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spaghetti de atum, salsa e limão
mar 4th, 2010 by Maria

Esta semana mudo de casa e de ares. Boa hora para aproveitar e esvaziar os armários de coisas que já não me servem e para usar tudo o que está na despensa há um mês ou há um ano.

Foi com esse espírito que ontem olhei para uma latinha de atum com validade até 2013 mas já há alguns meses ali na prateleira esquecida. O talharim que ganhei de presente, o finzinho de azeite na grande garrafa verde e os cinco dentes de alho solitários sobre a mesa da cozinha não deixaram dúvidas sobre o jantar praquela noite fria: spaghetti de atum, salsa e limão, da Revista Blue Cooking*. Bastou comprar a salsinha e em pouco tempo saboreamos esta receita que, desde que a conheci, elegi como uma das mais saborosas e práticas.

macarrao com atum bluecooking

Além do sabor que me conquistou tanto na versão crua, enlatada ou assada, esse peixe é apontado como o mais importante na história do homem, sendo uma excelente fonte de proteínas, vitaminas e minerais. Para os interessados, publico alguns links: um pouco de história, informações sobre suas propriedades e comparativos com outras fontes de proteína animal.

Ingredientes (para 4 pessoas, ligeiramente modificados por mim)
250 g de espaguete (nesse caso usei talharim)
9 colheres de sopa de azeite (eu uso mais)
1 cebola bem picada
4 dentes de alho fatiados bem fino
1 pimenta malagueta sem semente bem picada (às vezes uso pimenta caiena seca)
2 latas de atum escorrido
suco de 1 limão pequeno
1/2 xícara de chá de salsinha fresca picada
uma pitada de sal

Modo de fazer (aproximadamente 20 minutos)
Coloque no fogo a panela de água com sal para o espaguete. Quando ferver, proceda de acordo com as instruções da embalagem.
Enquanto isso, aqueça numa frigideira em fogo médio metade do azeite. Coloque a cebola e o alho. Em seguida acrescente a pimenta e, antes que estejam dourados, junte o atum, o sal, o suco do limão e a salsinha. Quando o espaguete estiver pronto, escorra, volte com ele para a panela e envolva-o com o restante do azeite e com a mistura do atum por cerca de 1 minuto.
Sirva com parmesão ralado.

(*) Colecionável n°9, página 15.

outras massas

risoto de camarão

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spaghetti al limone

spaghetti al limone

massa caseira com molho funghi

massa caseira com molho funghi

croque monsieur
fev 8th, 2010 by Maria

Este foi meu jantar hoje. Adoro croque e foi sobre ele um dos primeiros posts deste blog; infelizmente com uma foto horrível. Então, aproveito a oportunidade para substituí-la e dar destaque para essa deliciosa receita do Olivier Anquier. Aproveitem!

croque

R$10 de salmão
fev 4th, 2010 by Maria

salmao variacoes

Semana passada, enquanto caminhava para casa depois das compras de hortifruti, me questionei sobre o porquê de nunca ter usado a pele do salmão já que gosto tanto de “salmão skin”. É bem verdade que esse é um gosto recente, mas não entendi como pedia para o peixeiro retirar a pele e não a levava para casa. Continuei caminhando e outros pensamentos gentilmente pediram passagem deixando este para trás.
Horas depois, num passeio pela internet, encontrei um blog chamado Saborsonoro cujo post do dia falava exatamente do aproveitamento que se faz do peixe na culinária japonesa. E nesse post, o Marcel contava como assou a pele do salmão após ter tido pena de jogá-la fora. Coincidência, não? E não dava para desperdiçar! Compartilhei “o acontecido” com o Marcel e tratei de salvar a receita. E hoje foi o dia de colocá-la em prática!
Comprei um pedaço de salmão que custou R$10. Enquanto o peixeiro separava a pele da carne, eu observava cheia de idéias o corte dos sashimis expostos para venda. Em casa reproduzi o corte da melhor maneira que consegui. As fatias que não ficaram boas viraram cubinhos para um ceviche e a pele se transformou numa casquinha crocante que cobri com arroz, cebolinha e molho teriyaki feito na hora.
Apresento, e sugiro para vocês, esse jantar com três variações
do salmão, acompanhadas de saladinha verde.
Não estou apta a ensinar como cortar sashimi, mas procurei para vocês e posto aqui o link para um vídeo que explica o passo-a-passo. No mais, confie na sua capacidade de improviso, como confiei na minha. O ceviche, o molho e a pele crocante estão descritos abaixo. Ah, e o tempo de preparo não foi maior que 30 minutos!

Ingredientes para o ceviche, sashimi e pele crocante
250 g de salmão fresco (retirar e separar a pele)
suco de 1/2 limão (pode ser o siciliano, que é mais suave, ou o taiti)
um pouquinho de cebola picada
um pouquinho de pimenta picada (usei caiena)
gengibre ralado ou em pedacinhos pequenos
um fio de azeite
sal a gosto

Ceviche
Corte o salmão em cubos pequenos, misture a pimenta e a cebola picadinhas, o fio de azeite e regue com limão até envolver todo o peixe (mas sem exagero pro sabor não roubar a cena). Leve para a geladeira por aproximadamente 30 minutos. Retire um pouquinho antes de servir e acrescente o sal.

Skin
Corte a pele em quadrados ou retêngulos num tamanho bom para uma única mordida. Coloque num tabuleiro e leve ao forno alto por aproximadamente 15 minutos ou até que estejam crocantes. Fique de olho para não queimar!
Se a pele estiver com um pouco de carne, não faz mal; fica gostoso, com uma textura mais macia.
Eu servi arroz e cebolinha porque era o que tinha na geladeira; o Marcel usou broto de alfafa.

salmao skin

Para o teriyaki
1/2 xícara de shoyu
suco de uma laranja
125 g de açúcar amarelo (demerara)
1 colher de chá de gengibre ralado
50 ml de saquê (opcional)
um fio de óleo

Modo de fazer
Numa panela ou frigideira, aqueça o óleo e frite o gengibre ralado. Junte o açúcar e o shoyu. Quando o açúcar estiver dissolvido, acrescente o suco da laranja e o saquê. Abaixe o fogo e deixe ferver discretamente até se tornar um caldo grosso (que quando esfria ganha consistência caramelada).

mais salmão, budião e ceviche

salmão com laranja

salmão com laranja

Charlie e o ceviche

Charlie e o ceviche

peixe assado

peixe assado

pão de azeite e azeitonas
jan 29th, 2010 by Maria

RECEITA VENCEDORA do concurso “Vamos trocar receitas? 2″ promovido pelos Azeites Borges.

pao de azeite e azeitona 01

O que para alguns é apenas uma receita, para outros é a base para muitas receitas. Esse pão é um exemplo. Ele era aquele pão doce do post anterior, mas de tanto que gostei, ele se multiplicou e originou um pão salgado.

Mas o que mais me impressionou ao imaginar uma versão salgada é que meu primeiro pensamento tenha sido um pão com azeitonas. Nunca gostei de azeitonas. Até que meu paladar começou a se transformar; rapidamente. De poucas coisas eu não gostava; agora desgosto de quase nada. E o melhor, que percebo somente agora enquanto escrevo, é que essa mudança me aproximou de alimentos saudáveis, como a azeitona e o azeite, e me distanciou dos fast food, dos enlatados, dos refrigerantes…

Sugiro então abrirmos um vinho, partirmos esse pão, passá-lo num bom azeite e brindarmos às boas transformações que, felizmente, estão ao alcance de todos nós!

pao de azeite e azeitona 02

Ingredientes (o ideal é que todos estejam à temperatura ambiente)
2 colheres de sopa de azeite (usei o Borges
Extra Virgem)
1/3 de xícara de chá de leite
1/4 de xícara de chá de água
15 g de fermento fresco
1 colher de sopa de açúcar granulado
1 ovo
2 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo
2 colheres de chá de sal
1 colher de sopa de azeitona triturada

Para o recheio
azeitonas trituradas (usei 200 g em toda a receita; antes de utilizá-las, coloque sobre papel toalha para absorver a umidade)
azeite
para untar (usei o Borges que contém azeite virgem e refinado)

Para pincelar e cobrir
uma gema
leite
flor de sal ou sal grosso
azeitonas em rodelas

Modo de fazer
Na panificadora, reserve as azeitonas e coloque todos os ingredientes (úmidos primeiro, secos s seguir), escolha o ciclo pão caseiro com a opção assar desativada. Depois que bater, descansar, bater, descansar, siga para o passo rechear.
Na mão, misture primeiro os ingredientes secos e em seguida os úmidos. Trabalhe a massa, deixe descansar, sove, deixe descansar um pouco mais e siga para o passo rechear.
Considerei o ponto certo da massa aquele tênue limite no qual ela desgruda das mãos mas ainda gruda um pouquinho, sabe?!
Acenda o forno a 180-200 graus e deixe pré-aquecendo.

pao de azeite e azeitona 03

Para rechear, unte uma superfície com azeite e abra a massa com um rolo untado formando um retângulo. Pincele com azeite e distribua as azeitonas trituradas. Enrole bem apertadinho como um rocambole e coloque numa assadeira untada com óleo. Cubra com um pano de prato limpo e deixe crescer por aproximadamente 40 minutos, ou até dobrar de tamanho.
Misture a gema
(confere uma cor dourada e brilhante) com um pouco de leite (deixa a casca macia e com tom amarronzado) e pincele cuidadosamente a massa crescida. Polvilhe flor de sal ou sal grosso e decore com azeitonas em fatia. Leve ao formo por aproximadamente 30 minutos. Se quiser, um pouco antes de retirar o pão, pincele o restante da mistura de leite e gema. Quando assado, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.

Dica: para saber se o pão está assado, vire-o sobre a mão coberta com um pano de prato e dê umas batidinhas (como quem faz “toc toc toc”). Se o som for oco o pão está completamente assado.
E se não tiver ovo em casa, basta acrescentar mais uma colher de sopa de azeite e um pouquinho (pouquinho mesmo) mais de água.


outros pães

pão italiano

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focaccia

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pão de aipim

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pastel do Português, Iriri/ES
jan 24th, 2010 by Maria

Olá, queridos leitores! Provavelmente em função da matéria exibida pela Rede Gazeta, percebi que muitas pessoas estão buscando aqui a receita do pastel de Iriri, o famoso pastel do Português.

Assim como muitos de vocês, eu também fiquei eufórica com a possibilidade de reproduzir em casa esse pastel delicioso cujo sabor faz parte da minha infância. E por isso cliquei até achá-la já que não pude assistir o programa!

Segue abaixo a receita exibida hoje no ES Comunidades. E quem quiser notícias de quando eu a fizer e publicar com fotos aqui no blog, basta enviar um e-mail para diga@digamaria.com.br e eu avisarei.

pastel com moqueca

Além da receita, aqui tem um post que escrevi recentemente sobre o restaurante do Português.

Ingredientes para 8 pastéis grandes
1 Kg de farinha de trigo
2 ovos
1 colher de sopa de margarina
2 copos (americanos) de leite morno
1 colher de sal
50 g de fermento fresco
1/2 copo de óleo
recheio de sua preferência (eles servem de carne, queijo e presunto, camarão e camarão com queijo; eu prefiro de queijo!!)

Modo de fazer
Num recipiente plástico misture os ovos, a margarina, o fermento, o leite morno e o óleo. Quando o fermento estiver dissolvido, acrescente aos poucos o trigo. O ponto certo da massa é quando ela começar a soltar do fundo da tigela. Cubra com um pano de prato e deixe descansar por 20-30 minutos. Abra a massa, recheie, corte e frite em óleo quente.

Dica da amiga Melina para a temperatura do óleo: uma boa tática para saber a temperatura ideal do óleo é ter um pedacinho de erva fresca [pode ser cebolina, salsinha, hortelã, etc...]; espere esquentar um pouco o óleo e coloque a folhinha. Se ela estalar está perfeito. Se não, espere até ela fazer aquela borbulhinha na folhinha!

minha mais nova paixão: açaí no café da manhã
jan 19th, 2010 by Maria

tigela

Sempre amei comer pão com manteiga e café com leite todas as manhãs. Mas não me perguntem porquê, essa combinação, nesse horário, sempre foi pesadíssima para minha digestão. Tentei leite sem lactose, meio pão, pão integral… mas por menos que comesse, sempre passava o restante da manhã mais pesada do que se tivesse me fartado com uma feijoada.

Aproveitei então o ano novo cheio de resoluções saudáveis e decidi não mais comer pão pela manhã e fiquei só com o café com leite (de segunda à sexta, porque ninguém é de ferro). Uma horinha depois a fome chegava e eu complementava com uma fruta.

E foi nesse período de transição que topei experimentar açaí novamente. Minha primeira experiência com essa frutinha, há anos, trouxe a constatação de que açaí na tigela se tratava de lama gelada. Nada mais, nada menos. Mas, como felizmente estamos em constante transformação, essa nova tentativa me mostrou já na primeira colherada que meu paladar estava bastante diferente. Mudado ao ponto de eu entrar numa sorveteria e ponderar entre um sorvete e uma tigela de açaí! Acreditem se puderem!

Na última semana todos os cafés da manhã foram açaí batido com meia banana e servido com um pouco de granola, seguido de uma xícara pequena de café com espuma de leite e uma pitada de canela. Pro meu gosto, perfeito! Para o meu corpo, também!

E você, o que come no café?

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brownie de chocolate com roupa de festa
jan 15th, 2010 by Maria

brownie Maria03

Demorei para experimentar a primeira receita de brownie; mas agora que descobri o quão simples é, não páro mais! Em menos de um mês já testei três diferetes!!

Depois que fiz o primeiro, encontrei uma foto no blog da Simone, o Chocolatria, que me encheu a boca de água. O brownie estampado lá era tão cremoso que chegava a ser suculento. Salvei a receita e poucas semanas depois levei-a para a cozinha. Foi aprovadíssima! A diferença entre as duas é que a primeira receita é de um bolo cremoso; já a da Simone é quase de um creme em formato de bolo. E ambas são deliciosas e fizeram sucesso por onde passaram!

Mas aí, inquieta que sou na cozinha, aproveitei essas duas inspirações para criar uma terceira receita. E sobre ela direi apenas uma palavra: experimentem!

brownie Maria01 brownie Maria02

Ingredientes
150 g de manteiga sem sal

360 g de chocolate meio amargo em pedaços

180 g de chocolate ao leite em pedaços
6 ovos médios
100 g de açúcar refinado

100 g de açúcar mascavo
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de baunilha
225 g de farinha de trigo
100 g de nozes picadas
canela e gengibre em pó

Modo de Fazer
Pré-aqueça o forno a 200 graus.
Unte com manteiga e farinha as laterais de uma forma de fundo removível e forre o fundo com papel manteiga.
Coloque a manteiga e o chocolate em pedaços numa tigela e leve ao microondas por cerca de 3 minutos, na potência média, ou até que estejam derretidos. Misture bem e reserve.
Em uma outra tigela, bata os ovos e os dois açúcares até ficar cremoso. Adicione o sal, a mistura do chocolate e a baunilha e misture um pouco mais. Adicione a farinha, o gengibre e a canela e incorpore-os bem à massa. Por último coloque os pedacinhos de nozes.
Despeje a mistura na forma preparad
a e leve para assar por 30-35 minutos, até firmar. Faça o teste do palito e fique atento pois para o brownie ficar molhadinho o palito deverá sair bem úmido.
Retire do forno, coloque a forma sobre uma grade e deixe esfriar totalmente.
Com o auxílio de uma peneira, salpique açúcar de confeiteiro, desenforme, coloque sobre uma travessa ou prato e decore com cereja e lascas de chocolate (ou como sua criatividade decidir!!).

outras tentações com chocolate:

mais brownie

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brigadeiros especiais

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musse de chocolate

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pastel com moqueca
jan 10th, 2010 by Maria

pastel com moqueca

Talvez você tenha pensado que essa combinação é coisa de paulista. Mas não; é coisa de português!

Tradicionalíssimo entre os frequentadores de Iriri/ES, o restaurante do Manoel, o Português, serve a mais farta moqueca que já comi. Chegou em Iriri há décadas para trabalhar como pedreiro. Anos depois abriu com seu irmão uma portinha para vender comida e em pouco tempo edificou pelas próprias mãos o hotel onde hoje funciona o restaurante. Nas paredes, banners, quadros, freezers e uma pequena TV (que sempre pergunto se pode ser desligada) convivem em relativa harmonia. O ambiente abafado cercado de janelas, refrescado por ventiladores de teto e habitado por móveis de madeira escura não deve ser analisado, mas sim vivido. Com as mesas sempre cheias, mas raramente com fila de espera, somos atendidos logo ao sentar. Uma folha de papel branco é colocada sobre a toalha vermelha e o cardápio nos é ofertado. Além de moquecas e peixe frito há a opção de refeições com carne de boi, de frango e de porco, além de omelete. Todas são boas, mas não gastamos tempo com as letrinhas, repetindo sempre a mesma pergunta: “qual peixe está especial?”. Robalo, badejo ou dourado, uma dessas opções, ou as três, certamente estará vistosa e fresca.
Pedido feito, em menos de cinco minutos os pastéis e a salada já estão à nossa frente. E esse é sempre o primeiro e maravilhoso indício que o restante já se encontra a caminho! Alguns minutinhos depois chegam à mesa a moqueca, o molho de camarão pedido à parte, o arroz, o pirão e as batatas fritas. Sim, batatas fritas fazem parte dessa refeição sem que você precise pedí-las! E não são quaisquer batatas, são aquelas de antigamente, cortadas na cozinha sem passar pelo congelador. Tudo está sempre fresquinho, no ponto certo de cozimento, com o mesmo tempero. E enquanto nos fartamos, sempre passa alguém pra perguntar se precisamos de mais alguma coisa. Nunca falta nada mas se por acaso você quiser mais uma porção disso ou daquilo, saiba que não virá cobrada na conta.
A moqueca de peixe mais cara, com molho de camarão e todos os acompanhamentos, perfeita para quatro pessoas, custa R$67! Mas mais do que a fartura e o preço, o que realmente me impressiona é que o cardápio é o mesmo há pelo menos 20 anos! E desde sempre recordo de comer a mesma moqueca, o mesmo pastelzinho, a mesma batata frita! Sempre com o mesmo entusiasmo!

Em memória ao Manoel Português que, graças aos seus pasteizinhos e à sua batata frita, me ensinou a gostar de moqueca.

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salmão com laranja

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Charlie e o ceviche

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peixe assado

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brownie de chocolate (ou o agradecimento)
dez 23rd, 2009 by Maria

brownie

Esta bem poderia ser uma história natalina já que se trata de um brownie para presente em pleno dezembro. Mas não é. Esta é a história de um querido escritor, o mais fantasioso e criativo que já existiu na face da terra (isso é um elogio!).

Certa vez um irmão de vida desse escritor veio para São Paulo acompanhar a filha que fazia vestibular. Enquanto ela fazia as provas, eles colocavam a conversa e os passeios em dia. Mas todas as manhãs, antes dela adentrar pelos portões da avaliação, ele olhava no fundo de seus olhos e dizia “Você vai passar, eu tenho certeza!”. E ele realmente acreditava no que dizia. Mais do que isso, ele antevia o brilhante futuro dela.

Depois da última prova ela lhe disse: “Se eu passar faço-lhe um bolo de chocolate de presente!”.

Ela passou na USP e cursou cinco anos de ensino superior. Quando o destino queria eles se encontravam e ele gentilmente cobrava “Estou esperando meu bolo de chocolate…” e ela, bem intecionada e amorosa, novamente se programava para tal mas o tempo lhe escapava pelas mãos. Sempre. Depois de formada, a cada quilômetro que andava ela se esquecia um pouco mais dessa história. Morou na Argentina, voltou pra São Paulo, percorreu a América Central, chegou à America do Norte, atravessou o oceano e desembarcou em Paris…

Nesse mesmo dia ela desembarcava lá e eu prestigiava esse escritor aqui, no lançamento do seu mais novo livro. Foi então que eu soube dessa história toda e percebi que eu poderia ser o elo que faltava para concretizar esse agradecimento.

E enquanto escrevo este post o brownie assa cheiroso, logo ali na minha cozinha. E muito em breve estará nas mãos de quem por direito o pertence.

Irmã, é um prazer ser a produtora da família! E apesar de estar de férias também dessa função, resolvi abrir uma exceção já que a causa é das mais nobres.

Arrabal, você é muito querido! E para mim é uma honra poder proporcionar o agradecimento da Lica através da minha cozinha.

brownie presente

Ingredientes
200 gramas de chocolate em barra
100 gramas de manteiga
250 gramas de açúcar
3 colheres de sopa de chocolate em pó
3 ovos
150 gramas de farinha de trigo
temperos a gosto (eu usei noz moscada, canela, cravo e gengibre em pó e um toque de pimenta-do-reino moída na hora)
frutas secas e castanhas a gosto (eu usei castanha do brasil, nozes pecan e passas)

Modo de fazer
Derreta o chocolate e a manteiga no microondas ou em banho maria. Misture até alcançar uma consistência homogenea. Acrescente o açúcar e o chocolate em pó, incorpore bem à massa e junte os os ovos, um de casa vez. Tudo bem misturado, peneire a farinha e os temperos e mexa. Por último acrescente as castanhas e frutas secas, coloque tudo num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha e leve ao forno médio pré-aquecido.
Aqui em casa levou 35 minutos, mas sugiro o teste do palitinho antes dos 30 minutos; ele deve sair limpo mas úmido. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade. Corte depois de frio.

Dicas: esta receita dá pra bater inteira na mão; leva uns 15 minutinhos, no máximo.
Para quem gosta de sabores mais fortes, sugiro usar chocolate meio amargo e cacau em pó ao invés do chocolate em pó.
Para presentear sugiro embalar em papel manteiga e finalizar com um belo laço de fita. Para porções menores, coloquei o embrulho em papel manteiga dentro de sacolinhas de tule fechadas com fitinhas de veludo.

Esta receita foi inspirada nesta daqui, do Mixirica.

outras sugestões com chocolate

quem gosta de chocolate?

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bolo de mel

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brownie da Maria

brownie da Maria

biscoitos de fécula de batata
dez 21st, 2009 by Maria

biscoitos de fecula elipse

Há alguns meses escrevi uma crônica na qual falava sobre os sabores de infância que não voltam mais. Mas hoje, fazendo estes biscoitos, percebi que tenho algumas histórias felizes de resgate desses sabores. Esta é uma delas.

Quando eu era criança, com frequência passava o Natal na casa da minha bisavó, em Itajubá, sul de Minas. Era uma casa deliciosa, dessas enormes, com piso de madeira, piano e um jardim que abrigava diversas árvores frutíferas. A minha preferida era a jabuticabeira e a memória mais nítida que tenho de lá é de um almoço numa mesa que ficava bem embaixo dela: toda a família reunida e o cão da minha bisavó, naquele tempo tão velhinho quanto ela, mancando, meio banguelo, meio cego e meio surdo (pra uma criança essa cena era bem curiosa e engraçada). Já os sabores desse almoço, nenhum ficou marcado em minha memória. O único gosto daquela casa que ainda hoje está na minha boca é de um biscoito redondo que minha bisavó guardava numa lata. O tempo passou, minha bisavó faleceu e o gosto ficou. E me parece que só a mim marcou porque quando mais tarde busquei saber a matéria-prima perguntando aos adultos daquela época, ninguém lembrava do tal biscoito.

Até que um dia, na casa da minha querida tia Marina (tia de vida, não de sangue), ela me ofereceu uns biscoitinhos em formato de bolinha. Na primeira mordida fui transportada para aquele casarão com mãos de menina abrindo a lata… eram eles! Com certeza eram eles! E foi aí que descobri que eram biscoitos de fécula. Naquele dia voltei pra casa com uma folhinha de caderno na qual escrevi a receita. Acho que foi uma das primeiras que fiz na vida…

E é com muito prazer que apresento para vocês, com todo o sabor e com toda a história, os biscoitos de fécula da vovó Zezé e da tia Marina.

Ingredientes
200 gramas de fécula de batata
200 gramas de farinha de trigo
100 gramas de açúcar
200 gramas de manteiga (eu uso com sal)

Modo de fazer
Misture todos os ingredientes até obter uma massa homogênea. Abra a massa numa superfície lisa salpicada com farinha, molde com cortadores próprios (ou faça rolinhos e corte em rodelas) e transfira delicadamente com uma espátula para uma assadeira. Asse em forno médio pré-aquecido e fique atenta ao ponto. Assim que estiver firme ao toque, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade (ou não). Passe no açúcar e guarde em recipiente hermético.
Os da foto eu não passei no açúcar e confeitei com chocolate puro ou com corante. Já aviso que foi intuitivo e que não sei qual o melhor processo. Derreti em banho-maria o chocolate e mergulhei as estrelinhas, finalizando algumas com finas lascas de nozes. As árvores foram feitas com o mesmo chocolate derretido misturado a corantes e aplicados com bico de confeiteiro. Levei à geladeira por 15 minutos, retirei e quando estavam em temperatura ambiente guardei em em potinhos herméticos.

Dica: lembre-se de colocar biscoitos de tamanho e espessura similares numa mesma fornada. Do contrário alguns ficarão prontos antes de outros.
Pode-se passar no açúcar com canela que também fica gostoso.

Já experimentei acrescentar nozes picada e coco ralado à massa mas, para o meu gosto, nenhuma combinação ficou melhor que a receita original.

Para o banho-maria proceda assim: pique o chocolate e coloque num refratário. Numa panela aqueça água sem deixar ferver. Desligue o fogo e encaixe o refratário com o chocolate. Mexa até que o chocolate esteja totalmente derretido. Transfira o chocolate para outro refratário seco apoiado numa vasilha com água em temperatura ambiente. Mexa o chocolate até atingir uma temperatura que ao toque dê a sensação de frio. E está pronto para usar!

outras sugestões

musse de chocolate

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brigadeiros especiais

compota da Dedéia
dez 6th, 2009 by Maria

compota Andreia

Esta receita chegou com um elogio ao blog que muito me envaideceu. Afinal, não é todo dia que uma sensível escritora elogia o texto de um blog; sobretudo de um blog cuja autora nada tem de escritora. Vaidade compartilhada, vamos ao que interessa, à Andréia e à compota.

Andréia geriu o sonho de muitas mulheres: um casal de gêmeos. E como boas crianças que começam a experimentar a vida e seus sabores, os gêmeos de alguma maneira intuíram que existe muito mais além do que lhes é apresentado no dia-a-dia. Então, de tempos em tempos, eles simplesmente mudam de predileção. E foi numa dessas que a Andréia precisou aproveitar as pêras e as maçãs rejeitadas; mas, como uma clássica mãe de gêmeos, não tinha tempo para pesquisar receitas. Seu improviso resultou nesta receita que hoje faz sucesso em sua casa e por onde passa.

Hoje eu a reproduzi aqui, com dois pequenos acréscimos, e adorei o resultado! Nas palavras dela, “um doce saboroso, leve, natural, saudável e bonito”. O meu não ficou tão bonito porque sem querer deixei cozinhar um pouquinho mais que o recomendado. Mas o sabor ficou delicioso!

Ingredientes
maçãs
pêras
1 copo americano de açúcar cristal
2 copos americanos de água
canela em pau
cravo
3 colheres de sopa de passas ao rum* (por minha conta)
um pedacinho de noz moscada (por minha conta também)

Modo de fazer escrito pela própria Andréia
Põe-se um copo (americano) de açúcar cristal na panela de pressão. Se quiser uma compota mais “leve”, deixe apenas derreter, mantendo a calda clara. Caso prefira uma compota mais densa e mais doce, espere que escureça um pouco mais, jamais deixando queimar, para não amargar a compota. Quando a calda estiver no ponto desejado, despeje os pedaços de maçã e pêra já lavadas, sem descascar. As sementes podem ser utilizadas – ficam levemente crocantes e dão um especial sabor amendoado ao doce. Quanto maiores forem os pedaços de frutas, melhor. Se houver um meio de retirar apenas o miolo, deixando a casca íntegra, fica mais bonito. Eu mesma gosto de usar a fruta toda, sem retirar nada. É prático e dá um toque de rusticidade ao ato. Nesse caso escolha as menores maçãs e as pêras menores e menos maduras. Costumo usar pêta PT e maçã Gala – é como as chamamos aqui no ES. Enfim, quando a calda estiver no ponto desejado, despeja-se também a água (dois copos americanos) junto com a fruta. Põem-se pedaços de canela e cravos-da-índia, a depender do paladar de cada um. Fecha-se a panela e deixa-se cozinhar por quinze minutos depois de iniciada a fervura na pressão. Depois, é só deixar esfriar e colocar num vidro grande.

(*) Na casa da minha mãe sempre tem passas ao rum para incrementar o recheio de um bolo tradicional em nossa família. Basta colocar as passas de molho no rum por pelo menos 24 horas. Podem ser conservadas na geladeira em um vidro tampado por até seis meses.

marmitinha (ou como prolongar o gostinho da comemoração)
nov 27th, 2009 by Maria

marmitinha floral

Tenho uma amiga super talentosa. Por puro prazer começou a organizar a decoração de festas e desenvolver lembrancinhas para os eventos das amigas.
Pois então, faço aniversário em novembro e semanas antes ela me ligou perguntando “o que faremos de lembrancinha?”. Como eu ainda não sabia como iria comemorar, acabei nem pensando nisso. Mas na última hora, quando decidi sair para jantar com alguns amigos, retornei sua ligação devolvendo a pergunta. No mesmo dia conceituamos e compramos a embalagem, as forminhas e o tecido. Nessa noite minha mãe fez e enrolou docinhos de nozes, brigadeiro, brigadeiro branco e coco. No dia seguinte meus amigos saíram do jantar com essa marmitinha. E nós duas ficamos lá, felizes da vida com a rápida e bem sucedida execução.
Acho que numa hora dessas, sem que ela perceba, essa aptidão vai se tornar uma boa fonte de renda. Porque de satisfação já é. Enquanto isso, fico aqui na torcida para que esse dia chegue logo e para que, quando chegar, ela me proponha sociedade. Viu, amiga querida??!

bacalhau fresco
nov 12th, 2009 by Maria

bacalhau

Peço desculpas pela foto mas não podia deixar de postar essa receita tão deliciosa e bobinha. Da primeira vez que fiz não sobrou nada pra foto; da segunda me preparei para fotografar antes do jantar e… apagão bem na hora que servi!! Então a receita veio com uma foto meramente ilustrativa. Mas não desanimem por isso, garanto que vale a pena!


A história desse bacalhau começa assim:

Era vez uma mulher que não ligava a mínima para bacalhau. Um dia, fazendo compras para o jantar, ela viu pela primeira vez um filé de bacalhau fresco e pensou “vou experimentar!”. Ao chegar em casa contou a novidade ao marido que respondeu fazendo pouco caso:

- “Não gosto de bacalhau.”

- “Mas esse é diferente”, ela insistiu.

- “Não gosto. Mesmo.”

Não se dando por vencida, ela foi pra cozinha, regou generosamente uma frigideira grande com zeite, acendeu o fogo baixo e colocou os filés de bacalhau*, fatias finas de cebola, lâminas de alho e um pouquinho de pimenta caiena. Esperou uns minutinhos, virou os filés, tampou a frigideira e deixou em fogo bem baixo. Quando achou que estava bom, desligou o fogo e anunciou:

- “Ficou uma delícia! Nem parece bacalhau!”

- E o marido respondeu “Não gosto.”

“Ok”, ela pensou. Preparou dois fartos pratos de salada verde. No dela acrescentou uma torrada fininha de pão italiano, molho Horseradish (Heinz) e o bacalhau com as cebolas e o alho. Já sentados para jantar, ele olha para o prato dela e diz:

- “Que bonito… Posso provar?”

- “Pode, claro.”, responde ela sentindo um gostinho de vitória.

Ele experimenta e acrescenta:

- “Humm… tem pra mim??”

E daquele dia em diante o casal passou a gostar (muito!) de bacalhau fresco.


(*) Passei um pouco de sal e umas gotinhas de limão antes de levá-los à frigideira.

Dicas: os filés ficam uma delícia mas também já servi desfiadinho sobre torradas com o molho Horseradish (Heinz) num lanche. Acho que azeitonas combinarão muito bem se colocadas durante o cozimento. Já pensei em passas também… enfim, idéias não faltam! E na próxima, se não houver outro apagão, fotografo e posto para vocês!

Esse molho é à base de raiz forte e fica delicioso com peixe, salada, sanduíche…

Foto: Edson Reis/ Usina de Imagem

o dia em que o bolo virou sorvete (ou nada se perde, tudo se transforma)
nov 3rd, 2009 by Maria

sorvete com bolo

Hoje não deveria ser dia de sobremesa. Mas com o calor que fez aqui em São Paulo, não deu pra não lembrar do restinho de sorvete de creme até então esquecido no congelador. Além dele, havia também um pedaço de bolo de chocolate que por descuido não levamos para viajar no final de semana. Mas o que era para ser apenas um bolo com sorvete logo derreteu e se transformou num sorvete com pedaço de bolo. Gostei tanto da pequena grande mudança que retirei o restante do sorvete do congelador, aguardei amolecer um pouco, misturei o que ainda havia de bolo e coloquei novamente para gelar.

E agora que está pronto, sirvo aqui para vocês este sorvete inventado acompanhado de uma calda de chocolate quentinha. Gostaram? A receita dela está neste post aqui.

dois acompanhamentos para quem gosta de banana
out 30th, 2009 by Maria

pure de banana

Sempre adorei banana na comida. Um prato com arroz, feijão, ovo frito e banana sempre foi pra mim um banquete. Mas, como essa foi uma semana de peixe, resolvi diversificar.

O primeiro acompanhamento, um purê de banana, experimentei recentemente no restaurante Brasil A Gosto. Gostei tanto que decidi tentar reproduzir de uma maneira bem simples: asse a banana da terra num tabuleiro coberto por papel laminado. De vinte à trinta minutos. Descasque-as e amasse-as ainda quente. Bata metade no liquidificador com um pouco de leite, misture com o restante e tempere com sal. Se quiser, coloque uma manteiguinha quando for esquentar o purê antes de ir pra mesa.
Esse servi com peixe grelhado e um molho de queijo de cabra, azeite, leite de coco, limão e sal. Tudo no fogo até ficar cremoso.

O segundo, foi feito para acompanhar um peixe frito: farofa de banana. Derreta uma boa quantidade de manteiga, refogue cebola picadinha, alho espremido e junte a banana picada. Costumo usar banana prata mas também fica gostosa com a banana da terra assada. Ambas devem estar bem maduras. Espere a manteiga envolver a banana e acrescente aos poucos a farinha de mandioca. Coloque sal e siga assim, em fogo baixo, mexendo de vez em quando até chegar no ponto que você gosta, mais macio ou mais torrado.
Uma sugestão é usar uma farinha de mandioca biju que se chama Deusa. Ela é mais flocada e fica deliciosa.

Espero que gostem e que voltem pra contar! E bom final de semana!

os vários destinos de um pão
out 27th, 2009 by Maria


nos últimos tempos é raro comermos um pão comprado. raro mesmo. quase sempre vou pra cozinha com alguma receita e preparo o pão da semana. eu e a panificadora, a panificadora e eu. não consigo deixá-la trabalhando sozinha. solidariedade ou vontade de ser co-autora, termino sempre com a massa na mão.

hoje foi um desses dias. preparei meia receita do Olivier, improvisei com 30% de trigo integral, deixei a panificadora bater e descansar uma vez e terminei eu mesma o trabalho. mas meia receita rende muito… então, como farei um jantarzinho na quarta, aproveitei para multiplicar os destinos da mesma farinha, da mesma água, do mesmo fermento. todos juntos, amassados, descansados e depois separados. um bocado virou pãezinhos redondos que servirão de acompanhamento no jantar. o restante tardou um pouco mais para se separar: foi unido para o forno, ganhou queijo parmesão ralado de enfeite mas assim que esfriou a faca elétrica tratou de dividí-lo: fatias mais grossas para o café-da-manhã e fatias finíssimas que virarão torradinhas pinceladas com manteiga aromatizada com sálvia.

e assim vai terminando a minha noite, com vários destinos traçados para um único propósito: alimentar e alegrar os paladares que por aqui passarem.

como comprar massa
set 21st, 2009 by Maria

continuando, vamos à segunda parte do “Pergunte à Mafalda” da revista blue Cooking, edição 26, de abril 2008: como comprar massa.

A pasta existe em duas variedades distintas:

  • A seca (mais típica do Sul de Itália) é melhor quando acompanhada por molhos mais robustos (muitas vezes bases de tomate)
  • A fresca (mais associada com o Norte), fica mais bem acompanhada por molhos delicados. Só compre massa feita a partir de semolina de trigo duro – uma variedade de trigo bastante consistente. Nas leis italianas não existe outra variedade de trigo que possa ser utilizada para fazer massa. As melhores massas, como a Garofalo, são extraídas a partir de uns rolos de bronze que deixam uma superfície mais porosa. Esta superfície vai ser melhor para o molho aderir.

FORMATOS
Os italianos são muito específicos no tipo de massa que servem com certos molhos. Massa curtas como penne, rigatoni ou radiatori são perfeitas para molhos com textura como bolognese ragú, pois elas “prendem” o molho dentro das partes ocas.
Massa comprida é melhor para molhos cremosos, como um simples molho de tomate ou azeite e alho com salsa picada. Massa muito pequena, como orzo é melhor para sopas.

COMER MASSA
Os portugueses têm tendência a servir a massa com bastante mais molho do que seria servido em Itália. Os italianos não comem massa a nadar num prato de molho. O molho é para envolver a massa, para lhe transmitir um sabor e não para a afogar.
O molho deve ser misturado na massa quente, de maneira a que todos os bocados de massa sejam cobertos e então servido em taças ou pratos aquecidos.

como cozinhar a massa perfeita
set 19th, 2009 by Maria

no post anterior citei esta revista que adoro. e ontem, enquanto folheava uma edição antiga, achei algo que considero muito útil (essa é a parte boa de nunca ler uma revista inteira, há sempre uma surpresa por perto): “como cozinhar a massa perfeita” e “como comprar massa”. hoje mesmo aproveitei parte desse aprendizado; cozinhei no almoço mais spaghetti do que precisava e soube exatamente como guardá-lo para depois utilizar.

hoje vou publicar a primeira parte. não estranhem o portugês de Portugal e aproveitem as dicas copiadas do “Pergunte à Mafalda” da revista blue Cooking, edição 26, de abril 2008!

Passos básicos para ter a certeza que obtém uma pasta perfeita cada vez que a cozinhar.

  • Utilize sempre uma panela grande.
  • Para cada 200 g de massa utilize 2 litros de água.
  • Tenha a certeza que a água está realmente a ferver antes de adicionar a massa.
  • Use pinças de cozinha para mexer a massa de maneira a prevenir que esta se cole.
  • Nunca tape a panela com uma tampa, deixe respirar.
  • Tempo de cozedura vai depender do tipo de massa. Baseie-se no tempo indicado na embalaem e comece a verificar se está no ponto um minuto antes do tempo especificado. Faça isto experimentando a massa, deve estar tenra mas firme, deve oferecer uma resistência sem ser dura.
  • Este ponto é reconhecido em Itália como al dente.
  • Tenha preparado um coador grande no lava-louças para escorrer a massa. Reserve sempre um copo da água (do cozimento) para umedecer o molho, caso vá servir a massa desta forma. Não escorra demais, deixe sempre um pouco de humidade para prevenir que a massa seque.
  • Sirva o mais rápido possível em taças ou pratos aquecidos.
  • Se quiser cozinhar a massa de véspera, coza-a, escorra e guarde-a em sacos de conservação no frigorífico. Depois é só passar por água quente.
Charlie e o ceviche
set 14th, 2009 by Maria

de volta à vida paulistana, aproveito o blog para saborear um pouquinho mais a viagem. nessa semana que passei no Uruguai desfrutei de boa comida em praticamente todas as refeições. pela manhã sempre um croissant fresquinho e crocante, como raramente encontramos aqui; no almoço, salada de alface, tomate e cebola, seguida de milanesa com batatas fritas e limão siciliano; e à noite jantares de sabores variados. mas em meio a tudo isso, um restaurante chamou minha atenção, o lo de Charlie, em Punta del este.
estava bem frio e eu passeava de carro com meu marido após o jantar. vimos um lugar bastante simpático, com opção de mesas ao ar livre e uma cozinha integrada ao salão. bastou essa primeira impressão para decidirmos que ali seria nosso almoço. e no dia seguinte, lá estávamos nós, sendo atendidos por garçons bem humorados, atitude rara até então. as mesas tinham toalhas de cores leves e alegres adornadas por guardanapos de pano com motivos florais. Antonio pediu raviolone de pato com molho de vinho e framboesas. provei o prato dele algumas vezes. o molho estava delicioso, assim como o recheio de pato. eu optei por uma salada de rúcula com tiras de manga e abacate acompanhada por ceviche de peixe branco. suspirei do princípio ao fim. o ceviche levava além dos tradicionais limão, cebola e coentro, lima e gengibre picado pequenininho. à noite voltamos e experimentamos outros dois pratos, preparados pelo próprio chef na cozinha aberta ao lado de nossa mesa. jantamos entrecôte com molho à base ovos e foie e linguado com molho de limão e rúcula. saímos de lá tão felizes quanto mais cedo.
deixo aqui a dica do gengibre e da lima para incrementar o ceviche. e quem passar por Punta ou por Porto Alegre (sim, há um lá também!), não deixe de experimentar as saborosas e bem apresentadas criações do chef Charlie.

foto: Maria Capai/ Usina de Imagem

dulce de leche
set 12th, 2009 by Maria

meu marido, uma formiga de marca maior, tem uma queda especial por doce de leite. e uma vez no Uruguai, estamos experimentando todas as marcas e variedades. é o caso dessa overdose de doce de leite que fotografei às pressas e sob protesto: mil folhas de doce de leite, sorvete de doce de leite, cobertura de doce de leite, nozes e amêndoas pra dar uma quebradinha no sabor. quando vi o prato julguei que estaria extremamente doce e enjoativo. mas após a primeira colherada percebi que estava totalmente enganada: era perfeito! e segui saboreando bem devagarzinho junto com o espresso illy*, pelo máximo de tempo que consegui fazer durar.
quem passar por aqui ou pela Argentina, não deixe de provar essa combinação na sorveteria Freddo. há várias nas duas capitais.

(*) uma dica: se você aprecia o espresso brasileiro ou o italiano, não peça o uruguaio. tem gosto de café coado e requentado.

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