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mais do mesmo (ou bolo de pêra com nozes e azeite)
ago 10th, 2010 by Maria

bolo de pera com nozes

Passei uma semana viajando. E na volta, enquanto esperava a estrada acabar em frente ao portão de casa, meus pensamentos eram monotemáticos. Lembra va do frango ensopado que deixara congelado e que certamente seria o almoço do dia seguinte, do ravióli do almoço de dia dos pais e desejava fazer o meu próprio, da tendinha na beira da estrada com um cartaz escrito à mão “vendemos galinha caipira”, do alfajor que não agradou muito e que serviria de base  para alguma sobremesa… e pela estrada afora me aproximava de casa e da minha saudosa cozinha.

Cheguei tarde da noite, acordei direto pro almoço mas não tardei para checar se havia algo que necessitasse ser logo consumido. Encontrei três pêras na geladeira, lembrei do último post, que foi ao ar na véspera da viagem, e achei que tratava-se de uma ótima oportunidade para lembrar que boas receitas podem ser adaptadas, incrementadas, modificadas. E o bolo de maçã virou de pêra, ganhou gengibre ralado, nozes picadas e teve o óleo substituído por azeite. Não intencionalmente, mas não havia óleo em casa nem tampouco coragem na dona da casa para sair e comprar. A consistência ficou a mesma – macia e úmida, o sabor igualmente delicioso porém mais sofisticado pela delicadeza da pêra e presença das nozes, além de mais refrescante pelo toque de gengibre. E se alguém ficou curioso, o sabor do azeite não se fez presente.

E você, costuma fazer o mesmo virar outro?

Ingredientes
3 ovos
3 pêras maduras e com casca cortadas em cubinhos
20 g de nozes grosseiramente picadas
1 1/2 xícara de chá de farinha de trigo integral
1 xícara de chá de granola
1/2 xícara de chá de azeite
1 1/2 xícara de chá de açúcar mascavo
1 colher de café de canela em pó
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de bicarbonato de sódio
1 pitada de noz moscada
1 pitada de pimenta do reino moída na hora
1 colher de café de gengibre ralado

Modo de fazer Pré-aqueça o forno a 180º.
Peneire a farinha, o açúcar mascavo, a canela, o fermento e o bicarbonato em uma vasilha grande e mexa delicadamente. Adicione o azeite, os ovos, o gengibre e mexa até a massa ficar homogênea. Coloque a granola, as três pêras cortadas, as nozes picadas, uma pitada de noz moscada e outra de pimenta, ambas raladas na hora, e misture bem.
Unte a forma com maiteiga e farinha de trigo integral. Coloque a massa na forma untada e leve ao forno pré-aquecido.

Faça o teste do palito em aproximadamente 25 minutos. Se sair limpo, retire o bolo do forno e aguarde esfriar para desenformar.

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bolo de aipim

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bolo de frutas

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bolo de maçã com granola
jul 31st, 2010 by Maria

bolo de maca

Era uma tarde como qualquer outra, ensolarada ou não, fria ou não, na qual eu estava destinada a sentir fome e ser alimentada por um pratinho com uma pêra ou maçã cortada em generosos pedaços. Era uma tarde como qualquer outra exceto pela inexistente vontade de lanchar uma simples fruta. Por sorte pressenti isso pouco depois do almoço e tive tempo de me lembrar de um bolo integral de maçã que havia visto no Vamos Cozinhar. Segui a receita à risca acrescentando apenas um acabamento caramelado. Resultado? Ao invés de uma simples maçã, o lanche da tarde foi enriquecido com ovos e farinha integral e saboreado com um forte e cheiroso café.

bolo de maca fatia 02

Ingredientes
3 ovos
3 maçãs sem casca cortadas em cubinhos
1 1/2 xícara de chá de farinha de trigo integral
1 xícara de chá de granola
1/2 xícara de chá de óleo de canola ou girassol
1 1/2 xícara de chá de açúcar mascavo
1 colher de café de canela em pó
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de bicarbonato de sódio
1 pitada de noz moscada
1/2 de açúcar refinado para caramelar
uma maçã fatiada fina com casca e sem semente para decorar

Modo de fazer
Pré-aqueça o forno a 180º.
Peneire a farinha, o açúcar mascavo, a canela, o fermento e o bicarbonato em uma vasilha grande e mexa delicadamente. Adicione o óleo, os ovos e mexa até a massa ficar homogênea. Coloque a granola, as três maçãs cortadas, uma pitada de noz moscada ralada na hora e misture bem.
Coloque o açúcar refinado no fundo da forma e leve ao fogo até derreter e ganhar coloração dourada (aqui tem um passo-a-passo bem legal de como caramelizar a forma mostrado pela Dehbora do Cozinha Pequena). Retire do fogo, decore o fundo com as fatias de maçã, espere a calda firmar e unte as laterais da forma com maiteiga e farinha de trigo integral. Coloque a massa na forma caramelada e untada e leve ao forno pré-aquecido.

bolo de maca fundo da forma
Faça o teste do palito em aproximadamente 25 minutos. Se sair limpinho, retire o bolo do forno, aguarde esfriar um pouco, desenforme e torça pra sobrar um pedacinho pro dia seguinte!


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bolo de aipim

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bolo de mel

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minha primeira videoreceita (ou, do que o encantamento é capaz)
jul 21st, 2010 by Maria

Tudo começou no Twitter. No mesmo dia em que conheci o @vamoscozinhar já começamos a conversar. E da primeira conversa nasceu a primeira parceria. Pouco depois fui chamada pra conhecer a redação e topei na hora. Mas tímida que sou, à medida que a data se aproximava, eu hesitava. Por sorte, no dia marcado eles não aceitaram uma desculpa qualquer e me laçaram. Não sei precisar quanto tempo fiquei lá mas o certo é que me despedi em clima de namoro. Saí querendo voltar. E desse encantamento nasceu a urgência de fazer uma videoreceita, a minha primeira, especialmente para o Vamos Cozinhar.

Este vídeo foi produzido numa parceria com meu amado Antonio Stickel e sua Stickel Filmes, especialmente para o programa Feito em Casa, do (imperdível) portal Vamos Cozinhar.

sorvete de limão
jul 16th, 2010 by Maria

sorvete de limao 02_1

Limão é uma fruta muito versátil. Citando apenas usos no meu dia-a-dia, sem pensar muito, podemos enumerar umas 13 possibilidades: temperando peixe, porco, frango, arroz com feijão direto no prato, protagonizando um molho pro macarrão, um bolo, uma caipirinha, uma torta de limão, biscoitos ou uma clássica limonada, suíça ou não. Num molho para salada, numa calda doce, temperando o abacate batido, decorando com suas raspinhas uma série de pratos doces e salgados ou num sorvete. E quando a @PatríciaScarpin sugeriu essa receita no seu lindo Technicolor Kitchen, logo imaginei um sorvete bem cremoso, doce mas não muito, e bem azedinho… E adivinhem?! Foi exatamente assim! Arrancou suspiros servido puro ou com calda de chocolate. E a fórmula está aqui, à sua disposição. Diminuí um pouquinho o açúcar e acrescentei apenas dois elementos à receita do David Lebovitz publicada pela Patrícia: canela e conhaque.

Ingredientes (rendimento de aproximadamente 1 litro):
raspas de 2 limões grandes
½ xícara (120 ml) de açúcar refinado
½ xícara (120 ml) de suco de limão espremido na hora (aproximadamente 3 limões grandes)
1 xícara (240ml) de leite integral
1 lata de (395 g) de creme de leite
1 colher de sopa de conhaque
1 canela em pau
1 pitada de sal

Modo de fazer
Coloque no liquidificador as raspas das cascas dos dois limões, o açúcar e o suco de limão e bata até dissolver o açúcar. Acrescente o leite, o creme de leite e o conhaque e bata até se tornar homogêneo. Coloque a canela em pau nessa mistura e leve à geladeira por 1 hora. Em seguida retire a canela em pau e coloque a mistura na sorveteira seguindo as instruções do fabricante (aqui foram 30 minutos).

Pra quem não tem sorveteira, aposto que ficará uma delícia sob a forma de picolé ou chup-chup. Quem experimentar volta pra contar, combinado?!

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sorvete com bolo de frutas (ou, o errado que deu certo)
abr 26th, 2010 by Maria

Esta receita começou assim, com todos os ingredientes sendo carinhosamente fotografados para um post.

fruitcake ingredientes

Mas tem dias em que nada dá certo na cozinha. Não sei exatamente o que acontece, se é o humor, o acaso, a falta de concentração, ou apenas a lei da probabilidade fazendo a parte que lhe cabe. Ontem foi um dia assim… Resolvi fazer uma nova versão do fruitcake que tinha tudo para dar certo: nozes, passas ao vinho do Porto, pedaços de chocolate… Mas além de ficar muito denso (acho que exagerei nas castanhas), grudou na forma, e eu, impaciente que muitas vezes sou, colaborei para o seu desmoronamento na hora de desenformar. Joguei tudo num recipiente com tampa e fugi da cozinha, totalmente contrariada.

fruitcake despedacado

No entanto, aqui em casa quase nada vai pro lixo. Então no dia seguinte, mais conformada e tranquila, mirei bem aquele bolo despedaçado e dei a ele o que considero destino ideal para esses casos: um casamento arranjado com o sorvete de creme! Retirei o sorvete do congelador, esperei amolecer um pouco, esfarelei o bolo e o misturei ao sorvete. Coloquei-os de volta ao congelador e pronto. Confesso que na hora que fiz isso não achei que fosse ficar grande coisa. Mas ficou! Só senti falta de uma calda de chocolate bem incorpada e amarguinha. Mas na próxima sirvo com essa daqui:

Ingredientes
1 xícara de açúcar
½ xícara de chocolate (pode fazer um mix de cacau em pó e chocolate)
¼ xícara de leite
¼ colher de chá de sal
4 colheres de sopa de manteiga

Modo de fazer
Misture tudo e leve ao fogo mexendo sem parar. Quando ferver pare de mexer, deixe fervendo por um minuto e desligue o fogo. Caso queira a cobertura menos açucarada e mais fluida, diminua a quantidade de açúcar para ½ xícara e aumente a quantidade de chocolate para até 1 xícara. E se quiser a cobertura mais “macia”, acrescente um pouco de creme de leite à mistura. Fica uma delícia tanto com bolo quanto com sorvete!

sorvete com bolo de frutas

E você, como se vira quando o bolo dá errado?

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sorvete com bolo

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torta de bacalhau

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empadinha de banana

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bolo de frutas e castanhas (ou fruit cake)
abr 16th, 2010 by Maria

fruitcake 03

Pois é, tenho que começar este post dizendo que não salivei quando olhei o fruit cake da Ana no site Cozinha de Idéias. Achei lindo, mas não salivei. Não ligo muito pra frutas secas ou castanhas. Mas mesmo sem água na boca, logo a associei à minha sogra que tem uma alimentação exemplar e adora tudo que soa saudável. E não pensem que ela é dessas obcecadas por saúde que come isso ou aquilo só porque faz bem.; não é nada disso. Ela é dessas pessoas saudáveis por natureza, que se alimentam do que faz bem porque gostam do sabor. E ponto. Invejável, não?!

Guardei a receita e menos de um mês depois fui para a cozinha prepará-la. A primeira boa surpresa foi a facilidade de execução e a ausência de gordura. Foi só picar grosseiramente as castanhas e as frutas secas e misturá-las à farinha, ao açúcar e ao fermento enquanto os ovos batiam com a baunilha e o conhaque na batedeira. Untei a forma de bolo inglês, misturei uma coisa com a outra, e forno. Quando saiu, aguardei esfriar e desenformei.
(Nesse momento é necessário abrir um parênteses para uma informação sobre esta que vos escreve: eu não consigo preparar uma receita para presentear, sobretudo se for a primeira vez, sem fazer uma versão menor que me sirva de prova. Nunca!)
Pois então, desenformei a minha provinha e tive a segunda boa surpresa, achei o bolo uma delícia! E sabe o que é melhor?! Três dias depois, quando dei o bolo de presente, ele estava ainda mais saboroso. É ou não é o máximo uma uma receita que podemos fazer com calma e antecedência pois ela ficará melhor com os dias?!

No site Cozinha de Idéias tem um pouco sobre a história da origem desse bolo. Sugiro a leitura. E podem se preparar pois em breve teremos outras versões dele por aqui!

fruitcake 01

antes do açúcar de confeiteiro

fruitcake 04

depois do açúcar de confeiteiro

Ingredientes (para uma forma pequena de bolo inglês e uma provinha)
1 xícara de ameixas secas
1 xícara de figos secos
2 xícaras de castanhas do pará e de caju
(todos grosseiramente picados)
1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de açúcar
1/2 colher de chá de fermento em pó
2 ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha
50 ml de conhaque

Modo de fazer
Misture numa tigela as castanhas, a ameixa, o figo, a farinha, o açúcar e o fermento. Reserve. Na batedeira bata os ovos com a baunilha e o conhaque por +/- 5 minutos. Transfira esse creme para a tigela reservada e misture até envolver bem todos os ingredientes. Unte uma forma pequena de bolo inglês com manteiga e farinha de trigo, ou forre com papel manteiga, e despeje a mistura. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por mais ou menos 1 hora (ou até que um palito inserido no meio do bolo saia seco). Espere esfriar e desenforme.
A Ana dá uma dica boa para quando estamos misturando tudo: “a aparência fica estranha e você pode pensar que não vai dar certo porque não há massa suficiente para assar esse bolo. Confie, dá super certo”.
Para finalizar, eu peneirei um pouco de açúcar de confeiteiro, embalei em papel manteiga e fechei com uma fita colorida e uma flor.

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bolo de aipim

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creme de papaya (ou a primeira impressão nem sempre é a que fica)
mar 30th, 2010 by Maria

creme de papaya

Há anos, quando experimentei pela primeira vez creme de papaya, pensei “coisa mais sem graça” e não mais o notei num cardápio. Mas recentemente, decidindo qual sobremesa pediria, o creme de papaya chamou a minha atenção evocando todas as minhas mudanças de paladar no último ano e humildemente sugeriu: “experimenta de novo, vai…”. O pedido foi tão sutil e respeitoso que o aceitei de coração aberto. E não é que ele estava certo?! O danado do creme com seu suave sabor de mamão contrastado com o licor de cassis me cativou.

De lá para cá, ou seja, nas duas últimas semanas, já o comi em três restaurantes distintos e em casa. E a receita, apesar de velha conhecida de muitos, é tão simples que não posso deixar de compartilhar.

Ingredientes (para duas porções)
1 mamão papaya maduro
4 bolas pequenas de sorvete (de aproximadamente 50 g cada)
licor de cassis a gosto

Modo de fazer
Corte o mamão ao meio, retire as sementes e separe a polpa. Coloque-a num recipiente com tampa e leve ao congelador. Depois de congelada basta batê-la no liquidificador com o sorvete de creme até ficar homogêneo. Coloque em taças, regue generosamente com o licor de cassis e sirva.

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sorvete com bolo

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brownie com sorvete

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bolo de aipim com coco
fev 24th, 2010 by Maria

bolo de aipim

Bolo de aipim nunca esteve entre as comidas que povoam meu pensamento. Mas salivo toda vez que o vejo numa padaria. Curioso não tê-lo feito antes… Mas a verdade é que essa idéia só me ocorreu no dia em que a Lud me ligou dizendo “Fiz um bolo de aipim mas achei que ficou muito mole; vou levar para você provar”. Experimentei, e o que para ela pareceu meio mole, para mim apresentou-se como perfeito: meio bolo, meio pudim.
Dois dias depois fiz uma receita inteira que rendeu um bolo na forma de bolo inglês, outro na de pudim e mais dois pequeninos que assei numa marmitinha para presentear.
Já disse o que achei da receita e agora convido vocês para compartilharem a textura e convoco os que comeram para comentar.

bolo de aipim detalhe 02

Ingredientes
1 Kg de aipim
4 ovos
3 xícaras de açúcar
1 colher de chá rasa de sal
2 colheres de sopa cheias de manteiga
1 coco seco ralado
1 litro de leite

Modo de fazer
Triture o aipim no liquidificador e reserve. Bata no liquidificador os ovos com o leite, o açúcar, a manteiga e o sal. Acrescente 2/3 do aipim triturado e 2/3 do coco ralado e bata até obter uma mistura homogênea. Misture manualmente o restante do aipim e do coco. E não estranhe, a mistura fica bem líquida mesmo.
Acenda o forno em aproximadamente 230 graus.
Unte as assadeiras com manteiga e farinha, despeje nelas a mistura e leve ao forno por bastante tempo. Aqui levou cerca de uma hora e meia. Um pouco antes de retirar do forno salpique açúcar e coco ralado. Para saber a hora de retirar observe a massa: deve estar bem firme mas ainda úmida e corada na superfície. Aguarde esfriar e desenforme.

bolo de aipim detalhe 01

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pão de castanha-do-pará e passas
fev 11th, 2010 by Maria

O sabor da castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil, nunca me atraiu. Mas há um ano minha endocrinologista receitou cápsulas de selênio, um mineral com importante atuação no sistema imunológico e na destruição dos radicais livres. Resistente que sou a remédios, ainda que sejam apenas suplementos, levei para casa a prescrição e parti em busca de fontes naturais desse mineral. Desde então essa castanha faz parte do meu dia-a-dia.

Depois disso voltei algumas vezes ao seu consultório. Na primeira, informei que estava ingerindo selênio através da castanha e ela, que no fundo no fundo tem uma inclinação por métodos alternativos mas não dá o braço a torcer, me disse “Não é a mesma coisa!”. Tempos depois, no meio de uma outra consulta, ela sorridente e com ar arteiro falou “Outro dia receitei as suas castanhas para uma paciente”.

Foi então que numa ronda noturna pelos deliciosos blogs de culinária, encontrei no Mangia che te fa bene, da querida Verena, um pão de castanha-do-pará que me encheu os olhos. Logo resolvi experimentá-lo mas quando me deparei com o centeio, que eu não tinha em casa, resolvi usar outra receita básica, porém incrementada com a castanha-do-pará na massa, acompanhada de passas.

O resultado foi um pão leve, cheiroso, macio e extremamente saboroso.

pao de castanha e passas

Para os interessados, aqui está o link para uma matéria sobre a castanha-do-pará.
E para os amantes dos pães, segue a receita.

Ingredientes
2 colheres de sopa de manteiga
1/3 de xícara de chá de leite
1/4 de xícara de chá de água
15 g de fermento fresco
3 colheres de sopa de açúcar granulado
1 ovo
5 colheres de sopa de castanha-do-pará triturada (aproximadamente 90 g)
2 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo

Para enriquecer a receita
10 castanhas-do-pará picadas
1 colher de sopa açúcar granulado (para caramelar as castanhas)
8 colheres de sopa de passas ao vinho do Porto (aproximadamente 80 g; deixe de molho no vinho do Porto e depois escorra bem)

Para pincelar
1 ovo
leite
açúcar

pao de castanha e passas01

Modo de fazer
Derreta uma colher de açúcar, acrescente um pouco de água e aguarde o açúcar dissolver. Quando atingir a consistência de calda, acrescente as castanhas picadas e envolva-as com a calda. Desligue o fogo e reserve.
Na panificadora, reserve as castanhas picadas e as passas e coloque todos os outros ingredientes (úmidos primeiro, secos s seguir), escolha o ciclo caseiro com a opção assar desativada. Quando a panificadora avisar o momento de inserir os ingredientes finais, coloque as castanhas picadas e as passas escorridas.
Na mão,
reserve as castanhas picadas e as passas. Misture os demais ingredientes, primeiro os secos e em seguida os úmidos. Trabalhe a massa, deixe descansar, sove com as castanhas picadas e as passas escorridas e deixe descansar um pouco mais.
Considerei o ponto certo da massa aquele tênue limite no qual ela desgruda das mãos mas ainda gruda um pouquinho, sabe?!
Pré-aqueça o forno
a 180-200 graus.
Molde no formato desejado e coloque numa assadeira untada com óleo. Cubra com um pano de prato limpo e deixe crescer por aproximadamente 40 minutos, ou até dobrar de tamanho.
Misture o ovo
reservado (confere uma cor dourada e brilhante) com um pouco de leite (deixa a casca macia e com tom amarronzado) e pincele cuidadosamente a massa crescida. Salpique um pouco de açúcar granulado e leve ao formo por aproximadamente 20-30 minutos. Se quiser, pincele a mistura novamente um pouco antes de sair do forno. Quando assado, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.

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pão de canela

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pão doce com canela
jan 27th, 2010 by Maria

pao canela

Não sei quais caminhos me levaram até lá, mas o fato é que cheguei ao blog Agdah e me encantei com a foto que vi do pão doce com canela. Imediatamente salvei a receita e contei os dias até a primeira oportunidade para fazê-lo; afinal, casa com apenas duas pessoas não comporta um pão doce inteiro. Quando surgiu a viagem pra praia com outras quatro pessoas, logo percebi que aquela era a minha deixa. Comecei a preparar a receita algumas horas antes de pegarmos a estrada e naquele dia mesmo comemos um pão levinho, pouco doce e com um toque delicioso de canela. Tanto gostei que compartilho aqui com vocês essa receita que, na minha opinião, foi um achado (já rendeu inclusive algumas variações que ainda esta semana postarei para vocês!).

Ingredientes (um pouquinho diferentes da receita original)
2 colheres de sopa de manteiga
1/3 de xícara de chá de leite
1/4 de xícara de chá de água
15 g de fermento fresco
2 colheres de sopa de açúcar granulado
1 ovo
2 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal

Para o recheio
açúcar granulado a gosto (usei aproximadamente duas colheres de sopa)
canela em pó a gosto
(usei aproximadamente três colheres de sopa)
óleo e manteiga para untar

Para pincelar
um pouco de ovo (pode roubar um pouquinho do que vai na massa, se quiser)
leite
açúcar

Modo de fazer
Na panificadora, coloque todos os ingredientes (úmidos primeiro, secos s seguir), escolha o ciclo caseiro com a opção assar desativada. Depois que bater, descansar, bater, descansar, siga para o passo rechear.
Na mão, misture primeiro os ingredientes secos e em seguida os úmidos. Trabalhe a massa, deixe descansar, sove, deixe descansar um pouco mais e siga para o passo rechear.
Considerei o ponto certo da massa aquele tênue limite no qual ela desgruda das mãos mas ainda gruda um pouquinho, sabe?!
Acenda o forno a 180-200 graus e deixe pré-aquecendo.
Para rechear, unte uma superfície com óleo e abra a massa com um rolo untado formando um retângulo. Pincele com manteiga e polvilhe a canela e o açúcar. Enrole bem apertadinho como um rocambole e coloque numa assadeira untada com óleo (usei uma forma de bolo inglês). Cubra com um pano de prato limpo e deixe crescer por aproximadamente 40 minutos, ou até dobrar de tamanho.
Misture aquele pouquinho de ovo
reservado (confere uma cor dourada e brilhante) com um pouco de leite (deixa a casca macia e com tom amarronzado) e pincele cuidadosamente a massa crescida. Leve ao formo por aproximadamente 30 minutos. Um pouco antes de retirar o pão eu pincelei o que sobrou da mistura de leite e ovo acrescida de açúcar granulado. Quando assado, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.


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rabanadas assadas

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brownie de chocolate com roupa de festa
jan 15th, 2010 by Maria

brownie Maria03

Demorei para experimentar a primeira receita de brownie; mas agora que descobri o quão simples é, não páro mais! Em menos de um mês já testei três diferetes!!

Depois que fiz o primeiro, encontrei uma foto no blog da Simone, o Chocolatria, que me encheu a boca de água. O brownie estampado lá era tão cremoso que chegava a ser suculento. Salvei a receita e poucas semanas depois levei-a para a cozinha. Foi aprovadíssima! A diferença entre as duas é que a primeira receita é de um bolo cremoso; já a da Simone é quase de um creme em formato de bolo. E ambas são deliciosas e fizeram sucesso por onde passaram!

Mas aí, inquieta que sou na cozinha, aproveitei essas duas inspirações para criar uma terceira receita. E sobre ela direi apenas uma palavra: experimentem!

brownie Maria01 brownie Maria02

Ingredientes
150 g de manteiga sem sal

360 g de chocolate meio amargo em pedaços

180 g de chocolate ao leite em pedaços
6 ovos médios
100 g de açúcar refinado

100 g de açúcar mascavo
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de baunilha
225 g de farinha de trigo
100 g de nozes picadas
canela e gengibre em pó

Modo de Fazer
Pré-aqueça o forno a 200 graus.
Unte com manteiga e farinha as laterais de uma forma de fundo removível e forre o fundo com papel manteiga.
Coloque a manteiga e o chocolate em pedaços numa tigela e leve ao microondas por cerca de 3 minutos, na potência média, ou até que estejam derretidos. Misture bem e reserve.
Em uma outra tigela, bata os ovos e os dois açúcares até ficar cremoso. Adicione o sal, a mistura do chocolate e a baunilha e misture um pouco mais. Adicione a farinha, o gengibre e a canela e incorpore-os bem à massa. Por último coloque os pedacinhos de nozes.
Despeje a mistura na forma preparad
a e leve para assar por 30-35 minutos, até firmar. Faça o teste do palito e fique atento pois para o brownie ficar molhadinho o palito deverá sair bem úmido.
Retire do forno, coloque a forma sobre uma grade e deixe esfriar totalmente.
Com o auxílio de uma peneira, salpique açúcar de confeiteiro, desenforme, coloque sobre uma travessa ou prato e decore com cereja e lascas de chocolate (ou como sua criatividade decidir!!).

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brownie de chocolate (ou o agradecimento)
dez 23rd, 2009 by Maria

brownie

Esta bem poderia ser uma história natalina já que se trata de um brownie para presente em pleno dezembro. Mas não é. Esta é a história de um querido escritor, o mais fantasioso e criativo que já existiu na face da terra (isso é um elogio!).

Certa vez um irmão de vida desse escritor veio para São Paulo acompanhar a filha que fazia vestibular. Enquanto ela fazia as provas, eles colocavam a conversa e os passeios em dia. Mas todas as manhãs, antes dela adentrar pelos portões da avaliação, ele olhava no fundo de seus olhos e dizia “Você vai passar, eu tenho certeza!”. E ele realmente acreditava no que dizia. Mais do que isso, ele antevia o brilhante futuro dela.

Depois da última prova ela lhe disse: “Se eu passar faço-lhe um bolo de chocolate de presente!”.

Ela passou na USP e cursou cinco anos de ensino superior. Quando o destino queria eles se encontravam e ele gentilmente cobrava “Estou esperando meu bolo de chocolate…” e ela, bem intecionada e amorosa, novamente se programava para tal mas o tempo lhe escapava pelas mãos. Sempre. Depois de formada, a cada quilômetro que andava ela se esquecia um pouco mais dessa história. Morou na Argentina, voltou pra São Paulo, percorreu a América Central, chegou à America do Norte, atravessou o oceano e desembarcou em Paris…

Nesse mesmo dia ela desembarcava lá e eu prestigiava esse escritor aqui, no lançamento do seu mais novo livro. Foi então que eu soube dessa história toda e percebi que eu poderia ser o elo que faltava para concretizar esse agradecimento.

E enquanto escrevo este post o brownie assa cheiroso, logo ali na minha cozinha. E muito em breve estará nas mãos de quem por direito o pertence.

Irmã, é um prazer ser a produtora da família! E apesar de estar de férias também dessa função, resolvi abrir uma exceção já que a causa é das mais nobres.

Arrabal, você é muito querido! E para mim é uma honra poder proporcionar o agradecimento da Lica através da minha cozinha.

brownie presente

Ingredientes
200 gramas de chocolate em barra
100 gramas de manteiga
250 gramas de açúcar
3 colheres de sopa de chocolate em pó
3 ovos
150 gramas de farinha de trigo
temperos a gosto (eu usei noz moscada, canela, cravo e gengibre em pó e um toque de pimenta-do-reino moída na hora)
frutas secas e castanhas a gosto (eu usei castanha do brasil, nozes pecan e passas)

Modo de fazer
Derreta o chocolate e a manteiga no microondas ou em banho maria. Misture até alcançar uma consistência homogenea. Acrescente o açúcar e o chocolate em pó, incorpore bem à massa e junte os os ovos, um de casa vez. Tudo bem misturado, peneire a farinha e os temperos e mexa. Por último acrescente as castanhas e frutas secas, coloque tudo num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha e leve ao forno médio pré-aquecido.
Aqui em casa levou 35 minutos, mas sugiro o teste do palitinho antes dos 30 minutos; ele deve sair limpo mas úmido. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade. Corte depois de frio.

Dicas: esta receita dá pra bater inteira na mão; leva uns 15 minutinhos, no máximo.
Para quem gosta de sabores mais fortes, sugiro usar chocolate meio amargo e cacau em pó ao invés do chocolate em pó.
Para presentear sugiro embalar em papel manteiga e finalizar com um belo laço de fita. Para porções menores, coloquei o embrulho em papel manteiga dentro de sacolinhas de tule fechadas com fitinhas de veludo.

Esta receita foi inspirada nesta daqui, do Mixirica.

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dez 21st, 2009 by Maria

biscoitos de fecula elipse

Há alguns meses escrevi uma crônica na qual falava sobre os sabores de infância que não voltam mais. Mas hoje, fazendo estes biscoitos, percebi que tenho algumas histórias felizes de resgate desses sabores. Esta é uma delas.

Quando eu era criança, com frequência passava o Natal na casa da minha bisavó, em Itajubá, sul de Minas. Era uma casa deliciosa, dessas enormes, com piso de madeira, piano e um jardim que abrigava diversas árvores frutíferas. A minha preferida era a jabuticabeira e a memória mais nítida que tenho de lá é de um almoço numa mesa que ficava bem embaixo dela: toda a família reunida e o cão da minha bisavó, naquele tempo tão velhinho quanto ela, mancando, meio banguelo, meio cego e meio surdo (pra uma criança essa cena era bem curiosa e engraçada). Já os sabores desse almoço, nenhum ficou marcado em minha memória. O único gosto daquela casa que ainda hoje está na minha boca é de um biscoito redondo que minha bisavó guardava numa lata. O tempo passou, minha bisavó faleceu e o gosto ficou. E me parece que só a mim marcou porque quando mais tarde busquei saber a matéria-prima perguntando aos adultos daquela época, ninguém lembrava do tal biscoito.

Até que um dia, na casa da minha querida tia Marina (tia de vida, não de sangue), ela me ofereceu uns biscoitinhos em formato de bolinha. Na primeira mordida fui transportada para aquele casarão com mãos de menina abrindo a lata… eram eles! Com certeza eram eles! E foi aí que descobri que eram biscoitos de fécula. Naquele dia voltei pra casa com uma folhinha de caderno na qual escrevi a receita. Acho que foi uma das primeiras que fiz na vida…

E é com muito prazer que apresento para vocês, com todo o sabor e com toda a história, os biscoitos de fécula da vovó Zezé e da tia Marina.

Ingredientes
200 gramas de fécula de batata
200 gramas de farinha de trigo
100 gramas de açúcar
200 gramas de manteiga (eu uso com sal)

Modo de fazer
Misture todos os ingredientes até obter uma massa homogênea. Abra a massa numa superfície lisa salpicada com farinha, molde com cortadores próprios (ou faça rolinhos e corte em rodelas) e transfira delicadamente com uma espátula para uma assadeira. Asse em forno médio pré-aquecido e fique atenta ao ponto. Assim que estiver firme ao toque, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade (ou não). Passe no açúcar e guarde em recipiente hermético.
Os da foto eu não passei no açúcar e confeitei com chocolate puro ou com corante. Já aviso que foi intuitivo e que não sei qual o melhor processo. Derreti em banho-maria o chocolate e mergulhei as estrelinhas, finalizando algumas com finas lascas de nozes. As árvores foram feitas com o mesmo chocolate derretido misturado a corantes e aplicados com bico de confeiteiro. Levei à geladeira por 15 minutos, retirei e quando estavam em temperatura ambiente guardei em em potinhos herméticos.

Dica: lembre-se de colocar biscoitos de tamanho e espessura similares numa mesma fornada. Do contrário alguns ficarão prontos antes de outros.
Pode-se passar no açúcar com canela que também fica gostoso.

Já experimentei acrescentar nozes picada e coco ralado à massa mas, para o meu gosto, nenhuma combinação ficou melhor que a receita original.

Para o banho-maria proceda assim: pique o chocolate e coloque num refratário. Numa panela aqueça água sem deixar ferver. Desligue o fogo e encaixe o refratário com o chocolate. Mexa até que o chocolate esteja totalmente derretido. Transfira o chocolate para outro refratário seco apoiado numa vasilha com água em temperatura ambiente. Mexa o chocolate até atingir uma temperatura que ao toque dê a sensação de frio. E está pronto para usar!

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musse de chocolate

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brigadeiros especiais

sorvete de abacate
dez 16th, 2009 by Maria

sorvete de abacate

Sabe aquele dia que você está com muita vontade de comer um doce mas nada disposta se comprometer com sua consciência? Pois então, hoje foi esse dia para mim. Comi sobremesa no almoço e no meio da tarde lá estava eu, cheia de vontade de comer algum docinho de novo. Minha preocupação não era tanto com a ingestão calórica mas sim com a qualidade do que eu iria ingerir. Rumei para a cozinha e decidi usar aquele pequeno abacate que eu já havia comprado com más intenções. Cinco minutinhos misturando e provando as quantidades, trinta no computador enquanto a sorveteira trabalhava e o sorvete já estava prontinho: pro paladar um gelado de textura cremosa e sabor aveludado, levemente cítrico; para a consciência, a tranquilidade de ter ingerido pouco mais que uma fruta.

Ingredientes (serve duas porções)
1 abacate pequeno
100 ml de leite integral
2 colheres de sopa de creme de leite
4 colheres de sopa de açúcar
suco de 1/2 limão
raspas da casca do 1/2 limão

Modo de fazer
Bata todos os ingredientes no liquidificador, exceto as raspas da casca do limão. Misture-a depois manualmente. Coloque tudo na sorveteira e deixe-a misturando por 30 minutos. E só!

compota da Dedéia
dez 6th, 2009 by Maria

compota Andreia

Esta receita chegou com um elogio ao blog que muito me envaideceu. Afinal, não é todo dia que uma sensível escritora elogia o texto de um blog; sobretudo de um blog cuja autora nada tem de escritora. Vaidade compartilhada, vamos ao que interessa, à Andréia e à compota.

Andréia geriu o sonho de muitas mulheres: um casal de gêmeos. E como boas crianças que começam a experimentar a vida e seus sabores, os gêmeos de alguma maneira intuíram que existe muito mais além do que lhes é apresentado no dia-a-dia. Então, de tempos em tempos, eles simplesmente mudam de predileção. E foi numa dessas que a Andréia precisou aproveitar as pêras e as maçãs rejeitadas; mas, como uma clássica mãe de gêmeos, não tinha tempo para pesquisar receitas. Seu improviso resultou nesta receita que hoje faz sucesso em sua casa e por onde passa.

Hoje eu a reproduzi aqui, com dois pequenos acréscimos, e adorei o resultado! Nas palavras dela, “um doce saboroso, leve, natural, saudável e bonito”. O meu não ficou tão bonito porque sem querer deixei cozinhar um pouquinho mais que o recomendado. Mas o sabor ficou delicioso!

Ingredientes
maçãs
pêras
1 copo americano de açúcar cristal
2 copos americanos de água
canela em pau
cravo
3 colheres de sopa de passas ao rum* (por minha conta)
um pedacinho de noz moscada (por minha conta também)

Modo de fazer escrito pela própria Andréia
Põe-se um copo (americano) de açúcar cristal na panela de pressão. Se quiser uma compota mais “leve”, deixe apenas derreter, mantendo a calda clara. Caso prefira uma compota mais densa e mais doce, espere que escureça um pouco mais, jamais deixando queimar, para não amargar a compota. Quando a calda estiver no ponto desejado, despeje os pedaços de maçã e pêra já lavadas, sem descascar. As sementes podem ser utilizadas – ficam levemente crocantes e dão um especial sabor amendoado ao doce. Quanto maiores forem os pedaços de frutas, melhor. Se houver um meio de retirar apenas o miolo, deixando a casca íntegra, fica mais bonito. Eu mesma gosto de usar a fruta toda, sem retirar nada. É prático e dá um toque de rusticidade ao ato. Nesse caso escolha as menores maçãs e as pêras menores e menos maduras. Costumo usar pêta PT e maçã Gala – é como as chamamos aqui no ES. Enfim, quando a calda estiver no ponto desejado, despeja-se também a água (dois copos americanos) junto com a fruta. Põem-se pedaços de canela e cravos-da-índia, a depender do paladar de cada um. Fecha-se a panela e deixa-se cozinhar por quinze minutos depois de iniciada a fervura na pressão. Depois, é só deixar esfriar e colocar num vidro grande.

(*) Na casa da minha mãe sempre tem passas ao rum para incrementar o recheio de um bolo tradicional em nossa família. Basta colocar as passas de molho no rum por pelo menos 24 horas. Podem ser conservadas na geladeira em um vidro tampado por até seis meses.

marmitinha (ou como prolongar o gostinho da comemoração)
nov 27th, 2009 by Maria

marmitinha floral

Tenho uma amiga super talentosa. Por puro prazer começou a organizar a decoração de festas e desenvolver lembrancinhas para os eventos das amigas.
Pois então, faço aniversário em novembro e semanas antes ela me ligou perguntando “o que faremos de lembrancinha?”. Como eu ainda não sabia como iria comemorar, acabei nem pensando nisso. Mas na última hora, quando decidi sair para jantar com alguns amigos, retornei sua ligação devolvendo a pergunta. No mesmo dia conceituamos e compramos a embalagem, as forminhas e o tecido. Nessa noite minha mãe fez e enrolou docinhos de nozes, brigadeiro, brigadeiro branco e coco. No dia seguinte meus amigos saíram do jantar com essa marmitinha. E nós duas ficamos lá, felizes da vida com a rápida e bem sucedida execução.
Acho que numa hora dessas, sem que ela perceba, essa aptidão vai se tornar uma boa fonte de renda. Porque de satisfação já é. Enquanto isso, fico aqui na torcida para que esse dia chegue logo e para que, quando chegar, ela me proponha sociedade. Viu, amiga querida??!

rabanadas (ou aquecendo para o Natal)
nov 18th, 2009 by Maria

rabanadas

Amo rabanada. Minha vó Lucy sempre faz no Natal mas acho uma crueldade comê-las apenas uma vez ao ano.
Ontem, ao passar numa padaria no final do dia, encontrei as danadinhas figurando na mesa do buffet. Sentei com uma delas e um cappuccino e enquanto me deliciava com essa dupla decidi aprender a fazer em casa. Saí dali com o pão comprado e a decisão de começar pela versão mais saudável e difícil, a assada.
Já estava meio tarde para ligar pra minha vó, então recorri à internet. Mas para minha surpresa só achei pequenas variações da mesma receita. Tomei as medidas como base mas alterei algumas coisas no modo de fazer. E como não sei a quem pertence a primeira versão, posto aqui sem créditos, apenas com as quantidades e a maneira como fiz.

Ingredientes
uma baguete (existe um pão específico mas aqui só fabricam em dezembro)
02 ovos
uma lata de leite condensado
a mesma medida de leite
açúcar e canela

Modo de fazer
Unte uma assadeira com manteiga. Corte a baguete em fatias de aproximadamente 2 cm e reserve. Bata no liquidificador o leite condensado, o leite e os ovos. Passe as fatias nessa mistura deixando o pão absorver a umidade. Coloque as fatias na assadeira e leve ao forno médio pré-aquecido.
À medida que o pão for ressecando regue-o com a mistura. Quando dourar, vire para que doure do outro lado. Retire do forno, passe pelo açúcar com canela e pronto! Sirva as rabanadas quentinhas com sorvete de creme ou sozinhas a qualquer hora.

Dicas: no meu forno demorou bastante para assar e para não ressecar, depois que a mistura acabou, reguei com leite sempre que me pareceu necessário.

sem culpa: sorvete de iogurte e amoras
nov 10th, 2009 by Maria

sorvete de iogurte

Hoje fez mais um dia quente em São Paulo. Voltava para casa caminhando após o almoço e pela minha cabeça passavam desejos como coca-cola bem gelada e picolé de brigadeiro. Confesso que olhei pra dentro de alguns barzinhos e padarias e quase caí em tentação em plena terça-feira. Mas respirei fundo e lembrei do Quitanda, mais por imaginar um ambiente fresquinho do que pela necessidade de comprar qualquer coisa. Mas o fato é que entrei, comprei peixe para o jantar, frutas para o café-da-manhã, um potinho de iogurte natural e rumei aliviada para casa.

Na hora do lanche misturei o iogurte com leite, um pouco de açúcar e amoras que tinha no congelador. Coloquei tudo na sorveteira e alimentei o corpo e a alma.

Para quem não tem sorveteira, acredito que basta misturar os ingredientes no liquidificador e levar para o congelador. Já comi num restaurante um sorvete de iogurte que era servido num formato quadrado, com uns dez centímetros de superfície e uns três de altura.

Para quem está habituado a tomar sucos sem açúcar, sugiro testar esta receita só com a fruta, o leite e o iogurte.

Ingredientes
1 copo de iogurte natural
1/2 copo de leite
3 colheres rasas de açúcar
+/- 180 gramas de amora congelada

o dia em que o bolo virou sorvete (ou nada se perde, tudo se transforma)
nov 3rd, 2009 by Maria

sorvete com bolo

Hoje não deveria ser dia de sobremesa. Mas com o calor que fez aqui em São Paulo, não deu pra não lembrar do restinho de sorvete de creme até então esquecido no congelador. Além dele, havia também um pedaço de bolo de chocolate que por descuido não levamos para viajar no final de semana. Mas o que era para ser apenas um bolo com sorvete logo derreteu e se transformou num sorvete com pedaço de bolo. Gostei tanto da pequena grande mudança que retirei o restante do sorvete do congelador, aguardei amolecer um pouco, misturei o que ainda havia de bolo e coloquei novamente para gelar.

E agora que está pronto, sirvo aqui para vocês este sorvete inventado acompanhado de uma calda de chocolate quentinha. Gostaram? A receita dela está neste post aqui.

sem tempo, com qualidade
out 24th, 2009 by Maria

petit gateau

Era dia de adaptar a festinha de aniversário: marcada para o café-da-manhã ela foi transferida para às 18h30. Na última hora. Era também dia de trabalho e portanto eu tinha pouco tempo para resolver isso. Meu maior problema era o bolo; eu havia feito um de fubá, perfeito para de manhã. Mas no início da noite o parabéns pedia algo mais imponente. E foi aí que lembrei que a sobremesa predileta da aniversariante era petit gateau. Não dava tempo de preparar em casa então me conformei em comprar pronto. E fui surpreendida pelo danado! É uma delícia! Servi com sorvete de creme e uma calda de chocolate que fiz na hora. Coloquei uma velinha no prato da aniversariante, apaguei as luzes e cantamos o parabéns. Foi o desfecho perfeito para um lanche preparado em pouco tempo mas com muito carinho.

Segue a receita da calda, publicada anteriormente como opção para servir com bolo de mel.

cobertura de chocolate
1 xícara de açúcar
½ xícara de chocolate (pode fazer um mix de cacau em pó, chocolate e toddy)
¼ xícara de leite
¼ colher de chá de sal
4 colheres de sopa de manteiga

misture tudo, leve ao fogo mexendo sem parar. quando ferver pare de mexer e deixe fervendo por um minuto.
caso queira a cobertura menos açucarada e mais fluida, diminua a quantidade de açúcar para ½ xícara e aumente a quantidade de chocolate para até 1 xícara.
caso queira a cobertura mais macia, acrescente um pouco de creme de leite à mistura.

a foto foi retirada do site do fabricante

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