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a galinhada dos meus sonhos
set 1st, 2010 by Maria

Esse nome não fazia parte do meu vocabulário. Nunca o tinha escutado até o dia em que a Joana Pellerano o mencionou no twitter numa frase mais ou menos assim “almocei uma deliciosa galinhada com pequi”. Perguntei do que se tratava e soube que era um prato no qual a galinha era cozida junto com o arroz. E essa informação foi armazenada em algum lugar na minha cabeça de cozinheira e lá ficou adormecida. Muitas manhãs depois despertei faminta desse prato; durante a noite sonhei que preparava uma galinhada tão especial que seu sabor e perfume me acompanharam ao longo desse dia seguinte. E tudo me pareceu tão real que nem busquei receita, fui pra cozinha confiante que o sonho me ensinara exatamente como fazer e que não teria dúvida alguma na hora de reproduzir.

galinhada

Não lhes ofereço uma receita em detalhes mas sim um passo-a-passo de como fiz esse prato que mesmo depois de acordada saboreei como num sonho, num delicioso almoço em família com sua simplicidade contrastada com um belo brinde de champagne.

Ingredientes
1 frango inteiro cortado em pedaços (peito, coxa, sobrecoxa, asa, pés, pescoço…)
2 copos de arroz
3 cenouras cortadas em rodelas
grãos de milho de duas espigas
100 ml de cachaça
50 g de bacon picadinho
1 cebola grande
8 dentes de alho
2 cravos
1 folha de louro
uma pitada de páprica doce
suco e raspas da casca de um limão
pimenta malagueta picada sem as sementes e sal a gosto
óleo ou azeite para refogar

Modo de fazer
Triture metade da cebola junto com 4 dentes de alho e sal. Misture a essa pasta a pimenta picada, o cravo, a páprica e o suco de limão.
Lave o frango e reserve os pés, o pescoço e a cabeça. Corte-o em pedaços e, num pirex ou sacola plástica, envolva-o com a pasta de temperos. Coloque-o na geladeira e deixe marinando por no mínimo duas horas.
Prepare um caldo fervendo em fogo bem baixo os pés, o pescoço e a cabeça do frango, uma das cenouras, o louro, a outra metade da cebola, uma pitada de sal e água suficiente para cobrir. Tampe e deixe no fogo por pelo menos uma hora, olhando de vez em quando e colocando um pouco mais de água se for necessário. Quando o caldo estiver saboroso, desligue o fogo, aguarde esfriar, retire os pedaços de frango e o louro e bata o restante no liquidificador. Usaremos esse caldo substituindo parte da água para o cozimento do arroz e do frango. Se quiser, aproveite os pedaços de frango desfiando o que houver de carne neles e junte ao caldo batido. Para cozinhar o arroz precisaremos de aproximadamente quatro copos de caldo/água. Então meça quanto rendeu de caldo, complemente com água e volte pro fogo para aquecer.
Já estamos perto da hora de comer! Lave o arroz e deixe-o escorrendo. Retire da geladeira o frango que estava marinando. Aqueça uma panela grande com um pouco de óleo ou azeite. Frite o bacon e junte os pedaços de frango sem a marinada. Quando estiverem bem dourados (mais que o da foto!), despeje a cachaça e, com cuidado, coloque fogo para flambar. Mexa apenas para distribuir melhor a bebida e quando a chama apagar retire o frango da panela. Vamos aproveitar essa gordura que ficou (se tiver muita descarte um pouco) para fritar o arroz e o restante dos dentes de alho (cortados ao meio). Grãos soltinhos e brilhantes? Volte com o frango pra panela, junte a cenoura, o milho, a marinada, os quatro copos de água/caldo quente e aumente o fogo. Quando começar a ferver, abaixe o fogo e tampe a panela. Daí por diante é igual cozinhar arroz, ou seja, basta esperar a água secar e estará pronto. Salpique as raspas da casca do limão e sirva.
Espero que gostem tanto quanto eu!

Dica: esses foram os temperos e complementos que usei mas você pode substituí-los por outros de sua preferência.


outras frangos dos meus sonhos

um frango três destinos

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coq au vin

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frango assado com pão

frango assado com pão

mais do mesmo (ou bolo de pêra com nozes e azeite)
ago 10th, 2010 by Maria

bolo de pera com nozes

Passei uma semana viajando. E na volta, enquanto esperava a estrada acabar em frente ao portão de casa, meus pensamentos eram monotemáticos. Lembra va do frango ensopado que deixara congelado e que certamente seria o almoço do dia seguinte, do ravióli do almoço de dia dos pais e desejava fazer o meu próprio, da tendinha na beira da estrada com um cartaz escrito à mão “vendemos galinha caipira”, do alfajor que não agradou muito e que serviria de base  para alguma sobremesa… e pela estrada afora me aproximava de casa e da minha saudosa cozinha.

Cheguei tarde da noite, acordei direto pro almoço mas não tardei para checar se havia algo que necessitasse ser logo consumido. Encontrei três pêras na geladeira, lembrei do último post, que foi ao ar na véspera da viagem, e achei que tratava-se de uma ótima oportunidade para lembrar que boas receitas podem ser adaptadas, incrementadas, modificadas. E o bolo de maçã virou de pêra, ganhou gengibre ralado, nozes picadas e teve o óleo substituído por azeite. Não intencionalmente, mas não havia óleo em casa nem tampouco coragem na dona da casa para sair e comprar. A consistência ficou a mesma – macia e úmida, o sabor igualmente delicioso porém mais sofisticado pela delicadeza da pêra e presença das nozes, além de mais refrescante pelo toque de gengibre. E se alguém ficou curioso, o sabor do azeite não se fez presente.

E você, costuma fazer o mesmo virar outro?

Ingredientes
3 ovos
3 pêras maduras e com casca cortadas em cubinhos
20 g de nozes grosseiramente picadas
1 1/2 xícara de chá de farinha de trigo integral
1 xícara de chá de granola
1/2 xícara de chá de azeite
1 1/2 xícara de chá de açúcar mascavo
1 colher de café de canela em pó
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de bicarbonato de sódio
1 pitada de noz moscada
1 pitada de pimenta do reino moída na hora
1 colher de café de gengibre ralado

Modo de fazer Pré-aqueça o forno a 180º.
Peneire a farinha, o açúcar mascavo, a canela, o fermento e o bicarbonato em uma vasilha grande e mexa delicadamente. Adicione o azeite, os ovos, o gengibre e mexa até a massa ficar homogênea. Coloque a granola, as três pêras cortadas, as nozes picadas, uma pitada de noz moscada e outra de pimenta, ambas raladas na hora, e misture bem.
Unte a forma com maiteiga e farinha de trigo integral. Coloque a massa na forma untada e leve ao forno pré-aquecido.

Faça o teste do palito em aproximadamente 25 minutos. Se sair limpo, retire o bolo do forno e aguarde esfriar para desenformar.

outros bolos

bolo de aipim

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bolo de frutas

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bolo de mel

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bolo de maçã com granola
jul 31st, 2010 by Maria

bolo de maca

Era uma tarde como qualquer outra, ensolarada ou não, fria ou não, na qual eu estava destinada a sentir fome e ser alimentada por um pratinho com uma pêra ou maçã cortada em generosos pedaços. Era uma tarde como qualquer outra exceto pela inexistente vontade de lanchar uma simples fruta. Por sorte pressenti isso pouco depois do almoço e tive tempo de me lembrar de um bolo integral de maçã que havia visto no Vamos Cozinhar. Segui a receita à risca acrescentando apenas um acabamento caramelado. Resultado? Ao invés de uma simples maçã, o lanche da tarde foi enriquecido com ovos e farinha integral e saboreado com um forte e cheiroso café.

bolo de maca fatia 02

Ingredientes
3 ovos
3 maçãs sem casca cortadas em cubinhos
1 1/2 xícara de chá de farinha de trigo integral
1 xícara de chá de granola
1/2 xícara de chá de óleo de canola ou girassol
1 1/2 xícara de chá de açúcar mascavo
1 colher de café de canela em pó
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de bicarbonato de sódio
1 pitada de noz moscada
1/2 de açúcar refinado para caramelar
uma maçã fatiada fina com casca e sem semente para decorar

Modo de fazer
Pré-aqueça o forno a 180º.
Peneire a farinha, o açúcar mascavo, a canela, o fermento e o bicarbonato em uma vasilha grande e mexa delicadamente. Adicione o óleo, os ovos e mexa até a massa ficar homogênea. Coloque a granola, as três maçãs cortadas, uma pitada de noz moscada ralada na hora e misture bem.
Coloque o açúcar refinado no fundo da forma e leve ao fogo até derreter e ganhar coloração dourada (aqui tem um passo-a-passo bem legal de como caramelizar a forma mostrado pela Dehbora do Cozinha Pequena). Retire do fogo, decore o fundo com as fatias de maçã, espere a calda firmar e unte as laterais da forma com maiteiga e farinha de trigo integral. Coloque a massa na forma caramelada e untada e leve ao forno pré-aquecido.

bolo de maca fundo da forma
Faça o teste do palito em aproximadamente 25 minutos. Se sair limpinho, retire o bolo do forno, aguarde esfriar um pouco, desenforme e torça pra sobrar um pedacinho pro dia seguinte!


outros bolos

bolo de aipim

bolo de aipim

bolo de frutas

bolo de frutas

bolo de mel

bolo de mel

minha primeira videoreceita (ou, do que o encantamento é capaz)
jul 21st, 2010 by Maria

Tudo começou no Twitter. No mesmo dia em que conheci o @vamoscozinhar já começamos a conversar. E da primeira conversa nasceu a primeira parceria. Pouco depois fui chamada pra conhecer a redação e topei na hora. Mas tímida que sou, à medida que a data se aproximava, eu hesitava. Por sorte, no dia marcado eles não aceitaram uma desculpa qualquer e me laçaram. Não sei precisar quanto tempo fiquei lá mas o certo é que me despedi em clima de namoro. Saí querendo voltar. E desse encantamento nasceu a urgência de fazer uma videoreceita, a minha primeira, especialmente para o Vamos Cozinhar.

Este vídeo foi produzido numa parceria com meu amado Antonio Stickel e sua Stickel Filmes, especialmente para o programa Feito em Casa, do (imperdível) portal Vamos Cozinhar.

chucrute com salsicha (ou, comprado pronto mas especial)
jun 21st, 2010 by Maria

chucrute com salsicha

Não fui eu que preparei. Mas enquanto me deliciava com esse prato pensava o quão simples pode ser prepará-lo e me pareceu ideal para aqueles dias nos quais queremos comer uma refeição diferente em casa e nos falta inspiração para cozinhar. Todos os ingredientes podem ser comprados prontos e servidos sem demora, bastando esquentá-los. Mas caso você queira dar um toque, há também a possibilidade de personalizar um pouquinho. Vamos aos ingredientes?!
Salsicha alemã: é composta por carnes de porco, vaca e, algumas vezes, vitela e é mais saborosa que a salsicha que costumamos consumir no Brasil. Em casa, basta aquecê-la numa frigideira ou forninho elétrico.
Mostarda: compre uma de boa qualidade e coloque na mesa para que cada um se sirva na quantidade desejada.
Chucrute: trata-se de repolho
fermentado e fatiado fininho que pode ser comprado na seção de conservas dos supermercados. O modo de prepará-lo, ensinado pela Martha e pela Ivone, é lavá-lo em água corrente para retirar o excesso de acidez e ir provando; quando estiver bom pro seu paladar, escorra. Para incrementar o sabor a dica é refogá-lo com cebola fatiada e quando estiver quente juntar fatias finas de maçã, desligar o fogo e tampar a panela pra abafá-la um pouco.

chucrute

Nesse link aqui tem um pouquinho da origem do chucrute e também uma receita para quem animar fazer em casa. E depois volta pra me contar, combinado?!

risoto de linguiça
jun 15th, 2010 by Maria

risoto de linguica

Sobrou linguiça do churrasco. E no dia seguinte faltou planejamento para o almoço. Procurei na despensa um caminho a seguir. Encontrei uma cebola papeando com um tomate. Logo que me viram entederam o que eu buscava e apontaram com o olhar para um vidro com arroz arbóreo. “Entendi, pessoal, mas não temos vinho pro risoto”. E com o mesmo olharzinho solícito os dois me mostraram a garrafa de cachaça. E lá fui eu pra cozinha.

Tirei a pele e piquei três linguiças. Em seguida o tomate e a cebola. Cortei quatro alhos em pedaços grandes e colhi quatro folhas de sálvia. Refoguei o alho em azeite numa panelinha, juntei o tomate, o sal, a sálvia e um pouco de pimenta calabresa. Coloquei outra panela no fogo com um pouco de manteiga, refoguei a cebola, acrescentei a linguiça e quando ela já estava cozida juntei dois punhados do arroz. Mexi até que os grãos estivessem brilhantes e reguei a mistura com cachaça. Quando a cachaça evaporou entrou uma concha do caldo que se formou na panelinha (com o tomate). E segui mexendo e colocando mais caldo até que os grãos ficaram macios mas ainda firmes. Desliguei o fogo, misturei um pouco de parmesão ralado e tampei a panela. Separei os pratos e talheres e servi com raspas de limão por cima e ervilha em folha cozida bem al dente.

Simples e delicioso, foi praticamente um banquete em plena segunda-feira! Nada como contar com bons ajudantes na despensa!

Para facilitar, aqui vai a lista de ingredientes para duas porções:
para o caldo
um fio de azeite
quatro dentes de alho
um tomate picado
pimenta calabresa
sal
água
fazendo o risoto
três linguiças
dois punhados de arroz arbóreo
uma cebola pequena/média
quatro folhas de sálvia
uma farta colher de sopa de manteiga
+/- 100 ml de cachaça
queijo parmesão ralado

✎ Detalhes importantes na hora de preparar um risoto:
. o arroz tem que ser arbóreo pois esse tipo solta mais amido (e é isso que dá a consistência do risoto);
. não lave o arroz;
. a qualidade do caldo é muda tudo, portanto tente fazê-lo em casa e esqueça os industrializados;
. acrescente o caldo aos poucos;
. mexa;
. o risoto deve ficar úmido e o arroz al dente;
. e deve ser servido quente.

mais!

risoto de camarão

risoto de camarão

spaghetti al limone

spaghetti al limone

massa caseira com molho funghi

massa caseira com molho funghi

azeitonas, mussarela de búfala e manjericão (ou, boas companhias pra uma 6ª preguiçosa)
mai 25th, 2010 by Maria

massa com azeitonas bufala e manjericao

Era uma sexta-feira e eu havia marcado um jantar com algumas amigas na casa da minha mãe. Saí do trabalho atrasada e bastante cansada. Sofri um pouco o dilema “desmarco e relaxo, ou mantenho e cozinho cansada?”. Algumas ligações e a questão principal estava resolvida, elas não se importaram em transferirmos para o dia seguinte. “Ufa, vou cozinhar e servir com mais alegria”, pensei. Segundo dilema: “já faço as compras de supermercado, ou deixo para amanhã também?”. Afinal, ainda restava o cansaço e a mãe e o marido que me esperavam para jantar.

Para muitos supermercado é sinônimo de chateação. Mas para mim significa distração, relaxamento, entretenimento; em suma, coisa boa. Então aproveitei que tinha a generosa carona e companhia do meu pai e me joguei. A essa altura imaginava jantar fora ou me contentar com um básico pão francês acompanhado de queijo e salada. Mas aquelas prateleiras coloridas, recheadas e cativantes me animaram a preparar um jantarzinho. Eu precisava de três coisas: praticidade, aconchego e sabor. As duas primeiras se traduziram automaticamente em macarrão. E nem para o sabor precisei raciocinar; enquanto passava pelos produtos a granel, umas simpáticas e pequeninas azeitonas acenaram pedindo que eu as levasse pra casa. E já no meu carrinho, saltitantes me deram a dica: “adoramos a companhia do manjericão e da mussarela de búfala; leva eles também?!”. Eu não podia negar, concordam?!

azeitonas parmesao e manjericao

Voltei para casa revigorada e muito bem acompanhada. Abrimos um vinho e acalmamos o estômago com grossas lascas de queijo de cabra e uma provinha das azeitonas portuguesas (que por sinal estavam divinas). Coloquei a água com sal para ferver, piquei as azeitonas, lavei o manjericão e parti em quatro cada bolinha da mussarela. Quando a massa estava quase pronta, tirei a panela do fogo e em seu lugar coloquei uma frigideira grande. Aqueci azeite e misturei as azeitonas picadas e o óleo no qual elas estavam. Juntei um pouco da água do cozimento da massa até formar uma emulsão. Escorri a massa e coloquei-a na frigideira apenas para misturá-la bem à emulsão ainda quente. Desliguei o fogo, coloquei numa travessa (que estava sobre o fogão para ficar aquecida), acrescentei o manjericão e a mussarela, salpiquei lascas de parmesão e levei para a mesa. Para acompanhar, boa companhia, pão e vinho. Precisa mais que isso?


outras massas

talharim com frutos do mar

talharim com frutos do mar

ravioli de banana

ravioli de banana

spaghetti al limone

spaghetti al limone

sorvete com bolo de frutas (ou, o errado que deu certo)
abr 26th, 2010 by Maria

Esta receita começou assim, com todos os ingredientes sendo carinhosamente fotografados para um post.

fruitcake ingredientes

Mas tem dias em que nada dá certo na cozinha. Não sei exatamente o que acontece, se é o humor, o acaso, a falta de concentração, ou apenas a lei da probabilidade fazendo a parte que lhe cabe. Ontem foi um dia assim… Resolvi fazer uma nova versão do fruitcake que tinha tudo para dar certo: nozes, passas ao vinho do Porto, pedaços de chocolate… Mas além de ficar muito denso (acho que exagerei nas castanhas), grudou na forma, e eu, impaciente que muitas vezes sou, colaborei para o seu desmoronamento na hora de desenformar. Joguei tudo num recipiente com tampa e fugi da cozinha, totalmente contrariada.

fruitcake despedacado

No entanto, aqui em casa quase nada vai pro lixo. Então no dia seguinte, mais conformada e tranquila, mirei bem aquele bolo despedaçado e dei a ele o que considero destino ideal para esses casos: um casamento arranjado com o sorvete de creme! Retirei o sorvete do congelador, esperei amolecer um pouco, esfarelei o bolo e o misturei ao sorvete. Coloquei-os de volta ao congelador e pronto. Confesso que na hora que fiz isso não achei que fosse ficar grande coisa. Mas ficou! Só senti falta de uma calda de chocolate bem incorpada e amarguinha. Mas na próxima sirvo com essa daqui:

Ingredientes
1 xícara de açúcar
½ xícara de chocolate (pode fazer um mix de cacau em pó e chocolate)
¼ xícara de leite
¼ colher de chá de sal
4 colheres de sopa de manteiga

Modo de fazer
Misture tudo e leve ao fogo mexendo sem parar. Quando ferver pare de mexer, deixe fervendo por um minuto e desligue o fogo. Caso queira a cobertura menos açucarada e mais fluida, diminua a quantidade de açúcar para ½ xícara e aumente a quantidade de chocolate para até 1 xícara. E se quiser a cobertura mais “macia”, acrescente um pouco de creme de leite à mistura. Fica uma delícia tanto com bolo quanto com sorvete!

sorvete com bolo de frutas

E você, como se vira quando o bolo dá errado?

outras transformações

sorvete com bolo

sorvete com bolo

torta de bacalhau

torta de bacalhau

empadinha de banana

empadinha de banana

meu 1º pirão (ou, ah se eu soubesse que era fácil assim…)
abr 20th, 2010 by Maria

pirao

Cresci comendo moqueca e pirão. Nascida no Rio, cedo já estava de mudança pra Vitória, capital do ES e da moqueca capixaba. E talvez justamente pela grande oferta, acho que nunca vi minha mãe preparando uma moqueca ou um pirão. Consequentemente, nunca preparei na minha cozinha também. Até ontem.

Recebi a visita de uma amiga e num “passeio” pela peixaria ela me disse que gostava mais do pirão que da moqueca em si. Compramos peixe para assar, camarão para farofa e preparamos o jantar. Na hora lembrei de pedir as cabeças e as cascas dos camarões pensando num caldo para alguma coisa. Mas depois daquele comentário decidi fazer um pirão no almoço do dia seguinte. Não segui nenhuma receita acreditando que quem gosta de cozinha e cresceu comendo um prato é capaz de reproduzí-lo. Ainda mais sendo simples assim. : )

Piquei uma cebola, amassei um dente de alho, refoguei os dois com uma pimenta caiena no azeite e acrescentei as cabeças e as cascas do camarão. Coloquei água para formar um caldo, juntei a cabeça do peixe assado na véspera e sal. Deixei fervendo em fogo baixo e quando o caldo estava reduzido à metade, coei. Voltei o caldo coado para a panela e incrementei com um pouco de peixe desfiado (o mesmo assado na noite anterior). Um pouco mais de fervura e farinha de mandioca! Aí foi só mexer até engrossar. Mas não se empolgue na quantidade de farinha senão ficará muito grosso e a idéia não é essa. Se for sua primeira vez também, vá colocando aos poucos e mexendo. Para finalizar, salsinha e coentro (pra quem gosta) picadinhos. E tá pronto!

outras delícias do mar:

peixe frito

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peixe assado

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risoto de camarão

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bolo de frutas e castanhas (ou fruit cake)
abr 16th, 2010 by Maria

fruitcake 03

Pois é, tenho que começar este post dizendo que não salivei quando olhei o fruit cake da Ana no site Cozinha de Idéias. Achei lindo, mas não salivei. Não ligo muito pra frutas secas ou castanhas. Mas mesmo sem água na boca, logo a associei à minha sogra que tem uma alimentação exemplar e adora tudo que soa saudável. E não pensem que ela é dessas obcecadas por saúde que come isso ou aquilo só porque faz bem.; não é nada disso. Ela é dessas pessoas saudáveis por natureza, que se alimentam do que faz bem porque gostam do sabor. E ponto. Invejável, não?!

Guardei a receita e menos de um mês depois fui para a cozinha prepará-la. A primeira boa surpresa foi a facilidade de execução e a ausência de gordura. Foi só picar grosseiramente as castanhas e as frutas secas e misturá-las à farinha, ao açúcar e ao fermento enquanto os ovos batiam com a baunilha e o conhaque na batedeira. Untei a forma de bolo inglês, misturei uma coisa com a outra, e forno. Quando saiu, aguardei esfriar e desenformei.
(Nesse momento é necessário abrir um parênteses para uma informação sobre esta que vos escreve: eu não consigo preparar uma receita para presentear, sobretudo se for a primeira vez, sem fazer uma versão menor que me sirva de prova. Nunca!)
Pois então, desenformei a minha provinha e tive a segunda boa surpresa, achei o bolo uma delícia! E sabe o que é melhor?! Três dias depois, quando dei o bolo de presente, ele estava ainda mais saboroso. É ou não é o máximo uma uma receita que podemos fazer com calma e antecedência pois ela ficará melhor com os dias?!

No site Cozinha de Idéias tem um pouco sobre a história da origem desse bolo. Sugiro a leitura. E podem se preparar pois em breve teremos outras versões dele por aqui!

fruitcake 01

antes do açúcar de confeiteiro

fruitcake 04

depois do açúcar de confeiteiro

Ingredientes (para uma forma pequena de bolo inglês e uma provinha)
1 xícara de ameixas secas
1 xícara de figos secos
2 xícaras de castanhas do pará e de caju
(todos grosseiramente picados)
1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de açúcar
1/2 colher de chá de fermento em pó
2 ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha
50 ml de conhaque

Modo de fazer
Misture numa tigela as castanhas, a ameixa, o figo, a farinha, o açúcar e o fermento. Reserve. Na batedeira bata os ovos com a baunilha e o conhaque por +/- 5 minutos. Transfira esse creme para a tigela reservada e misture até envolver bem todos os ingredientes. Unte uma forma pequena de bolo inglês com manteiga e farinha de trigo, ou forre com papel manteiga, e despeje a mistura. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por mais ou menos 1 hora (ou até que um palito inserido no meio do bolo saia seco). Espere esfriar e desenforme.
A Ana dá uma dica boa para quando estamos misturando tudo: “a aparência fica estranha e você pode pensar que não vai dar certo porque não há massa suficiente para assar esse bolo. Confie, dá super certo”.
Para finalizar, eu peneirei um pouco de açúcar de confeiteiro, embalei em papel manteiga e fechei com uma fita colorida e uma flor.

outros bolos:

bolo de mel

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bolo de aipim

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maionese caseira (ou tempero para mesa e para forno)
abr 12th, 2010 by Maria

maionesecaseira

Recentemente experimentei fazer hamburguer e maionese caseira sem ovos e com azeite no lugar do óleo. Adorei a versão “coma com a consciência tranquila” e quando repeti a produção de hamburguers – agora de contra filé e linguiça calabresa, repeti também a maionese. Na primeira receita o azeite utilizado foi extra virgem que, apesar de mais saudável, deixou um sabor bastante acentuado. Nesta optei por uma presença mais suave do azeite deixando mais espaço para os temperos – salsinha, cebolinha e alho cru. E para obter esse resultado utilizei o Azeite virgem da Borges (uma mistura de azeite virgem e refinado). A receita é a mesma: bata no liquidificador meio copo de leite gelado. Continue batendo e pelo buraco da tampa do liquidificador (para o leite não respingar em tudo ao redor) acrescente em fio o azeite. Com muita paciência aguarde o que era líquido se tornar cremoso. Quando atingir a consistência desejada coloque uma pitada de sal e os temperos e bata até incorporá-los. Transfira para outro recipiente e conserve na geladeira até a hora de servir.

Como a receita rende bastante, quatro ramequins como esse da foto, no dia seguinte dois ainda estavam na geladeira. Então a preguiça de descascar alho e picar cebola alida à vontade de uma novidade me fizeram temperar as sobrecoxas do almoço com a dita maionese. A solução preguiçosa ficou muito saborosa e muito simples de fazer. Foi assim: lavei as sobrecoxas, fiz pequenos furos com a ponta de uma faca, reguei com um pouco de limão e sal e envolvi com a maionese. Coloquei num tabuleiro intercaladas com uma cebola partida em 8 e pedaços de pão dormido, cobri com papel laminado e levei ao forno médio. Quando ficaram macias retirei o papel laminado, juntei algumas rodelas de cenoura já cozida e esperei as sobrecoxas dourarem. E só! Estava pronto num prato único um almoço com carboidrato, proteína e legumes.

Quem fizer faça-me o favor de voltar para contar.

E quem quiser saber mais sobre a diferença entre os azeites e como degustá-los, aqui está o link para o site da Borges onde há uma apostila para download.

outras sugestões:

cheesecake de goiabada

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ovo en cocotte

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frango assado com pão

frango assado com pão

torta de bacalhau (ou quando a semana deixou de ser santa, ou nada se perde tudo se transforma)
abr 5th, 2010 by Maria

torta de bacalhau 01

Feriado + visitas + amor pela cozinha = comilança.
Final de feriado + casa sem as visitas = muitas pequenas sobras.

Para equilibrar essas duas equações basta um pouco de criatividade. E com esse espírito comecei a semana e o dia de hoje foi recheado de reaproveitamentos deliciosos!

O primeiro foi resultado de um bacalhau cozido que almoçamos ontem e de um peixe assado que jantamos antes de ontem. Sobrou uma farta posta do primeiro e um pequeno pedaço do segundo. Lembrei então da Torta Capixaba, famosa no Espírito Santo e sempre presente na mesa dos capixabas na Semana Santa. É certo que a receita original* leva camarão, siri e sururu, além do bacalhau. Mas tudo bem, essa daqui é só uma versão inspirada nela e nem se dignou a ser assada numa panela de barro.

O segundo reaproveitamento foi no jantar de hoje e em breve estará aqui num novo post! Espero que gostem e que entrem no clima do “nada se perde, tudo se transforma”!

(*) Esse link é para uma das muitas versões da receita da Torta Capixaba. Nessa os ingredientes são cozidos juntos mas em outras faz-se uma moquequinha com cada um dos mariscos para só depois juntá-los.

torta de bacalhau 02

Ingredientes (para duas pessoas)
uma posta de bacalhau já cozido e temperado
sobras de outro peixe já cozido e temperado (aqui usei uns 150 g de namorado)
3 ovos
1 cebola
2 dentes de alho
azeitonas a gosto
sal e azeite a gosto

Modo de fazer
Desfie os peixes. Corte a cebola em rodelas grossas e reserve a metade para decoração. Reserve também algumas azeitonas. Pique a outra metade da cebola e refogue no azeite. Acrescente o alho e em seguida o peixe desfiado e azeitonas picadas. Mexa um pouco, acerte o sal, desligue o fogo e deixe esfriar. Bata as claras em neve e reserve. Bata as gemas até se tornarem cremosas e com delicadeza junte as claras em neve. Misture dois terços dos ovos batidos ao refogado e transfira para uma panela de barro ou forma refratária. Cubra com o restante dos ovos, decore com as rodelas de cebola e azeitonas e leve ao forno médio/alto. Quando estiver bem dourada retire do forno e sirva.

mais peixes:

peixe assado

peixe assado

peixe frito

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sardinha na pressão

sardinha na pressão

creme de papaya (ou a primeira impressão nem sempre é a que fica)
mar 30th, 2010 by Maria

creme de papaya

Há anos, quando experimentei pela primeira vez creme de papaya, pensei “coisa mais sem graça” e não mais o notei num cardápio. Mas recentemente, decidindo qual sobremesa pediria, o creme de papaya chamou a minha atenção evocando todas as minhas mudanças de paladar no último ano e humildemente sugeriu: “experimenta de novo, vai…”. O pedido foi tão sutil e respeitoso que o aceitei de coração aberto. E não é que ele estava certo?! O danado do creme com seu suave sabor de mamão contrastado com o licor de cassis me cativou.

De lá para cá, ou seja, nas duas últimas semanas, já o comi em três restaurantes distintos e em casa. E a receita, apesar de velha conhecida de muitos, é tão simples que não posso deixar de compartilhar.

Ingredientes (para duas porções)
1 mamão papaya maduro
4 bolas pequenas de sorvete (de aproximadamente 50 g cada)
licor de cassis a gosto

Modo de fazer
Corte o mamão ao meio, retire as sementes e separe a polpa. Coloque-a num recipiente com tampa e leve ao congelador. Depois de congelada basta batê-la no liquidificador com o sorvete de creme até ficar homogêneo. Coloque em taças, regue generosamente com o licor de cassis e sirva.

outras delícias geladas

sorvete com bolo

sorvete com bolo

sorvete de doce de leite

sorvete de doce de leite

brownie com sorvete

brownie com sorvete

hamburguer I (ou uma declaração de amor aos amigos)
mar 26th, 2010 by Maria

hamburguer 01

Tudo começou com a notícia da aquisição de uma fritadeira. Estávamos num desses deliciosos encontros entre amigos (praticamente mensais, agora) quando a Lud anunciou que havia comprado uma fritadeira. Amigas solícitas que somos, Aline e eu prontamente nos oferecemos para testar a dita cuja. E para o teste pensamos numa batata frita, que logo nos lembrou do seu companheiro hamburguer que na mesma hora nos sussurou “não esqueçam de trazer a maionese”. A partir daí bastou marcar a data e todos compareceram pontualmente: nós, os maridos, mais amigos e todos os ingredientes.

Havíamos preparado e congelado os bifes na noite anterior. No dia seguinte abrimos uma garrafa de vinho tinto, brindamos e mãos à obra! Começamos batendo a maionese sem ovos e sem óleo, enquanto os homens descascavam as batatas. Na sequência elas foram cortadas, colocadas numa panela com água e sal, levadas ao fogo até levantar fervura e escorridas. Arrumamos a mesa com pães, queijos, presunto, molho barbecue, salada e batata palha. Colocamos a chapa para aquecer e a batata para fritar; e à medida que os bifes chegavam ao ponto (ligeramente mal-passados por dentro) cada um ia montando seu sanduíche. E assim o domingo seguiu com um, dois ou três hambuerguers por pessoa. E assim seguimos nós, por horas a fio, aproveitando da maneira mais alegre e saudável possível nosso tempo livre, convivendo com quem gostamos, vibrando a cada pequena descoberta e tornando únicos esses sabores – em parte pela motivação e pelas “boas mãos” que temos pra cozinha, mas, sobretudo, pelo privilégio que temos, e usufruímos, de compartilhar sem medidas essas qualidades uns com os outros.

Obrigada, queridos, pelo domingo; obrigada pela nossa história.

hamburguer 05

Ingredientes para o hamburguer (rende uns 8 bons bifes)
500 gr de contra-filé ou fraldinha
500 gr de picanha
1 ovo
1/2 pacote de sopa de cebola ou cebola picadinha
alho espremido
um fio de azeite
um pouco de molho inglês

sal e pimenta do reino a gosto

Modo de fazer
Escolha as carnes buscando as peças que tenham uma capa de gordura mais fina. Peça ao açogueiro para moê-las juntas. Em casa, misture a carne moída com os demais ingredientes. Prove e acerte o tempero. Com auxílio de um aro redondo, ou sem, molde os bifes de hamburg
uer prensando-os bem. Envolva induvidualmente os bifes em filme plástico ajustando-o bem à carne (deixando o bife apertadinho). Leve ao congelador. Na hora de consumí-los basta aquecer uma chapa/frigideira/grelha numa temperatura média e colocar o bife.

hamburguer 02

Ingredientes para a maionese
1/2 xícara de leite gelado
1 xícara de azeite (acho que o ideal é usar um azeite com sabor mais neutro)
sal e temperos a gosto (usamos salsinha e cebolinha)

Modo de fazer
Coloque o leite gelado no liquidificador e bata um pouco. Abra a tampinha do liquidificador e acrescente aos poucos o azeite (em fio). Tenha paciência e observe atentamente para não perder o momento mágico no qual o líquido se torna creme bem diante dos seus olhos. Acrescente uma pitada de sal e os temperos que quiser batendo até que sejam incorporados à maionese. Leve à geladeira por alguns minutos antes de servir.

outros sanduíches:

sanduíche de atum

sanduíche de atum

croque monsieur

croque monsieur

sardinha, da Sardenha
mar 13th, 2010 by Maria

Quem sabe a origem do nome desse simpático e nutritivo peixinho? Eu não sabia até começar este post. Seu nome popular vem da Sardenha (Itália), terra do meu avô paterno, onde elas nadavam em grandes cardumes. Desbravadoras e destemidas, e conhecedoras do ditado “tamanho não é documento”, ganharam o mundo nadando pelos oceanos afora.

sardinha

Em solo brasileiro esses peixinhos vêm aos poucos conquistando fãs e títulos de nobreza pelas suas qualidades nutricionais e baixo preço. Eu mesma nunca dei muita bola para a sardinha até que três eventos recentes me fizeram encará-la com mais respeito.
O primeiro foi num restaurante japonês que servia sushi de sardinha. Eu nunca havia visto essa opção num cardápio e não hesitei em experimentá-la. Amei. Bem diferente da maioria dos sushis que já comi, esse tinha um gosto acentuado, típico da sardinha, com uma marcante presença de limão.
O segundo foi no post spaghetti com atum, salsa e limão no qual a Melissa postou um comentário falando da felicidade de comer uma sardinha fresca.
O terceiro evento ocorreu pouco tempo depois quando eu já havia passado na peixaria, feito a sardinha na panela de pressão e adorado o resultado. Parti em busca de mais informações para escrever este post e descobri as propriedades nutricionais desse peixe que custou apenas R$5 o quilo. Compartilho com vocês a receita e links com mais história e com comparativos entre peixes.

Ingredientes
1 Kg de sardinha limpa (sem cabeça, barriga e rabo)
20 tomates cereja cortados ao meio
1 cebola picadinha ou em rodelas
4 dentes de alho fatiados
1/2 xícara de salsinha picada
suco de 1 limão grande
1 pimenta caiena seca sem semente (ou outra vermelha)
sal a gosto
azeite para regar

Modo de fazer
Lave bem as sardinhas e passe um pouco de sal em torno delas. Disponha na panela de pressão os tomates picados e as sardinhas, cubra com os temperos e regue com o azeite e o suco de limão. Feche a panela e leve ao fogo médio. Quando iniciar a pressão, reduza o fogo e marque 10 minutos. Desligue o fogo e espere terminar completamente a pressão.
Sugiro comê-las quentinhas com seus acompanhamentos de preferência (eu servi com arroz, salada verde e purê de batata doce), ou frias com fatias de pão italianao.

Dicas: a sardinha tem espinha bem fininha e muito fácil de retirar. Depois de cozida basta abrí-la ao meio e retirar  a espinha inteira com o auxílio de uma faca.
Se quiser um pouco mais de caldo acrescente uns 100 ml de água antes de iniciar o cozimento.

spaghetti de atum, salsa e limão
mar 4th, 2010 by Maria

Esta semana mudo de casa e de ares. Boa hora para aproveitar e esvaziar os armários de coisas que já não me servem e para usar tudo o que está na despensa há um mês ou há um ano.

Foi com esse espírito que ontem olhei para uma latinha de atum com validade até 2013 mas já há alguns meses ali na prateleira esquecida. O talharim que ganhei de presente, o finzinho de azeite na grande garrafa verde e os cinco dentes de alho solitários sobre a mesa da cozinha não deixaram dúvidas sobre o jantar praquela noite fria: spaghetti de atum, salsa e limão, da Revista Blue Cooking*. Bastou comprar a salsinha e em pouco tempo saboreamos esta receita que, desde que a conheci, elegi como uma das mais saborosas e práticas.

macarrao com atum bluecooking

Além do sabor que me conquistou tanto na versão crua, enlatada ou assada, esse peixe é apontado como o mais importante na história do homem, sendo uma excelente fonte de proteínas, vitaminas e minerais. Para os interessados, publico alguns links: um pouco de história, informações sobre suas propriedades e comparativos com outras fontes de proteína animal.

Ingredientes (para 4 pessoas, ligeiramente modificados por mim)
250 g de espaguete (nesse caso usei talharim)
9 colheres de sopa de azeite (eu uso mais)
1 cebola bem picada
4 dentes de alho fatiados bem fino
1 pimenta malagueta sem semente bem picada (às vezes uso pimenta caiena seca)
2 latas de atum escorrido
suco de 1 limão pequeno
1/2 xícara de chá de salsinha fresca picada
uma pitada de sal

Modo de fazer (aproximadamente 20 minutos)
Coloque no fogo a panela de água com sal para o espaguete. Quando ferver, proceda de acordo com as instruções da embalagem.
Enquanto isso, aqueça numa frigideira em fogo médio metade do azeite. Coloque a cebola e o alho. Em seguida acrescente a pimenta e, antes que estejam dourados, junte o atum, o sal, o suco do limão e a salsinha. Quando o espaguete estiver pronto, escorra, volte com ele para a panela e envolva-o com o restante do azeite e com a mistura do atum por cerca de 1 minuto.
Sirva com parmesão ralado.

(*) Colecionável n°9, página 15.

outras massas

risoto de camarão

risoto de camarão

spaghetti al limone

spaghetti al limone

massa caseira com molho funghi

massa caseira com molho funghi

croque monsieur
fev 8th, 2010 by Maria

Este foi meu jantar hoje. Adoro croque e foi sobre ele um dos primeiros posts deste blog; infelizmente com uma foto horrível. Então, aproveito a oportunidade para substituí-la e dar destaque para essa deliciosa receita do Olivier Anquier. Aproveitem!

croque

R$10 de salmão
fev 4th, 2010 by Maria

salmao variacoes

Semana passada, enquanto caminhava para casa depois das compras de hortifruti, me questionei sobre o porquê de nunca ter usado a pele do salmão já que gosto tanto de “salmão skin”. É bem verdade que esse é um gosto recente, mas não entendi como pedia para o peixeiro retirar a pele e não a levava para casa. Continuei caminhando e outros pensamentos gentilmente pediram passagem deixando este para trás.
Horas depois, num passeio pela internet, encontrei um blog chamado Saborsonoro cujo post do dia falava exatamente do aproveitamento que se faz do peixe na culinária japonesa. E nesse post, o Marcel contava como assou a pele do salmão após ter tido pena de jogá-la fora. Coincidência, não? E não dava para desperdiçar! Compartilhei “o acontecido” com o Marcel e tratei de salvar a receita. E hoje foi o dia de colocá-la em prática!
Comprei um pedaço de salmão que custou R$10. Enquanto o peixeiro separava a pele da carne, eu observava cheia de idéias o corte dos sashimis expostos para venda. Em casa reproduzi o corte da melhor maneira que consegui. As fatias que não ficaram boas viraram cubinhos para um ceviche e a pele se transformou numa casquinha crocante que cobri com arroz, cebolinha e molho teriyaki feito na hora.
Apresento, e sugiro para vocês, esse jantar com três variações
do salmão, acompanhadas de saladinha verde.
Não estou apta a ensinar como cortar sashimi, mas procurei para vocês e posto aqui o link para um vídeo que explica o passo-a-passo. No mais, confie na sua capacidade de improviso, como confiei na minha. O ceviche, o molho e a pele crocante estão descritos abaixo. Ah, e o tempo de preparo não foi maior que 30 minutos!

Ingredientes para o ceviche, sashimi e pele crocante
250 g de salmão fresco (retirar e separar a pele)
suco de 1/2 limão (pode ser o siciliano, que é mais suave, ou o taiti)
um pouquinho de cebola picada
um pouquinho de pimenta picada (usei caiena)
gengibre ralado ou em pedacinhos pequenos
um fio de azeite
sal a gosto

Ceviche
Corte o salmão em cubos pequenos, misture a pimenta e a cebola picadinhas, o fio de azeite e regue com limão até envolver todo o peixe (mas sem exagero pro sabor não roubar a cena). Leve para a geladeira por aproximadamente 30 minutos. Retire um pouquinho antes de servir e acrescente o sal.

Skin
Corte a pele em quadrados ou retêngulos num tamanho bom para uma única mordida. Coloque num tabuleiro e leve ao forno alto por aproximadamente 15 minutos ou até que estejam crocantes. Fique de olho para não queimar!
Se a pele estiver com um pouco de carne, não faz mal; fica gostoso, com uma textura mais macia.
Eu servi arroz e cebolinha porque era o que tinha na geladeira; o Marcel usou broto de alfafa.

salmao skin

Para o teriyaki
1/2 xícara de shoyu
suco de uma laranja
125 g de açúcar amarelo (demerara)
1 colher de chá de gengibre ralado
50 ml de saquê (opcional)
um fio de óleo

Modo de fazer
Numa panela ou frigideira, aqueça o óleo e frite o gengibre ralado. Junte o açúcar e o shoyu. Quando o açúcar estiver dissolvido, acrescente o suco da laranja e o saquê. Abaixe o fogo e deixe ferver discretamente até se tornar um caldo grosso (que quando esfria ganha consistência caramelada).

mais salmão, budião e ceviche

salmão com laranja

salmão com laranja

Charlie e o ceviche

Charlie e o ceviche

peixe assado

peixe assado

minha mais nova paixão: açaí no café da manhã
jan 19th, 2010 by Maria

tigela

Sempre amei comer pão com manteiga e café com leite todas as manhãs. Mas não me perguntem porquê, essa combinação, nesse horário, sempre foi pesadíssima para minha digestão. Tentei leite sem lactose, meio pão, pão integral… mas por menos que comesse, sempre passava o restante da manhã mais pesada do que se tivesse me fartado com uma feijoada.

Aproveitei então o ano novo cheio de resoluções saudáveis e decidi não mais comer pão pela manhã e fiquei só com o café com leite (de segunda à sexta, porque ninguém é de ferro). Uma horinha depois a fome chegava e eu complementava com uma fruta.

E foi nesse período de transição que topei experimentar açaí novamente. Minha primeira experiência com essa frutinha, há anos, trouxe a constatação de que açaí na tigela se tratava de lama gelada. Nada mais, nada menos. Mas, como felizmente estamos em constante transformação, essa nova tentativa me mostrou já na primeira colherada que meu paladar estava bastante diferente. Mudado ao ponto de eu entrar numa sorveteria e ponderar entre um sorvete e uma tigela de açaí! Acreditem se puderem!

Na última semana todos os cafés da manhã foram açaí batido com meia banana e servido com um pouco de granola, seguido de uma xícara pequena de café com espuma de leite e uma pitada de canela. Pro meu gosto, perfeito! Para o meu corpo, também!

E você, o que come no café?

outras sugestões saudáveis:

maçã com queijo

maçã com queijo

beringela ao forno

beringela ao forno

sopa de beterraba

sopa de beterraba

brownie de chocolate com roupa de festa
jan 15th, 2010 by Maria

brownie Maria03

Demorei para experimentar a primeira receita de brownie; mas agora que descobri o quão simples é, não páro mais! Em menos de um mês já testei três diferetes!!

Depois que fiz o primeiro, encontrei uma foto no blog da Simone, o Chocolatria, que me encheu a boca de água. O brownie estampado lá era tão cremoso que chegava a ser suculento. Salvei a receita e poucas semanas depois levei-a para a cozinha. Foi aprovadíssima! A diferença entre as duas é que a primeira receita é de um bolo cremoso; já a da Simone é quase de um creme em formato de bolo. E ambas são deliciosas e fizeram sucesso por onde passaram!

Mas aí, inquieta que sou na cozinha, aproveitei essas duas inspirações para criar uma terceira receita. E sobre ela direi apenas uma palavra: experimentem!

brownie Maria01 brownie Maria02

Ingredientes
150 g de manteiga sem sal

360 g de chocolate meio amargo em pedaços

180 g de chocolate ao leite em pedaços
6 ovos médios
100 g de açúcar refinado

100 g de açúcar mascavo
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de baunilha
225 g de farinha de trigo
100 g de nozes picadas
canela e gengibre em pó

Modo de Fazer
Pré-aqueça o forno a 200 graus.
Unte com manteiga e farinha as laterais de uma forma de fundo removível e forre o fundo com papel manteiga.
Coloque a manteiga e o chocolate em pedaços numa tigela e leve ao microondas por cerca de 3 minutos, na potência média, ou até que estejam derretidos. Misture bem e reserve.
Em uma outra tigela, bata os ovos e os dois açúcares até ficar cremoso. Adicione o sal, a mistura do chocolate e a baunilha e misture um pouco mais. Adicione a farinha, o gengibre e a canela e incorpore-os bem à massa. Por último coloque os pedacinhos de nozes.
Despeje a mistura na forma preparad
a e leve para assar por 30-35 minutos, até firmar. Faça o teste do palito e fique atento pois para o brownie ficar molhadinho o palito deverá sair bem úmido.
Retire do forno, coloque a forma sobre uma grade e deixe esfriar totalmente.
Com o auxílio de uma peneira, salpique açúcar de confeiteiro, desenforme, coloque sobre uma travessa ou prato e decore com cereja e lascas de chocolate (ou como sua criatividade decidir!!).

outras tentações com chocolate:

mais brownie

mais brownie

brigadeiros especiais

brigadeiros especiais

musse de chocolate

musse de chocolate

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