Diga Maria! » receita de spaghetti

 
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espaguete, molho de tomate e almôndegas
ago 24th, 2010 by Maria

almondegas 01

Quem mora na praia costuma ficar com a casa cheia durante os períodos de férias. Descobri essa regra no último mês e eu que adoro cozinhar tudo fresquinho senti necessidade de estocar. E dessa constatação nasceram essas almôndegas: aproveitei uma receita de hamburguer e usei parte dela para moldar bolinhas que enrolei em filme plástico e congelei para algum “momento de necessidade”.

Pouco tempo depois elas me foram muito úteis numa noite na qual meu pai estava me visitando e uma dupla de aventureiros (meu marido e seu irmão mais novo) voltavam de um acampamento em Castelhanos/Ilha Bela. Voltariam na noite anterior mas foram surpreendidos pelas más condições da estrada e, apesar de estarem num 4×4, atolaram. Após horas de tentativa, a noite chegou e tiveram que dormir dentro do jipe, no meio da mata, no meio do nada. No dia seguinte caminharam a pé 16 km até conseguirem ajuda e sinal de celular para pedir resgate. Nessa hora também fui avisada da aventura e que seu desfecho se daria apenas no final do dia.

Sabia que chegariam cansados, esfomeados e em busca daquele aconchego que raramente achamos fora de casa. Lembrei então das almôndegas e concluí que um espaguete ao sugo puxado no manjericão e acompanhado das bolinhas de carne seriam a refeição perfeita pros quatro descendentes italianos. E assim foi. Chegaram quase às 22h, famintos de conforto e de ouvidos atentos a todas as histórias que traziam pra contar. E jantamos sem pressa, na boa companhia de um vinho e muita conversa.

almondegas 02_1

Ingredientes para as almôndegas (para oito pessoas)
700 gramas de contra filé
300 gramas de linguiça defumada (moída junto com o contra filé, uma única vez)
1 ovo
pimenta do reino
molho inglês
azeite
cebola picada bem pequena
sal
você pode acrescentar ou substituir pelos temperos que gosta; mostarda por exemplo fica uma delícia

Para o macarrão e o molho (também para oito pessoas)
800 gramas de massa
2 latas de tomate pelati
7 dentes de alho cortado em lâminas
pimenta calabresa
azeite
sal
manjericão a gosto
queijo parmesão ralado

Modo de fazer
Coloque numa tigela todos os ingredientes das almôndegas. Misture bem com as mãos, prove o tempero e, se precisar, acerte. Lave as mãos deixando-as ligeiramente úmidas para começar a moldar. Coloque uma quantidade da mistura na mão, aperte e enrole com o mesmo movimento que fazemos para enrolar um brigadeiro. Repita o processo para moldar as outras.
Coloque no fogo água e sal para cozinhar a massa. Enquanto aguarda a fervura, aqueça um pouco de óleo ou azeite numa frigideira grande e frite as almôndegas virando-as para que dourem dos dois lados. Retire-as da frigideira e reserve-as.
Aproveite a gordura que restou e volte a frigideira para o fogo. Coloque as lascas de alho, doure-as suavemente, acrescente a pimenta calabresa, o tomate pelati, um pouco de água (aproveite para “limpar” a lata) e sal. Mexa partindo os tomates, aguarde ferver, baixe o fogo e tampe. Se precisar, acrescente mais água aos pouquinhos.
A essa altura a água do macarrão já estará fervendo. Coloque a massa, misture um pouco para que não grude e deixe-a cozinhando pelo tempo indicado na embalagem. Quando a massa estiver quase pronta, coloque as almôndegas e as folhas de manjericão no molho de tomate e mantenha-os no fogo. Escorra o macarrão e junte-o ao molho. Sirva em seguida com queijo parmesão ralado na hora e folhinhas de manjericão enfeitando.

Dicas: caso não queira fritar as almôndegas, elas podem ser cozidas diretamente no molho de tomate. Para isso, prepare-o numa panela para que o molho cubra as almôndegas.
A mesma receita pode ser usada para hamburguer, que também pode ser congelado e retirado do freezer direto pra frigideira.

Aqui tem um vídeo bem legal do Jamie Oliver ensinando esse mesmo prato com uma receita diferente (e que certamente experimentarei)!


azeitonas, mussarela de búfala e manjericão (ou, boas companhias pra uma 6ª preguiçosa)
mai 25th, 2010 by Maria

massa com azeitonas bufala e manjericao

Era uma sexta-feira e eu havia marcado um jantar com algumas amigas na casa da minha mãe. Saí do trabalho atrasada e bastante cansada. Sofri um pouco o dilema “desmarco e relaxo, ou mantenho e cozinho cansada?”. Algumas ligações e a questão principal estava resolvida, elas não se importaram em transferirmos para o dia seguinte. “Ufa, vou cozinhar e servir com mais alegria”, pensei. Segundo dilema: “já faço as compras de supermercado, ou deixo para amanhã também?”. Afinal, ainda restava o cansaço e a mãe e o marido que me esperavam para jantar.

Para muitos supermercado é sinônimo de chateação. Mas para mim significa distração, relaxamento, entretenimento; em suma, coisa boa. Então aproveitei que tinha a generosa carona e companhia do meu pai e me joguei. A essa altura imaginava jantar fora ou me contentar com um básico pão francês acompanhado de queijo e salada. Mas aquelas prateleiras coloridas, recheadas e cativantes me animaram a preparar um jantarzinho. Eu precisava de três coisas: praticidade, aconchego e sabor. As duas primeiras se traduziram automaticamente em macarrão. E nem para o sabor precisei raciocinar; enquanto passava pelos produtos a granel, umas simpáticas e pequeninas azeitonas acenaram pedindo que eu as levasse pra casa. E já no meu carrinho, saltitantes me deram a dica: “adoramos a companhia do manjericão e da mussarela de búfala; leva eles também?!”. Eu não podia negar, concordam?!

azeitonas parmesao e manjericao

Voltei para casa revigorada e muito bem acompanhada. Abrimos um vinho e acalmamos o estômago com grossas lascas de queijo de cabra e uma provinha das azeitonas portuguesas (que por sinal estavam divinas). Coloquei a água com sal para ferver, piquei as azeitonas, lavei o manjericão e parti em quatro cada bolinha da mussarela. Quando a massa estava quase pronta, tirei a panela do fogo e em seu lugar coloquei uma frigideira grande. Aqueci azeite e misturei as azeitonas picadas e o óleo no qual elas estavam. Juntei um pouco da água do cozimento da massa até formar uma emulsão. Escorri a massa e coloquei-a na frigideira apenas para misturá-la bem à emulsão ainda quente. Desliguei o fogo, coloquei numa travessa (que estava sobre o fogão para ficar aquecida), acrescentei o manjericão e a mussarela, salpiquei lascas de parmesão e levei para a mesa. Para acompanhar, boa companhia, pão e vinho. Precisa mais que isso?


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talharim com frutos do mar

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ravioli de banana

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spaghetti al limone

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harmonização de cerveja (ou, novas nuances de uma velha conhecida)
mai 10th, 2010 by Maria

Este post faz parte do especial Cerveja e Comida – Harmonização de Cerveja Especial, uma iniciativa Bierboxx e Botecagem com diversos blogs e sites oferecendo dicas de harmonizações perfeitas de cervejas especiais, artesanais e importadas com o melhor da gastronomia/culinária, toda semana. Acompanhe!


harmonizacao 03_1 pq

Na adolescência somente os destilados agradavam meu paladar. Cerveja era muito amarga. Até que num belo dia ensolarado, no auge dos meus 18 anos, lá estava eu, no topo de uma das muitas dunas de Itaúnas, deslumbrada com a paisagem que se revelava à minha frente: uma imensidão de areia e mar ornada por uma cadência de quiosques rústicos de madeira com redes estendidas. Naquele dia, encantada por pertencer àquela paisagem cheia de calor, experimentei pela primeira vez o prazer que pode estar contido dentro de uma cerveja gelada.

Os anos se passaram e esse prazer permaneceu comigo. Mas durante esse tempo a cerveja esteve associada à praia, aos tira-gostos ou à um copinho antes do almoço nos finais de semana. Só muito recentemente, numa conjunção de habitante de São Paulo, aumento de poder aquisitivo e interesse pela gastronomia, é que comecei a experimentar as “cervejas especiais” e naturalmente elas me mostraram que podiam continuar à mesa mesmo depois do prato principal servido. Não atrapalhavam nem empapuçavam. Não, pelo contrário, elas enriqueciam a experiência.

Foi nessa altura que o universo fez com que a Ana, do Cozinha de Idéias, intuísse esse meu momento de descobertas e fizesse contato me convidando para fazer um post com uma receita harmonizada com cerveja. Isso foi para mim uma alegria por ser a cerveja uma bebida muito mais condizente com a nossa cultura que o vinho, mas também um desafio, já que não tinha qualquer embasamento téorico. Mas o fato da cerveja estar na mesa dos botecos da periferia e também na dos restaurantes dos Jardins parece tornar essa tarefa mais fácil; é como se já houvesse uma intimidade, uma relação estabelecida.

Comecei escolhendo a cerveja pela qual ando apaixonada, a Baden Baden Golden Ale, uma cerveja com adição de canela e sabor levemente adocicado. Só então me detive no que eu cozinharia para harmonizar.

Para a entrada arrisquei o sabor forte de um canapé com brioche levemente crocante com queijo de cabra cremoso, geléia de cereja negra e um detalhe de rúcula. E a sensação que tive foi da Golden Ale refrescando e limpando meu paladar, deixando-o pronto para novamente saborear o canapé.

Para o prato principal algo me disse que ela ficaria deliciosa acompanhando um spaghetti com frutos do mar. Apostei então na cumplicidade entre bebida e comida preparando o molho com um pouco da própria cerveja e um acréscimo de canela e ambos se entenderam perfeitamente durante um saboroso almoço de domingo.

harmonizacao principal

Concordam comigo que um almoço num domingo ensolarado combina muito mais com uma cerveja que com um vinho?! E a isso acrescente uma importante informação: pelo preço de um vinho mediano você compra de uma a duas garrafas de uma boa cerveja. E então, vamos juntos nos aventurar por essa nova gama de sabores?!

Ingredientes para duas fartas porções
200 gramas de spaghetti ou talharim
3 tentáculos de polvo
2 lulas limpas e cortadas em anéis
10 camarões cinza limpos e sem casca
2/3 copo de cerveja Baden Baden Golden Ale
½ cebola
½ xícara de salsinha picada
3 dentes de alho espremidos
1 limão
1 pimenta caiena sem semente
3 pitadas de canela
manteiga
queijo parmesão ralado
sal a gosto

Modo de fazer
Comecei preparando o polvo (se quiser cozinhá-lo inteiro, a receita desde o peixeiro está aqui) assim: lave-o com água corrente e bata seus tentáculos contra uma superfície lisa (pode ser a bancada da pia) para soltar grãos de areia que eventualmente estejam nas cavidades. Lave novamente em água corrente. Acomode-o numa panela junto com a ½ cebola, tampe e coloque em fogo médio. Aqui levou 30-40 minutos para ficar pronto. A cebola e o polvo soltarão água suficiente para o cozimento mas se precisar acrescente água. Retire do fogo quando estiver macio e só então acrescente um pouquinho de sal. Coloque-o num prato e deixe esfriar.
Pinguei umas gotinhas de limão na lula e nos camarões, passei uma água na panela e voltei com ela pro fogo médio para prepará-los: coloque uma farta colher de manteiga e quando ela estiver derretida acrescente os camarões. Quatro minutos serão suficientes para que eles fiquem bem rosados; na metade desse tempo vire-os para que cozinhem por igual. Salpique um pouco de sal e reserve-os. Volte com a panela pro fogo, coloque mais uma colher de manteiga e quando derreter junte os anéis de lula. Mais quatro minutinhos e uma pitada de sal. Reserve-as.
Coloque água para ferver com sal para cozinhar a massa. Em paralelo, volte com aquela mesma panela pro fogo, acrescente mais uma colher de manteiga, junte o alho espremido e a pimenta picada. Em seguida coloque a cerveja e a canela, abaixe o fogo e deixe reduzir um pouco. Roube umas colheradas da água que está cozinhando o macarrão e junte ao molho. Escorra a massa e coloque-a junto com os frutos do mar no molho aquecido. Sirva na hora com queijo parmesão ralado por cima.

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spaghetti de atum, salsa e limão
mar 4th, 2010 by Maria

Esta semana mudo de casa e de ares. Boa hora para aproveitar e esvaziar os armários de coisas que já não me servem e para usar tudo o que está na despensa há um mês ou há um ano.

Foi com esse espírito que ontem olhei para uma latinha de atum com validade até 2013 mas já há alguns meses ali na prateleira esquecida. O talharim que ganhei de presente, o finzinho de azeite na grande garrafa verde e os cinco dentes de alho solitários sobre a mesa da cozinha não deixaram dúvidas sobre o jantar praquela noite fria: spaghetti de atum, salsa e limão, da Revista Blue Cooking*. Bastou comprar a salsinha e em pouco tempo saboreamos esta receita que, desde que a conheci, elegi como uma das mais saborosas e práticas.

macarrao com atum bluecooking

Além do sabor que me conquistou tanto na versão crua, enlatada ou assada, esse peixe é apontado como o mais importante na história do homem, sendo uma excelente fonte de proteínas, vitaminas e minerais. Para os interessados, publico alguns links: um pouco de história, informações sobre suas propriedades e comparativos com outras fontes de proteína animal.

Ingredientes (para 4 pessoas, ligeiramente modificados por mim)
250 g de espaguete (nesse caso usei talharim)
9 colheres de sopa de azeite (eu uso mais)
1 cebola bem picada
4 dentes de alho fatiados bem fino
1 pimenta malagueta sem semente bem picada (às vezes uso pimenta caiena seca)
2 latas de atum escorrido
suco de 1 limão pequeno
1/2 xícara de chá de salsinha fresca picada
uma pitada de sal

Modo de fazer (aproximadamente 20 minutos)
Coloque no fogo a panela de água com sal para o espaguete. Quando ferver, proceda de acordo com as instruções da embalagem.
Enquanto isso, aqueça numa frigideira em fogo médio metade do azeite. Coloque a cebola e o alho. Em seguida acrescente a pimenta e, antes que estejam dourados, junte o atum, o sal, o suco do limão e a salsinha. Quando o espaguete estiver pronto, escorra, volte com ele para a panela e envolva-o com o restante do azeite e com a mistura do atum por cerca de 1 minuto.
Sirva com parmesão ralado.

(*) Colecionável n°9, página 15.

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risoto de camarão

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spaghetti al limone

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massa caseira com molho funghi

massa caseira com molho funghi

spaghetti al limone
ago 22nd, 2009 by maria

Tenho trabalhado mais que o habitual nesses dois últimos meses. E como tenho que trabalhar também neste final de semana, ontem decidi tirar uma noite de folga! Fechei o expediente um pouco mais cedo, fui pro parque dar uma alongada (num frio de 12 graus…), passei na Cobasi para comprar flores e mistura pra beija-flor e voltei pra casa, pronta para preparar o jantar: Spaguetti al limone! Conheci esse prato aqui em São Paulo, no Spot. O sabor do molho é bem diferente dos clássicos: é cítrico e cremoso e pede uma generosa porção de parmesão ralado na hora… Enquanto comíamos pensávamos em quais carnes poderímos servir junto. Foi quando lembrei da codorna postada ontem. O sabor dela com aquele molho de vinho certamente casará muito bem com essa massa! Fica aqui então a dica de acompanhamento para as simpáticas codorninhas.

Receita para dois 200 g de spaghetti (ou talharim ou penne) 300 g de creme de leite fresco 50 ml de leite 50 g de manteiga suco de 1 limão siciliano e raspas da casca sal e pimenta do reino 1 ramo de manjericão (opcional)

Modo de fazer
Coloque água para ferver com sal para preparar a massa. Em paralelo aqueça outra panela em fogo médio para baixo e coloque a manteiga, o suco e metade das raspas do limão. Deixe ferver por menos de 1 minuto. Junte o creme de leite e o leite e deixe ferver até reduzir e ficar ligeiramente cremoso (a consistência deve ser mais líquida). Acrescente sal e pimenta do reino a gosto e desligue o fogo. Quando a massa estiver “al dente”, desligue e escorra a água. Aqueça o molho, junte a massa e sirva com parmesão ralado e o restante das raspas do limão salpicadas por cima e nas laterais do prato.
Usei o manjericão para dar um toque sutil. Quando aqueci o molho coloquei 1 ramo na panela por um ou dois minutinhos e em seguida o retirei. Mais do que isso deixará um sabor muito marcante.
Ah, o prato ficará mais suculento que o da foto! Mas como eu não queria comer frio, fotografei com uma porção pequena retirada antes da hora.

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