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pastel do Português, Iriri/ES
jan 24th, 2010 by Maria

Olá, queridos leitores! Provavelmente em função da matéria exibida pela Rede Gazeta, percebi que muitas pessoas estão buscando aqui a receita do pastel de Iriri, o famoso pastel do Português.

Assim como muitos de vocês, eu também fiquei eufórica com a possibilidade de reproduzir em casa esse pastel delicioso cujo sabor faz parte da minha infância. E por isso cliquei até achá-la já que não pude assistir o programa!

Segue abaixo a receita exibida hoje no ES Comunidades. E quem quiser notícias de quando eu a fizer e publicar com fotos aqui no blog, basta enviar um e-mail para diga@digamaria.com.br e eu avisarei.

pastel com moqueca

Além da receita, aqui tem um post que escrevi recentemente sobre o restaurante do Português.

Ingredientes para 8 pastéis grandes
1 Kg de farinha de trigo
2 ovos
1 colher de sopa de margarina
2 copos (americanos) de leite morno
1 colher de sal
50 g de fermento fresco
1/2 copo de óleo
recheio de sua preferência (eles servem de carne, queijo e presunto, camarão e camarão com queijo; eu prefiro de queijo!!)

Modo de fazer
Num recipiente plástico misture os ovos, a margarina, o fermento, o leite morno e o óleo. Quando o fermento estiver dissolvido, acrescente aos poucos o trigo. O ponto certo da massa é quando ela começar a soltar do fundo da tigela. Cubra com um pano de prato e deixe descansar por 20-30 minutos. Abra a massa, recheie, corte e frite em óleo quente.

Dica da amiga Melina para a temperatura do óleo: uma boa tática para saber a temperatura ideal do óleo é ter um pedacinho de erva fresca [pode ser cebolina, salsinha, hortelã, etc...]; espere esquentar um pouco o óleo e coloque a folhinha. Se ela estalar está perfeito. Se não, espere até ela fazer aquela borbulhinha na folhinha!

pastel com moqueca
jan 10th, 2010 by Maria

pastel com moqueca

Talvez você tenha pensado que essa combinação é coisa de paulista. Mas não; é coisa de português!

Tradicionalíssimo entre os frequentadores de Iriri/ES, o restaurante do Manoel, o Português, serve a mais farta moqueca que já comi. Chegou em Iriri há décadas para trabalhar como pedreiro. Anos depois abriu com seu irmão uma portinha para vender comida e em pouco tempo edificou pelas próprias mãos o hotel onde hoje funciona o restaurante. Nas paredes, banners, quadros, freezers e uma pequena TV (que sempre pergunto se pode ser desligada) convivem em relativa harmonia. O ambiente abafado cercado de janelas, refrescado por ventiladores de teto e habitado por móveis de madeira escura não deve ser analisado, mas sim vivido. Com as mesas sempre cheias, mas raramente com fila de espera, somos atendidos logo ao sentar. Uma folha de papel branco é colocada sobre a toalha vermelha e o cardápio nos é ofertado. Além de moquecas e peixe frito há a opção de refeições com carne de boi, de frango e de porco, além de omelete. Todas são boas, mas não gastamos tempo com as letrinhas, repetindo sempre a mesma pergunta: “qual peixe está especial?”. Robalo, badejo ou dourado, uma dessas opções, ou as três, certamente estará vistosa e fresca.
Pedido feito, em menos de cinco minutos os pastéis e a salada já estão à nossa frente. E esse é sempre o primeiro e maravilhoso indício que o restante já se encontra a caminho! Alguns minutinhos depois chegam à mesa a moqueca, o molho de camarão pedido à parte, o arroz, o pirão e as batatas fritas. Sim, batatas fritas fazem parte dessa refeição sem que você precise pedí-las! E não são quaisquer batatas, são aquelas de antigamente, cortadas na cozinha sem passar pelo congelador. Tudo está sempre fresquinho, no ponto certo de cozimento, com o mesmo tempero. E enquanto nos fartamos, sempre passa alguém pra perguntar se precisamos de mais alguma coisa. Nunca falta nada mas se por acaso você quiser mais uma porção disso ou daquilo, saiba que não virá cobrada na conta.
A moqueca de peixe mais cara, com molho de camarão e todos os acompanhamentos, perfeita para quatro pessoas, custa R$67! Mas mais do que a fartura e o preço, o que realmente me impressiona é que o cardápio é o mesmo há pelo menos 20 anos! E desde sempre recordo de comer a mesma moqueca, o mesmo pastelzinho, a mesma batata frita! Sempre com o mesmo entusiasmo!

Em memória ao Manoel Português que, graças aos seus pasteizinhos e à sua batata frita, me ensinou a gostar de moqueca.

outras sugestões

salmão com laranja

salmão com laranja

Charlie e o ceviche

Charlie e o ceviche

peixe assado

peixe assado

eSpresso ou eXpresso?
ago 6th, 2009 by Maria

Há poucos dias fiz essa pesquisa. Amo um bom café e?presso mas quando precisei escrever descobri essa dúvida. Descobri também que vários sites e blogs explicam, mas para mim, a melhor e mais bem humorada explicação foi a que o professor Pasquale deu numa entrevista para o Jornal do Café. Publico aqui alguns trechinhos e, para os mais curiosos ou interessados pelo assunto, o link para a entrevista.

Com a palavra, professor Pasquale:

Recorramos ao grande dicionário italiano Garzanti e vejamos o que a obra diz em “espresso”: Diz-se de alimento ou bebida que se prepara na hora, a pedido do cliente. Exemplos: “piatto espresso” e “caffè espresso”.

Mas estamos no Brasil, portanto em português o café rápido, feito na hora, em belas máquinas italianas, só pode mesmo ser “expresso”, com “x”, já que – não custa repetir – na nossa língua não temos a palavra “espresso”.

Agora, cá entre nós (e que ninguém nos ouça), gosto mesmo é de um “espresso”, legítimo, tomado, de preferência, na Itália. Sim, na Itália, porque lá não preciso descabelar-me para pedir um café encorpado, curto, pleno de sabor e de aroma.

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