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R$10 de salmão
fev 4th, 2010 by Maria

salmao variacoes

Semana passada, enquanto caminhava para casa depois das compras de hortifruti, me questionei sobre o porquê de nunca ter usado a pele do salmão já que gosto tanto de “salmão skin”. É bem verdade que esse é um gosto recente, mas não entendi como pedia para o peixeiro retirar a pele e não a levava para casa. Continuei caminhando e outros pensamentos gentilmente pediram passagem deixando este para trás.
Horas depois, num passeio pela internet, encontrei um blog chamado Saborsonoro cujo post do dia falava exatamente do aproveitamento que se faz do peixe na culinária japonesa. E nesse post, o Marcel contava como assou a pele do salmão após ter tido pena de jogá-la fora. Coincidência, não? E não dava para desperdiçar! Compartilhei “o acontecido” com o Marcel e tratei de salvar a receita. E hoje foi o dia de colocá-la em prática!
Comprei um pedaço de salmão que custou R$10. Enquanto o peixeiro separava a pele da carne, eu observava cheia de idéias o corte dos sashimis expostos para venda. Em casa reproduzi o corte da melhor maneira que consegui. As fatias que não ficaram boas viraram cubinhos para um ceviche e a pele se transformou numa casquinha crocante que cobri com arroz, cebolinha e molho teriyaki feito na hora.
Apresento, e sugiro para vocês, esse jantar com três variações
do salmão, acompanhadas de saladinha verde.
Não estou apta a ensinar como cortar sashimi, mas procurei para vocês e posto aqui o link para um vídeo que explica o passo-a-passo. No mais, confie na sua capacidade de improviso, como confiei na minha. O ceviche, o molho e a pele crocante estão descritos abaixo. Ah, e o tempo de preparo não foi maior que 30 minutos!

Ingredientes para o ceviche, sashimi e pele crocante
250 g de salmão fresco (retirar e separar a pele)
suco de 1/2 limão (pode ser o siciliano, que é mais suave, ou o taiti)
um pouquinho de cebola picada
um pouquinho de pimenta picada (usei caiena)
gengibre ralado ou em pedacinhos pequenos
um fio de azeite
sal a gosto

Ceviche
Corte o salmão em cubos pequenos, misture a pimenta e a cebola picadinhas, o fio de azeite e regue com limão até envolver todo o peixe (mas sem exagero pro sabor não roubar a cena). Leve para a geladeira por aproximadamente 30 minutos. Retire um pouquinho antes de servir e acrescente o sal.

Skin
Corte a pele em quadrados ou retêngulos num tamanho bom para uma única mordida. Coloque num tabuleiro e leve ao forno alto por aproximadamente 15 minutos ou até que estejam crocantes. Fique de olho para não queimar!
Se a pele estiver com um pouco de carne, não faz mal; fica gostoso, com uma textura mais macia.
Eu servi arroz e cebolinha porque era o que tinha na geladeira; o Marcel usou broto de alfafa.

salmao skin

Para o teriyaki
1/2 xícara de shoyu
suco de uma laranja
125 g de açúcar amarelo (demerara)
1 colher de chá de gengibre ralado
50 ml de saquê (opcional)
um fio de óleo

Modo de fazer
Numa panela ou frigideira, aqueça o óleo e frite o gengibre ralado. Junte o açúcar e o shoyu. Quando o açúcar estiver dissolvido, acrescente o suco da laranja e o saquê. Abaixe o fogo e deixe ferver discretamente até se tornar um caldo grosso (que quando esfria ganha consistência caramelada).

mais salmão, budião e ceviche

salmão com laranja

salmão com laranja

Charlie e o ceviche

Charlie e o ceviche

peixe assado

peixe assado

ravioli de banana da terra
jan 22nd, 2010 by Maria

ravioli de banana

Recentemente visitei minha avó e suas estórias de cozinha. Além de muito afeto essa visita me rendeu o fascínio por ter um pequeno galinheiro – não pelas galinhas mas sim pelos ovos – e o desejo de fazer macarrão em casa. Não conheci seu quintal nos tempos produtivos mas com frequência ouço as estórias das galinhas ao molho pardo e dos macarrões preparados por ela todo santo domingo, sempre seguidos de doce de figo verde recém-colhido. Contam inclusive que nesses almoços meu avô comia, sozinho, um frango inteiro! Perguntei pela antiga máquina de abrir massa, aposentada depois de muitos e muitos anos de uso, e escutei minha vó dizer “aquela eu dei pra alguém que já nem lembro, mas manda orçar uma e me diz quanto custa”. Ri com a resposta, um pouco pela maneira como foi dita, um tanto pelo carinho e orgulho contidos nela ao ver uma neta se interessando por atividades tão pouco comuns nos dias atuais. Concordei em olhar o preço mas ponderei que apesar de adorar máquinas na cozinha, antes eu queria a certeza de que realmente a usaria.
De volta para casa, não tardei em adentrar na cozinha com farinha, ovos, banana da terra e vinho. Do meu livro companheiro, Chefs – Segredos e Receitas, veio a receita da massa; da cabeça e do apetite vieram o recheio e o molho. O processo foi uma delícia: amassar, abrir com rolo de macarrão, fazer e colocar o recheio, cortar… Uns minutinhos de suspense durante o cozimento e logo eu estava à mesa sendo surpreendida por uma massa leve e saborosa, em perfeita harmonia com o recheio de banana, o molho de vinho e as lascas de parmesão. Eu não imaginava que seria fácil e nem tampouco que acertaria na primeira tentativa. Mas assim foi.

- Vó, vou orçar e lhe aviso!


Receita para dois.

Ingredientes para a massa (livro Chefs, receita assinada por Michele Romano)
165 g de farinha de trigo
2 ovos
1/2 colher de chá de sal

Ingredientes para o recheio
uma banana da terra grande ou 2 pequenas
um fio de azeite
duas pitadinhas de flor de sal
uma pitada de pimenta do reino

Ingredientes para o molho (sem medidas mesmo, fui colocando e experimentando)
vinho tinto
vinho do Porto
mel
manteiga
sal
castanhas do Pará picadinhas
um pouquinho de água
lascas de parmesão para finalizar

Modo de fazer
Cozinhe a banana da terra. Escorra a água
, aguarde esfriar um pouco, descasque e amasse a banana da terra com um garfo. Acrescente o azeite, o sal e a pimenta.
Para misturar a massa eu coloquei na panificadora, no ciclo massa. Mas não tem mistério misturar na mão: numa superfície de trabalho (uma bancada, por exemplo) despeje a farinha e o sal e abra um buraco no meio onde caibam os ovos. Quebre os ovos nesse espaço e bata ligeiramente com um garfo. Aos poucos, e com cuidado para o ovo não escapar, vá incorporando pequenas quantidades de farinha. Trabalhe a massa com os dedos até que esteja homogenea. Se precisar, acrescente um pouco mais de trigo pois o tamanho dos ovos varia. Eu utilizei uns cinco punhadinhos a mais de farinha e considerei o ponto certo quando a massa deixou de grudar nas minhas mãos mas ainda permanecia úmida. Trabalhe a massa até que esteja lisa e elástica (5-8 minutos), embrulhe-a em filme plástico e deixe-a descansar em temperatura ambiente por no mínimo 30 minutos e no máximo 2 horas.

massa bola

Esses pontinhos são temperos que usei: raspas de casca de limão e pimenta do reino.

Desembrulhe a massa, corte-a ao meio e embrulhe novamente uma das metades. Posicione a outra metade sobre uma superfície lisa ligeiramente esfarinhada. Deslize o rolo de macarrão pela massa, sempre de dentro para fora, sem pressionar demais. Vá girando a massa e continue até formar um círculo; estique-a o máximo possível. Coloque-a sobre uma toalha de mesa limpa e repita a operação com a outra metade.
Posicione a massa aberta na superfície de trabalho e marque levemete os intervalos para corte. Coloque o recheio no meio de cada marca e, com cuidado, coloque por cima a outra metade. Acerte a massa pressionando-a levemente ao lado das áreas recheadas e com o auxílio de um cortador próprio corte a massa (como eu usei cortadores de biscoito, dei uma pressionadinha nas bordas só pra me certificar que não abririam durante o cozimento).
Para armazenar até a hora do cozimento, forre um tabuleiro, tábua ou prato com filme plástico e sobre ele disponha as massas cortadas. Cubra com outra camada de filme plástico e outra de massa, terminando com o plástico. Vede as laterias e mantenha na geladeira até a hora do cozimento.

ravioli de banana guardar

Na hora de preparar, coloque uma panela com bastante água e sal para ferver e retire a massa da geladeira.
Enquanto isso, misture os ingredientes do molho noutra panela e deixe ferver em fogo bem baixinho. Quando chegar à consistência desejada, apague o fogo e acerte o tempero.
Voltando à panela com água, quando atingir a fervura, coloque a massa. Fique atento pois a massa fresca cozinha mais rápido. Escorra, junte o molho e sirva com lascas de parmesão.

Dicas: Se a massa estiver muito úmida, acrescente aos poucos farinha de trigo. Se estiver muito seca, molhe as mãos e continue trabalhando a massa; será mais fácil incorporar água assim do que colocando direto sobre a massa.
Na hora do cozimento o ideal é não adicionar óleo ou azeite à água pois eles envolvem a massa dificultando a absorção do molho. Para a massa não grudar basta mexer de vez em quando com um garfo ao longo do cozimento.

outras massas

nhoque de abóbora

nhoque de abóbora

pastel de feira

pastel de feira

spaghetti al limone

spaghetti al limone

quibe assado com castanha e recheado com queijo
jan 3rd, 2010 by Maria

quibe assado com castanha

Ontem foi um lindo dia de céu azul, com direito a passeio pela cidade, bate-papo com amiga, sorvete da La Basque, praia no fim da tarde e mergulho num mar de água gelada e cristalina.
Para o jantar meu desejo era uma refeição saudável e de rápido preparo. Logo me lembrei do quibe que comi no aniversário de uma amiga e essa opção me pareceu perfeita na companhia de uma saladinha verde. Não sou fã de quibe assado mas aquele estava especial: levinho, úmido, quentinho… Peguei a receita, misturei tudo e após 35 minutos de forno ele já estava na mesa recebendo elogios.
Espero que aproveitem esta receita simples, saudável e saborosa!

Ingredientes
500 g de carne moída
250 g de triguilho
meia xícara de hortelã picadinha
1 cebola picadinha ou ralada
5 castanhas do pará ou castanhas de caju picadinhas
4 colheres de sopa de azeite
200 g de queijo ralado (eu usei requeijão em barra)
sal, pimenta síria e canela a gosto

Modo de fazer
Coloque o triguilho numa vasilha e cubra com água quente. Deixe de molho por 7 minutos e escorra. Misture o triguilho com a carne, a hortelã, a cebola, as castanhas, o azeite, o sal, a canela e a pimenta. Prove e acerte o tempero. Transfira 2/3 para um tabuleiro untado com azeite e nivele. Salpique o queijo ralado e cubra com o restante da mistura. Nivele e leve ao forno médio por aproximadamente 30 minutos. Sirva quente ou frio acompanhado de salada e arroz ou cortadinho como aperitivo.

Dicas: a receita original leva queijo minas em fatias. Optei pelo requeijão em barra por ser um queijo mais gorduroso proporcionando maior umidade e homogeneidade ao quibe. A opção de utilizá-lo ralado e não em fatias foi para evitar que uma camada se separasse da outra.

outras sugestões

croque monsieur

croque monsieur

batata assada com escarola

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ovo en cocotte

ovo en cocotte

lanchinhos saudáveis: sanduíche de maçã
dez 18th, 2009 by Maria

maca com queijo

Essa semana a Mel, uma amiga novaiorquina de Vitória, publicou no seu blog Delicioso Ano Novo um post chamado “Lanchinhos para aquela fominha”. O blog, todo voltado para alimentação e hábitos saudáveis, fala nesse post sobre aqueles lanchinhos super tentadores entre as refeições e as alternativas saudáveis para driblar essas tentações.

Li tudo, comentei dizendo o que costumo comer nessas horas (omiti claro o que não cabia no post!) e a Mel me respondeu com a dica de uma francesa: sanduichinhos de pêra ou maçã com parmesão. Eu, que adoro fruta com queijo, esperei o lanchinho seguinte e prontamente experimentei. E ficou tão bonito e gostoso que fotografei para compartilhar com vocês.

A montagem é simples assim: basta cortar fatias de maçã e intercalá-las com fatias de parmesão. Eu acrescentei uma pitadinha de canela. E se quiser servir num lanche, borrife ou pincele as fatias de maçã com umas gotinhas de limão. Isso evitará que escureçam.

Também adoro banana partida ao meio recheada com uma fatia de queijo (que pode ser parmesão, prato, mussarela, minas…).

Outras sugestões são muito bem vindas! Afinal, temos que poupar calorias nessas comidinhas intermediárias para usufruir sem culpa dos nhoques, sorvetes, bolos, risotos, rabanadas, empadinhas, cheesecake, musses, pastéis…

outras opções saudáveis

salmão com molho de laranja

salmão com molho de laranja

atum com salada

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compota de pêra e maçã

compota de pêra e maçã

compota da Dedéia
dez 6th, 2009 by Maria

compota Andreia

Esta receita chegou com um elogio ao blog que muito me envaideceu. Afinal, não é todo dia que uma sensível escritora elogia o texto de um blog; sobretudo de um blog cuja autora nada tem de escritora. Vaidade compartilhada, vamos ao que interessa, à Andréia e à compota.

Andréia geriu o sonho de muitas mulheres: um casal de gêmeos. E como boas crianças que começam a experimentar a vida e seus sabores, os gêmeos de alguma maneira intuíram que existe muito mais além do que lhes é apresentado no dia-a-dia. Então, de tempos em tempos, eles simplesmente mudam de predileção. E foi numa dessas que a Andréia precisou aproveitar as pêras e as maçãs rejeitadas; mas, como uma clássica mãe de gêmeos, não tinha tempo para pesquisar receitas. Seu improviso resultou nesta receita que hoje faz sucesso em sua casa e por onde passa.

Hoje eu a reproduzi aqui, com dois pequenos acréscimos, e adorei o resultado! Nas palavras dela, “um doce saboroso, leve, natural, saudável e bonito”. O meu não ficou tão bonito porque sem querer deixei cozinhar um pouquinho mais que o recomendado. Mas o sabor ficou delicioso!

Ingredientes
maçãs
pêras
1 copo americano de açúcar cristal
2 copos americanos de água
canela em pau
cravo
3 colheres de sopa de passas ao rum* (por minha conta)
um pedacinho de noz moscada (por minha conta também)

Modo de fazer escrito pela própria Andréia
Põe-se um copo (americano) de açúcar cristal na panela de pressão. Se quiser uma compota mais “leve”, deixe apenas derreter, mantendo a calda clara. Caso prefira uma compota mais densa e mais doce, espere que escureça um pouco mais, jamais deixando queimar, para não amargar a compota. Quando a calda estiver no ponto desejado, despeje os pedaços de maçã e pêra já lavadas, sem descascar. As sementes podem ser utilizadas – ficam levemente crocantes e dão um especial sabor amendoado ao doce. Quanto maiores forem os pedaços de frutas, melhor. Se houver um meio de retirar apenas o miolo, deixando a casca íntegra, fica mais bonito. Eu mesma gosto de usar a fruta toda, sem retirar nada. É prático e dá um toque de rusticidade ao ato. Nesse caso escolha as menores maçãs e as pêras menores e menos maduras. Costumo usar pêta PT e maçã Gala – é como as chamamos aqui no ES. Enfim, quando a calda estiver no ponto desejado, despeja-se também a água (dois copos americanos) junto com a fruta. Põem-se pedaços de canela e cravos-da-índia, a depender do paladar de cada um. Fecha-se a panela e deixa-se cozinhar por quinze minutos depois de iniciada a fervura na pressão. Depois, é só deixar esfriar e colocar num vidro grande.

(*) Na casa da minha mãe sempre tem passas ao rum para incrementar o recheio de um bolo tradicional em nossa família. Basta colocar as passas de molho no rum por pelo menos 24 horas. Podem ser conservadas na geladeira em um vidro tampado por até seis meses.

receita de família: beringela ao forno
nov 22nd, 2009 by Maria

beringela ao forno

Sabe aquela receita que é tão a cara da mãe da gente que nem dá vontade de aprender a fazer? Pois então, esta é uma. Nunca comi esta beringela em outro lugar; nunca vi feita assim. Só pela minha mãe. E nunca memorizei a receita. Acho que é uma dessas que a gente sabe que se feita por outras mãos nunca vai ser tão gostosa…
Mas, como vocês nunca comeram a que a minha mãe faz, tenho certeza que adorarão quando fizerem em suas casas! Não deixem de experimentar, é um acompanhamento delicioso e saudável numa roupagem bem diferente da beringela do dia-a-dia!

Ingredientes
3 beringelas
1 ovo
100 gramas de queijo parmesão ralado
1 tomate
1 cebola média
3 dentes de alho
azeite
sal

Modo de fazer
Retire o cabinho, corte longitudinalmente (ao comprido) as beringelas e cozinhe em água e sal. Escorra, aguarde esfriar um pouco, retire a polpa (faça uma canoinha) e reserve. Distribua as cascas numa travessa que possa ir à mesa e ao forno e reserve também.
Faça um molho refogando a cebola, o alho, o tomate sem casca e uma pitada de sal.
Pique a polpa da beringela e misture com o ovo, 50 gramas de parmesão e metade do molho de tomate. Acerte o sal.
Recheie as cascas com essa mistura, cubra com o restante do molho, salpique com o restante do parmesão e leve ao forno médio para baixo.

bacalhau fresco
nov 12th, 2009 by Maria

bacalhau

Peço desculpas pela foto mas não podia deixar de postar essa receita tão deliciosa e bobinha. Da primeira vez que fiz não sobrou nada pra foto; da segunda me preparei para fotografar antes do jantar e… apagão bem na hora que servi!! Então a receita veio com uma foto meramente ilustrativa. Mas não desanimem por isso, garanto que vale a pena!


A história desse bacalhau começa assim:

Era vez uma mulher que não ligava a mínima para bacalhau. Um dia, fazendo compras para o jantar, ela viu pela primeira vez um filé de bacalhau fresco e pensou “vou experimentar!”. Ao chegar em casa contou a novidade ao marido que respondeu fazendo pouco caso:

- “Não gosto de bacalhau.”

- “Mas esse é diferente”, ela insistiu.

- “Não gosto. Mesmo.”

Não se dando por vencida, ela foi pra cozinha, regou generosamente uma frigideira grande com zeite, acendeu o fogo baixo e colocou os filés de bacalhau*, fatias finas de cebola, lâminas de alho e um pouquinho de pimenta caiena. Esperou uns minutinhos, virou os filés, tampou a frigideira e deixou em fogo bem baixo. Quando achou que estava bom, desligou o fogo e anunciou:

- “Ficou uma delícia! Nem parece bacalhau!”

- E o marido respondeu “Não gosto.”

“Ok”, ela pensou. Preparou dois fartos pratos de salada verde. No dela acrescentou uma torrada fininha de pão italiano, molho Horseradish (Heinz) e o bacalhau com as cebolas e o alho. Já sentados para jantar, ele olha para o prato dela e diz:

- “Que bonito… Posso provar?”

- “Pode, claro.”, responde ela sentindo um gostinho de vitória.

Ele experimenta e acrescenta:

- “Humm… tem pra mim??”

E daquele dia em diante o casal passou a gostar (muito!) de bacalhau fresco.


(*) Passei um pouco de sal e umas gotinhas de limão antes de levá-los à frigideira.

Dicas: os filés ficam uma delícia mas também já servi desfiadinho sobre torradas com o molho Horseradish (Heinz) num lanche. Acho que azeitonas combinarão muito bem se colocadas durante o cozimento. Já pensei em passas também… enfim, idéias não faltam! E na próxima, se não houver outro apagão, fotografo e posto para vocês!

Esse molho é à base de raiz forte e fica delicioso com peixe, salada, sanduíche…

Foto: Edson Reis/ Usina de Imagem

sem culpa: sorvete de iogurte e amoras
nov 10th, 2009 by Maria

sorvete de iogurte

Hoje fez mais um dia quente em São Paulo. Voltava para casa caminhando após o almoço e pela minha cabeça passavam desejos como coca-cola bem gelada e picolé de brigadeiro. Confesso que olhei pra dentro de alguns barzinhos e padarias e quase caí em tentação em plena terça-feira. Mas respirei fundo e lembrei do Quitanda, mais por imaginar um ambiente fresquinho do que pela necessidade de comprar qualquer coisa. Mas o fato é que entrei, comprei peixe para o jantar, frutas para o café-da-manhã, um potinho de iogurte natural e rumei aliviada para casa.

Na hora do lanche misturei o iogurte com leite, um pouco de açúcar e amoras que tinha no congelador. Coloquei tudo na sorveteira e alimentei o corpo e a alma.

Para quem não tem sorveteira, acredito que basta misturar os ingredientes no liquidificador e levar para o congelador. Já comi num restaurante um sorvete de iogurte que era servido num formato quadrado, com uns dez centímetros de superfície e uns três de altura.

Para quem está habituado a tomar sucos sem açúcar, sugiro testar esta receita só com a fruta, o leite e o iogurte.

Ingredientes
1 copo de iogurte natural
1/2 copo de iogurte
3 colheres rasas de açúcar
+/- 180 gramas de amora congelada

dois acompanhamentos para quem gosta de banana
out 30th, 2009 by Maria

pure de banana

Sempre adorei banana na comida. Um prato com arroz, feijão, ovo frito e banana sempre foi pra mim um banquete. Mas, como essa foi uma semana de peixe, resolvi diversificar.

O primeiro acompanhamento, um purê de banana, experimentei recentemente no restaurante Brasil A Gosto. Gostei tanto que decidi tentar reproduzir de uma maneira bem simples: asse a banana da terra num tabuleiro coberto por papel laminado. De vinte à trinta minutos. Descasque-as e amasse-as ainda quente. Bata metade no liquidificador com um pouco de leite, misture com o restante e tempere com sal. Se quiser, coloque uma manteiguinha quando for esquentar o purê antes de ir pra mesa.
Esse servi com peixe grelhado e um molho de queijo de cabra, azeite, leite de coco, limão e sal. Tudo no fogo até ficar cremoso.

O segundo, foi feito para acompanhar um peixe frito: farofa de banana. Derreta uma boa quantidade de manteiga, refogue cebola picadinha, alho espremido e junte a banana picada. Costumo usar banana prata mas também fica gostosa com a banana da terra assada. Ambas devem estar bem maduras. Espere a manteiga envolver a banana e acrescente aos poucos a farinha de mandioca. Coloque sal e siga assim, em fogo baixo, mexendo de vez em quando até chegar no ponto que você gosta, mais macio ou mais torrado.
Uma sugestão é usar uma farinha de mandioca biju que se chama Deusa. Ela é mais flocada e fica deliciosa.

Espero que gostem e que voltem pra contar! E bom final de semana!

os vários destinos de um pão
out 27th, 2009 by Maria


nos últimos tempos é raro comermos um pão comprado. raro mesmo. quase sempre vou pra cozinha com alguma receita e preparo o pão da semana. eu e a panificadora, a panificadora e eu. não consigo deixá-la trabalhando sozinha. solidariedade ou vontade de ser co-autora, termino sempre com a massa na mão.

hoje foi um desses dias. preparei meia receita do Olivier, improvisei com 30% de trigo integral, deixei a panificadora bater e descansar uma vez e terminei eu mesma o trabalho. mas meia receita rende muito… então, como farei um jantarzinho na quarta, aproveitei para multiplicar os destinos da mesma farinha, da mesma água, do mesmo fermento. todos juntos, amassados, descansados e depois separados. um bocado virou pãezinhos redondos que servirão de acompanhamento no jantar. o restante tardou um pouco mais para se separar: foi unido para o forno, ganhou queijo parmesão ralado de enfeite mas assim que esfriou a faca elétrica tratou de dividí-lo: fatias mais grossas para o café-da-manhã e fatias finíssimas que virarão torradinhas pinceladas com manteiga aromatizada com sálvia.

e assim vai terminando a minha noite, com vários destinos traçados para um único propósito: alimentar e alegrar os paladares que por aqui passarem.

pequenos notáveis
out 20th, 2009 by Maria
tomatinhos
Hoje fiz um lanche para comemorar o aniversário da minha irmã do meio. era pra ter sido um café-da-manhã, mas na última hora mudamos os planos. Corri pra cozinha para pensar como eu transformaria uma coisa na outra. E dessa necessidade nasceram esses tomatinhos que enfeitaram a mesa e surpreenderam o paladar que não esperava um sabor além do próprio tomate. A receita é bem simples mas um pouco trabalhosa. Mas nada que o sorriso de uma irmã não pague!

Ingredientes
tomate cereja
folhas de manjericão fresco
requeijão
noz moscada a gosto
pimenta do reino moída na hora a gosto
sal a gosto

Modo de fazer
Lave e seque os tomatinhos.
Faça um furinho (com palito de dente) na parte de cima de cada um (onde ficava o cabinho).
Corte um pedacinho da base para que o tomate fique de pé (tem que ser pequeno para não atingir a parte das sementes).
Corte uma tampinha em cima e com uma colher bem pequena retire as sementes. Coloque o tomate de cabeça pra baixo sobre papel toalha para escorrer um pouco da umidade interna.
Misture o requeijão com a noz moscada, a pimenta do reino e o sal e com aquela colherinha recheie o tomate. Cubra com a tampinha que você cortou e encaixe a folha de manjericão no furinho. Se quiser espete um palitinho em cada um. Conserve na geladeira até pouco antes de servir.

Dicas: deixe o requeijão em temperatura ambiente antes de começar a rechear pois fica mais fácil com ele amolecido; e tenha por perto um guardanapo de papel para limpar as bordas dos tomatinhos.
o peixe assado da Bete
out 6th, 2009 by Maria
vim passar uma semana em Vitória, minha terrinha quente e querida. toda vez que venho para cá fico distante da cozinha mas encaro uma agenda repleta de deliciosos compromissos, afinal, meus pais e meus amigos, assim como eu, adoram se reunir em torno de uma mesa. então, nesta semana, publicarei dicas e receitas que não testei, mas que assino embaixo de olhos fechados! e para começar vamos ao almoço de hoje, um clássico presente em todas as minhas vindas: peixe assado com farofa de camarão da Bete (ou Bernadete, para os menos íntimos).
Bete trabalha há anos na casa do meu pai e é uma cozinheira de mão cheia. o peixe de hoje era budião mas também já comi com namorado e com peroá (porquinho para os paulistanos). e a receita é muito simples!

ingredientes
peixe inteiro, limpo por dentro
camarão pequeno
farinha de mandioca
azeite
manteiga, azeite ou óleo para a farofa
óleo para untar
alho
cebola
tomate
salsinha
coentro
limão (opcional)
sal

modo de fazer
tempere o peixe com sal, azeite e pouco alho. envolva-o com papel laminado e coloque-o em uma panela de barro untada com óleo. leve ao forno.
enquanto isso, prepare um molho com tomate, coentro, cebola e salsinha, tudo picado bem pequenininho. refogue brevemente e reserve.
noutra panela, comece a fazer a farofa dourando alho em manteiga, óleo ou azeite (o que preferir). acrescente e frite o camarão. coloque um pouco do molho reservado e acrescente a farinha de mandioca. acerte o sal.
quando o peixe estiver quase pronto, abra o papel laminado, regue o peixe com o molho reservado e mantenha-o um pouco mais no forno para evaporar o caldo.
sirva com arroz branco e uma boa pimenta. ah, e se sobrar molho (aquele reservado), acrescente um pouco de água, um fio de azeite, uma pitada de sal e uma gotinhas de limão e leve-o pra mesa pra temperar a salada e o peixe. fica uma delícia!
outra possibilidade é usar a farofa para rechear o peixe. para isso, prepare-a antes e recheie a barriga do peixe antes de levá-lo para o forno.
a especial musse de chocolate
set 30th, 2009 by Maria

especial por não levar creme de leite. assim a caracterizei na primeira vez que a vi estampada na página 577 da segunda edição do livro Chefs. deixei a receita ali, separadinha, aguardando o momento certo. foi então que um querido casal de Vitória escreveu avisando que estava vindo para São Paulo. prontamente os convidei para jantar e corri para a página 577. durante a execução da receita, a musse tornou-se mais especial quando percebi que levava apenas uma gema. “muito bom” pensei “menos caloria, menos colesterol”. o tempo de preparo é curto mas até saber a real consistência demorou… o tempo de geladeira parece que foi estendido pela minha ansiedade! sabe como é, receita nova traz grandes expectativas. pelo menos por aqui é assim! já era tarde e achei melhor deixar a prova para o dia seguinte. dormi, acordei. e logo após o café corri para o grande momento! levei a colher até a boca – feliz por não ter creme de leite, tranquila porque tinha uma única gema – e senti desmanchar sua textura leve e macia enquanto um sabor intenso, muito intenso, de chocolate me sorria. preciso dizer algo mais?

segue a receita do chef Pierre Hermé!

ingredientes
170 gramas de chocolate meio amargo (67-70% de cacau)
80 ml de leite integral
1 gema
4 claras
20 g de açúcar

modo de fazer
pique o chocolate com uma faca de lâmina serrilhada. coloque-o em uma tigela refratária sobre uma panela de água fervente, até que ele derreta completamente. retire a tigela da panela.
ferva o leite. despeje no chocolate derretido, mexendo com um batedor manual. acrescente a gema e mexa bem. verifique a temperatura colocando a ponta do dedo no chocolate. ele deverá estar quente (40 graus), mas não queimando muito. deixe esfriar.
bata as claras em picos firmes, juntando o açúcar aos poucos. misture um terço das claras ao chocolate e bata com energia. depois, acrescente o restante das claras, movimentando a musse do meio da tigela para cima e para fora, e segurando a tigela com a outra mão para girá-la enquanto mexe.
despeje a musse em potinhos individuais ou em uma grande tijela. leve para gelar por 1 hora antes de servir. decore o prato com raspas de chocolate.

dicas do chef
é importante usar um chocolate de ótima qualidade para esta receita.
as claras devem estar bem frescas. use-as frias – nem geladas nem à temperatura ambiente.
se você for servir a musse em potinhos pequenos, use um saco de confeitar para enchê-los.
você pode dar sabor ao leite e acrescentar raspas de laranja, 1 colher de chá de canela em pó, 1 pitada de cardamomo ou, se preferir, de pimenta Sichuan recém-moída.

dicas da Maria
o sabor do chocolate fica bem intenso e nada doce. se você gosta de uma sobremesa mais “açucarada”, sugiro colocar um pouco mais de açúcar nas claras.
a receita rendeu oito pequenas porções individuais.
usei o chocolate da linha Gold da Nestlé, 70% cacau.
fiz uma calda de amoras (amoras congeladas, pouca água, gotas de limão, açúcar e fogo baixo) para servir por cima da musse.
acredito que raspas de chocolate, finas e pequenas, no meio da musse também ficará gostoso.

ovo en cocotte
set 18th, 2009 by Maria

não resisto a um livro de culinária bonito! e assim foi quando noutro dia resolvi dar uma voltinha pela Fnac perto daqui de casa. o intuito era simplesmente passear o olhar pelas prateleiras e trazer pra casa a última edição da blue Cooking, uma revista portuguesa que adoro. separei essa edição além de duas outras revistas. estava pronta para ir para o caixa quando pensei “ah, vou subir e olhar os livros”. mal entrei no segundo andar e lá estava ele, em meio aos destaques, esperando por mim. uma lenta e saborosa folheada pelas suas 647 páginas me convenceram que trocar as três revistas e debitar mais algumas dezenas de reais da minha conta seria um ótimo, ótimo negócio!
essa é a estória de como o livro CHEFS veio morar na minha casa. e a partir dele publico a receita da foto, de um ovo com preparo diferente, cheio de sabor e com um caldinho delicioso. aqui já foi servido com salada de alface e tomate no jantar e acompanhado de arroz, feijão, couve e pastel de banana no almoço. espro que gostem!

ovo en cocotte (receita de Michele Romano, livro Chefs)

1 ovo
manteiga
creme de leite fresco
sal
pimenta
aqueça o forno em 190 graus, unte uma cumbuquinha com pouca manteiga, salpique sal e pimenta, coloque um ovo e sobre ele uma colher de creme de leite fresco*. coloque numa assadeira, encha-a com água quente até a metade e leve ao forno. a receita diz 5 minutos, aqui levou 10.

(*) se não quiser creme de leite, cubra com papel laminado.

frango assado com pão
set 17th, 2009 by Maria

frangocompao

Se é uma delícia raspar com pão o molhinho que fica no prato, por que não uma receita que já venha com pão? E assim surgiu a idéia do frango assado ao molho de laranja, com tomate, cebola e pão. E não vou omitir, ele foi muito, muito elogiado! Os pedacinhos de pão ficam crocantes em cima e molhadinhos em baixo, a cebola e o tomate ficam quase cremosos de tão macios e a laranja deixa um suave cítrico na carne do frango e no molhinho do fundo. E é fácil e rápido de preparar. Vamos à receita!

Medidas de um jantar para dois que comem pouco.
Tempo de cozimento: aproximadamente 1 hora

Ingredientes
4 coxinhas de frango
2 dentes de alho espremidos
10 folhas de sálvia (ou outra erva do seu gosto)
uma laranja espremida na mão
azeite extra virgem Borges
sal a gosto
pimenta do reino a gosto
1 tomate médio e maduro cortado em oito pedaços
1 cebola média cortada em oito pedaços
1 fatia grossa de pão cortada em pedaços de aproximadamente 3 cm (eu usei pão italiano; pode ser pão francês dormido)

Faça uns furinhos com a ponta de uma faca na pele das coxinhas de frango e tempere com o suco da laranja, o alho espremido, a sálvia e a pimenta do reino. Cubra e leve à geladeira por algumas horas (eu deixei 6 horas). Retire o frango da geladeira, acrescente sal e coloque numa assadeira regada com o azeite Borges. Intercale com o tomate, a cebola e o pão. Regue tudo com a marinada (caldo que sobrou do tempero do frango) evitando jogar por cima do pão. Acrescente mais uma pitadinha de sal, cubra com papel laminado e leve ao forno médio. Quando estiver com aspecto de cozido, retire o papel laminado e deixe no forno por mais alguns minutos. Quando o frango e o pão estiverem douradinhos, retire do forno e sirva imediatamente. E depois me conta o que achou!

Charlie e o ceviche
set 14th, 2009 by Maria

de volta à vida paulistana, aproveito o blog para saborear um pouquinho mais a viagem. nessa semana que passei no Uruguai desfrutei de boa comida em praticamente todas as refeições. pela manhã sempre um croissant fresquinho e crocante, como raramente encontramos aqui; no almoço, salada de alface, tomate e cebola, seguida de milanesa com batatas fritas e limão siciliano; e à noite jantares de sabores variados. mas em meio a tudo isso, um restaurante chamou minha atenção, o lo de Charlie, em Punta del este.
estava bem frio e eu passeava de carro com meu marido após o jantar. vimos um lugar bastante simpático, com opção de mesas ao ar livre e uma cozinha integrada ao salão. bastou essa primeira impressão para decidirmos que ali seria nosso almoço. e no dia seguinte, lá estávamos nós, sendo atendidos por garçons bem humorados, atitude rara até então. as mesas tinham toalhas de cores leves e alegres adornadas por guardanapos de pano com motivos florais. Antonio pediu raviolone de pato com molho de vinho e framboesas. provei o prato dele algumas vezes. o molho estava delicioso, assim como o recheio de pato. eu optei por uma salada de rúcula com tiras de manga e abacate acompanhada por ceviche de peixe branco. suspirei do princípio ao fim. o ceviche levava além dos tradicionais limão, cebola e coentro, lima e gengibre picado pequenininho. à noite voltamos e experimentamos outros dois pratos, preparados pelo próprio chef na cozinha aberta ao lado de nossa mesa. jantamos entrecôte com molho à base ovos e foie e linguado com molho de limão e rúcula. saímos de lá tão felizes quanto mais cedo.
deixo aqui a dica do gengibre e da lima para incrementar o ceviche. e quem passar por Punta ou por Porto Alegre (sim, há um lá também!), não deixe de experimentar as saborosas e bem apresentadas criações do chef Charlie.

foto: Maria Capai/ Usina de Imagem

pra começar a semana light e saborosa: salmão!
ago 23rd, 2009 by maria


quando decido cozinhar algo parto pro Google e digito: receita sei lá do que. abro uma meia dúzia de páginas, leio todas as receitas, assimilo o que acho mais interessante em cada uma e vou pra cozinha. com esse salmão foi assim, achei a receita há tempos atrás, em algum lugar da internet… quer dizer, uma receita parecida com essa. lembro que no site havia uma série de comentários dizendo o quão fácil e saboroso era esse prato. não mentiram nem se enganaram. era um salmão com molho de laranja que logo adaptei para salmão ao molho de laranja e limão siciliano com batata e cebola. é super saudável, saboroso e rápido.

para um jantar para dois uso em média
300 g de salmão
uma batata grande cortada em fatias de pouco mais que 1 cm
uma cebola cortada em 8 pedaços
suco de duas laranjas
meio limão siciliano
sal, pimenta do reino e azeite

começamos assim: disponha numa assadeira as rodelas de batata intercaladas com pedaços de cebola, salpique sal e um fio de azeite, cubra com papel laminado e leve ao forno médio para alto. uns dez minutinhos depois, retire a assadeira, vire as batatas para assarem por igual e coloque sobre elas o salmão, com ou sem pele, temperado com sal e pimenta do reino. cubra a assadeira com papel laminado e leve novamente ao forno. enquanto isso, coloque numa panela em fogo baixo o suco de laranja, espremida na mão pra não ficar amarga, e deixe ferver até reduzir bem e virar quase uma calda. aí é só aguardar o salmão ficar no ponto – deve estar com aspecto de assado por fora porém ligeiramente cru por dentro. coloque cada porção em seu prato, cubra o salmão com a calda de laranja e umas gotinhas de limão siciliano.

uma variação que já testei e aprovei é levar raspas de gengibre ao fogo junto com o suco de laranja.

ah, o tempo de forno para uma porção dessa varia de 15 a 30 minutos. portanto, não descuide, pois quando o salmão passa do ponto ele fica ressecado e sem graça.

vai um atum em conserva?
ago 10th, 2009 by Maria

Saborosa e rápida. Essa foi a solução de ontem à noite. Dia de muito trabalho, bike no parque, compras de supermercado, pesquisa de preço de passagens pra irmã, pra mãe, atualização do blog… ufa! Uma tacinha de vinho por favor e… algo rápido pra comer! Uma olhada na geladeira e tudo se resolveu:

Coloque um pouco de azeite em uma fatia de pão e leve ao forno.
Enquanto isso misture atum em conserva, cebola picadinha, salsinha e cebolinha, pimenta do reino e umas gotas de limão.
Quando o pão estiver quase crocante (mas ainda macio) disponha a mistura sobre ele e salpique queijo parmesão ralado.
Volte pro forno mais um pouquinho (se o seu tiver a função gratinar, opte por ela nesse momento).

Para acompanhar, o que você tiver de salada em casa temperada com vinagre, azeite, sal e umas gotinhas de laranja.

Simples assim.

Inaugurando o “momento receitas”: focaccia!
ago 5th, 2009 by Maria


Esta receita é simples, simples, simples. E deliciosa!

um copo (de 240 ml) de água
uma colher de chá de sal
três colheres de sopa de azeite
um dente de alho amassado
três copos
(de 240 ml) de farinha de trigo
duas colheres de fermento biológico seco ou 25 gramas de fermento biológico fresco
alecrim, sálvia, manjericão, ou outra erva de sua preferência, a gosto

Amasse e sove até a massa ficar homogênea, cubra com um pano e deixe descansar em local aquecido até dobrar de tamanho. Molde com 1 ou 2 cm de altura, coloque na assadeira, cubra com um pano e deixe descansar até dobrar de tamanho de novo. Faça os furinhos com os dedos, regue com azeite e sal grosso (ou flor de sal), espalhe as ervas e coloque em forno médio. Pronto, pode comer!

A dica para saber se o pão está assado é virá-lo sobre a mão, coberta com um pano, e bater com os dedos (como quem faz “toc toc toc”). Se o som for oco o pão está completamente assado.

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