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chucrute com salsicha (ou, comprado pronto mas especial)
jun 21st, 2010 by Maria

chucrute com salsicha

Não fui eu que preparei. Mas enquanto me deliciava com esse prato pensava o quão simples pode ser prepará-lo e me pareceu ideal para aqueles dias nos quais queremos comer uma refeição diferente em casa e nos falta inspiração para cozinhar. Todos os ingredientes podem ser comprados prontos e servidos sem demora, bastando esquentá-los. Mas caso você queira dar um toque, há também a possibilidade de personalizar um pouquinho. Vamos aos ingredientes?!
Salsicha alemã: é composta por carnes de porco, vaca e, algumas vezes, vitela e é mais saborosa que a salsicha que costumamos consumir no Brasil. Em casa, basta aquecê-la numa frigideira ou forninho elétrico.
Mostarda: compre uma de boa qualidade e coloque na mesa para que cada um se sirva na quantidade desejada.
Chucrute: trata-se de repolho
fermentado e fatiado fininho que pode ser comprado na seção de conservas dos supermercados. O modo de prepará-lo, ensinado pela Martha e pela Ivone, é lavá-lo em água corrente para retirar o excesso de acidez e ir provando; quando estiver bom pro seu paladar, escorra. Para incrementar o sabor a dica é refogá-lo com cebola fatiada e quando estiver quente juntar fatias finas de maçã, desligar o fogo e tampar a panela pra abafá-la um pouco.

chucrute

Nesse link aqui tem um pouquinho da origem do chucrute e também uma receita para quem animar fazer em casa. E depois volta pra me contar, combinado?!

sardinha, da Sardenha
mar 13th, 2010 by Maria

Quem sabe a origem do nome desse simpático e nutritivo peixinho? Eu não sabia até começar este post. Seu nome popular vem da Sardenha (Itália), terra do meu avô paterno, onde elas nadavam em grandes cardumes. Desbravadoras e destemidas, e conhecedoras do ditado “tamanho não é documento”, ganharam o mundo nadando pelos oceanos afora.

sardinha

Em solo brasileiro esses peixinhos vêm aos poucos conquistando fãs e títulos de nobreza pelas suas qualidades nutricionais e baixo preço. Eu mesma nunca dei muita bola para a sardinha até que três eventos recentes me fizeram encará-la com mais respeito.
O primeiro foi num restaurante japonês que servia sushi de sardinha. Eu nunca havia visto essa opção num cardápio e não hesitei em experimentá-la. Amei. Bem diferente da maioria dos sushis que já comi, esse tinha um gosto acentuado, típico da sardinha, com uma marcante presença de limão.
O segundo foi no post spaghetti com atum, salsa e limão no qual a Melissa postou um comentário falando da felicidade de comer uma sardinha fresca.
O terceiro evento ocorreu pouco tempo depois quando eu já havia passado na peixaria, feito a sardinha na panela de pressão e adorado o resultado. Parti em busca de mais informações para escrever este post e descobri as propriedades nutricionais desse peixe que custou apenas R$5 o quilo. Compartilho com vocês a receita e links com mais história e com comparativos entre peixes.

Ingredientes
1 Kg de sardinha limpa (sem cabeça, barriga e rabo)
20 tomates cereja cortados ao meio
1 cebola picadinha ou em rodelas
4 dentes de alho fatiados
1/2 xícara de salsinha picada
suco de 1 limão grande
1 pimenta caiena seca sem semente (ou outra vermelha)
sal a gosto
azeite para regar

Modo de fazer
Lave bem as sardinhas e passe um pouco de sal em torno delas. Disponha na panela de pressão os tomates picados e as sardinhas, cubra com os temperos e regue com o azeite e o suco de limão. Feche a panela e leve ao fogo médio. Quando iniciar a pressão, reduza o fogo e marque 10 minutos. Desligue o fogo e espere terminar completamente a pressão.
Sugiro comê-las quentinhas com seus acompanhamentos de preferência (eu servi com arroz, salada verde e purê de batata doce), ou frias com fatias de pão italianao.

Dicas: a sardinha tem espinha bem fininha e muito fácil de retirar. Depois de cozida basta abrí-la ao meio e retirar  a espinha inteira com o auxílio de uma faca.
Se quiser um pouco mais de caldo acrescente uns 100 ml de água antes de iniciar o cozimento.

spaghetti de atum, salsa e limão
mar 4th, 2010 by Maria

Esta semana mudo de casa e de ares. Boa hora para aproveitar e esvaziar os armários de coisas que já não me servem e para usar tudo o que está na despensa há um mês ou há um ano.

Foi com esse espírito que ontem olhei para uma latinha de atum com validade até 2013 mas já há alguns meses ali na prateleira esquecida. O talharim que ganhei de presente, o finzinho de azeite na grande garrafa verde e os cinco dentes de alho solitários sobre a mesa da cozinha não deixaram dúvidas sobre o jantar praquela noite fria: spaghetti de atum, salsa e limão, da Revista Blue Cooking*. Bastou comprar a salsinha e em pouco tempo saboreamos esta receita que, desde que a conheci, elegi como uma das mais saborosas e práticas.

macarrao com atum bluecooking

Além do sabor que me conquistou tanto na versão crua, enlatada ou assada, esse peixe é apontado como o mais importante na história do homem, sendo uma excelente fonte de proteínas, vitaminas e minerais. Para os interessados, publico alguns links: um pouco de história, informações sobre suas propriedades e comparativos com outras fontes de proteína animal.

Ingredientes (para 4 pessoas, ligeiramente modificados por mim)
250 g de espaguete (nesse caso usei talharim)
9 colheres de sopa de azeite (eu uso mais)
1 cebola bem picada
4 dentes de alho fatiados bem fino
1 pimenta malagueta sem semente bem picada (às vezes uso pimenta caiena seca)
2 latas de atum escorrido
suco de 1 limão pequeno
1/2 xícara de chá de salsinha fresca picada
uma pitada de sal

Modo de fazer (aproximadamente 20 minutos)
Coloque no fogo a panela de água com sal para o espaguete. Quando ferver, proceda de acordo com as instruções da embalagem.
Enquanto isso, aqueça numa frigideira em fogo médio metade do azeite. Coloque a cebola e o alho. Em seguida acrescente a pimenta e, antes que estejam dourados, junte o atum, o sal, o suco do limão e a salsinha. Quando o espaguete estiver pronto, escorra, volte com ele para a panela e envolva-o com o restante do azeite e com a mistura do atum por cerca de 1 minuto.
Sirva com parmesão ralado.

(*) Colecionável n°9, página 15.

outras massas

risoto de camarão

risoto de camarão

spaghetti al limone

spaghetti al limone

massa caseira com molho funghi

massa caseira com molho funghi

como aprendi a gostar de café espresso (ou pela Argentina com pouca grana)
set 24th, 2009 by maria

dezembro de 2003. lá estávamos nós, minha irmã e eu, desembarcando em Buenos Aires para um passeio de uma semana. nessa época, o café mais gostoso do mundo era o que a minha mãe fazia, coado e mais conhecido como “chafé”. café espresso era horrível, amargo, nem pensar!
novas e com pouco dinheiro, chegamos felizes da vida numa Argentina recém quebrada que nos possibilitava ficar hospedadas num confortável hotel três estrelas com um farto e bem preparado café da manhã. na noite de Natal até em Puerto Madero jantamos sem grandes preocupações com o lado direito do cardápio! mas uma coisa logo no primeiro dia chamou minha atenção: o preço da água mineral! não me perguntem porquê mas o fato é que custava caro e eu, que bebo água o dia todo, fiquei assombrada com isso. e se alguém está pensando “fácil, era só comprar no supermercado e andar por aí com a garrafinha”, vou logo me adiantando, concordo. mas não pensei nisso naquele momento. no entanto, logo notei que o café espresso, além de barato e presente em toda e qualquer esquina de Buenos Aires, vinha acompanhado de um generoso copo de água com gás (minha predileta!) e de um sempre delicioso e diferente biscoitinho. resultado, ao invés de pedirmos água passamos a pedir espresso. e como não gosto nem um pouco de desperdício, bebia o forte cafezinho sem sequer saber que estava sendo servida por um povo que tira um espresso com muita competência. o primeiro eu provavelmente devo ter deixado pela metade, o segundo, honestamente não lembro, mas o último, esse sim tenho certeza que bebi até o final, curtindo cada pedacinho de sabor que um bom espresso é capaz de nos presentear.
moral da estória? nada como um empurrãozinho das circunstâncias para enxergarmos o entorno de maneira completamente nova. e o café da minha mãe não mais me agradou. mas aos poucos ela também aprendeu a gostar de café forte e mudou os hábtos. e hoje, bem ali na minha cozinha, há aquela querida máquina de espresso, sempre pronta para me fornecer um delicioso e saudável café.

como comprar massa
set 21st, 2009 by Maria

continuando, vamos à segunda parte do “Pergunte à Mafalda” da revista blue Cooking, edição 26, de abril 2008: como comprar massa.

A pasta existe em duas variedades distintas:

  • A seca (mais típica do Sul de Itália) é melhor quando acompanhada por molhos mais robustos (muitas vezes bases de tomate)
  • A fresca (mais associada com o Norte), fica mais bem acompanhada por molhos delicados. Só compre massa feita a partir de semolina de trigo duro – uma variedade de trigo bastante consistente. Nas leis italianas não existe outra variedade de trigo que possa ser utilizada para fazer massa. As melhores massas, como a Garofalo, são extraídas a partir de uns rolos de bronze que deixam uma superfície mais porosa. Esta superfície vai ser melhor para o molho aderir.

FORMATOS
Os italianos são muito específicos no tipo de massa que servem com certos molhos. Massa curtas como penne, rigatoni ou radiatori são perfeitas para molhos com textura como bolognese ragú, pois elas “prendem” o molho dentro das partes ocas.
Massa comprida é melhor para molhos cremosos, como um simples molho de tomate ou azeite e alho com salsa picada. Massa muito pequena, como orzo é melhor para sopas.

COMER MASSA
Os portugueses têm tendência a servir a massa com bastante mais molho do que seria servido em Itália. Os italianos não comem massa a nadar num prato de molho. O molho é para envolver a massa, para lhe transmitir um sabor e não para a afogar.
O molho deve ser misturado na massa quente, de maneira a que todos os bocados de massa sejam cobertos e então servido em taças ou pratos aquecidos.

como cozinhar a massa perfeita
set 19th, 2009 by Maria

no post anterior citei esta revista que adoro. e ontem, enquanto folheava uma edição antiga, achei algo que considero muito útil (essa é a parte boa de nunca ler uma revista inteira, há sempre uma surpresa por perto): “como cozinhar a massa perfeita” e “como comprar massa”. hoje mesmo aproveitei parte desse aprendizado; cozinhei no almoço mais spaghetti do que precisava e soube exatamente como guardá-lo para depois utilizar.

hoje vou publicar a primeira parte. não estranhem o portugês de Portugal e aproveitem as dicas copiadas do “Pergunte à Mafalda” da revista blue Cooking, edição 26, de abril 2008!

Passos básicos para ter a certeza que obtém uma pasta perfeita cada vez que a cozinhar.

  • Utilize sempre uma panela grande.
  • Para cada 200 g de massa utilize 2 litros de água.
  • Tenha a certeza que a água está realmente a ferver antes de adicionar a massa.
  • Use pinças de cozinha para mexer a massa de maneira a prevenir que esta se cole.
  • Nunca tape a panela com uma tampa, deixe respirar.
  • Tempo de cozedura vai depender do tipo de massa. Baseie-se no tempo indicado na embalaem e comece a verificar se está no ponto um minuto antes do tempo especificado. Faça isto experimentando a massa, deve estar tenra mas firme, deve oferecer uma resistência sem ser dura.
  • Este ponto é reconhecido em Itália como al dente.
  • Tenha preparado um coador grande no lava-louças para escorrer a massa. Reserve sempre um copo da água (do cozimento) para umedecer o molho, caso vá servir a massa desta forma. Não escorra demais, deixe sempre um pouco de humidade para prevenir que a massa seque.
  • Sirva o mais rápido possível em taças ou pratos aquecidos.
  • Se quiser cozinhar a massa de véspera, coza-a, escorra e guarde-a em sacos de conservação no frigorífico. Depois é só passar por água quente.
chá assim ou chá assado?
set 3rd, 2009 by Maria

cha de saquinho

“Os apreciadores de chá afirmam que o melhor tipo é o de folhas soltas”. Essa afirmação me remeteu à minha mãe, que também adora chá mas toma o de saquinho sem cerimônia ou pesar. Já eu, só tomo o de saquinho se não houver outra opção. E ainda assim penso duas vezes. Mas afinal, há alguma outra diferença além do sabor e do aroma definitivamente mais acentuados nos chás de folhas soltas? Passeei por algumas páginas e gostei do texto do site howstuffworks, que disponibilizo abaixo, editado por mim.

O chá de folhas soltas é colhido e processado, enquanto o chá de saquinho costuma ser produzido pelo método CTC (cortar, triturar, concentrar). e o fato de ser triturado faz com que ele perca vários nutrientes. Outra questão é que, segundo os especialistas, para obtermos o máximo do sabor e dos nutrientes do chá, é necessário mais espaço e circulação de água para as folhas se expandirem e se desenrolarem. O que não é nada fácil num chá de saquinho, já que o chá fica “preso entre duas paredes”. mas o chá de saquinho tem as suas vantagens: o preparo é mais cômodo e mais barato.
E o preparo, influencia?
Sim! A maioria das pessoas não presta atenção na água enquanto está preparando o chá, mas a temperatura em que o chá é feito pode afetar sua qualidade. A água usada para preparar o chá preto é a única que deve ser completamente fervida a uma temperatura em torno de 93ºC. O chá de oolong costuma ser preparado com água aquecida a uma temperatura um pouco mais baixa (cerca de 88ºC, quase fervendo) e os chás verdes e brancos são feitos em água fumegante ou com uma temperatura em torno de 77ºC. O tempo de infusão também varia dependendo do tipo de chá: os pretos e brancos ficam de 4 a 5 minutos em infusão, o de oolong fica de 3 a 4 minutos e o verde pode ficar apenas de 30 segundos a 2 minutos.

Quanto a mim, pode ser mais cômodo, pode ser mais barato, mas nada disso conta na hora daquele primeiro golinho, cheio de vapor e de aconchego. Quer um chazinho?

pimenta do reino
set 2nd, 2009 by maria

algumas receitas que já publiquei, e tantas outras que publicarei, trazem nos ingredientes “pimenta do reino moída na hora”. mas acredito que nem todo mundo entenda essa diferença e por isso resolvi comentar o pouquinho que sei sobre o assunto. uma vez moída a pimenta do reino vai perdendo seu sabor e seu aroma. então, quanto mais tempo ela fica ali guardada já moída, maior será a quantidade que você precisará utilizar. e sabemos que pimenta do reino em excesso não faz bem nem para o estômago nem para o intestino. quem já usou das duas maneiras percebe a diferença: a pimenta fica muito mais presente quando moída ali, direto sobre o alimento. além disso, os moedores são um charme para levar à mesa para temperar saladas. experimente, você não vai se arrepender!

esses moedores que usei na foto contêm um mix de pimentas rosa, do reino branca e preta. o menorzinho ganhei esses dias da amiga Fernanda. é ou não é um charme?!

segue abaixo um texto trazido do site Brasil Sabor.

Poucos sabem que grande parte da produção mundial da pimenta-do-reino, que insiste em aparecer nos cardápios de restaurantes sofisticados como poivre, provém do Brasil. Apesar dos primeiros registros da pimenta-do-reino no país datarem do século XVII, sua exploração econômica somente começou na primeira metade do século 20, quando imigrantes japoneses que se fixaram no Pará plantaram algumas mudas da pimenteira. Logo o clima quente e úmido da Amazônia se mostrou propício ao cultivo da pimenta. Hoje grande parte da produção mundial se concentra no estado do Pará, levando o Brasil a ser um dos três maiores produtores do mundo.

A pimenta-do-reino é o fruto do pimenteira, uma planta trepadeira originária da Índia. A mais importante e conhecida das especiarias chegou a ser conhecida como o “ouro negro”, tamanha a sua importância séculos atrás. A pimenta era fundamental na conserva de carnes e outros alimentos, e por ter sido usada como moeda cambial em Roma, motivou os exploradores europeus a encontrar uma nova rota comercial entre a Europa e o Oriente.

Para obter a pimenta verde, as espigas são colhidas ao atingir dois terços de sua maturidade. Depois de debulhadas, são colocadas em salmoura antes de serem embaladas. A pimenta-do-reino preta também é colhida ainda verde, mas, ao contrário da primeira, é debulhada e posta ao sol para secar por um período de três a seis dias. Durante esse estágio, os grãos devem ser revolvidos para que a secagem seja feita uniformemente e sua cor escura prevaleça. Já a pimenta-do-reino branca é obtida apenas após a colheita da pimenta já madura, possuindo uma coloração amarela ou avermelhada. As espigas são postas em sacos, maceradas em tanques e depois drenadas e lavadas. São então postas ao sol para secar até alcançar suas características finais.

maracujá (azedo?)
ago 31st, 2009 by Maria


foto: Maria Capai/ Usina de Imagem

pra minha felicidade, São Paulo não se cansa de me apresentar boas coisas. assim foi com o maracujá. já havia estranhado a plaquinha que sinalizava “maracujá azedo”. afinal, quem não sabe que maracujá é azedo? pois é, descobri que era eu quem não sabia que havia também um “maracujá doce”. bem mais caro que o primeiro, mas tão bom… experimentei nesse final de semana e desde então ando com desejo de comê-lo assim, de colherinha, em todos os cafés da manhã. experimentem, aposto que vão adorar mastigar essas doces sementinhas!

trouxe do site do Hortifruti (simpática empresa da minha terra) algumas informações sobre a família do maracujá.

Nome Científico: Passiflora abata
Nome Família: Passifloráceas

Fruto brasileiríssimo, mais claramente nordestino, o maracujá prospera facilmente em quase todo o Brasil. É uma fruta globóide, amarela, de até 10 cm de diâmetro e com peso de entre 60 e 300 gramas. A casca é dura, amarela, roxo-esverdeada ou avermelhada, quando maduro. A polpa é amarela, de sabor ácido e tem numerosas sementes pretas achatadas, recobertas por uma textura gelatinosa, translúcida, polposa e suculenta. Existem diversas variedades de maracujá, e as mais comuns são: maracujá-roxo, maracujá-amarelo, maracujá-doce, maracujá-melão, maracujá-açu, maracujá-urucu, maracujá-laranja, maracujá-maçã, etc.

Curiosidade
As folhas e o suco do maracujá contêm passiflorina, um sedativo fraco. ajuda a combater a ansiedade. O chá preparado com as folhas tem efeito diurético e suas sementes atuam como vermífugos. Maracujá, na língua tupi, quer dizer “alimento dentro da cuia” Rico em vitamina C, importante para evitar infecções, dar resistência aos vasos sanguíneos, evitar fragilidade dos ossos e má formação dos dentes. O fruto do maracujá pode pesar desde algumas gramas até 3 quilos, como é o caso do maracujá-melão.

Propriedades Nutricionais
O maracujá é uma fruta rica em Vitamina C e Niacina (vitamina do Complexo B). Contém também boas quantidades de Ferro, Cálcio, Fósforo e Fibras.

Propriedades Medicinais
Contém uma substância sedativa, chamada passiflorina, indicada como calmante. Já suas folhas são usadas para combater febres e inflamações da pele sem infecções.

Valor Calórico
100 gramas de maracujá fornecem 90 calorias.

Como Comprar
Escolha o de casca brilhante, lisa e firme, sem rachaduras ou manchas. Ele está maduro quando ceder a pressão dos dedos sem romper a casca.

flor de sal
ago 11th, 2009 by maria

flor de sal br

menos de duas horas de vôo separam São Paulo de Vitória, cidade de onde vim. perto não?! mas apesar da pouca distância e de Vitória também ser uma capital, não são poucas as coisas que encontramos aqui em São paulo e das quais sequer ouvimos falar por lá. ficando apenas no âmbito da cozinha, um bom exemplo é a flor de sal. pode parecer corriqueiro para alguns mas o fato é que trata-se de um produto que chegou ao mercado brasileiro em 2004 (se a internet não me enganou…) e passados cinco anos ainda não é amplamente conhecido.
busquei um texto que falasse um pouquinho sobre a flor de sal e publico abaixo um trecho de uma matéria da Revista Gula/2004:

… A flor do sal é fruto de uma harmoniosa associação entre a água do mar, o sol e o vento. Essa fina película que se deposita na superfície das salinas possui sabor distinto e perfume suave de violeta. Cabe ao homem colher cuidadosamente os cristais desse ouro branco.
Sua aplicação na cozinha como toque final tem o dom de valorizar divinamente o gosto da comida. Mas não são apenas os pratos salgados que ganham com seu uso. Cozinheiros mais ousados andam explorando a antiga parceria do açúcar com o sal, dessa vez utilizando as propriedades delicadas da flor do sal. O desejado ingrediente deu origem a deliciosas receitas, entre elas a de trufas de chocolate meio amargo e caramelo, que já faz sucesso nos Estados Unidos.
Algumas das salinas mais famosas estão na França. A região de Guérande, na Bretanha, na costa atlântica do noroeste francês, destaca-se mundialmente pela excelência da flor do sal que produz. O produto é coletado por artesãos chamados paludiers. Eles seguem o método tradicional de extração, uma técnica desenvolvida pelos povos celtas há cerca de 2 000 anos. “Varrem” a especialidade do topo dos montes de sal com um ancinho especial. A coleta é diária e realizada durante o verão, quando as condições meteorológicas são mais favoráveis à cristalização do sal por meio da evaporação.
Camargue, no litoral mediterrâneo da França, também oferece os raros cristais. Portugal é outro produtor de prestígio. As peças, isto é, os reservatórios de água do mar que compõem as salinas, localizam-se na costa atlântica do Algarve. São necessários aproximadamente 80 quilos de sal marinho bruto para produzir 1 quilo dos caríssimos cristais de flor do sal, que chegam a custar quatro vezes mais que o sal marinho. Antes de secar completamente ao sol, a flor do sal apresenta uma coloração rosada, conseqüência do material, normalmente o barro, com que são construídos os tanques para abrigar a água salgada. O movimento desse líquido nas salinas ocorre em virtude da gravidade. À medida que secam, os cristais da flor do sal vão ganhando a brancura que lhes é peculiar.
Sem sofrer qualquer tipo de processamento, são embalados diretamente depois da coleta. Fonte natural de potássio, cálcio, cobre, zinco, magnésio – elemento que não está presente no sal marinho industrializado…”

para rápida comparação, o sal marinho que consumimos passa por um processo de lavagem, centrifugação, secagem por calor de combustão, moagem e ainda está sujeito a processos químicos de branqueamento.

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