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bolo de aipim com coco
fev 24th, 2010 by Maria

bolo de aipim

Bolo de aipim nunca esteve entre as comidas que povoam meu pensamento. Mas salivo toda vez que o vejo numa padaria. Curioso não tê-lo feito antes… Mas a verdade é que essa idéia só me ocorreu no dia em que a Lud me ligou dizendo “Fiz um bolo de aipim mas achei que ficou muito mole; vou levar para você provar”. Experimentei, e o que para ela pareceu meio mole, para mim apresentou-se como perfeito: meio bolo, meio pudim.
Dois dias depois fiz uma receita inteira que rendeu um bolo na forma de bolo inglês, outro na de pudim e mais dois pequeninos que assei numa marmitinha para presentear.
Já disse o que achei da receita e agora convido vocês para compartilharem a textura e convoco os que comeram para comentar.

bolo de aipim detalhe 02

Ingredientes
1 Kg de aipim
4 ovos
3 xícaras de açúcar
1 colher de chá rasa de sal
2 colheres de sopa cheias de manteiga
1 coco seco ralado
1 litro de leite

Modo de fazer
Triture o aipim no liquidificador e reserve. Bata no liquidificador os ovos com o leite, o açúcar, a manteiga e o sal. Acrescente 2/3 do aipim triturado e 2/3 do coco ralado e bata até obter uma mistura homogênea. Misture manualmente o restante do aipim e do coco. E não estranhe, a mistura fica bem líquida mesmo.
Acenda o forno em aproximadamente 230 graus.
Unte as assadeiras com manteiga e farinha, despeje nelas a mistura e leve ao forno por bastante tempo. Aqui levou cerca de uma hora e meia. Um pouco antes de retirar do forno salpique açúcar e coco ralado. Para saber a hora de retirar observe a massa: deve estar bem firme mas ainda úmida e corada na superfície. Aguarde esfriar e desenforme.

bolo de aipim detalhe 01

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pão de castanha-do-pará e passas
fev 11th, 2010 by Maria

O sabor da castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil, nunca me atraiu. Mas há um ano minha endocrinologista receitou cápsulas de selênio, um mineral com importante atuação no sistema imunológico e na destruição dos radicais livres. Resistente que sou a remédios, ainda que sejam apenas suplementos, levei para casa a prescrição e parti em busca de fontes naturais desse mineral. Desde então essa castanha faz parte do meu dia-a-dia.

Depois disso voltei algumas vezes ao seu consultório. Na primeira, informei que estava ingerindo selênio através da castanha e ela, que no fundo no fundo tem uma inclinação por métodos alternativos mas não dá o braço a torcer, me disse “Não é a mesma coisa!”. Tempos depois, no meio de uma outra consulta, ela sorridente e com ar arteiro falou “Outro dia receitei as suas castanhas para uma paciente”.

Foi então que numa ronda noturna pelos deliciosos blogs de culinária, encontrei no Mangia che te fa bene, da querida Verena, um pão de castanha-do-pará que me encheu os olhos. Logo resolvi experimentá-lo mas quando me deparei com o centeio, que eu não tinha em casa, resolvi usar outra receita básica, porém incrementada com a castanha-do-pará na massa, acompanhada de passas.

O resultado foi um pão leve, cheiroso, macio e extremamente saboroso.

pao de castanha e passas

Para os interessados, aqui está o link para uma matéria sobre a castanha-do-pará.
E para os amantes dos pães, segue a receita.

Ingredientes
2 colheres de sopa de manteiga
1/3 de xícara de chá de leite
1/4 de xícara de chá de água
15 g de fermento fresco
3 colheres de sopa de açúcar granulado
1 ovo
5 colheres de sopa de castanha-do-pará triturada (aproximadamente 90 g)
2 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo

Para enriquecer a receita
10 castanhas-do-pará picadas
1 colher de sopa açúcar granulado (para caramelar as castanhas)
8 colheres de sopa de passas ao vinho do Porto (aproximadamente 80 g; deixe de molho no vinho do Porto e depois escorra bem)

Para pincelar
1 ovo
leite
açúcar

pao de castanha e passas01

Modo de fazer
Derreta uma colher de açúcar, acrescente um pouco de água e aguarde o açúcar dissolver. Quando atingir a consistência de calda, acrescente as castanhas picadas e envolva-as com a calda. Desligue o fogo e reserve.
Na panificadora, reserve as castanhas picadas e as passas e coloque todos os outros ingredientes (úmidos primeiro, secos s seguir), escolha o ciclo caseiro com a opção assar desativada. Quando a panificadora avisar o momento de inserir os ingredientes finais, coloque as castanhas picadas e as passas escorridas.
Na mão,
reserve as castanhas picadas e as passas. Misture os demais ingredientes, primeiro os secos e em seguida os úmidos. Trabalhe a massa, deixe descansar, sove com as castanhas picadas e as passas escorridas e deixe descansar um pouco mais.
Considerei o ponto certo da massa aquele tênue limite no qual ela desgruda das mãos mas ainda gruda um pouquinho, sabe?!
Pré-aqueça o forno
a 180-200 graus.
Molde no formato desejado e coloque numa assadeira untada com óleo. Cubra com um pano de prato limpo e deixe crescer por aproximadamente 40 minutos, ou até dobrar de tamanho.
Misture o ovo
reservado (confere uma cor dourada e brilhante) com um pouco de leite (deixa a casca macia e com tom amarronzado) e pincele cuidadosamente a massa crescida. Salpique um pouco de açúcar granulado e leve ao formo por aproximadamente 20-30 minutos. Se quiser, pincele a mistura novamente um pouco antes de sair do forno. Quando assado, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.

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pão doce com canela
jan 27th, 2010 by Maria

pao canela

Não sei quais caminhos me levaram até lá, mas o fato é que cheguei ao blog Agdah e me encantei com a foto que vi do pão doce com canela. Imediatamente salvei a receita e contei os dias até a primeira oportunidade para fazê-lo; afinal, casa com apenas duas pessoas não comporta um pão doce inteiro. Quando surgiu a viagem pra praia com outras quatro pessoas, logo percebi que aquela era a minha deixa. Comecei a preparar a receita algumas horas antes de pegarmos a estrada e naquele dia mesmo comemos um pão levinho, pouco doce e com um toque delicioso de canela. Tanto gostei que compartilho aqui com vocês essa receita que, na minha opinião, foi um achado (já rendeu inclusive algumas variações que ainda esta semana postarei para vocês!).

Ingredientes (um pouquinho diferentes da receita original)
2 colheres de sopa de manteiga
1/3 de xícara de chá de leite
1/4 de xícara de chá de água
15 g de fermento fresco
2 colheres de sopa de açúcar granulado
1 ovo
2 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal

Para o recheio
açúcar granulado a gosto (usei aproximadamente duas colheres de sopa)
canela em pó a gosto
(usei aproximadamente três colheres de sopa)
óleo e manteiga para untar

Para pincelar
um pouco de ovo (pode roubar um pouquinho do que vai na massa, se quiser)
leite
açúcar

Modo de fazer
Na panificadora, coloque todos os ingredientes (úmidos primeiro, secos s seguir), escolha o ciclo caseiro com a opção assar desativada. Depois que bater, descansar, bater, descansar, siga para o passo rechear.
Na mão, misture primeiro os ingredientes secos e em seguida os úmidos. Trabalhe a massa, deixe descansar, sove, deixe descansar um pouco mais e siga para o passo rechear.
Considerei o ponto certo da massa aquele tênue limite no qual ela desgruda das mãos mas ainda gruda um pouquinho, sabe?!
Acenda o forno a 180-200 graus e deixe pré-aquecendo.
Para rechear, unte uma superfície com óleo e abra a massa com um rolo untado formando um retângulo. Pincele com manteiga e polvilhe a canela e o açúcar. Enrole bem apertadinho como um rocambole e coloque numa assadeira untada com óleo (usei uma forma de bolo inglês). Cubra com um pano de prato limpo e deixe crescer por aproximadamente 40 minutos, ou até dobrar de tamanho.
Misture aquele pouquinho de ovo
reservado (confere uma cor dourada e brilhante) com um pouco de leite (deixa a casca macia e com tom amarronzado) e pincele cuidadosamente a massa crescida. Leve ao formo por aproximadamente 30 minutos. Um pouco antes de retirar o pão eu pincelei o que sobrou da mistura de leite e ovo acrescida de açúcar granulado. Quando assado, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.


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brownie de chocolate com roupa de festa
jan 15th, 2010 by Maria

brownie Maria03

Demorei para experimentar a primeira receita de brownie; mas agora que descobri o quão simples é, não páro mais! Em menos de um mês já testei três diferetes!!

Depois que fiz o primeiro, encontrei uma foto no blog da Simone, o Chocolatria, que me encheu a boca de água. O brownie estampado lá era tão cremoso que chegava a ser suculento. Salvei a receita e poucas semanas depois levei-a para a cozinha. Foi aprovadíssima! A diferença entre as duas é que a primeira receita é de um bolo cremoso; já a da Simone é quase de um creme em formato de bolo. E ambas são deliciosas e fizeram sucesso por onde passaram!

Mas aí, inquieta que sou na cozinha, aproveitei essas duas inspirações para criar uma terceira receita. E sobre ela direi apenas uma palavra: experimentem!

brownie Maria01 brownie Maria02

Ingredientes
150 g de manteiga sem sal

360 g de chocolate meio amargo em pedaços

180 g de chocolate ao leite em pedaços
6 ovos médios
100 g de açúcar refinado

100 g de açúcar mascavo
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de baunilha
225 g de farinha de trigo
100 g de nozes picadas
canela e gengibre em pó

Modo de Fazer
Pré-aqueça o forno a 200 graus.
Unte com manteiga e farinha as laterais de uma forma de fundo removível e forre o fundo com papel manteiga.
Coloque a manteiga e o chocolate em pedaços numa tigela e leve ao microondas por cerca de 3 minutos, na potência média, ou até que estejam derretidos. Misture bem e reserve.
Em uma outra tigela, bata os ovos e os dois açúcares até ficar cremoso. Adicione o sal, a mistura do chocolate e a baunilha e misture um pouco mais. Adicione a farinha, o gengibre e a canela e incorpore-os bem à massa. Por último coloque os pedacinhos de nozes.
Despeje a mistura na forma preparad
a e leve para assar por 30-35 minutos, até firmar. Faça o teste do palito e fique atento pois para o brownie ficar molhadinho o palito deverá sair bem úmido.
Retire do forno, coloque a forma sobre uma grade e deixe esfriar totalmente.
Com o auxílio de uma peneira, salpique açúcar de confeiteiro, desenforme, coloque sobre uma travessa ou prato e decore com cereja e lascas de chocolate (ou como sua criatividade decidir!!).

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brownie de chocolate (ou o agradecimento)
dez 23rd, 2009 by Maria

brownie

Esta bem poderia ser uma história natalina já que se trata de um brownie para presente em pleno dezembro. Mas não é. Esta é a história de um querido escritor, o mais fantasioso e criativo que já existiu na face da terra (isso é um elogio!).

Certa vez um irmão de vida desse escritor veio para São Paulo acompanhar a filha que fazia vestibular. Enquanto ela fazia as provas, eles colocavam a conversa e os passeios em dia. Mas todas as manhãs, antes dela adentrar pelos portões da avaliação, ele olhava no fundo de seus olhos e dizia “Você vai passar, eu tenho certeza!”. E ele realmente acreditava no que dizia. Mais do que isso, ele antevia o brilhante futuro dela.

Depois da última prova ela lhe disse: “Se eu passar faço-lhe um bolo de chocolate de presente!”.

Ela passou na USP e cursou cinco anos de ensino superior. Quando o destino queria eles se encontravam e ele gentilmente cobrava “Estou esperando meu bolo de chocolate…” e ela, bem intecionada e amorosa, novamente se programava para tal mas o tempo lhe escapava pelas mãos. Sempre. Depois de formada, a cada quilômetro que andava ela se esquecia um pouco mais dessa história. Morou na Argentina, voltou pra São Paulo, percorreu a América Central, chegou à America do Norte, atravessou o oceano e desembarcou em Paris…

Nesse mesmo dia ela desembarcava lá e eu prestigiava esse escritor aqui, no lançamento do seu mais novo livro. Foi então que eu soube dessa história toda e percebi que eu poderia ser o elo que faltava para concretizar esse agradecimento.

E enquanto escrevo este post o brownie assa cheiroso, logo ali na minha cozinha. E muito em breve estará nas mãos de quem por direito o pertence.

Irmã, é um prazer ser a produtora da família! E apesar de estar de férias também dessa função, resolvi abrir uma exceção já que a causa é das mais nobres.

Arrabal, você é muito querido! E para mim é uma honra poder proporcionar o agradecimento da Lica através da minha cozinha.

brownie presente

Ingredientes
200 gramas de chocolate em barra
100 gramas de manteiga
250 gramas de açúcar
3 colheres de sopa de chocolate em pó
3 ovos
150 gramas de farinha de trigo
temperos a gosto (eu usei noz moscada, canela, cravo e gengibre em pó e um toque de pimenta-do-reino moída na hora)
frutas secas e castanhas a gosto (eu usei castanha do brasil, nozes pecan e passas)

Modo de fazer
Derreta o chocolate e a manteiga no microondas ou em banho maria. Misture até alcançar uma consistência homogenea. Acrescente o açúcar e o chocolate em pó, incorpore bem à massa e junte os os ovos, um de casa vez. Tudo bem misturado, peneire a farinha e os temperos e mexa. Por último acrescente as castanhas e frutas secas, coloque tudo num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha e leve ao forno médio pré-aquecido.
Aqui em casa levou 35 minutos, mas sugiro o teste do palitinho antes dos 30 minutos; ele deve sair limpo mas úmido. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade. Corte depois de frio.

Dicas: esta receita dá pra bater inteira na mão; leva uns 15 minutinhos, no máximo.
Para quem gosta de sabores mais fortes, sugiro usar chocolate meio amargo e cacau em pó ao invés do chocolate em pó.
Para presentear sugiro embalar em papel manteiga e finalizar com um belo laço de fita. Para porções menores, coloquei o embrulho em papel manteiga dentro de sacolinhas de tule fechadas com fitinhas de veludo.

Esta receita foi inspirada nesta daqui, do Mixirica.

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biscoitos de fécula de batata
dez 21st, 2009 by Maria

biscoitos de fecula elipse

Há alguns meses escrevi uma crônica na qual falava sobre os sabores de infância que não voltam mais. Mas hoje, fazendo estes biscoitos, percebi que tenho algumas histórias felizes de resgate desses sabores. Esta é uma delas.

Quando eu era criança, com frequência passava o Natal na casa da minha bisavó, em Itajubá, sul de Minas. Era uma casa deliciosa, dessas enormes, com piso de madeira, piano e um jardim que abrigava diversas árvores frutíferas. A minha preferida era a jabuticabeira e a memória mais nítida que tenho de lá é de um almoço numa mesa que ficava bem embaixo dela: toda a família reunida e o cão da minha bisavó, naquele tempo tão velhinho quanto ela, mancando, meio banguelo, meio cego e meio surdo (pra uma criança essa cena era bem curiosa e engraçada). Já os sabores desse almoço, nenhum ficou marcado em minha memória. O único gosto daquela casa que ainda hoje está na minha boca é de um biscoito redondo que minha bisavó guardava numa lata. O tempo passou, minha bisavó faleceu e o gosto ficou. E me parece que só a mim marcou porque quando mais tarde busquei saber a matéria-prima perguntando aos adultos daquela época, ninguém lembrava do tal biscoito.

Até que um dia, na casa da minha querida tia Marina (tia de vida, não de sangue), ela me ofereceu uns biscoitinhos em formato de bolinha. Na primeira mordida fui transportada para aquele casarão com mãos de menina abrindo a lata… eram eles! Com certeza eram eles! E foi aí que descobri que eram biscoitos de fécula. Naquele dia voltei pra casa com uma folhinha de caderno na qual escrevi a receita. Acho que foi uma das primeiras que fiz na vida…

E é com muito prazer que apresento para vocês, com todo o sabor e com toda a história, os biscoitos de fécula da vovó Zezé e da tia Marina.

Ingredientes
200 gramas de fécula de batata
200 gramas de farinha de trigo
100 gramas de açúcar
200 gramas de manteiga (eu uso com sal)

Modo de fazer
Misture todos os ingredientes até obter uma massa homogênea. Abra a massa numa superfície lisa salpicada com farinha, molde com cortadores próprios (ou faça rolinhos e corte em rodelas) e transfira delicadamente com uma espátula para uma assadeira. Asse em forno médio pré-aquecido e fique atenta ao ponto. Assim que estiver firme ao toque, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade (ou não). Passe no açúcar e guarde em recipiente hermético.
Os da foto eu não passei no açúcar e confeitei com chocolate puro ou com corante. Já aviso que foi intuitivo e que não sei qual o melhor processo. Derreti em banho-maria o chocolate e mergulhei as estrelinhas, finalizando algumas com finas lascas de nozes. As árvores foram feitas com o mesmo chocolate derretido misturado a corantes e aplicados com bico de confeiteiro. Levei à geladeira por 15 minutos, retirei e quando estavam em temperatura ambiente guardei em em potinhos herméticos.

Dica: lembre-se de colocar biscoitos de tamanho e espessura similares numa mesma fornada. Do contrário alguns ficarão prontos antes de outros.
Pode-se passar no açúcar com canela que também fica gostoso.

Já experimentei acrescentar nozes picada e coco ralado à massa mas, para o meu gosto, nenhuma combinação ficou melhor que a receita original.

Para o banho-maria proceda assim: pique o chocolate e coloque num refratário. Numa panela aqueça água sem deixar ferver. Desligue o fogo e encaixe o refratário com o chocolate. Mexa até que o chocolate esteja totalmente derretido. Transfira o chocolate para outro refratário seco apoiado numa vasilha com água em temperatura ambiente. Mexa o chocolate até atingir uma temperatura que ao toque dê a sensação de frio. E está pronto para usar!

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sorvete de abacate
dez 16th, 2009 by Maria

sorvete de abacate

Sabe aquele dia que você está com muita vontade de comer um doce mas nada disposta se comprometer com sua consciência? Pois então, hoje foi esse dia para mim. Comi sobremesa no almoço e no meio da tarde lá estava eu, cheia de vontade de comer algum docinho de novo. Minha preocupação não era tanto com a ingestão calórica mas sim com a qualidade do que eu iria ingerir. Rumei para a cozinha e decidi usar aquele pequeno abacate que eu já havia comprado com más intenções. Cinco minutinhos misturando e provando as quantidades, trinta no computador enquanto a sorveteira trabalhava e o sorvete já estava prontinho: pro paladar um gelado de textura cremosa e sabor aveludado, levemente cítrico; para a consciência, a tranquilidade de ter ingerido pouco mais que uma fruta.

Ingredientes (serve duas porções)
1 abacate pequeno
100 ml de leite integral
2 colheres de sopa de creme de leite
4 colheres de sopa de açúcar
suco de 1/2 limão
raspas da casca do 1/2 limão

Modo de fazer
Bata todos os ingredientes no liquidificador, exceto as raspas da casca do limão. Misture-a depois manualmente. Coloque tudo na sorveteira e deixe-a misturando por 30 minutos. E só!

compota da Dedéia
dez 6th, 2009 by Maria

compota Andreia

Esta receita chegou com um elogio ao blog que muito me envaideceu. Afinal, não é todo dia que uma sensível escritora elogia o texto de um blog; sobretudo de um blog cuja autora nada tem de escritora. Vaidade compartilhada, vamos ao que interessa, à Andréia e à compota.

Andréia geriu o sonho de muitas mulheres: um casal de gêmeos. E como boas crianças que começam a experimentar a vida e seus sabores, os gêmeos de alguma maneira intuíram que existe muito mais além do que lhes é apresentado no dia-a-dia. Então, de tempos em tempos, eles simplesmente mudam de predileção. E foi numa dessas que a Andréia precisou aproveitar as pêras e as maçãs rejeitadas; mas, como uma clássica mãe de gêmeos, não tinha tempo para pesquisar receitas. Seu improviso resultou nesta receita que hoje faz sucesso em sua casa e por onde passa.

Hoje eu a reproduzi aqui, com dois pequenos acréscimos, e adorei o resultado! Nas palavras dela, “um doce saboroso, leve, natural, saudável e bonito”. O meu não ficou tão bonito porque sem querer deixei cozinhar um pouquinho mais que o recomendado. Mas o sabor ficou delicioso!

Ingredientes
maçãs
pêras
1 copo americano de açúcar cristal
2 copos americanos de água
canela em pau
cravo
3 colheres de sopa de passas ao rum* (por minha conta)
um pedacinho de noz moscada (por minha conta também)

Modo de fazer escrito pela própria Andréia
Põe-se um copo (americano) de açúcar cristal na panela de pressão. Se quiser uma compota mais “leve”, deixe apenas derreter, mantendo a calda clara. Caso prefira uma compota mais densa e mais doce, espere que escureça um pouco mais, jamais deixando queimar, para não amargar a compota. Quando a calda estiver no ponto desejado, despeje os pedaços de maçã e pêra já lavadas, sem descascar. As sementes podem ser utilizadas – ficam levemente crocantes e dão um especial sabor amendoado ao doce. Quanto maiores forem os pedaços de frutas, melhor. Se houver um meio de retirar apenas o miolo, deixando a casca íntegra, fica mais bonito. Eu mesma gosto de usar a fruta toda, sem retirar nada. É prático e dá um toque de rusticidade ao ato. Nesse caso escolha as menores maçãs e as pêras menores e menos maduras. Costumo usar pêta PT e maçã Gala – é como as chamamos aqui no ES. Enfim, quando a calda estiver no ponto desejado, despeja-se também a água (dois copos americanos) junto com a fruta. Põem-se pedaços de canela e cravos-da-índia, a depender do paladar de cada um. Fecha-se a panela e deixa-se cozinhar por quinze minutos depois de iniciada a fervura na pressão. Depois, é só deixar esfriar e colocar num vidro grande.

(*) Na casa da minha mãe sempre tem passas ao rum para incrementar o recheio de um bolo tradicional em nossa família. Basta colocar as passas de molho no rum por pelo menos 24 horas. Podem ser conservadas na geladeira em um vidro tampado por até seis meses.

marmitinha (ou como prolongar o gostinho da comemoração)
nov 27th, 2009 by Maria

marmitinha floral

Tenho uma amiga super talentosa. Por puro prazer começou a organizar a decoração de festas e desenvolver lembrancinhas para os eventos das amigas.
Pois então, faço aniversário em novembro e semanas antes ela me ligou perguntando “o que faremos de lembrancinha?”. Como eu ainda não sabia como iria comemorar, acabei nem pensando nisso. Mas na última hora, quando decidi sair para jantar com alguns amigos, retornei sua ligação devolvendo a pergunta. No mesmo dia conceituamos e compramos a embalagem, as forminhas e o tecido. Nessa noite minha mãe fez e enrolou docinhos de nozes, brigadeiro, brigadeiro branco e coco. No dia seguinte meus amigos saíram do jantar com essa marmitinha. E nós duas ficamos lá, felizes da vida com a rápida e bem sucedida execução.
Acho que numa hora dessas, sem que ela perceba, essa aptidão vai se tornar uma boa fonte de renda. Porque de satisfação já é. Enquanto isso, fico aqui na torcida para que esse dia chegue logo e para que, quando chegar, ela me proponha sociedade. Viu, amiga querida??!

rabanadas (ou aquecendo para o Natal)
nov 18th, 2009 by Maria

rabanadas

Amo rabanada. Minha vó Lucy sempre faz no Natal mas acho uma crueldade comê-las apenas uma vez ao ano.
Ontem, ao passar numa padaria no final do dia, encontrei as danadinhas figurando na mesa do buffet. Sentei com uma delas e um cappuccino e enquanto me deliciava com essa dupla decidi aprender a fazer em casa. Saí dali com o pão comprado e a decisão de começar pela versão mais saudável e difícil, a assada.
Já estava meio tarde para ligar pra minha vó, então recorri à internet. Mas para minha surpresa só achei pequenas variações da mesma receita. Tomei as medidas como base mas alterei algumas coisas no modo de fazer. E como não sei a quem pertence a primeira versão, posto aqui sem créditos, apenas com as quantidades e a maneira como fiz.

Ingredientes
uma baguete (existe um pão específico mas aqui só fabricam em dezembro)
02 ovos
uma lata de leite condensado
a mesma medida de leite
açúcar e canela

Modo de fazer
Unte uma assadeira com manteiga. Corte a baguete em fatias de aproximadamente 2 cm e reserve. Bata no liquidificador o leite condensado, o leite e os ovos. Passe as fatias nessa mistura deixando o pão absorver a umidade. Coloque as fatias na assadeira e leve ao forno médio pré-aquecido.
À medida que o pão for ressecando regue-o com a mistura. Quando dourar, vire para que doure do outro lado. Retire do forno, passe pelo açúcar com canela e pronto! Sirva as rabanadas quentinhas com sorvete de creme ou sozinhas a qualquer hora.

Dicas: no meu forno demorou bastante para assar e para não ressecar, depois que a mistura acabou, reguei com leite sempre que me pareceu necessário.

sem culpa: sorvete de iogurte e amoras
nov 10th, 2009 by Maria

sorvete de iogurte

Hoje fez mais um dia quente em São Paulo. Voltava para casa caminhando após o almoço e pela minha cabeça passavam desejos como coca-cola bem gelada e picolé de brigadeiro. Confesso que olhei pra dentro de alguns barzinhos e padarias e quase caí em tentação em plena terça-feira. Mas respirei fundo e lembrei do Quitanda, mais por imaginar um ambiente fresquinho do que pela necessidade de comprar qualquer coisa. Mas o fato é que entrei, comprei peixe para o jantar, frutas para o café-da-manhã, um potinho de iogurte natural e rumei aliviada para casa.

Na hora do lanche misturei o iogurte com leite, um pouco de açúcar e amoras que tinha no congelador. Coloquei tudo na sorveteira e alimentei o corpo e a alma.

Para quem não tem sorveteira, acredito que basta misturar os ingredientes no liquidificador e levar para o congelador. Já comi num restaurante um sorvete de iogurte que era servido num formato quadrado, com uns dez centímetros de superfície e uns três de altura.

Para quem está habituado a tomar sucos sem açúcar, sugiro testar esta receita só com a fruta, o leite e o iogurte.

Ingredientes
1 copo de iogurte natural
1/2 copo de iogurte
3 colheres rasas de açúcar
+/- 180 gramas de amora congelada

o dia em que o bolo virou sorvete (ou nada se perde, tudo se transforma)
nov 3rd, 2009 by Maria

sorvete com bolo

Hoje não deveria ser dia de sobremesa. Mas com o calor que fez aqui em São Paulo, não deu pra não lembrar do restinho de sorvete de creme até então esquecido no congelador. Além dele, havia também um pedaço de bolo de chocolate que por descuido não levamos para viajar no final de semana. Mas o que era para ser apenas um bolo com sorvete logo derreteu e se transformou num sorvete com pedaço de bolo. Gostei tanto da pequena grande mudança que retirei o restante do sorvete do congelador, aguardei amolecer um pouco, misturei o que ainda havia de bolo e coloquei novamente para gelar.

E agora que está pronto, sirvo aqui para vocês este sorvete inventado acompanhado de uma calda de chocolate quentinha. Gostaram? A receita dela está neste post aqui.

sem tempo, com qualidade
out 24th, 2009 by Maria

petit gateau

Era dia de adaptar a festinha de aniversário: marcada para o café-da-manhã ela foi transferida para às 18h30. Na última hora. Era também dia de trabalho e portanto eu tinha pouco tempo para resolver isso. Meu maior problema era o bolo; eu havia feito um de fubá, perfeito para de manhã. Mas no início da noite o parabéns pedia algo mais imponente. E foi aí que lembrei que a sobremesa predileta da aniversariante era petit gateau. Não dava tempo de preparar em casa então me conformei em comprar pronto. E fui surpreendida pelo danado! É uma delícia! Servi com sorvete de creme e uma calda de chocolate que fiz na hora. Coloquei uma velinha no prato da aniversariante, apaguei as luzes e cantamos o parabéns. Foi o desfecho perfeito para um lanche preparado em pouco tempo mas com muito carinho.

Segue a receita da calda, publicada anteriormente como opção para servir com bolo de mel.

cobertura de chocolate
1 xícara de açúcar
½ xícara de chocolate (pode fazer um mix de cacau em pó, chocolate e toddy)
¼ xícara de leite
¼ colher de chá de sal
4 colheres de sopa de manteiga

misture tudo, leve ao fogo mexendo sem parar. quando ferver pare de mexer e deixe fervendo por um minuto.
caso queira a cobertura menos açucarada e mais fluida, diminua a quantidade de açúcar para ½ xícara e aumente a quantidade de chocolate para até 1 xícara.
caso queira a cobertura mais macia, acrescente um pouco de creme de leite à mistura.

a foto foi retirada do site do fabricante

cheesecake (ou como agradar quem não liga pra sobremesa)
out 16th, 2009 by Maria
cheesecake

Certa vez fui convidada para um almoço na casa de dois grandes amigos. O anfitrião, praticamente um chef autodidata, faria o prato principal e eu fiquei encarregada da sobremesa. Uma tarefa simples não fosse pelo fato de que dos quatro convidados, dois não eram fãs de doce. Pensei, pensei e apostei numa receita que nunca havia feito: cheesecake com calda de goiabada. Sabia que uma receita à base de queijo tinha grande chance de agradar, mas não imaginava que a aposta seria tão certeira: justo aqueles cujo paladar em nada se assemelhava ao de uma formiga, repetiram e elogiaram!

Anos se passaram, a receita se perdeu mas os pedidos para repetí-la continuaram. Então um dia desses me enchi de razão e fui para a cozinha destinada a reproduzir a cheesecake! E deu certo! Em apenas uma semana fiz três vezes a receita, uma para aquele chilli que postei recentemente, outra para um almoço coletivo no trabalho e ontem para um lanche em família. Sucesso nos três. e agora, posto aqui, para agradar o paladar de cada um de vocês. Assim espero!

Ingredientes
1 pacote de biscoito de maisena
90 gramas de manteiga em temperatura ambiente
150 gramas + 1 colher de sopa de açúcar
600 gramas de cream cheese
3 ovos
suco de 1 limão
umas gotinhas de essência de baunilha
300 gramas de goiabada
200 ml de vinho branco
uma pitada de sal

Modo de fazer a base
triture os biscoitos (não precisa usar o pacote inteiro, pode separar uns cinco e deixar de fora). transfira para uma vasilha e misture com a manteiga e uma colher de sopa de açúcar (nesta parte dá para usar mascavo se preferir). espalhe numa forma de fundo removível de aproximadamente 20 cm de diâmetro e com a ajuda de uma colher aperte a mistura contra o fundo até que esteja lisa e uniforme. coloque na geladeira.

o recheio
coloque na batedeira o cream chesse e os 150 gramas de açúcar (aqui tem que ser branco refinado) e bata em velocidade média até a mistura ficar homogenea e cremosa. acrescente os ovos, um de cada vez, e bata até que cada um seja completamente incorporado; só então acrescente o seguinte. não economize tempo. depois coloque uma farta colher de sopa do suco do limão e por último as gotinhas de baunilha.
acenda o forno e deixe pré-aquecer a 180 graus. distribua o recheio na forma, bata levemente a forma sobre uma superfície para eliminar as bolinhas de ar e leve ao forno por aproximadamente 45 minutos ou até que o recheio esteja firme no centro. desligue e deixe esfriar dentro do forno por aproximadamente uma hora (isso evita o aparecimento de rachaduras).

enquanto isso, a calda
leve ao fogo a goiabada cortada em pedaços, junto com o vinho, a mesma medida de água, o restante do suco de limão e uma pitada de sal. deixe ferver, mexendo de vez em quando para não grudar. quando estiver com uma consistência líquida/cremosa, desligue e deixe esfriar. quando retirar a forma do forno, deixe terminar de esfriar em temperatura ambiente e só depois coloque na geladeira. o ideal é deixá-la pelo menos seis horas na geladeira antes de servir. você pode espalhar a calda por cima quando for colocá-la na geladeira ou quando for servir. tanto faz. a diferença é quando a calda é colocada ainda na forma as laterais ficarão branquinhas e quando colocada na hora de servir você pode espalhá-la para que caia pela lateral.essa da foto eu fiz numa forma pequena especialmente para ilustrar o blog! fica a sugestão de uma maneira charmosa de servir num jantar mais formal. a decoração foi feita com raspas de casca de limão (raspe com antecedência e deixe num pratinho descoberto para ir perdendo a umidade).

a especial musse de chocolate
set 30th, 2009 by Maria

especial por não levar creme de leite. assim a caracterizei na primeira vez que a vi estampada na página 577 da segunda edição do livro Chefs. deixei a receita ali, separadinha, aguardando o momento certo. foi então que um querido casal de Vitória escreveu avisando que estava vindo para São Paulo. prontamente os convidei para jantar e corri para a página 577. durante a execução da receita, a musse tornou-se mais especial quando percebi que levava apenas uma gema. “muito bom” pensei “menos caloria, menos colesterol”. o tempo de preparo é curto mas até saber a real consistência demorou… o tempo de geladeira parece que foi estendido pela minha ansiedade! sabe como é, receita nova traz grandes expectativas. pelo menos por aqui é assim! já era tarde e achei melhor deixar a prova para o dia seguinte. dormi, acordei. e logo após o café corri para o grande momento! levei a colher até a boca – feliz por não ter creme de leite, tranquila porque tinha uma única gema – e senti desmanchar sua textura leve e macia enquanto um sabor intenso, muito intenso, de chocolate me sorria. preciso dizer algo mais?

segue a receita do chef Pierre Hermé!

ingredientes
170 gramas de chocolate meio amargo (67-70% de cacau)
80 ml de leite integral
1 gema
4 claras
20 g de açúcar

modo de fazer
pique o chocolate com uma faca de lâmina serrilhada. coloque-o em uma tigela refratária sobre uma panela de água fervente, até que ele derreta completamente. retire a tigela da panela.
ferva o leite. despeje no chocolate derretido, mexendo com um batedor manual. acrescente a gema e mexa bem. verifique a temperatura colocando a ponta do dedo no chocolate. ele deverá estar quente (40 graus), mas não queimando muito. deixe esfriar.
bata as claras em picos firmes, juntando o açúcar aos poucos. misture um terço das claras ao chocolate e bata com energia. depois, acrescente o restante das claras, movimentando a musse do meio da tigela para cima e para fora, e segurando a tigela com a outra mão para girá-la enquanto mexe.
despeje a musse em potinhos individuais ou em uma grande tijela. leve para gelar por 1 hora antes de servir. decore o prato com raspas de chocolate.

dicas do chef
é importante usar um chocolate de ótima qualidade para esta receita.
as claras devem estar bem frescas. use-as frias – nem geladas nem à temperatura ambiente.
se você for servir a musse em potinhos pequenos, use um saco de confeitar para enchê-los.
você pode dar sabor ao leite e acrescentar raspas de laranja, 1 colher de chá de canela em pó, 1 pitada de cardamomo ou, se preferir, de pimenta Sichuan recém-moída.

dicas da Maria
o sabor do chocolate fica bem intenso e nada doce. se você gosta de uma sobremesa mais “açucarada”, sugiro colocar um pouco mais de açúcar nas claras.
a receita rendeu oito pequenas porções individuais.
usei o chocolate da linha Gold da Nestlé, 70% cacau.
fiz uma calda de amoras (amoras congeladas, pouca água, gotas de limão, açúcar e fogo baixo) para servir por cima da musse.
acredito que raspas de chocolate, finas e pequenas, no meio da musse também ficará gostoso.

waffles (ou a dedicação do vovô Alencar)
set 27th, 2009 by Maria

waffle

Esta é uma das mais doces memórias de infância que tenho: de férias na casa dos meus avós maternos, mal eu acordava, já faminta, e lá estava a mesa posta sinalizando que era só sentar e comer. E meu avô, uma das pessoas mais fascinantes que já conheci, ao menor sinal do acordar das netas, se dirigia para a cozinha para aquecer a máquina de waffle, naquele tempo trazida dos EUA. Ficavam sempre perfeitos, crocantes por fora e macios por dentro. Passávamos manteiga e nos deliciávamos observando-a derreter. Um toque de mel ou geléia e pronto, era só fechar os olhos e morder.
Fazer waffles, pra mim, é um exemplo de dedicação e amor, afinal quem os prepara é sempre o último a comer. Fica ali só sentindo o cheirinho e servindo. talvez por isso, ou por adorar o sabor, ou por amor a essas lembranças, sempre desejei reproduzir em casa esse ritual.
Há uns anos atrás ganhei uma máquina dessas da minha mãe e hoje foi um desses domingos que resolvi presentear a família com um café da manhã digno de domingo, com um gostinho de carinho do vovô Alencar.

A receita que publico aqui não é a mesma da minha infância. De lá pra cá descobri uma versão mais light com resultado igual. Deliciem-se cobrindo com manteiga, geléia, mel, sorvete, cream cheese, frutas, maple syrup ou um simples açúcar de confeiteiro salpicado.

Ah, e o que sobra, quando sobra, corto em pequenos quadradinhos e guardo para depois servir bem crocante ornamentando sorvete.

Receita para dois waffles (de quatro)
1 xícara de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa de manteiga derretida
1 xícara de leite
1 gema
1 clara em neve

Bata a clara em neve e reserve. misture os demais ingredientes. quando estiver homogêneo acrescente delicadamente a clara batida. Deixe descansar na geladeira por uns trinta minutos.
Aqueça a máquina de waffle, unte com manteiga, coloque uma parte da mistura e feche.
Quando parar de sair fumaça pela lateral seu waffle deve estar pronto. Sirva quente e bom proveito!

Dessa vez não tinha toda farinha branca necessária e coloquei 20% de integral. Ficou ótimo!

sorvete de doce de leite
set 15th, 2009 by Maria

eu sei, eu sei… hoje é apenas uma terça-feira… mas não resisti.
voltei inspirada pela viagem e pelo pote de 1 kg do doce de leite Conaprole que trouxe do Uruguai. é a marca mais difundida no país e é uma delícia. tem a versão doce de leite, que é mais densa, mais doce, e a doce de leite com creme, que se assemelha mais ao nosso doce de leite cremoso. nesse sorvete eu usei a primeira versão. a receita base, que não usa sorveteira, peguei no site da Nestlé. uma vez misturados os ingredientes achei que ficou com muito gosto de creme de leite e fiz uma adaptaçãozinha. este é um sorvete que admite muitas variações, como nozes picadas, doce de leite puro misturado no final, castanhas crocantes, gotas de chocolate e por aí vai. tratem de colocar em prática a criatividade e sugiram outras versões. sou toda ouvidos!

1 lata de creme de leite
a mesma medida de doce de leite
450 ml de leite
bata tudo no liquidificador, despeje num recipiente e leve ao congelador até obter uma consistência firme.

o da foto eu bati no liquidificador e coloquei na sorveteira por 25 minutos, enquanto almoçava. depois servi e comi de sobremesa. difícil ser mais simples que isso, não? bom proveito!

dulce de leche
set 12th, 2009 by Maria

meu marido, uma formiga de marca maior, tem uma queda especial por doce de leite. e uma vez no Uruguai, estamos experimentando todas as marcas e variedades. é o caso dessa overdose de doce de leite que fotografei às pressas e sob protesto: mil folhas de doce de leite, sorvete de doce de leite, cobertura de doce de leite, nozes e amêndoas pra dar uma quebradinha no sabor. quando vi o prato julguei que estaria extremamente doce e enjoativo. mas após a primeira colherada percebi que estava totalmente enganada: era perfeito! e segui saboreando bem devagarzinho junto com o espresso illy*, pelo máximo de tempo que consegui fazer durar.
quem passar por aqui ou pela Argentina, não deixe de provar essa combinação na sorveteria Freddo. há várias nas duas capitais.

(*) uma dica: se você aprecia o espresso brasileiro ou o italiano, não peça o uruguaio. tem gosto de café coado e requentado.

bolo de mel
ago 19th, 2009 by Maria

essa é uma das várias receitas de bolo do caderninho da minha mãe. “boleira” de mão cheia, já testou diversos sabores que em épocas de vacas magras garantiram uma boa complementação ao salário dela. lembro que tinha até bolo de rapadura!
o da foto ela fez antes de ontem e com certa frequência eu o reproduzo em casa. é um bolo muito saboroso e versátil: sem cobertura se encaixa perfeitamente no café da manhã ou em qualquer intervalinho, com cobertura de chocolate e recheio de doce de leite vira uma deliciosa sobremesa, acompanhado ou não de sorvete de creme, e há ainda uma variação que comecei a fazer recentemente que é assá-lo em forminhas de mini empadas com um pedacinho de nozes em cima. essa última fica uma delícia para servir com um cafezinho ou mesmo para presentear (posto fotos quando fizer).
mas vamos à receita!

bolo de mel
1 xícara de açúcar

3 colheres de sopa de manteiga (100 gramas)
1 ovo
3 xícaras de farinha de trigo

1 xícara de leite

1 xícara de mel

½ colher de sobremesa de bicarbonato

½ colher de sobremesa de fermento

1 colher de chá de canela em pó

1 colher de café de sal

obs.: pode temperar com noz moscada se gostar.

bata em creme o açúcar com a manteiga. continue batendo e acrescente o ovo, depois, alternadamente o trigo com os demais ingredientes em pó (bicarbonato, fermento, sal e canela) e o leite. sem parar de bater, junte o mel. despeje a massa em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo e leve ao forno quente. na base do forno coloque uma vasilha com água para o bolo não ressecar.

cobertura de chocolate
1 xícara de açúcar

½ xícara de chocolate (pode fazer um mix de cacau em pó, chocolate e toddy)
¼ xícara de leite
¼ colher de chá de sal
4 colheres de sopa de manteiga

misture tudo, leve ao fogo mexendo sem parar. quando ferver pare de mexer e deixe fervendo por um minuto.
caso queira a cobertura menos açucarada e mais fluida, diminua a quantidade de açúcar para ½ xícara e aumente a quantidade de chocolate para até 1 xícara.

caso queira a cobertura mais macia, acrescente um pouco de creme de leite à mistura.

outra opção de cobertura: passe sobre o bolo mel misturado com tahine e salpique gergelim por cima.

quem gosta de chocolate?
ago 9th, 2009 by maria



Meu namoro com a cozinha tem me incentivado cada dia mais a produzir eu mesma alguns presentinhos. E no dia dos pais não haveria de ser diferente, sobretudo considerando que tenho um pai chocólatra e um sogro formiga (não briguem comigo rapazes, eu compartilho com vocês essas “qualidades”!). Aproveitei então a moda da diversificação dos brigadeiros e arrisquei umas misturas. Nada muito ousado, mas o resultado… bom, confiram aí!

Chocolatinho amargo com mel e flor de sal

uma lata de leite condensado
meia barra de Lindt 85% cacau
duas colheres de creme de leite
um pouco de mel (acho que uma colher de sopa basta)
cacau em pó e flor de sal pra enrolar (se a umidade absorver o cacau, enrole uma segunda vez em raspas do chocolate em barra)

O processo é o mesmo do brigadeiro. a única coisa que muda é a finalização: misture o cacau com o sal (pouco), passe a bolinha na mistura e depois por uma peneira para retirar o excesso. a boa notícia é que ele engrossa mais rápido que o brigadeiro tradicional.

Chocolatinho com café
uma lata de leite condensado
meia barra de Lindt 85% cacau
duas colheres de creme de leite
uma xícara (de café) de café concentrado (eu usei o ristretto da Nespresso, afinal é dia dos pais!)
raspas do chocolate em barra pra enrolar

Dicas: o creme de leite confere uma textura mais macia, mais próxima da trufa. sem ele a consistência fica parecida com a do brigadeiro. mas se o clima estiver quente, evite-o porque ele deixa o docinho muito mole no calor.

Optei por enrolar bolinhas pequenas, dessas que a gente coloca de uma vez na boca!

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