de beterraba e laranja com cubos de iogurte congelado – no livro Comidinhas, da Jennifer Joyce – gostei do nome e da apresentação e não tardei a experimentá-la. A laranja dá um toque especial e o cubinho de iogurte, além de ser um charme, traz um azedinho que contrasta suavemente com o sabor e com a textura da sopa. Nunca fiz num dia quente mas aposto que ficará uma delícia numa versão sopa fria.

Vamos à receita!

tempo de preparo: 15 minutos
tempo de cozimento: 1 hora
rendimento: 8 tacinhas ou 4 tigelas

200 g de iogurte natural
1 macinho de cebolinha picado
500 g de beterrabas novas sem as folhas
6 colheres de sopa de azeite
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 colher de sopa de tomilho fresco picado (eu substituí por sálvia)
1/2 collher de chá de sal
1/2 colher de chá de pimenta
1 colher de chá de vinagre balsâmico
suco de 1/2 laranja (eu usei de uma laranja)
1 colher de sopa de raspas de laranja
1 litro de caldo de galinha ou legumes
3 colheres de sopa de creme de leite fresco

Coloque o iogurte numa tigela com metade da cebolinha picada. Disponha a mistura numa fôrma de gelo e deixe no freezer até congelar.
Coloque as beterrabas numa panela, cubra com água e ferva por 45 minutos a 1 hora até amolecerem. Quando estiverem frias o suficiente, descasque, pique e reserve.
Aqueça o azeite numa panela e junte a cebola, o alho, o tomilho, o sal e a pimenta. refogue por 10 minutos e adicione a beterraba, o vinagre, o suco e as raspas de laranja e o caldo. Apure por 10 minutos, depois transfira para um liquidificador ou processador e bata.
Adicione o creme de leite e experimente o tempero. despeje em taças ou tigelas, coloque os cubos de iogurte e salpique o restante da cebolinha por cima.

A sopa pode ser feita na véspera e refrigerada ou congelada por até 3 semanas.

quem gosta de chocolate?
ago 9th, 2009 by maria



Meu namoro com a cozinha tem me incentivado cada dia mais a produzir eu mesma alguns presentinhos. E no dia dos pais não haveria de ser diferente, sobretudo considerando que tenho um pai chocólatra e um sogro formiga (não briguem comigo rapazes, eu compartilho com vocês essas “qualidades”!). Aproveitei então a moda da diversificação dos brigadeiros e arrisquei umas misturas. Nada muito ousado, mas o resultado… bom, confiram aí!

Chocolatinho amargo com mel e flor de sal

uma lata de leite condensado
meia barra de Lindt 85% cacau
duas colheres de creme de leite
um pouco de mel (acho que uma colher de sopa basta)
cacau em pó e flor de sal pra enrolar (se a umidade absorver o cacau, enrole uma segunda vez em raspas do chocolate em barra)

O processo é o mesmo do brigadeiro. a única coisa que muda é a finalização: misture o cacau com o sal (pouco), passe a bolinha na mistura e depois por uma peneira para retirar o excesso. a boa notícia é que ele engrossa mais rápido que o brigadeiro tradicional.

Chocolatinho com café
uma lata de leite condensado
meia barra de Lindt 85% cacau
duas colheres de creme de leite
uma xícara (de café) de café concentrado (eu usei o ristretto da Nespresso, afinal é dia dos pais!)
raspas do chocolate em barra pra enrolar

Dicas: o creme de leite confere uma textura mais macia, mais próxima da trufa. sem ele a consistência fica parecida com a do brigadeiro. mas se o clima estiver quente, evite-o porque ele deixa o docinho muito mole no calor.

Optei por enrolar bolinhas pequenas, dessas que a gente coloca de uma vez na boca!

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