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spaghetti de atum, salsa e limão
mar 4th, 2010 by Maria

Esta semana mudo de casa e de ares. Boa hora para aproveitar e esvaziar os armários de coisas que já não me servem e para usar tudo o que está na despensa há um mês ou há um ano.

Foi com esse espírito que ontem olhei para uma latinha de atum com validade até 2013 mas já há alguns meses ali na prateleira esquecida. O talharim que ganhei de presente, o finzinho de azeite na grande garrafa verde e os cinco dentes de alho solitários sobre a mesa da cozinha não deixaram dúvidas sobre o jantar praquela noite fria: spaghetti de atum, salsa e limão, da Revista Blue Cooking*. Bastou comprar a salsinha e em pouco tempo saboreamos esta receita que, desde que a conheci, elegi como uma das mais saborosas e práticas.

macarrao com atum bluecooking

Além do sabor que me conquistou tanto na versão crua, enlatada ou assada, esse peixe é apontado como o mais importante na história do homem, sendo uma excelente fonte de proteínas, vitaminas e minerais. Para os interessados, publico alguns links: um pouco de história, informações sobre suas propriedades e comparativos com outras fontes de proteína animal.

Ingredientes (para 4 pessoas, ligeiramente modificados por mim)
250 g de espaguete (nesse caso usei talharim)
9 colheres de sopa de azeite (eu uso mais)
1 cebola bem picada
4 dentes de alho fatiados bem fino
1 pimenta malagueta sem semente bem picada (às vezes uso pimenta caiena seca)
2 latas de atum escorrido
suco de 1 limão pequeno
1/2 xícara de chá de salsinha fresca picada
uma pitada de sal

Modo de fazer (aproximadamente 20 minutos)
Coloque no fogo a panela de água com sal para o espaguete. Quando ferver, proceda de acordo com as instruções da embalagem.
Enquanto isso, aqueça numa frigideira em fogo médio metade do azeite. Coloque a cebola e o alho. Em seguida acrescente a pimenta e, antes que estejam dourados, junte o atum, o sal, o suco do limão e a salsinha. Quando o espaguete estiver pronto, escorra, volte com ele para a panela e envolva-o com o restante do azeite e com a mistura do atum por cerca de 1 minuto.
Sirva com parmesão ralado.

(*) Colecionável n°9, página 15.

outras massas

risoto de camarão

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massa caseira com molho funghi

massa caseira com molho funghi

bolo de aipim com coco
fev 24th, 2010 by Maria

bolo de aipim

Bolo de aipim nunca esteve entre as comidas que povoam meu pensamento. Mas salivo toda vez que o vejo numa padaria. Curioso não tê-lo feito antes… Mas a verdade é que essa idéia só me ocorreu no dia em que a Lud me ligou dizendo “Fiz um bolo de aipim mas achei que ficou muito mole; vou levar para você provar”. Experimentei, e o que para ela pareceu meio mole, para mim apresentou-se como perfeito: meio bolo, meio pudim.
Dois dias depois fiz uma receita inteira que rendeu um bolo na forma de bolo inglês, outro na de pudim e mais dois pequeninos que assei numa marmitinha para presentear.
Já disse o que achei da receita e agora convido vocês para compartilharem a textura e convoco os que comeram para comentar.

bolo de aipim detalhe 02

Ingredientes
1 Kg de aipim
4 ovos
3 xícaras de açúcar
1 colher de chá rasa de sal
2 colheres de sopa cheias de manteiga
1 coco seco ralado
1 litro de leite

Modo de fazer
Triture o aipim no liquidificador e reserve. Bata no liquidificador os ovos com o leite, o açúcar, a manteiga e o sal. Acrescente 2/3 do aipim triturado e 2/3 do coco ralado e bata até obter uma mistura homogênea. Misture manualmente o restante do aipim e do coco. E não estranhe, a mistura fica bem líquida mesmo.
Acenda o forno em aproximadamente 230 graus.
Unte as assadeiras com manteiga e farinha, despeje nelas a mistura e leve ao forno por bastante tempo. Aqui levou cerca de uma hora e meia. Um pouco antes de retirar do forno salpique açúcar e coco ralado. Para saber a hora de retirar observe a massa: deve estar bem firme mas ainda úmida e corada na superfície. Aguarde esfriar e desenforme.

bolo de aipim detalhe 01

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brownie de chocolate

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pappardelle com molho funghi
fev 19th, 2010 by Maria

massa caseira molho funghi

Comecei 2010 inaugurando uma nova fase na minha cozinha, a das massas caseiras. Fiz o ravioli para testar e senti tanta satisfação ao comer uma massa feita pelas minhas próprias mãos que não tardei em repetir a experiência. Foi num domingo que decidi almoçar esse pappardelle com molho funghi. É bem verdade que passei boas horas na cozinha; mas fiz três receitas, abri e cortei a massa à mão e além do que consumi no dia ainda sequei e congelei o restante para levar para os meus pais.

A massa ficou rústica e porosa, ideal para absorver bem o molho. Mas não consigo descrever aqui o sabor e a leveza… quando penso nessa massa me faltam adjetivos ao mesmo tempo que afloram dois sentimentos: orgulho e satisfação. Acho que é a parcela de sangue italiano que há em mim festejando o retorno às suas raízes.

Apesar dessa ascendência, confesso que enquanto cortava a massa não sabia que produzia um pappardelle e por isso resolvi pesquisar o nome desse que me pareceu um talharim duplicado na largura. Achei a classificação dos tipos e formatos no site da Abima e como esse tipo de informação nunca é demais, compartilho o link com vocês.

Quanto ao molho, eu simplesmente amo funghi. De uns tempos para cá, toda vez que pedia esse molho numa cantina solicitava ao garçom um pedacinho de limão e acrescentava algumas gotas. Então na hora de preparar o meu próprio molho não tive dúvidas sobre torná-lo ligeiramente cítrico e, para o meu gosto, ficou perfeito. Este é um prato que certamente repetirei muitas vezes!

E se você quer mais informações sobre massas, sugiro esses dois links com textos da revista Blue Cooking que publiquei há algum tempo: como cozinhar e como comprar.

Ingredientes para a massa (receita para dois)
165 g de farinha de trigo
2 ovos
1/2 colher de chá de sal
uma pitada de pimenta do reino moída na hora (opcional)
uma pitada de noz moscada moída (opcional)

Modo de fazer
Para misturar a massa eu coloquei na panificadora, no ciclo massa. Mas não tem mistério misturar na mão: numa superfície de trabalho (uma bancada, por exemplo) despeje a farinha, o sal e os temperos e abra um buraco no meio onde caibam os ovos. Quebre os ovos nesse espaço e bata ligeiramente com um garfo. Aos poucos, e com cuidado para o ovo não escapar, vá incorporando pequenas quantidades de farinha. Trabalhe a massa com os dedos até que esteja homogênea. Se precisar, acrescente um pouco mais de trigo pois o tamanho dos ovos varia. Considerei o ponto certo quando a massa deixou de grudar nas minhas mãos mas ainda permanecia úmida. Trabalhe a massa até que esteja lisa e elástica (5-8 minutos), embrulhe-a em filme plástico e deixe-a descansar em temperatura ambiente por no mínimo 30 minutos e no máximo 2 horas.
Desembrulhe a massa, corte-a ao meio e embrulhe novamente uma das metades. Posicione a outra metade sobre uma superfície lisa ligeiramente esfarinhada. Deslize o rolo de macarrão pela massa, sempre de dentro para fora, sem pressionar demais. Vá girando a massa e continue até formar um círculo; estique-a o máximo possível. Coloque-a sobre uma toalha de mesa limpa e repita a operação com a outra metade.
Posicione a massa aberta na superfície de trabalho e corte-a em tiras. Pendure as tiras para secar. Se não for cozinhar na hora, coloque o macarrão novamente sobre uma toalha de mesa limpa, salpique um pouco de farinha de trigo e deixe secando. Depois de seca (fica durinha) a massa pode ser congelada num recipiente bem fechado (eu coloquei em um desses sacos plásticos para cozinha).

massa caseira01

Ingredientes para o molho
25 g de funghi secchi
1/4 de uma cebola pequena picadinha ou ralada
1 colher de sopa de manteiga
150 ml de vinho branco
250 ml de creme de leite fresco
4 colheres de sopa de suco de limão
5 castanhas-do-pará picadas
sal a gosto

Modo de fazer
Ferva o vinho e utilize-o para hidratar os cogumelos deixando-os de molho por 30 minutos. Escorra e reserve o líquido. Pique ou triture os cogumelos. Aqueça uma panela com a manteiga, refogue a cebola e acrescente os cogumelos e as castanhas picadas. Junte o vinho (com os resíduos do cogumelo), abaixe o fogo e deixe reduzir um pouco. Misture o creme de leite e o suco do limão, mexa um pouco, acerte o sal e desligue. Deixe os sabores curtindo enquanto cozinha a massa.
Aqueça água com sal e quando ferver coloque a massa. Mexa de vez em quando com um garfo para não grudar e observe o ponto de cozimento: a massa deve estar macia e firme. Aqueça o molho, junte a massa e transfira-os para uma travessa. Sirva com parmesão em lascas ou ralado.


a mesma base, outro sabor

ravioli de banana

ravioli de banana

pão de castanha-do-pará e passas
fev 11th, 2010 by Maria

O sabor da castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil, nunca me atraiu. Mas há um ano minha endocrinologista receitou cápsulas de selênio, um mineral com importante atuação no sistema imunológico e na destruição dos radicais livres. Resistente que sou a remédios, ainda que sejam apenas suplementos, levei para casa a prescrição e parti em busca de fontes naturais desse mineral. Desde então essa castanha faz parte do meu dia-a-dia.

Depois disso voltei algumas vezes ao seu consultório. Na primeira, informei que estava ingerindo selênio através da castanha e ela, que no fundo no fundo tem uma inclinação por métodos alternativos mas não dá o braço a torcer, me disse “Não é a mesma coisa!”. Tempos depois, no meio de uma outra consulta, ela sorridente e com ar arteiro falou “Outro dia receitei as suas castanhas para uma paciente”.

Foi então que numa ronda noturna pelos deliciosos blogs de culinária, encontrei no Mangia che te fa bene, da querida Verena, um pão de castanha-do-pará que me encheu os olhos. Logo resolvi experimentá-lo mas quando me deparei com o centeio, que eu não tinha em casa, resolvi usar outra receita básica, porém incrementada com a castanha-do-pará na massa, acompanhada de passas.

O resultado foi um pão leve, cheiroso, macio e extremamente saboroso.

pao de castanha e passas

Para os interessados, aqui está o link para uma matéria sobre a castanha-do-pará.
E para os amantes dos pães, segue a receita.

Ingredientes
2 colheres de sopa de manteiga
1/3 de xícara de chá de leite
1/4 de xícara de chá de água
15 g de fermento fresco
3 colheres de sopa de açúcar granulado
1 ovo
5 colheres de sopa de castanha-do-pará triturada (aproximadamente 90 g)
2 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo

Para enriquecer a receita
10 castanhas-do-pará picadas
1 colher de sopa açúcar granulado (para caramelar as castanhas)
8 colheres de sopa de passas ao vinho do Porto (aproximadamente 80 g; deixe de molho no vinho do Porto e depois escorra bem)

Para pincelar
1 ovo
leite
açúcar

pao de castanha e passas01

Modo de fazer
Derreta uma colher de açúcar, acrescente um pouco de água e aguarde o açúcar dissolver. Quando atingir a consistência de calda, acrescente as castanhas picadas e envolva-as com a calda. Desligue o fogo e reserve.
Na panificadora, reserve as castanhas picadas e as passas e coloque todos os outros ingredientes (úmidos primeiro, secos s seguir), escolha o ciclo caseiro com a opção assar desativada. Quando a panificadora avisar o momento de inserir os ingredientes finais, coloque as castanhas picadas e as passas escorridas.
Na mão,
reserve as castanhas picadas e as passas. Misture os demais ingredientes, primeiro os secos e em seguida os úmidos. Trabalhe a massa, deixe descansar, sove com as castanhas picadas e as passas escorridas e deixe descansar um pouco mais.
Considerei o ponto certo da massa aquele tênue limite no qual ela desgruda das mãos mas ainda gruda um pouquinho, sabe?!
Pré-aqueça o forno
a 180-200 graus.
Molde no formato desejado e coloque numa assadeira untada com óleo. Cubra com um pano de prato limpo e deixe crescer por aproximadamente 40 minutos, ou até dobrar de tamanho.
Misture o ovo
reservado (confere uma cor dourada e brilhante) com um pouco de leite (deixa a casca macia e com tom amarronzado) e pincele cuidadosamente a massa crescida. Salpique um pouco de açúcar granulado e leve ao formo por aproximadamente 20-30 minutos. Se quiser, pincele a mistura novamente um pouco antes de sair do forno. Quando assado, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.

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pão de azeitonas

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pão de aipim

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pão de canela

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croque monsieur
fev 8th, 2010 by Maria

Este foi meu jantar hoje. Adoro croque e foi sobre ele um dos primeiros posts deste blog; infelizmente com uma foto horrível. Então, aproveito a oportunidade para substituí-la e dar destaque para essa deliciosa receita do Olivier Anquier. Aproveitem!

croque

R$10 de salmão
fev 4th, 2010 by Maria

salmao variacoes

Semana passada, enquanto caminhava para casa depois das compras de hortifruti, me questionei sobre o porquê de nunca ter usado a pele do salmão já que gosto tanto de “salmão skin”. É bem verdade que esse é um gosto recente, mas não entendi como pedia para o peixeiro retirar a pele e não a levava para casa. Continuei caminhando e outros pensamentos gentilmente pediram passagem deixando este para trás.
Horas depois, num passeio pela internet, encontrei um blog chamado Saborsonoro cujo post do dia falava exatamente do aproveitamento que se faz do peixe na culinária japonesa. E nesse post, o Marcel contava como assou a pele do salmão após ter tido pena de jogá-la fora. Coincidência, não? E não dava para desperdiçar! Compartilhei “o acontecido” com o Marcel e tratei de salvar a receita. E hoje foi o dia de colocá-la em prática!
Comprei um pedaço de salmão que custou R$10. Enquanto o peixeiro separava a pele da carne, eu observava cheia de idéias o corte dos sashimis expostos para venda. Em casa reproduzi o corte da melhor maneira que consegui. As fatias que não ficaram boas viraram cubinhos para um ceviche e a pele se transformou numa casquinha crocante que cobri com arroz, cebolinha e molho teriyaki feito na hora.
Apresento, e sugiro para vocês, esse jantar com três variações
do salmão, acompanhadas de saladinha verde.
Não estou apta a ensinar como cortar sashimi, mas procurei para vocês e posto aqui o link para um vídeo que explica o passo-a-passo. No mais, confie na sua capacidade de improviso, como confiei na minha. O ceviche, o molho e a pele crocante estão descritos abaixo. Ah, e o tempo de preparo não foi maior que 30 minutos!

Ingredientes para o ceviche, sashimi e pele crocante
250 g de salmão fresco (retirar e separar a pele)
suco de 1/2 limão (pode ser o siciliano, que é mais suave, ou o taiti)
um pouquinho de cebola picada
um pouquinho de pimenta picada (usei caiena)
gengibre ralado ou em pedacinhos pequenos
um fio de azeite
sal a gosto

Ceviche
Corte o salmão em cubos pequenos, misture a pimenta e a cebola picadinhas, o fio de azeite e regue com limão até envolver todo o peixe (mas sem exagero pro sabor não roubar a cena). Leve para a geladeira por aproximadamente 30 minutos. Retire um pouquinho antes de servir e acrescente o sal.

Skin
Corte a pele em quadrados ou retêngulos num tamanho bom para uma única mordida. Coloque num tabuleiro e leve ao forno alto por aproximadamente 15 minutos ou até que estejam crocantes. Fique de olho para não queimar!
Se a pele estiver com um pouco de carne, não faz mal; fica gostoso, com uma textura mais macia.
Eu servi arroz e cebolinha porque era o que tinha na geladeira; o Marcel usou broto de alfafa.

salmao skin

Para o teriyaki
1/2 xícara de shoyu
suco de uma laranja
125 g de açúcar amarelo (demerara)
1 colher de chá de gengibre ralado
50 ml de saquê (opcional)
um fio de óleo

Modo de fazer
Numa panela ou frigideira, aqueça o óleo e frite o gengibre ralado. Junte o açúcar e o shoyu. Quando o açúcar estiver dissolvido, acrescente o suco da laranja e o saquê. Abaixe o fogo e deixe ferver discretamente até se tornar um caldo grosso (que quando esfria ganha consistência caramelada).

mais salmão, budião e ceviche

salmão com laranja

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Charlie e o ceviche

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peixe assado

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pão de azeite e azeitonas
jan 29th, 2010 by Maria

RECEITA VENCEDORA do concurso “Vamos trocar receitas? 2″ promovido pelos Azeites Borges.

pao de azeite e azeitona 01

O que para alguns é apenas uma receita, para outros é a base para muitas receitas. Esse pão é um exemplo. Ele era aquele pão doce do post anterior, mas de tanto que gostei, ele se multiplicou e originou um pão salgado.

Mas o que mais me impressionou ao imaginar uma versão salgada é que meu primeiro pensamento tenha sido um pão com azeitonas. Nunca gostei de azeitonas. Até que meu paladar começou a se transformar; rapidamente. De poucas coisas eu não gostava; agora desgosto de quase nada. E o melhor, que percebo somente agora enquanto escrevo, é que essa mudança me aproximou de alimentos saudáveis, como a azeitona e o azeite, e me distanciou dos fast food, dos enlatados, dos refrigerantes…

Sugiro então abrirmos um vinho, partirmos esse pão, passá-lo num bom azeite e brindarmos às boas transformações que, felizmente, estão ao alcance de todos nós!

pao de azeite e azeitona 02

Ingredientes (o ideal é que todos estejam à temperatura ambiente)
2 colheres de sopa de azeite (usei o Borges
Extra Virgem)
1/3 de xícara de chá de leite
1/4 de xícara de chá de água
15 g de fermento fresco
1 colher de sopa de açúcar granulado
1 ovo
2 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo
2 colheres de chá de sal
1 colher de sopa de azeitona triturada

Para o recheio
azeitonas trituradas (usei 200 g em toda a receita; antes de utilizá-las, coloque sobre papel toalha para absorver a umidade)
azeite
para untar (usei o Borges que contém azeite virgem e refinado)

Para pincelar e cobrir
uma gema
leite
flor de sal ou sal grosso
azeitonas em rodelas

Modo de fazer
Na panificadora, reserve as azeitonas e coloque todos os ingredientes (úmidos primeiro, secos s seguir), escolha o ciclo pão caseiro com a opção assar desativada. Depois que bater, descansar, bater, descansar, siga para o passo rechear.
Na mão, misture primeiro os ingredientes secos e em seguida os úmidos. Trabalhe a massa, deixe descansar, sove, deixe descansar um pouco mais e siga para o passo rechear.
Considerei o ponto certo da massa aquele tênue limite no qual ela desgruda das mãos mas ainda gruda um pouquinho, sabe?!
Acenda o forno a 180-200 graus e deixe pré-aquecendo.

pao de azeite e azeitona 03

Para rechear, unte uma superfície com azeite e abra a massa com um rolo untado formando um retângulo. Pincele com azeite e distribua as azeitonas trituradas. Enrole bem apertadinho como um rocambole e coloque numa assadeira untada com óleo. Cubra com um pano de prato limpo e deixe crescer por aproximadamente 40 minutos, ou até dobrar de tamanho.
Misture a gema
(confere uma cor dourada e brilhante) com um pouco de leite (deixa a casca macia e com tom amarronzado) e pincele cuidadosamente a massa crescida. Polvilhe flor de sal ou sal grosso e decore com azeitonas em fatia. Leve ao formo por aproximadamente 30 minutos. Se quiser, um pouco antes de retirar o pão, pincele o restante da mistura de leite e gema. Quando assado, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.

Dica: para saber se o pão está assado, vire-o sobre a mão coberta com um pano de prato e dê umas batidinhas (como quem faz “toc toc toc”). Se o som for oco o pão está completamente assado.
E se não tiver ovo em casa, basta acrescentar mais uma colher de sopa de azeite e um pouquinho (pouquinho mesmo) mais de água.


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focaccia

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pão de aipim

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pão doce com canela
jan 27th, 2010 by Maria

pao canela

Não sei quais caminhos me levaram até lá, mas o fato é que cheguei ao blog Agdah e me encantei com a foto que vi do pão doce com canela. Imediatamente salvei a receita e contei os dias até a primeira oportunidade para fazê-lo; afinal, casa com apenas duas pessoas não comporta um pão doce inteiro. Quando surgiu a viagem pra praia com outras quatro pessoas, logo percebi que aquela era a minha deixa. Comecei a preparar a receita algumas horas antes de pegarmos a estrada e naquele dia mesmo comemos um pão levinho, pouco doce e com um toque delicioso de canela. Tanto gostei que compartilho aqui com vocês essa receita que, na minha opinião, foi um achado (já rendeu inclusive algumas variações que ainda esta semana postarei para vocês!).

Ingredientes (um pouquinho diferentes da receita original)
2 colheres de sopa de manteiga
1/3 de xícara de chá de leite
1/4 de xícara de chá de água
15 g de fermento fresco
2 colheres de sopa de açúcar granulado
1 ovo
2 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal

Para o recheio
açúcar granulado a gosto (usei aproximadamente duas colheres de sopa)
canela em pó a gosto
(usei aproximadamente três colheres de sopa)
óleo e manteiga para untar

Para pincelar
um pouco de ovo (pode roubar um pouquinho do que vai na massa, se quiser)
leite
açúcar

Modo de fazer
Na panificadora, coloque todos os ingredientes (úmidos primeiro, secos s seguir), escolha o ciclo caseiro com a opção assar desativada. Depois que bater, descansar, bater, descansar, siga para o passo rechear.
Na mão, misture primeiro os ingredientes secos e em seguida os úmidos. Trabalhe a massa, deixe descansar, sove, deixe descansar um pouco mais e siga para o passo rechear.
Considerei o ponto certo da massa aquele tênue limite no qual ela desgruda das mãos mas ainda gruda um pouquinho, sabe?!
Acenda o forno a 180-200 graus e deixe pré-aquecendo.
Para rechear, unte uma superfície com óleo e abra a massa com um rolo untado formando um retângulo. Pincele com manteiga e polvilhe a canela e o açúcar. Enrole bem apertadinho como um rocambole e coloque numa assadeira untada com óleo (usei uma forma de bolo inglês). Cubra com um pano de prato limpo e deixe crescer por aproximadamente 40 minutos, ou até dobrar de tamanho.
Misture aquele pouquinho de ovo
reservado (confere uma cor dourada e brilhante) com um pouco de leite (deixa a casca macia e com tom amarronzado) e pincele cuidadosamente a massa crescida. Leve ao formo por aproximadamente 30 minutos. Um pouco antes de retirar o pão eu pincelei o que sobrou da mistura de leite e ovo acrescida de açúcar granulado. Quando assado, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.


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pastel do Português, Iriri/ES
jan 24th, 2010 by Maria

Olá, queridos leitores! Provavelmente em função da matéria exibida pela Rede Gazeta, percebi que muitas pessoas estão buscando aqui a receita do pastel de Iriri, o famoso pastel do Português.

Assim como muitos de vocês, eu também fiquei eufórica com a possibilidade de reproduzir em casa esse pastel delicioso cujo sabor faz parte da minha infância. E por isso cliquei até achá-la já que não pude assistir o programa!

Segue abaixo a receita exibida hoje no ES Comunidades. E quem quiser notícias de quando eu a fizer e publicar com fotos aqui no blog, basta enviar um e-mail para diga@digamaria.com.br e eu avisarei.

pastel com moqueca

Além da receita, aqui tem um post que escrevi recentemente sobre o restaurante do Português.

Ingredientes para 8 pastéis grandes
1 Kg de farinha de trigo
2 ovos
1 colher de sopa de margarina
2 copos (americanos) de leite morno
1 colher de sal
50 g de fermento fresco
1/2 copo de óleo
recheio de sua preferência (eles servem de carne, queijo e presunto, camarão e camarão com queijo; eu prefiro de queijo!!)

Modo de fazer
Num recipiente plástico misture os ovos, a margarina, o fermento, o leite morno e o óleo. Quando o fermento estiver dissolvido, acrescente aos poucos o trigo. O ponto certo da massa é quando ela começar a soltar do fundo da tigela. Cubra com um pano de prato e deixe descansar por 20-30 minutos. Abra a massa, recheie, corte e frite em óleo quente.

Dica da amiga Melina para a temperatura do óleo: uma boa tática para saber a temperatura ideal do óleo é ter um pedacinho de erva fresca [pode ser cebolina, salsinha, hortelã, etc...]; espere esquentar um pouco o óleo e coloque a folhinha. Se ela estalar está perfeito. Se não, espere até ela fazer aquela borbulhinha na folhinha!

ravioli de banana da terra
jan 22nd, 2010 by Maria

ravioli de banana

Recentemente visitei minha avó e suas estórias de cozinha. Além de muito afeto essa visita me rendeu o fascínio por ter um pequeno galinheiro – não pelas galinhas mas sim pelos ovos – e o desejo de fazer macarrão em casa. Não conheci seu quintal nos tempos produtivos mas com frequência ouço as estórias das galinhas ao molho pardo e dos macarrões preparados por ela todo santo domingo, sempre seguidos de doce de figo verde recém-colhido. Contam inclusive que nesses almoços meu avô comia, sozinho, um frango inteiro! Perguntei pela antiga máquina de abrir massa, aposentada depois de muitos e muitos anos de uso, e escutei minha vó dizer “aquela eu dei pra alguém que já nem lembro, mas manda orçar uma e me diz quanto custa”. Ri com a resposta, um pouco pela maneira como foi dita, um tanto pelo carinho e orgulho contidos nela ao ver uma neta se interessando por atividades tão pouco comuns nos dias atuais. Concordei em olhar o preço mas ponderei que apesar de adorar máquinas na cozinha, antes eu queria a certeza de que realmente a usaria.
De volta para casa, não tardei em adentrar na cozinha com farinha, ovos, banana da terra e vinho. Do meu livro companheiro, Chefs – Segredos e Receitas, veio a receita da massa; da cabeça e do apetite vieram o recheio e o molho. O processo foi uma delícia: amassar, abrir com rolo de macarrão, fazer e colocar o recheio, cortar… Uns minutinhos de suspense durante o cozimento e logo eu estava à mesa sendo surpreendida por uma massa leve e saborosa, em perfeita harmonia com o recheio de banana, o molho de vinho e as lascas de parmesão. Eu não imaginava que seria fácil e nem tampouco que acertaria na primeira tentativa. Mas assim foi.

- Vó, vou orçar e lhe aviso!


Receita para dois.

Ingredientes para a massa (livro Chefs, receita assinada por Michele Romano)
165 g de farinha de trigo
2 ovos
1/2 colher de chá de sal

Ingredientes para o recheio
uma banana da terra grande ou 2 pequenas
um fio de azeite
duas pitadinhas de flor de sal
uma pitada de pimenta do reino

Ingredientes para o molho (sem medidas mesmo, fui colocando e experimentando)
vinho tinto
vinho do Porto
mel
manteiga
sal
castanhas do Pará picadinhas
um pouquinho de água
lascas de parmesão para finalizar

Modo de fazer
Cozinhe a banana da terra. Escorra a água
, aguarde esfriar um pouco, descasque e amasse a banana da terra com um garfo. Acrescente o azeite, o sal e a pimenta.
Para misturar a massa eu coloquei na panificadora, no ciclo massa. Mas não tem mistério misturar na mão: numa superfície de trabalho (uma bancada, por exemplo) despeje a farinha e o sal e abra um buraco no meio onde caibam os ovos. Quebre os ovos nesse espaço e bata ligeiramente com um garfo. Aos poucos, e com cuidado para o ovo não escapar, vá incorporando pequenas quantidades de farinha. Trabalhe a massa com os dedos até que esteja homogenea. Se precisar, acrescente um pouco mais de trigo pois o tamanho dos ovos varia. Eu utilizei uns cinco punhadinhos a mais de farinha e considerei o ponto certo quando a massa deixou de grudar nas minhas mãos mas ainda permanecia úmida. Trabalhe a massa até que esteja lisa e elástica (5-8 minutos), embrulhe-a em filme plástico e deixe-a descansar em temperatura ambiente por no mínimo 30 minutos e no máximo 2 horas.

massa bola

Esses pontinhos são temperos que usei: raspas de casca de limão e pimenta do reino.

Desembrulhe a massa, corte-a ao meio e embrulhe novamente uma das metades. Posicione a outra metade sobre uma superfície lisa ligeiramente esfarinhada. Deslize o rolo de macarrão pela massa, sempre de dentro para fora, sem pressionar demais. Vá girando a massa e continue até formar um círculo; estique-a o máximo possível. Coloque-a sobre uma toalha de mesa limpa e repita a operação com a outra metade.
Posicione a massa aberta na superfície de trabalho e marque levemete os intervalos para corte. Coloque o recheio no meio de cada marca e, com cuidado, coloque por cima a outra metade. Acerte a massa pressionando-a levemente ao lado das áreas recheadas e com o auxílio de um cortador próprio corte a massa (como eu usei cortadores de biscoito, dei uma pressionadinha nas bordas só pra me certificar que não abririam durante o cozimento).
Para armazenar até a hora do cozimento, forre um tabuleiro, tábua ou prato com filme plástico e sobre ele disponha as massas cortadas. Cubra com outra camada de filme plástico e outra de massa, terminando com o plástico. Vede as laterias e mantenha na geladeira até a hora do cozimento.

ravioli de banana guardar

Na hora de preparar, coloque uma panela com bastante água e sal para ferver e retire a massa da geladeira.
Enquanto isso, misture os ingredientes do molho noutra panela e deixe ferver em fogo bem baixinho. Quando chegar à consistência desejada, apague o fogo e acerte o tempero.
Voltando à panela com água, quando atingir a fervura, coloque a massa. Fique atento pois a massa fresca cozinha mais rápido. Escorra, junte o molho e sirva com lascas de parmesão.

Dicas: Se a massa estiver muito úmida, acrescente aos poucos farinha de trigo. Se estiver muito seca, molhe as mãos e continue trabalhando a massa; será mais fácil incorporar água assim do que colocando direto sobre a massa.
Na hora do cozimento o ideal é não adicionar óleo ou azeite à água pois eles envolvem a massa dificultando a absorção do molho. Para a massa não grudar basta mexer de vez em quando com um garfo ao longo do cozimento.

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nhoque de abóbora

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pastel de feira

pastel de feira

spaghetti al limone

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brownie de chocolate com roupa de festa
jan 15th, 2010 by Maria

brownie Maria03

Demorei para experimentar a primeira receita de brownie; mas agora que descobri o quão simples é, não páro mais! Em menos de um mês já testei três diferetes!!

Depois que fiz o primeiro, encontrei uma foto no blog da Simone, o Chocolatria, que me encheu a boca de água. O brownie estampado lá era tão cremoso que chegava a ser suculento. Salvei a receita e poucas semanas depois levei-a para a cozinha. Foi aprovadíssima! A diferença entre as duas é que a primeira receita é de um bolo cremoso; já a da Simone é quase de um creme em formato de bolo. E ambas são deliciosas e fizeram sucesso por onde passaram!

Mas aí, inquieta que sou na cozinha, aproveitei essas duas inspirações para criar uma terceira receita. E sobre ela direi apenas uma palavra: experimentem!

brownie Maria01 brownie Maria02

Ingredientes
150 g de manteiga sem sal

360 g de chocolate meio amargo em pedaços

180 g de chocolate ao leite em pedaços
6 ovos médios
100 g de açúcar refinado

100 g de açúcar mascavo
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de baunilha
225 g de farinha de trigo
100 g de nozes picadas
canela e gengibre em pó

Modo de Fazer
Pré-aqueça o forno a 200 graus.
Unte com manteiga e farinha as laterais de uma forma de fundo removível e forre o fundo com papel manteiga.
Coloque a manteiga e o chocolate em pedaços numa tigela e leve ao microondas por cerca de 3 minutos, na potência média, ou até que estejam derretidos. Misture bem e reserve.
Em uma outra tigela, bata os ovos e os dois açúcares até ficar cremoso. Adicione o sal, a mistura do chocolate e a baunilha e misture um pouco mais. Adicione a farinha, o gengibre e a canela e incorpore-os bem à massa. Por último coloque os pedacinhos de nozes.
Despeje a mistura na forma preparad
a e leve para assar por 30-35 minutos, até firmar. Faça o teste do palito e fique atento pois para o brownie ficar molhadinho o palito deverá sair bem úmido.
Retire do forno, coloque a forma sobre uma grade e deixe esfriar totalmente.
Com o auxílio de uma peneira, salpique açúcar de confeiteiro, desenforme, coloque sobre uma travessa ou prato e decore com cereja e lascas de chocolate (ou como sua criatividade decidir!!).

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musse de chocolate

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quibe assado com castanha e recheado com queijo
jan 3rd, 2010 by Maria

quibe assado com castanha

Ontem foi um lindo dia de céu azul, com direito a passeio pela cidade, bate-papo com amiga, sorvete da La Basque, praia no fim da tarde e mergulho num mar de água gelada e cristalina.
Para o jantar meu desejo era uma refeição saudável e de rápido preparo. Logo me lembrei do quibe que comi no aniversário de uma amiga e essa opção me pareceu perfeita na companhia de uma saladinha verde. Não sou fã de quibe assado mas aquele estava especial: levinho, úmido, quentinho… Peguei a receita, misturei tudo e após 35 minutos de forno ele já estava na mesa recebendo elogios.
Espero que aproveitem esta receita simples, saudável e saborosa!

Ingredientes
500 g de carne moída
250 g de triguilho
meia xícara de hortelã picadinha
1 cebola picadinha ou ralada
5 castanhas do pará ou castanhas de caju picadinhas
4 colheres de sopa de azeite
200 g de queijo ralado (eu usei requeijão em barra)
sal, pimenta síria e canela a gosto

Modo de fazer
Coloque o triguilho numa vasilha e cubra com água quente. Deixe de molho por 7 minutos e escorra. Misture o triguilho com a carne, a hortelã, a cebola, as castanhas, o azeite, o sal, a canela e a pimenta. Prove e acerte o tempero. Transfira 2/3 para um tabuleiro untado com azeite e nivele. Salpique o queijo ralado e cubra com o restante da mistura. Nivele e leve ao forno médio por aproximadamente 30 minutos. Sirva quente ou frio acompanhado de salada e arroz ou cortadinho como aperitivo.

Dicas: a receita original leva queijo minas em fatias. Optei pelo requeijão em barra por ser um queijo mais gorduroso proporcionando maior umidade e homogeneidade ao quibe. A opção de utilizá-lo ralado e não em fatias foi para evitar que uma camada se separasse da outra.

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ovo en cocotte

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galeto recheado com farofa
dez 28th, 2009 by Maria

galeto recheado elipse

À medida que a gente cresce uns brinquedos vão perdendo a graça e outros vão surgindo em seu lugar. Para mim, depois de adulta, esses brinquedo têm se revelado na cozinha. Desde cortadores de biscoito, passando por fitinhas e confeitos, até chegar aos galetos e codornas. Posso comparar um galeto à uma Barbie. Sinto-me uma criança brincando de boneca: arrumando, maquiando, preparando pra festa! Penso em cada tempero como pensaria em cada enfeite, vislumbrando um resultado harmônico. E é nessa brincadeira de gente grande que encontro facilmente minha porção lúdica, minha poção mágica para voltar no tempo.

Ingredientes
1 galeto
50 g de bacon em fatias
1/2 cebola picada
4 dentes de alho espremidos
6 cravos da índia
1 fio de azeite
1 colher de sopa de vinagre
1 colher de sopa de açúcar
suco de duas laranjas
sal a gosto

Para a farofa
farinha de mandioca
30 g de manteiga
20 g de bacon picadinho
1/2 cebola picada
2 dentes de alho espremidos
5 ameixas sem caroço
sal a gosto

Modo de fazer
Comece preparando a farora. Coloque uma panela no fogo baixo com a manteiga e o bacon. Frite um pouco e acrescente a cebola e as ameixas picadas. Mexa por um ou dois minutos e acrescente o alho e depois a farinha. Mexa até que esteja crocante. Acerte o sal e reserve.
Lave o galeto por dentro e por fora e faça pequenos furos na pele e na carne com a ponta de uma faca (para facilitar a absorção do tempero). Prepare uma marinada com o suco de laranja, o vinagre, o fio de azeite, o bacon, os cravos, a cebola, o alho, o açúcar e o sal. Coloque um pouco dentro do galeto, sem muito líquido, e acrescente uma fatia de bacon. Recheie com a farofa e finalize com outra fatia de bacon. Feche com a pele ao redor, junte as extremidades das coxas e amarre-as com uma linha (evitando assim a entrada de líquido e preservando a farofa). Unte uma travessa refratária com manteiga, coloque o galeto com o peito para baixo, regue com a marinada, cubra com papel laminado e leve ao forno médio. De vez em quando abra o forno e regue o galeto com o caldo. Quando a carne já estiver macia, vire o galeto e retire o papel laminado. Continue regando de tempos em tempos. Assim que o galeto estiver dourado, desligue o forno, transfira-o para uma travessa, retire a linha e sirva.

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brownie de chocolate (ou o agradecimento)
dez 23rd, 2009 by Maria

brownie

Esta bem poderia ser uma história natalina já que se trata de um brownie para presente em pleno dezembro. Mas não é. Esta é a história de um querido escritor, o mais fantasioso e criativo que já existiu na face da terra (isso é um elogio!).

Certa vez um irmão de vida desse escritor veio para São Paulo acompanhar a filha que fazia vestibular. Enquanto ela fazia as provas, eles colocavam a conversa e os passeios em dia. Mas todas as manhãs, antes dela adentrar pelos portões da avaliação, ele olhava no fundo de seus olhos e dizia “Você vai passar, eu tenho certeza!”. E ele realmente acreditava no que dizia. Mais do que isso, ele antevia o brilhante futuro dela.

Depois da última prova ela lhe disse: “Se eu passar faço-lhe um bolo de chocolate de presente!”.

Ela passou na USP e cursou cinco anos de ensino superior. Quando o destino queria eles se encontravam e ele gentilmente cobrava “Estou esperando meu bolo de chocolate…” e ela, bem intecionada e amorosa, novamente se programava para tal mas o tempo lhe escapava pelas mãos. Sempre. Depois de formada, a cada quilômetro que andava ela se esquecia um pouco mais dessa história. Morou na Argentina, voltou pra São Paulo, percorreu a América Central, chegou à America do Norte, atravessou o oceano e desembarcou em Paris…

Nesse mesmo dia ela desembarcava lá e eu prestigiava esse escritor aqui, no lançamento do seu mais novo livro. Foi então que eu soube dessa história toda e percebi que eu poderia ser o elo que faltava para concretizar esse agradecimento.

E enquanto escrevo este post o brownie assa cheiroso, logo ali na minha cozinha. E muito em breve estará nas mãos de quem por direito o pertence.

Irmã, é um prazer ser a produtora da família! E apesar de estar de férias também dessa função, resolvi abrir uma exceção já que a causa é das mais nobres.

Arrabal, você é muito querido! E para mim é uma honra poder proporcionar o agradecimento da Lica através da minha cozinha.

brownie presente

Ingredientes
200 gramas de chocolate em barra
100 gramas de manteiga
250 gramas de açúcar
3 colheres de sopa de chocolate em pó
3 ovos
150 gramas de farinha de trigo
temperos a gosto (eu usei noz moscada, canela, cravo e gengibre em pó e um toque de pimenta-do-reino moída na hora)
frutas secas e castanhas a gosto (eu usei castanha do brasil, nozes pecan e passas)

Modo de fazer
Derreta o chocolate e a manteiga no microondas ou em banho maria. Misture até alcançar uma consistência homogenea. Acrescente o açúcar e o chocolate em pó, incorpore bem à massa e junte os os ovos, um de casa vez. Tudo bem misturado, peneire a farinha e os temperos e mexa. Por último acrescente as castanhas e frutas secas, coloque tudo num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha e leve ao forno médio pré-aquecido.
Aqui em casa levou 35 minutos, mas sugiro o teste do palitinho antes dos 30 minutos; ele deve sair limpo mas úmido. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade. Corte depois de frio.

Dicas: esta receita dá pra bater inteira na mão; leva uns 15 minutinhos, no máximo.
Para quem gosta de sabores mais fortes, sugiro usar chocolate meio amargo e cacau em pó ao invés do chocolate em pó.
Para presentear sugiro embalar em papel manteiga e finalizar com um belo laço de fita. Para porções menores, coloquei o embrulho em papel manteiga dentro de sacolinhas de tule fechadas com fitinhas de veludo.

Esta receita foi inspirada nesta daqui, do Mixirica.

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quem gosta de chocolate?

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bolo de mel

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brownie da Maria

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biscoitos de fécula de batata
dez 21st, 2009 by Maria

biscoitos de fecula elipse

Há alguns meses escrevi uma crônica na qual falava sobre os sabores de infância que não voltam mais. Mas hoje, fazendo estes biscoitos, percebi que tenho algumas histórias felizes de resgate desses sabores. Esta é uma delas.

Quando eu era criança, com frequência passava o Natal na casa da minha bisavó, em Itajubá, sul de Minas. Era uma casa deliciosa, dessas enormes, com piso de madeira, piano e um jardim que abrigava diversas árvores frutíferas. A minha preferida era a jabuticabeira e a memória mais nítida que tenho de lá é de um almoço numa mesa que ficava bem embaixo dela: toda a família reunida e o cão da minha bisavó, naquele tempo tão velhinho quanto ela, mancando, meio banguelo, meio cego e meio surdo (pra uma criança essa cena era bem curiosa e engraçada). Já os sabores desse almoço, nenhum ficou marcado em minha memória. O único gosto daquela casa que ainda hoje está na minha boca é de um biscoito redondo que minha bisavó guardava numa lata. O tempo passou, minha bisavó faleceu e o gosto ficou. E me parece que só a mim marcou porque quando mais tarde busquei saber a matéria-prima perguntando aos adultos daquela época, ninguém lembrava do tal biscoito.

Até que um dia, na casa da minha querida tia Marina (tia de vida, não de sangue), ela me ofereceu uns biscoitinhos em formato de bolinha. Na primeira mordida fui transportada para aquele casarão com mãos de menina abrindo a lata… eram eles! Com certeza eram eles! E foi aí que descobri que eram biscoitos de fécula. Naquele dia voltei pra casa com uma folhinha de caderno na qual escrevi a receita. Acho que foi uma das primeiras que fiz na vida…

E é com muito prazer que apresento para vocês, com todo o sabor e com toda a história, os biscoitos de fécula da vovó Zezé e da tia Marina.

Ingredientes
200 gramas de fécula de batata
200 gramas de farinha de trigo
100 gramas de açúcar
200 gramas de manteiga (eu uso com sal)

Modo de fazer
Misture todos os ingredientes até obter uma massa homogênea. Abra a massa numa superfície lisa salpicada com farinha, molde com cortadores próprios (ou faça rolinhos e corte em rodelas) e transfira delicadamente com uma espátula para uma assadeira. Asse em forno médio pré-aquecido e fique atenta ao ponto. Assim que estiver firme ao toque, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade (ou não). Passe no açúcar e guarde em recipiente hermético.
Os da foto eu não passei no açúcar e confeitei com chocolate puro ou com corante. Já aviso que foi intuitivo e que não sei qual o melhor processo. Derreti em banho-maria o chocolate e mergulhei as estrelinhas, finalizando algumas com finas lascas de nozes. As árvores foram feitas com o mesmo chocolate derretido misturado a corantes e aplicados com bico de confeiteiro. Levei à geladeira por 15 minutos, retirei e quando estavam em temperatura ambiente guardei em em potinhos herméticos.

Dica: lembre-se de colocar biscoitos de tamanho e espessura similares numa mesma fornada. Do contrário alguns ficarão prontos antes de outros.
Pode-se passar no açúcar com canela que também fica gostoso.

Já experimentei acrescentar nozes picada e coco ralado à massa mas, para o meu gosto, nenhuma combinação ficou melhor que a receita original.

Para o banho-maria proceda assim: pique o chocolate e coloque num refratário. Numa panela aqueça água sem deixar ferver. Desligue o fogo e encaixe o refratário com o chocolate. Mexa até que o chocolate esteja totalmente derretido. Transfira o chocolate para outro refratário seco apoiado numa vasilha com água em temperatura ambiente. Mexa o chocolate até atingir uma temperatura que ao toque dê a sensação de frio. E está pronto para usar!

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musse de chocolate

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lanchinhos saudáveis: sanduíche de maçã
dez 18th, 2009 by Maria

maca com queijo

Essa semana a Mel, uma amiga novaiorquina de Vitória, publicou no seu blog Delicioso Ano Novo um post chamado “Lanchinhos para aquela fominha”. O blog, todo voltado para alimentação e hábitos saudáveis, fala nesse post sobre aqueles lanchinhos super tentadores entre as refeições e as alternativas saudáveis para driblar essas tentações.

Li tudo, comentei dizendo o que costumo comer nessas horas (omiti claro o que não cabia no post!) e a Mel me respondeu com a dica de uma francesa: sanduichinhos de pêra ou maçã com parmesão. Eu, que adoro fruta com queijo, esperei o lanchinho seguinte e prontamente experimentei. E ficou tão bonito e gostoso que fotografei para compartilhar com vocês.

A montagem é simples assim: basta cortar fatias de maçã e intercalá-las com fatias de parmesão. Eu acrescentei uma pitadinha de canela. E se quiser servir num lanche, borrife ou pincele as fatias de maçã com umas gotinhas de limão. Isso evitará que escureçam.

Também adoro banana partida ao meio recheada com uma fatia de queijo (que pode ser parmesão, prato, mussarela, minas…).

Outras sugestões são muito bem vindas! Afinal, temos que poupar calorias nessas comidinhas intermediárias para usufruir sem culpa dos nhoques, sorvetes, bolos, risotos, rabanadas, empadinhas, cheesecake, musses, pastéis…

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salmão com molho de laranja

salmão com molho de laranja

atum com salada

atum com salada

compota de pêra e maçã

compota de pêra e maçã

sorvete de abacate
dez 16th, 2009 by Maria

sorvete de abacate

Sabe aquele dia que você está com muita vontade de comer um doce mas nada disposta se comprometer com sua consciência? Pois então, hoje foi esse dia para mim. Comi sobremesa no almoço e no meio da tarde lá estava eu, cheia de vontade de comer algum docinho de novo. Minha preocupação não era tanto com a ingestão calórica mas sim com a qualidade do que eu iria ingerir. Rumei para a cozinha e decidi usar aquele pequeno abacate que eu já havia comprado com más intenções. Cinco minutinhos misturando e provando as quantidades, trinta no computador enquanto a sorveteira trabalhava e o sorvete já estava prontinho: pro paladar um gelado de textura cremosa e sabor aveludado, levemente cítrico; para a consciência, a tranquilidade de ter ingerido pouco mais que uma fruta.

Ingredientes (serve duas porções)
1 abacate pequeno
100 ml de leite integral
2 colheres de sopa de creme de leite
4 colheres de sopa de açúcar
suco de 1/2 limão
raspas da casca do 1/2 limão

Modo de fazer
Bata todos os ingredientes no liquidificador, exceto as raspas da casca do limão. Misture-a depois manualmente. Coloque tudo na sorveteira e deixe-a misturando por 30 minutos. E só!

nhoque de abóbora (com manteiga, bacon e sálvia)
dez 14th, 2009 by Maria

Esta receita é para quem está disposto a passar umas horinhas na cozinha. Hoje eu estava assim. Depois de um mês longe de casa, cheguei pronta para entrar na cozinha sem pressa. Já com a abóbora cozida, comecei o preparo em torno das 18h30 e o nhoque foi para a mesa às 20h30. Mas vale lembrar que a receita não existia: eu media o trigo, misturava, experimentava. Acertava o sal, achava que tinha muita pimenta, acrescentava abóbora. A essa altura eu ainda nem sabia se enrolaria o nhoque ou utilizaria o saco de confeitar! Mas quando atingi 250 gramas achei que estava no limite; mais ficaria pesado e o trigo roubaria o sabor da abóbora. Esta é a primeira versão desta receita que certamente pode ser aprimorada. Quem se habilitar, volta e me conta, combinado?!

Ah, e pra ninguém se decepcionar, tenho que dizer que os nhoques não ficam redondinhos e perfeitos mas sim com uma carinha mais rústica.

Ingredientes (para servir com fartura quatro pessoas)

1,5 kg de abóbora japonesa (aquela com casca esverdeada)

1 ovo

250 gramas de farinha de trigo

9 colheres de sopa de queijo parmesão

sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

5 colheres de sopa de manteiga

15 folhas de sálvia

30 gramas de bacon cortado em cubinhos pequenos

Modo de fazer

Retire as sementes e corte a abóbora em pedaços grandes mantendo a casca. Coloque numa assadeira e leve ao forno até que esteja assada (aqui levou uma hora e meia sendo que ao final da primeira hora eu cobri a assadeira com papel laminado). Retire do forno, aguarde esfriar um pouco, descasque e amasse com um garfo. Acrescente o ovo, o queijo ralado e a farinha e misture bem. Tempere a gosto (eu coloquei até um pouquinho de açúcar) e coloque num saco de confeitar com bico largo. Aqueça água com um pouco de sal em uma panela espaçosa e de preferência mais alta. Quando ferver, vá formando bolinhas com o saco de confeitar e colocando na água. Aguarde o nhoque subir até a superfície, retire-o com uma colher furada ou escumadeira e coloque-o num escorredor. Quando todos estiverem cozidos, coloque a manteiga numa frigideira em fogo baixo, acrescente os cubinhos de bacon e as folhas de sálvia. Aguarde o bacon dourar, aumente um pouco o fogo e junte o nhoque mexendo com delicadeza. Mantenha-o na frigideira somente o necessário para esquentá-lo e incorporar o sabor da manteiga. Sirva quente com parmesão ralado na hora.

compota da Dedéia
dez 6th, 2009 by Maria

compota Andreia

Esta receita chegou com um elogio ao blog que muito me envaideceu. Afinal, não é todo dia que uma sensível escritora elogia o texto de um blog; sobretudo de um blog cuja autora nada tem de escritora. Vaidade compartilhada, vamos ao que interessa, à Andréia e à compota.

Andréia geriu o sonho de muitas mulheres: um casal de gêmeos. E como boas crianças que começam a experimentar a vida e seus sabores, os gêmeos de alguma maneira intuíram que existe muito mais além do que lhes é apresentado no dia-a-dia. Então, de tempos em tempos, eles simplesmente mudam de predileção. E foi numa dessas que a Andréia precisou aproveitar as pêras e as maçãs rejeitadas; mas, como uma clássica mãe de gêmeos, não tinha tempo para pesquisar receitas. Seu improviso resultou nesta receita que hoje faz sucesso em sua casa e por onde passa.

Hoje eu a reproduzi aqui, com dois pequenos acréscimos, e adorei o resultado! Nas palavras dela, “um doce saboroso, leve, natural, saudável e bonito”. O meu não ficou tão bonito porque sem querer deixei cozinhar um pouquinho mais que o recomendado. Mas o sabor ficou delicioso!

Ingredientes
maçãs
pêras
1 copo americano de açúcar cristal
2 copos americanos de água
canela em pau
cravo
3 colheres de sopa de passas ao rum* (por minha conta)
um pedacinho de noz moscada (por minha conta também)

Modo de fazer escrito pela própria Andréia
Põe-se um copo (americano) de açúcar cristal na panela de pressão. Se quiser uma compota mais “leve”, deixe apenas derreter, mantendo a calda clara. Caso prefira uma compota mais densa e mais doce, espere que escureça um pouco mais, jamais deixando queimar, para não amargar a compota. Quando a calda estiver no ponto desejado, despeje os pedaços de maçã e pêra já lavadas, sem descascar. As sementes podem ser utilizadas – ficam levemente crocantes e dão um especial sabor amendoado ao doce. Quanto maiores forem os pedaços de frutas, melhor. Se houver um meio de retirar apenas o miolo, deixando a casca íntegra, fica mais bonito. Eu mesma gosto de usar a fruta toda, sem retirar nada. É prático e dá um toque de rusticidade ao ato. Nesse caso escolha as menores maçãs e as pêras menores e menos maduras. Costumo usar pêta PT e maçã Gala – é como as chamamos aqui no ES. Enfim, quando a calda estiver no ponto desejado, despeja-se também a água (dois copos americanos) junto com a fruta. Põem-se pedaços de canela e cravos-da-índia, a depender do paladar de cada um. Fecha-se a panela e deixa-se cozinhar por quinze minutos depois de iniciada a fervura na pressão. Depois, é só deixar esfriar e colocar num vidro grande.

(*) Na casa da minha mãe sempre tem passas ao rum para incrementar o recheio de um bolo tradicional em nossa família. Basta colocar as passas de molho no rum por pelo menos 24 horas. Podem ser conservadas na geladeira em um vidro tampado por até seis meses.

marmitinha (ou como prolongar o gostinho da comemoração)
nov 27th, 2009 by Maria

marmitinha floral

Tenho uma amiga super talentosa. Por puro prazer começou a organizar a decoração de festas e desenvolver lembrancinhas para os eventos das amigas.
Pois então, faço aniversário em novembro e semanas antes ela me ligou perguntando “o que faremos de lembrancinha?”. Como eu ainda não sabia como iria comemorar, acabei nem pensando nisso. Mas na última hora, quando decidi sair para jantar com alguns amigos, retornei sua ligação devolvendo a pergunta. No mesmo dia conceituamos e compramos a embalagem, as forminhas e o tecido. Nessa noite minha mãe fez e enrolou docinhos de nozes, brigadeiro, brigadeiro branco e coco. No dia seguinte meus amigos saíram do jantar com essa marmitinha. E nós duas ficamos lá, felizes da vida com a rápida e bem sucedida execução.
Acho que numa hora dessas, sem que ela perceba, essa aptidão vai se tornar uma boa fonte de renda. Porque de satisfação já é. Enquanto isso, fico aqui na torcida para que esse dia chegue logo e para que, quando chegar, ela me proponha sociedade. Viu, amiga querida??!

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